Domingo, 24 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

JORNAL DE DEBATES > VOZ DAS URNAS

As novidades desta eleição

Por Luciano Martins Costa em 04/10/2010 na edição 609

As eleições deste ano no Brasil trazem algumas constatações interessantes na relação entre a política e a comunicação. A primeira delas é que os institutos de pesquisa já não conseguem captar o pensamento da sociedade: todos eles erraram por muito na contagem final dos votos. A segunda é que a internet já compete com a mídia tradicional na influência do eleitorado. E a terceira é que o Brasil parece ter adquirido finalmente o respeito internacional pela solidez de sua democracia, depois de haver chamado a atenção do mundo pelo desempenho de sua economia.


A alienação dos institutos que tentam adivinhar o resultado das eleições já vinha se manifestando nos dias anteriores, com a oscilação dos votos da candidata Dilma Rousseff, que no começo da semana passada era considerada a mais atingida por correntes de mensagens na internet sobre a descriminalização do aborto.


Na véspera da eleição, porém, as pesquisas voltavam a apontar a grande probabilidade de vitória no primeiro turno, tendência que se manteve nas sondagens de boca de urna. No final, a realidade mostrou o crescimento da candidata Marina Silva e a transferência da decisão para 31 de outubro.


Espetáculo democrático


A rede caótica da internet foi determinante, segundo os analistas citados pela imprensa, para tirar votos da candidata do governo e transferi-los para a outra postulante, Marina Silva, o que, segundo especialistas, revela um cuidado do eleitor de não confrontar o atual presidente da República, dono de índices de popularidade e aprovação históricos.


O eixo da mudança teria sido a questão do aborto, o que revela de certa maneira a antecipação de um fenômeno esperado para os próximos anos: o aumento do conservadorismo das novas classes médias, recém promovidas socialmente.


O enorme interesse da imprensa internacional pelas eleições no Brasil também é um fato inédito. Depois de surpreender o mundo com o crescimento econômico dos últimos anos e a maior dinâmica social, o país apresenta aos observadores o espetáculo democrático das eleições ordeiras, seguras e livres, com um território quase continental e uma ampla diversidade populacional.


Está em jogo o legado de Lula, segundo a revista Época uma surpreendente história de sucesso.

Todos os comentários

  1. Comentou em 05/10/2010 Pedro pereiririra pereiriria

    Antes das eleiçoes, a mobilidade social era o trunfo eleitoral do presidente. Seus admiradores mais aguerridos nao deixavam escapar que a trasnferencia de votos neste segmento era mais certo que a lei da gravidade. De repente se transfrmou em gente mal preparada alienada, sem vontade propria ejoguetes da rede globo. Entoa o objetivo deve ser prepara para que ela vote corretamente, doutrina-lo, encoleira-lo, e se ele fizer o contrario,, continua a ser um sujeito mal informado,,, Essa é a sintese do pensamento autoritario, isso cresce mais que bolo fermentado.. E objetivamente é funçao da militancia, dos professores, das redes alternativas entulhadas de dinheiro publica .. e logico.. dos articulistas do observatorio.. filial da carta capital… ou seria o oposto….
    COmo e facil ser desmascarado esse discurso.. e a populaçao ja esta entendendo isso.. uma pena que a oposiçao ainda nao teve coragem de leva=los a lona com estas falacias embassadas no Granmcismo estultico

  2. Comentou em 04/10/2010 Pedro pereirira pedro pereirira

    Que pena que essa classe media nao reconhece o que nos fizemos pra ela.. o que devemos fazer pra que ela nao se mantenha tao conservadora…
    Convenhamo nobre articulista isso nao tem nada a ver com internet.. e o legado de lula nao tem nada a ver com revista epoca.. e o sucesso fica por sua conta..

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