Sexta-feira, 20 de Setembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1055
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ENTRE ASPAS >

ANJ critica censura prévia a jornais do Pará

Por Leticia Nunes (seleção de textos) em 16/04/2009 na edição 533

Leia abaixo a seleção de quinta-feira para a seção Entre Aspas.


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O Estado de S. Paulo


Quinta-feira, 16 de abril de 2009


 


PARÁ
O Estado de S. Paulo


Censura prévia a jornais é criticada


‘Em nota divulgada ontem, a Associação Nacional de Jornais condenou decisão da Justiça que determinou que os jornais Diário do Pará, O Liberal e Amazônia evitem publicação de imagens de pessoas vítimas de acidentes e/ou mortes brutais, sob pena de multa diária de R$ 5 mil. A ANJ considera que a lei já prevê casos em que a imprensa não deve reproduzir determinadas imagens. ‘A interdição geral e a priori é uma descabida censura prévia’, diz a ANJ.’


 


 


MINAS
O Estado de S. Paulo


ANJ repudia prisão de repórter


‘A Associação Nacional de Jornais repudiou ontem em nota a prisão arbitrária do repórter fotográfico Nelson Batista, do jornal O Tempo Betim. Batista recebeu voz de prisão de policial civil, dentro do IML de Betim, quando apurava denúncia de que no local havia corpos em avançado estado de decomposição, porque as geladeiras estavam danificadas – o que ficou comprovado. Para a ANJ, houve ‘cerceamento do direito do livre exercício da profissão’.’


 


 


PRISÃO
O Estado de S. Paulo


De Guantánamo, preso fala à Al-Jazira


‘Mohammed el-Gharani, prisioneiro dos EUA em Guantánamo, Cuba, deu uma entrevista ontem à TV Al-Jazira durante telefonema semanal à família e afirmou que apanhou dos guardas por recusar sair de sua cela. Esta foi a primeira entrevista de um detento concedida de dentro da prisão. O Exército americano não permite que os prisioneiros falem com a imprensa.’


 


 


CUBA
Cecilia Kang, The Washington Post


Teles hesitam em atuar na ilha


‘As empresas de telecomunicações dos EUA já podem investir em Cuba, agora que o governo de Barack Obama autorizou as operações na ilha. Segundo analistas, porém, antes de entrarem no país, os provedoras de internet e telefonia celular devem analisar o risco de abrir um negócio em um regime comunista com uma das populações mais pobres da região.


‘Cuba não tem se mostrado disposta a permitir que seus cidadãos tenham acesso a tecnologia de comunicação’, disse David Gross, assessor de política internacional do ex-presidente George W. Bush. ‘Agora que os EUA abriram a porta, a questão é se o governo cubano permitirá que as pessoas entrem.’


A ilha tem a menor porcentagem de assinantes de telefonia fixa, celular e internet da América Latina. Cerca de 11% dos cubanos têm telefonia fixa e 2% têm telefone celular. Pelo plano de Obama, as empresas de telecomunicações americanas podem criar redes de cabo submarinos para conectar os dois países. As operadoras de celular podem assinar contratos com a operadora estatal cubana de telefonia sem fio para oferecer serviços aos moradores e de roaming para os americanos que visitarem a ilha.


As TVs por satélite dos EUA, como a Sirius Radio e a Disch Network, poderão transmitir para Cuba. Os cubanos poderão também receber celulares e computadores doados do exterior. Com um salário médio mensal de US$ 15, contudo, eles talvez não tenham condições de pagar pelo serviço.


Alguns especialistas questionam se os moradores gastarão seu dinheiro em celulares de última geração, especialmente se o governo limitar o conteúdo da internet. A infraestrutura em Cuba é péssima e os cubanos são pagos em peso, moeda que não vale nada. A maioria está mais preocupada em comprar comida.


Muitas empresas não quiseram comentar as mudanças porque aguardam detalhes sobre como essa relação comercial será implementada. No ano passado, Cuba permitiu a compra de celulares, computadores e fornos micro-ondas. Atualmente, uma empresa estatal fornece todos os serviços de telecomunicações para os cubanos. Michael Prior, diretor executivo da Atlantic Tele-Network, operadora de internet no Caribe, diz que o maior retorno de investimento viria dos serviços de comunicação sem fio, o que pode não ocorrer por causa do enorme capital para se instalar linhas de fibra ótica e cabos submarinos em Cuba.’


 


 


RÚSSIA
O Estado de S. Paulo


Jornal opositor entrevista Medvedev


‘O presidente russo, Dmitri Medvedev, escolheu a Novaya Gazeta, um dos jornais mais críticos do Kremlin, para conceder sua primeira entrevista exclusiva desde que assumiu o cargo, em maio de 2008. A entrevista, publicada ontem, não traz nenhuma grande revelação, mas tem um apelo simbólico. Na última década, quatro jornalistas do diário morreram em circunstância suspeitas.’


 


 


INTERNET
O Estado de S. Paulo


Zap forma rede de classificados online


‘O Portal ZAP, uma empresa dos jornais O Estado de S. Paulo e O Globo, fechou parcerias com oito grupos de comunicação para formar a maior rede de classificados da internet brasileira. O anúncio foi feito ontem, em Belo Horizonte. ‘Até o fim do ano, queremos ter acordos com pelo menos um grupo em cada Estado’, afirma André Molinari, diretor geral do ZAP.


As empresas que fecharam acordo com o ZAP foram EPTV (Campinas-SP e região), O Tempo/Super Notícias (MG), jornal A Cidade (Ribeirão Preto-SP), Jornal do Commercio (PE), O Povo (CE), Correio do Paraíba (PB) e Tribuna do Norte (RN). Os parceiros irão vender os serviços do ZAP regionalmente. Todos terão acesso à mesma plataforma tecnológica e ao mesmo banco de dados, hoje com cerca de 500 mil anúncios.


Em quatro anos, o objetivo é ultrapassar 1 milhão de anúncios, chegando a uma receita anual de R$ 320 milhões, a 7 bilhões de páginas vistas por ano e 25 milhões de visitas por mês. ‘Vamos crescer quase 70% este ano, e devemos ter uma expansão média de 40% a 50% nos próximos cinco anos’, diz Molinari. ‘Mesmo com a crise internacional, mercados como imóveis e carros vão arrebentar no Brasil.’ Os anúncios do ZAP são divididos em quatro canais: Imóveis, Veículos, Empregos (vagas e currículos) e Mix (oportunidades e negócios).


Somados, os jornais dos grupos que participam do ZAP têm uma tiragem mensal de 38 milhões, com mais de 500 mil anúncios publicados. As parcerias permitem ao ZAP a venda centralizada de anúncios para todo o Brasil. ‘Hoje, quando os anunciantes querem fazer campanhas nacionais, precisam fazer anúncios em um portal genérico e em sites regionais’, explica o executivo, acrescentando que, no ZAP, poderá contratar a campanha em um só lugar, falando para um público de bom poder aquisitivo, que compra carros e imóveis.


O ZAP recebe milhares de ofertas por dia e reúne no mesmo endereço interessados em comprar, vender e alugar produtos ou serviços, e oportunidades profissionais. O portal é a seção de classificados do Estadão.com.br e do Globo Online.’


 


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Usadas por ladrões, Google põe no ar mais fotos em alta definição


‘Desde ontem, estão na internet, na página do Google Maps (www.maps.google.com), novas imagens em alta definição de parte da capital e da Região Metropolitana de São Paulo. As fotos, feitas por satélites, permitem observar com muito mais nitidez do que as anteriores detalhes de ruas, avenidas, edificações e monumentos da cidade.


Nesta semana, a polícia prendeu, na zona norte, três acusados de usar as imagens do Google para escolher alvos de roubos – condomínios, casas e edifícios com matas próximas para facilitar fugas, na região da Serra da Cantareira. O trio é suspeito de roubar e matar o empresário José Paulo Orrico, em 3 fevereiro, na zona norte.


Por enquanto, apenas a zona oeste pode ser vista em alta definição, além de partes das regiões sul e norte. Vias do município de Taboão da Serra também já estão com definição maior. Imagens das demais regiões serão melhoradas aos poucos, segundo a empresa. As fotos foram tiradas em um domingo: a cidade aparece quase sem trânsito.’


 


 


TELEVISÃO
Keila Jimenez


Estreia foi morna


‘No ar, Lu Grimaldi e seu italianol. Terra Nostra? Não, Poder Paralelo, nova trama de Lauro César Muniz, que estreou anteontem na Record com audiência abaixo do esperado – 13 pontos de média – e boas tomadas de ação.


Paulo Gracindo Jr. e Marcelo Serrado estão no tom certo, como ex-chefão da máfia e falso bom marido, respectivamente.


Já Gabriel Braga Nunes, o protagonista Tony Castellamare, perde-se ainda entre a cara de mau e o olhar catatônico de quem está brincando de estátua. Ele pelo menos não mistura o italiano e português, seguido de tradução simultânea. O clima de máfia promete.


Desnecessária a cena de sexo de Téo (Tuca Andrada), assim como a de um personagem pegando fogo – em um efeito nada especial – ao final de uma ótima perseguição de helicóptero.


Tiros certos foram as lindas paisagens italianas e a correria de Tony pelas vielas de Palermo. Já o figurino deixa a desejar. O que era aquele vestido de debutante da personagem de Paloma Duarte? Quem decorou o hotel da novela? E o que é a casa de Tony, em tese, na Itália, mas com pinta de sítio de tio rico em Ibiúna? Detalhes…’


 


 


 


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Folha de S. Paulo


Quinta-feira, 16 de abril de 2009


 


CAMPANHA
Editorial


2010 já começou


‘O ANO é de crise, como se sabe, e mais do que nunca se torna necessário o uso responsável do dinheiro público.


Mas o ano, repita-se, é de crise, e o mau desempenho da economia costuma refletir negativamente sobre a popularidade dos governantes.


Mais que isso: 2009 é também um ano de preparativos eleitorais. A campanha começa inusualmente cedo, dada a pressa do presidente Lula de tornar sua candidata de bolso de colete, a ministra Dilma Rousseff, conhecida da população. Essa premência instiga os dois outros notórios aspirantes à Presidência em 2010, os governadores Aécio Neves (MG) e José Serra (SP), ambos do PSDB.


A constatação explica o forte aumento dos gastos oficiais em publicidade nos orçamentos de 2009 e desmente suas especiosas justificativas.


O Estado de São Paulo é o recordista nesse aspecto. Segundo reportagem publicada nesta Folha na segunda-feira, as verbas previstas para a propaganda oficial cresceram 43,6% com relação a 2008. O potencial eleitor de José Serra no pleito do ano que vem será exposto, portanto, a doses maciças daquilo que eufemisticamente se denomina a ‘prestação de contas’ dos atos do governo paulista.


Não se trata disso, explica o Palácio dos Bandeirantes. Há programas, como a Nota Fiscal Paulista, que dependem de grande divulgação na mídia para que venham a funcionar plenamente. Não se pode dizer o mesmo, entretanto, da divulgação de obras rodoviárias ou de novas estações do metrô, cuja existência não passa despercebida ao usuário.


O princípio a seguir em toda publicidade oficial não deve ser, a rigor, o da ‘prestação de contas’ -o horário reservado aos partidos políticos deveria bastar para que esse objetivo seja alcançado de forma transparente.


Gastos em propaganda só se justificam em campanhas de interesse público, no gênero das que, de forma bem menos sistemática, são feitas para advertir a população dos riscos de acidente nas estradas ou da transmissão de doenças infectocontagiosas.


Para temas desse tipo, aliás, o governo federal dispõe de verbas específicas, a cargo dos diversos ministérios. Não foi esse, portanto, o objetivo fundamental do incremento dos gastos da Secom (Secretaria da Comunicação), no Orçamento de 2009. Passaram de R$ 123 milhões, no ano passado, para R$ 155 milhões: um acréscimo de 25,8%.


Em Minas, prevê-se o aumento de 35,7% nas despesas com publicidade. A explicação fornecida pela assessoria de imprensa do governador Aécio Neves não desmerece a fama de habilidade fugidia associada aos políticos mineiros: os valores orçados, diz a resposta oficial às indagações da reportagem, ‘não correspondem necessariamente à expectativa de investimento total na área’. Podem ser cortados, podem ser suplementados.


Afinal, como sabemos, 2009 é um ano de crise. E de candidaturas à Presidência.’


 


 


TODA MÍDIA
Nelson de Sá


Obama pede Unasul


‘Na Reuters Brasil, ‘Obama pede reunião com Unasul’. O pedido foi feito à presidente da União das Nações Sul-Americanas, a chilena Michele Bachelet, e o encontro ficou para sábado, junto à Cúpula das Américas. As agênciasressaltam que Lula deve questionar a ausência de Cuba e ‘tentar anular sua expulsão da Organização dos Estados Americanos’.


Argumenta que nas Américas, hoje, só os EUA seguem com relações cortadas com Cuba. Artigo no ‘Guardian’ avisa que a América Latina recebeu as medidas de Obama, sobre Cuba, de forma muito diversa da ‘mídia ocidental’. E que Fidel atacou em coluna a OEA, ‘ministério das colônias dos Estados Unidos’, instituição ‘vil’.


UM MUNDO DE CULPA


O ‘Washington Post’ também alerta que, ‘Na Cúpula das Américas, EUA podem enfrentar um mundo de culpa pela economia’. Aponta duas vertentes, a social-democrata ‘representada por Lula’ e a ‘socialista estatal’ de Hugo Chávez. Cita os ‘banqueiros de olhos azuis’, mas diz que Lula negocia, enquanto Chávez já proclama Pequim como ‘centro de gravidade do mundo’.


EMBARGO FRACASSOU


Em editorial, o ‘Financial Times’ saudou o ‘relaxamento’ das sanções a Cuba como ‘um passo modesto, mas significativo’. Avalia que ‘o bloqueio de Cuba foi um fracasso’ desde o princípio e que hoje, de qualquer maneira, o quadro mudou. A ilha ‘atrai investimentos não só de Rússia e China, mas de Brasil e Espanha’. E tem ‘novos modelos à esquerda’, no Brasil e no Chile.


AMORIM E O MUNDO


O chanceler Celso Amorim foi entrevistado longamente no ‘Hard Talk’, da BBC, sobre o novo papel de Brasil e emergentes _e sobre a crise, se ela ‘marca o fim do capitalismo global como o conhecemos’.


LULA ‘CONTRA RICOS’


Ecoando sem parar, a frase sobre os ‘banqueiros de olhos azuis’ obceca a cobertura. Ontem na Associated Press, o enunciado sobre o pronunciamento no Fórum Econômico no Rio era ‘Líder do Brasil avança contra países ricos’. No texto, o despacho trocou ‘ricos’ por EUA e sublinhou que Lula vai levar o discurso contra Wall Street à Cúpula das Américas. E que o colombiano Alvaro Uribe, a seu lado, concordou.


SHOW ARMADO


Sites militares e de estratégia como Defense News ou Stratfor acompanham a feira de armas no Rio.


Nela ‘os brasileiros mostram a variedade e a qualidade de sua indústria de defesa’, com empresas como ‘a gigante da aviação’ Embraer, Avibrás, Inbra Filtro, Emgepron, Bravio etc. Em destaque, coletiva em que o ministro Nelson Jobim diz que o Brasil ‘não é país comprador’, mas que oferece ‘parcerias estratégicas’.


EUROPA VS. EUA


Sites como Defense.Professionals, Strategy Page e até MarketWatch anunciam disputas e o fechamento de vendas, por exemplo, de sistemas de navegação da Northrop ou de helicópteros russos Mi-35M.


Mas a atenção maior durante a feira é com o projeto F-X2, dos novos jatos da Força Aérea, que envolve não só os próprios aviões, opondo as europeias Saab e Rafale e a americana Boeing, mas até seus mísseis, opondo a europeia MBDA e a americana Raytheon.


EMBRAER MILITAR


Por Stratfor, Defense News e demais, o destaque de ontem foi para o anúncio de que a Embraer vai desenvolver um avião militar de transporte para o próprio Brasil, o KC-390.


Análise observa que a empresa brasileira está ‘cada vez mais focada em defesa’.’


 


 


LÍNGUA
Pasquale Cipro Neto


Diário da reforma ortográfica


‘NAS ÚLTIMAS COLUNAS, fiz diversas referências ao ‘Volp’ (‘Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa’), peça fundamental depois que foi imposta a reforma ortográfica no Brasil (a bandeira do ‘Acordo’ -a unificação da grafia em todos os países lusófonos- ainda não se materializou). A última edição do ‘Volp’, lançada em meados de março, é a ‘bíblia’ da grafia pós-reforma. Lá se encontra o que (ao menos por enquanto) está sacramentado como ‘oficial’. E por que ‘ao menos por enquanto’? Porque não se sabe: a) se Portugal vai aderir; b) se, caso adira, Portugal vai exigir o cumprimento integral do que diz o artigo 2º do ‘Acordo’. O tal artigo diz o seguinte: ‘Os Estados signatários tomarão, através das instituições e órgãos competentes, as providências necessárias com vista à elaboração (…) de um vocabulário ortográfico comum da língua portuguesa, tão completo quanto desejável e tão normalizador quanto possível, no que se refere às terminologias científicas e técnicas’. O ‘vocabulário ortográfico comum’ (preconizado pelo texto oficial do Acordo) foi atropelado pelo ‘Volp’ brasileiro, que, por sinal, foi apresentado anteontem ao presidente da República Portuguesa. Se Portugal aderir e fizer questão de participar da elaboração do vocabulário ortográfico, o recém-lançado ‘Volp’ deverá ser aposentado. Deve-se levar em conta também o que informou o jornal português ‘O Público’, na última segunda-feira: ‘O relatório da Comissão Parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura, hoje divulgado, recomenda que o plenário deve ‘apreciar’ a petição contra o Acordo Ortográfico e que algumas das preocupações e sugestões ali referidas devem ser tomadas em conta. ‘A presente petição deve ser apreciada em Plenário da Assembleia da República’, lê-se no relatório final, elaborado pelo deputado social-democrata Feliciano Barreiras Duarte e aprovado por unanimidade pela comissão. A iniciativa do escritor Vasco Graça Moura foi subscrita por 33.053 pessoas’. Como o leitor pôde deduzir, estamos longe de um ‘final feliz’ para esse grande embrulho, o que significa que não é desprezível a probabilidade de se transformar em cinzas o dinheiro gasto com a compra do recém-lançado ‘Volp’. Talvez seja melhor esperar que a ABL ponha o ‘novo’ ‘Volp’ em seu site, o que (espera-se) deve ocorrer em breve. Posto em dia o ‘diário da reforma’, vamos a uma pergunta que muitos leitores fizeram nas últimas semanas: ‘Como ficaram os casos das palavras em que se usa o elemento ‘socio-’?’. O caro leitor certamente notou que pus hífen depois do elemento e não pus acendo agudo no primeiro ‘o’. Por que isso? Porque não se trata do substantivo ou do adjetivo ‘sócio’ (‘membro de uma sociedade’, ‘associado’). Trata-se do elemento de composição ‘socio-’, que se prende à ideia de ‘social’, ‘sociedade’, ‘fenômeno social’. Segue-se a regra imposta pela reforma, ou seja, só se empregaria o hífen se esse elemento fosse agregado a palavras iniciadas por ‘o’ ou por ‘h’ (o ‘Volp’ não registra nenhum exemplo). De resto, nada de hífen e de agudo no primeiro ‘o’: ‘socioeconômico’, ‘sociogeográfico’, ‘sociocultural’, ‘sociopolítico’ etc. E ‘sócio-gerente’? Com hífen e acento (esse ‘sócio’ é outro). É isso.’


 


 


INTERNET
Rafael Capanema


Imagens de São Paulo e Florianópolis ganham mais nitidez no Google


‘O Google anunciou ontem novas imagens de satélite de São Paulo e Florianópolis em seus serviços de mapas.


Mais detalhados, os registros estão no Google Maps (maps.google.com.br) e no programa gratuito Google Earth (earth.google.com).


As novas imagens permitem ver com mais nitidez, de cima, marcos paulistanos como o edifício Copan e a avenida Paulista. A novidade, porém, não cobre toda a cidade de São Paulo -áreas mais distantes do centro ainda são representadas pelas imagens antigas.


Até a conclusão desta edição, o Google não havia respondido às ligações da Folha para comentar a novidade, anunciada no blog oficial Google LatLong (google- latlong.blogspot.com).


Os serviços de mapas do Google têm sido criticados por parte de entidades de defesa de privacidade e por alguns governos, segundo os quais as imagens facilitariam ações terroristas.


Recentemente, no distrito britânico de Broughton, moradores impediram a passagem do carro que tira fotos para o Street View, serviço que faz a reconstituição fotográfica em 360 de paisagens reais nos mapas do Google na internet.


Disponível em mapas de nove países, o Street View ainda não chegou ao Brasil.’


 


 


TELEVISÃO
Daniel Castro


Record aposta em assistencialismo à tarde


‘A Record vai veicular um programa popular para tentar alavancar sua audiência vespertina. O ‘Programa da Tarde’, seu atual ‘calcanhar de Aquiles’, sairá do ar. No lugar, a emissora exibirá ‘Geraldo’, apresentado por Geraldo Luís. O novo programa promete ser uma mistura dos shows de José Luiz Datena com Ratinho e Márcia Goldschmidt.


‘Geraldo’ apostará na fórmula jornalismo mais entretenimento. Com duas horas e meia e plateia, terá reportagens assistencialistas e telebarracos.


O ‘Geraldo’ deve ser exibido das 14h às 16h30. Hoje, a faixa que vai das 15h às 18h é a mais vulnerável da Record -é muito comum perder para o SBT e para a Band. Anteontem, por exemplo, os programas dessa faixa (‘Programa da Tarde’ e reprises de novelas) deram quatro pontos de média.


A cúpula da Record decidiu apostar em Geraldo Luís porque seu programa atual, o ‘Balanço Geral’, supera os seis pontos. O ‘Balanço’ já investiu em material policial (fez até encenações de como teria sido o assassinato de Isabella Nardoni), em assistencialismo e em ‘mistérios’. Ontem, fez extensa cobertura de um baile de terceira idade em São Paulo.


Geraldo Luís foi contratado pela Record em 2007. Ele fazia sucesso com um telejornal pró-polícia em Limeira (SP).


Para honrar contratos publicitários, o ‘Programa da Tarde’ deve ficar no ar até julho.


NOVA DAS SEIS


A novela das seis que substituirá ‘Paraíso’ na Globo deverá ser escrita por Thelma Guedes e Duca Rachid, que adaptaram ‘O Profeta’ (2006/07). Elas serão supervisionadas por João Emanuel Carneiro. O martelo será batido até amanhã.


ESTRATÉGIA


Trinta e seis diretores e gerentes da Globosat passaram os últimos dias trancados em uma convenção da programadora no interior do Rio de Janeiro. Fizeram planejamento até 2012 e discutiram os conceitos de cinco novos canais.


PAVOR


O SBT já desistiu de enfrentar a Record na luta pelo segundo lugar no Ibope. Seu objetivo agora é impedir que a Band, definitivamente, a ultrapasse e conquiste o terceiro.


PROMESSA


‘Poder Paralelo’ estreou anteontem com média de 13,5 pontos, o melhor resultado do dia na Record, apesar do horário (das 22h28 às 23h36). O resultado foi turbinado pela estratégia da Record de não interrompê-la para intervalos comerciais, mas a novela promete. Tem boa história (sobre mafiosos) e direção competente. O elenco, entretanto, é irregular.


SANGUE


Outra estreia da terça-feira, ‘E24’, é de revirar o estômago, mas foi muito bem no Ibope. Deu 7,1 pontos, o triplo do que a Band costuma dar no horário. O programa mostra o mundo cão dos prontos-socorros, gente fraturada e ensanguentada, com imagens e áudio ruins. O primeiro caso era de um homem idoso que tentara se matar com uma facada na barriga.’


 


 


Sérgio Rizzo


‘A Chave da Casa’ aborda refugiados


‘Imagens do deserto na fronteira da Jordânia com o Iraque abrem ‘A Chave da Casa’, de Stela Grisotti e Paschoal Samora, que participou da 14ª edição do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários e hoje é exibido pela TV Cultura.


A paisagem tem intenso valor simbólico: ali, vivem palestinos em um campo de refugiados; alguns esperam há anos por um país que os receba. As últimas 48 horas de um grupo deles são condensadas na primeira parte do filme. Eles preparam as malas para vir ao Brasil, que não sabem direito como é, mas que não pode ser pior, acreditam, do que viver em barracas no deserto.


Nove meses depois, os reencontramos em Pelotas (RS), Venâncio Aires (RS), Florianópolis e Mogi das Cruzes (SP). O contraste entre as esperanças do início e as dificuldades de adaptação, no segundo momento, traduz de maneira bem concreta o drama de aproximadamente 14 milhões de refugiados em todo o mundo.


Que o país de destino seja o Brasil apenas reforça a ideia de que não há hospitalidade capaz de apagar o sentimento de não pertencer a lugar nenhum.


O filme faz parte de projeto da Cultura dedicado a 13 documentários de cineastas paulistas, às quintas, até 2 de julho.


A CHAVE DA CASA


Quando: hoje, às 22h10


Onde: Cultura


Classificação: livre’


 


Folha de S. Paulo


Oitavo ‘24 Horas’ será ambientado em Nova York


‘Segundo a revista ‘Entertainment Weekly’, a oitava temporada da série ‘24 Horas’ será ambientada em Nova York, após seis anos em Los Angeles -atualmente a trama se passa em Washington. O programa, sobre o agente especial Jack Bauer (Kiefer Sutherland), começa a ser gravado no mês que vem. A sétima temporada está em cartaz na Fox brasileira desde anteontem.’


 


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‘The Tudors’ terá quarta e última temporada


‘O canal norte-americano Showtime anunciou uma quarta e última temporada da série ‘The Tudors’, que será exibida em 2010 nos EUA. A temporada terá dez episódios e vai mostrar os dois últimos casamentos do rei Henrique 8º (Jonathan Rhys Meyers), personagem principal da série. O canal pago People & Arts exibirá a terceira temporada do programa no Brasil neste ano.’


 


 


 


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