Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

JORNAL DE DEBATES > IRAQUE

Artigo sobre morte de sargento desagrada Exército

02/02/2007 na edição 418

A matéria sobre a morte de um sargento durante ações militares dos EUA em Bagdá gerou atritos entre o Exército e o jornal New York Times, além de ter levantado questões sobre a cobertura de guerra e a relação entre militares e a mídia.


O diário publicou uma reportagem na edição de segunda-feira (29/1) sobre a morte do sargento Hector Leija, assassinado com um tiro na cabeça – não se sabe se vindo de um franco atirador ou de um soldado que atirou acidentalmente na rua. A matéria continha uma foto de Leija sendo carregado. No sítio do jornal, um vídeo de cinco minutos gravado na manhã do dia do incidente mostrava o sargento explicando as ações de sua unidade militar. Em seguida, a câmera focava nas reações dos soldados ao descobrirem que Leija havia sido atingido, os esforços para tentar salvá-lo e a recuperação de seu equipamento que havia sido deixado para trás quando ele caiu. Na quarta-feira (31/1), a família de Leija, que mora no Texas, implorava por privacidade.


Regras quebradas


Segundo informações –não confirmadas oficialmente – do jornal Houston Chronicle, o repórter Damien Cave, do NYTimes, e o fotógrafo Robert Nickelsberg, da Getty Images, responsáveis pela pauta, tiveram seus status como jornalistas embedded suspensos e não poderiam mais acompanhar as tropas americanas no Iraque.


Os jornalistas teriam, aparentemente, violado regras que devem ser seguidas por jornalistas embedded, segundo as quais a de que a família de um soldado morto em ação deve ser comunicada antes da publicação de qualquer foto. A família de Leija, no entanto, havia sido comunicada de sua morte dias antes da publicação da matéria.


O NYTimes divulgou uma declaração alegando que ‘não sabia de nenhuma suspensão’, que o jornal tomou medidas extraordinárias para avisar à família da publicação do artigo e do vídeo, que soube da insatisfação da família e que lamentava que ela tenha ficado ofendida. O editor-executivo, Bill Keller, afirmou que o diário escreverá uma carta à família de Leija. Informações de Robert Tanner [Associated Press, 31/1/07].

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