Terça-feira, 17 de Julho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº995
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JORNAL DE DEBATES > OI NA TV

Caso Isabella, interesse público ou do público?

Por Lilia Diniz em 16/04/2008 na edição 481

A cobertura da imprensa sobre a morte da menina Isabella Nardoni, ocorrida em São Paulo, em 29 de março, foi o tema do Observatório da Imprensa exibido na terça-feira (15/4) pela TV Brasil e pela TV Cultura. Mais de 15 dias após o assassinato o caso ainda não foi solucionado, mas os meios de comunicação esmiuçaram a vida dos principais investigados – o pai da menina, Alexandre Nardoni e a madrasta, Anna Carolina Jatobá. O convidado do estúdio do Rio de Janeiro foi o jornalista Guilherme Fiúza. Em São Paulo, participaram o jornalista Marcelo Rezende e o advogado criminalista Carlos Kauffmann.




** Guilherme Fiúza, jornalista, assina um blog no site da revista Época, é autor do livro Meu nome não é Johnny, trabalhou no Jornal do Brasil, O Globo e no site NoMínimo.


** Carlos Kauffmann é advogado criminalista, mestre e doutorando em Direito Processual Penal, professor de Direito Processual Penal e autor do livro Prisão temporária.


** Marcelo Rezende, jornalista, é âncora do RedeTV! News, trabalhou em vários veículos do Sistema Globo de Comunicação e da Editora Abril. Na TV Globo, comandou o programa policial Linha Direta.


Na abertura do programa, Alberto Dines comentou os assuntos que estiveram em destaque na semana. No cenário brasileiro, confissão do jogador Adriano de ter marcado um gol com a mão depois de a mídia registrar a irregularidade; na Argentina, a criação de um Observatório de los Medios de Comunicación pela presidente Cristina Kirchner; e, também sobre o país vizinho, a tentativa de punir os criadores do desenho animado Os Simpsons por críticas ao peronismo (ver abaixo os tópicos de ‘A mídia na semana’).


No editoral apresentado antes do debate ao vivo, Dines comparou a cobertura do caso de Isabella Nardoni a uma telenovela policial. A intensa cobertura dos meios de comunicação estaria transformando o país em um ‘fórum de Sherlocks Holmes’. O jornalista avalia que e mídia está esquecendo de uma de suas funções, que é provocar a reflexão: ‘Ninguém quer pensar, prefere-se acusar, julgar e encerrar o assunto. Mas o interesse da sociedade é fazer justiça. Fazer justiça é uma das maneiras de encerrar este ciclo de crueldade pelo qual pouca gente está realmente se importando’ (ver íntegra abaixo).


Os holofotes da mídia


O jornalista Alexandre Garcia, da TV Globo, acredita que a cobertura da imprensa sobre o caso Isabella pode determinar o resultado das investigações. ‘A própria quantidade de câmeras, microfones, de repórteres, de luzes de certa forma provoca uma excitação que influencia o promotor, os peritos, os policiais, a delegada, as testemunhas e isso pode alterar um pouco os fatos’, disse, em entrevista gravada. Garcia recordou uma regra da rede de TV americana CBS, que aprendeu no início da carreira, que dizia que se o jornalista perceber que a sua presença está alterando os fatos, deve retirar-se.


A cobertura do caso da Escola Base foi relembrada no programa. Em 1994, o casal de proprietários da instituição de ensino, além de um professor e um casal de pais, foram acusados de abuso sexual de crianças. A mídia cobriu exaustivamente o assunto, parte dela prejulgando os investigados, mas o processo foi arquivado por falta de provas. Para o gerente de Jornalismo da TV Brasil em São Paulo, Florestan Fernandes Jr., a imprensa tentou ser mais cuidadosa no caso Isabella Nardoni, mas houve deslizes. Para o jornalista, em um caso que causa comoção há interesse em vender mais jornais e aumentar a audiências das TVs, não só no Brasil como no restante do mundo.


Alexandre Garcia disse ter ficado com um ‘pé atrás’ depois do ‘fiasco’ da cobertura da Escola Base, quando se culpou o casal de proprietários. A presença ostensiva da imprensa acabaria por provocar a tentação dos 15 minutos de fama em pessoas que dão declarações na cobertura. Para o antropólogo Roberto Albergaria, a mídia trata o caso como se estivesse elaborando uma novela ao misturar ficção e realidade. Albergaria também comparou a cobertura ao reality show Big Brother, onde os participantes são vigiados 24 horas por dia. O antropólogo destacou a vontade do espectador médio de ter uma ‘família feliz’, mas sem observar os defeitos que ocorrem dentro delas – e observou que o caso chamaria mais a atenção dos meios de comunicação e da sociedade porque envolve uma criança branca.


Jornalismo como entretenimento


No debate ao vivo, o jornalista Guilherme Fiúza – que viveu uma situação semelhante quando seu filho pequeno morreu ao cair do colo da mãe, na varanda do apartamento onde moravam – analisou o comportamento da imprensa. Disse que é difícil avaliar a atuação da imprensa em bloco, existem atitudes diferenciadas dentro da instituição. O jornalista disse que é preciso escapar da tentação de santificar o ideal de imprensa. A mídia não seria apenas objetividade e informação, seria preciso aceitar que ela sempre terá um pouco de espetáculo e entretenimento. Fiúza afirmou que a opinião pública às vezes deseja levar a imprensa a uma abordagem que se desloca do foco da tragédia, transformando o assunto em um reality show. Para o jornalista, existe quem queira consumir o espetáculo e induza a mídia a este tipo de comportamento.


As autoridades prejulgam os acusados, na opinião de Marcelo Rezende, ao darem declarações irresponsáveis à imprensa. O jornalista rememorou a cronologia da cobertura do fato e criticou as autoridades que divulgaram percentuais de quanto o caso estaria resolvido. Rezende reprovou a atitude da delegada Maria José Figueiredo, que chamou o pai de Isabella de ‘assassino’ no dia seguinte à morte da menina, quando Alexandre Nardoni registrou o boletim de ocorrência. Para ele, se a delegada tinha provas suficientes para acusá-lo, deveria tê-lo prendido em flagrante. Outro ponto levantado por Rezende foi o fato de que enquanto o inquérito estava sob sigilo, a todo instante autoridades passavam informações à imprensa.


O sigilo serviria, conforme explicou Carlos Kauffmann, para resguardar a própria investigação policial. Se a discussão pública acerca dos fatos pode prejudicar a investigação, então deveria ser assegurado o sigilo. O advogado criminalista avalia que o princípio não foi respeitado de fato, e foi assegurado apenas no âmbito formal. Para ele, aspectos da investigação foram trazidos a público aos poucos, e de forma paralela, por pessoas que nem sempre estavam diretamente envolvidas com as investigações. Laudos não entregues às autoridades foram vazados para a imprensa, deformando a opinião pública. Kauffmann advertiu que as pessoas que passaram informações precipitadas à imprensa tentarão provar que estavam corretas. Para o advogado, em tese, uma investigação que tenta provar que determinado suspeito é culpado está condenada ao insucesso.


Guilherme Fiúza contou que menos de duas horas após a morte do filho ele e a mãe da criança estavam presos no próprio apartamento, levados à condição de suspeitos, com dois policiais armados fechando a saída. Depois de um logo tempo, o acidente foi esclarecido. O embasamento dos ‘homens da lei’ era o depoimento fantasioso de vizinhos que diziam ter escutado discussões entre o casal na noite anterior à manhã do acidente. Traçando um paralelo entre a sua experiência pessoal e a morte de Isabella Nardoni, o jornalista se disse impressionado com o primeiro momento, quando a opinião pública não sabe nada sobre aquela família e acha que pode julgar. Para Fiúza, ‘um vizinho diligente e um delegado falastrão são uma combinação explosiva’. Marcelo Rezende disse testemunhas são ‘prostitutas das provas, não valem nada’.


O papel da imprensa nas investigações


A primeira vez em que a mãe de Isabella foi depor chamou a atenção de Fiúza. A jovem quase foi derrubada pelo cerco de repórteres, fotógrafos e cinegrafistas que estavam de plantão em frente à delegacia. ‘Se você quase derruba no chão uma mãe que acaba de perder uma filha, você tem que voltar para casa se sentindo uma ameba’, criticou o jornalista.


Marcelo Rezende questionou se, em um caso como o de Isabella, um repórter que recebe uma informação de uma autoridade constituída deve se omitir ou publicar. Dines disse que a decisão pertence à cadeia de comando do jornal, que ao repórter cabe trazer a notícia. Carlos Kauffmann considerou que a sociedade precisa estar bem informada e que isso não significa que a imprensa deva repassar as informações como se fossem verdades absolutas. E a imprensa deveria questionar porque a população não tem conhecimento jurídico. Kauffmann ressaltou que a imprensa tem um papel nobre e que precisa estar atenta ao interesse público, e não ao interesse do público.


***


A tragédia virou novela


Alberto Dines # editorial do Observatório da Imprensa na TV nº 457, no ar em 15/4/2008


Bem-vindos ao Observatório da Imprensa.


A tragédia da menina Isabella Nardoni converteu-se numa telenovela policial. Com a ajuda dos poderosos holofotes da mídia estamos transformando o país num imenso fórum de Sherlocks Holmes.


A violência contra uma criança de cinco anos vem sendo gradualmente esquecida, Isabella já não horroriza nem comove. Aparentemente esganada e em seguida jogada do sexto andar, Isabella tornou-se secundária. A vítima está importando menos do que o seu ou seus assassinos.


Ao contrário do que ocorreu há pouco mais de um ano, quando o menino João Hélio foi despedaçado pelas ruas do Rio, Isabella passou a ser mero pretexto para despertar o espírito detetivesco, tanto dos mediadores como dos mediados.


Uma das funções da mídia, entre outras, é fazer pensar. Mas, neste caso, ninguém quer pensar – prefere-se acusar, julgar e encerrar o assunto. Mas o interesse da sociedade é fazer justiça. Fazer justiça é uma das maneiras de encerrar este ciclo de crueldade pelo qual pouca gente está realmente se importando.


***


A mídia na semana


A.D.


** Este vazamento não foi de dossiê, foi de petróleo: ao informar oficiosamente na segunda-feira (14/4) que descobriram um novo megacampo na bacia de Santos, o diretor geral da ANP, Haroldo Lima, cometeu uma série de erros. Alguns privilegiados ganharam muito dinheiro, mas muita gente não gostou, inclusive o presidente Lula e os sócios da Petrobras, Repsol e British Oil.


** O casal de presidentes Kirchner está de mau-humor: incomodado com a cobertura da imprensa sobre a greve dos produtores rurais, o governo decidiu criar um Observatório de los Medios de Comunicación. Ao contrário deste Observatório da Imprensa, que estimula o debate sobre a imprensa, o observatório argentino é um ‘ameaçatório’ para intimidar os jornais.


** Como se não bastasse, os herdeiros do peronismo querem punir até os Simpsons porque num dos novos episódios designaram o governo de Juan Peron como uma ditadura militar. Parece que está na hora de entoar a canção ‘Não chores por mim, Argentina’.


** O atacante são-paulino Adriano reconheceu que o seu primeiro gol contra o Palmeiras teve a ajuda da mão. Todos os jornais e tevês registraram a infração, mas o juiz é soberano, quem manda em campo é ele. Está na hora de adotar os códigos do futebol americano e do tênis, que permitem contestar o arbítrio dos árbitros. Se a mídia não reagir, breve nosso futebol vai parecer basquete.

******

Jornalista

Todos os comentários

  1. Comentou em 07/03/2009 Luciano Vinicius

    Sou aluno de jornalismo da UFPB, e estou confuso em relação ao que fazer depos da graduação. Gostaria de saber se existe algum site, objetivo e específico onde mostrasse quais são as pós, espcializações, mestrados e doutorados em jornalismo. Estou muito confuso!

  2. Comentou em 23/09/2008 Marcellus William Janes Janes

    Tenho um artigo comentando o Caso Isabella.

    Está disponível na Revista Brasileiros. ( http://www.revistabrasileiros.com.br/busca/?q=Janes&s=text )

  3. Comentou em 23/09/2008 Marcellus William Janes Janes

    Tenho um artigo comentando o Caso Isabella.

    Está disponível na Revista Brasileiros. ( http://www.revistabrasileiros.com.br/busca/?q=Janes&s=text )

  4. Comentou em 22/09/2008 Miriam Araujo

    Quero obter informações de como me inscrever para oportunidades de emprego na área de Jornalismo. Cursei até o sexto semestre, na Unisinos. Gostaria de saber como posso aproveitar o meu curso até onde cheguei, pois faltam apenas 10 cadeiras para chegar ao final.

  5. Comentou em 20/04/2008 Marco Antônio Leite

    Senhor Teixeira se os criminosos fossem pessoas humildes e com poucas posses, com certeza todo esse circo não seria montado em função de mais um crime cometido por um pai desalmado e uma madrasta mau caráter, os facínoras já estariam atrás das grades sem dó nem piedade. No entanto, por tratar-se de classe média remediada, cujo pai tem curso Universitário e o avô é um advogado tributarista, eles compram os serviços de três jovens advogados sedentos em aparecer na mídia para ficarem conhecidos com o espaço que estão ganhando das redes de TVs, há todo o momento vem à pública para desqualificar os trabalhos em andamento. Após todo esse espetáculo, esperamos que a Justiça faça Justiça de fato e de direito, despachando os dois para um confortável hotel cinco estrelas chamado masmorra. Abraços socialistas para vossa senhoria!

  6. Comentou em 19/04/2008 Marco Antônio Leite

    Senhores direitistas de plantão e ignóbil do capitalismo neoliberal não se assuste, socialista não come criançinha. Isso é coisa de pedófilo capitalista que não come só aquilo, come todo o corpo do pobre. Em se tratando de um sistema ‘democrático’ essas pessoas têm todo o direito de se manifestarem seja contra ou a favor, o que não pode é se calar diante das imposições que o sistema determina. Sabemos todos que o site é um adulador mor da social democracia, fã número um do FHC e seus comandados, mas não tenha faniquito, situação sem oposição não é democrático, mas sim ditadura bem dura!Quem consumiu a vida dessa criança foram aqueles que por obrigação teriam que tratá-la com muito amor!

  7. Comentou em 19/04/2008 luciano gabriel lopes da silva gabriel

    Sra. Nalva, só porque a maioria do povo brasileiro e inculta e não tem senso crítico, a imprensa vai ter que deixar de noticiar os fatos? Não vi em momento algum sensacionalismo por parte da imprensa e sim uma forma transparente de se noticiar os acontecimentos que envolveram a morte da pequena Isabella, que foi uma fato nunca se viu ou que se tenha tido conhecimento no Brasil e que gerou uma comoção nacional. Ealém do mais, em nenhum momento,dentro daquilo que eu acompanhei, vi ou ouvi um profissional da mídia fazer algum prejulgamento ao trazer uma notícia a respeito da caso Isabella. a imprensa também tem mostrado as mazelas e os escândalos envolvendo os nossos governantes, os nossos representantes e o povo tem cobrado, tem se manifestado, demonstrando ser um povo bem diferente de alguns anos atrás.

  8. Comentou em 19/04/2008 Marco Antônio Leite

    Dona Nalva, será que se faz necessário provar alguma outra coisa nesse terrível acontecimento. Essa terceira pessoa foi criada por uma mente doentia, a qual com certeza foi o artífice desse acontecimento. O pai e a madrasta se negam a falar que ambos cometeram um ato com falta de senso, no qual quem pagou com a vida foi uma menina indefesa, como também o único mal que cometerá no tempo relâmpago que esteve neste planeta foi só fazer a alegria de todos que a cercavam.

  9. Comentou em 17/04/2008 Hans Misfeldt

    O caso Isabella tornou-se além de um caso trágico, uma tremenda novela mexicana, ou diga-se de passagem novela global, como Quem matou Irineu Vasconcelos ou Quem matou Odete Roitman… A cobertura da imprensa muitas vezes atrapalha as investigações, onde muito se especula, e nada se apura, ou muito se pressiona. Esse negócio de a cada minuto soltar uma informação nova, quem nem foi devidamente apurada, não é interessante. O público quer a informação precisa. Veja que hora se diz acharam um cabelo, tem sangue no pescoço, tem hematoma no corpo, agora não é hematoma, é mancha, enfim, hora se diz uma coisa, depois vem outra e contradiz, e assim segue a investigação. A imprensa entrevista gente que nada tem a ver com o caso, vizinho do pai na época do escola… A imprensa em geral deveria se tocar e transmitir só o que a polícia divulgar, e não ficar em cima, pressionando, especulando e acima de tudo, acusando quem quer que seja sem que realmente se tenha provas de tal afirmação.

  10. Comentou em 16/04/2008 Alexandre Carlos Aguiar

    O comentário de Ana Lucia Amaral abaixo é perfeito, na medida em que corresponde ao que a imensa maioria da população sente. Aponte um dedo quem não está interessado nesta triste história? E no seu desenrolar? Que as notícias sustentem as corporações de mídia, isso é fato. E que as análises não cabem nas notícias, também é óbvio. Contudo, esse fenômeno ressalta o que há de mais humano em nossa espécie, a curiosidade, que se expõe fortemente ante uma situação dramática como esta. Disse em outro comentário, num outro momento: esta menina representa para a maioria dos pais e mães do Brasil o modelo típico de filho/filha e tendo sua vida tirada de forma tão brutal faz-nos, cidadãos, pais e mães, íntimos de todo o caso. Que alguém quer ganhar uns trocados com a matéria, é inegável, mas que todos estamos expurgando nossos demônios sociais com isso, não há dúvidas. Li uma bobagem de que a atenção se dá porque a menina era branca e de classe média. Não! É porque era uma menina, meiga, linda e cheia de vida.

  11. Comentou em 16/04/2008 Ana Lúcia Amaral

    Esse discurso ‘politicamente correto’, de parte da imprensa e alguns profissonais da área jurídica, sobre estar parte da mídia e os integrantes das instituições do poder público, responsáveis pelo procedimento investigatório, condenando previamente investigados, parece querer fazer crer que o sistema penal brasileiro está todos os dias condenando inocentes pois baseados, tão somente, em artigos de jornais ou comentários do público.

    Alguém lembra do caso da Rua Cuba? A imprensa politicamente correta prefere uma investigação que não conseguiu chegar ao culpado, porque, segundo comentários à época, a cena do crime foi limpa antes que a polícia chegasse?

    O MP acusa e pede a condenação conforme seu convencimento extraído do que consta nos autos. O juiz julga conforme seu convencimento formado do que está nos autos.

    Não podemos impedir que as pessoas, diante de certas informações, tirem suas impressões, fiquem indignadas, perplexas, não estando elas compromissadas com o princípio da presunção da inocência, pois não têm o dever legal de fazer a acusação e/ou o julgamento.

    Quem acusa, condena ou absolve não é o público, não é a imprensa e fim de papo.

  12. Comentou em 15/04/2008 Cristiano Ribas Bonete

    Seria este fato um divisor de águas?
    Fico indignado, eu como serventuário da justiça, observar o que vem acontecendo…
    A Justiça que é cega, está se olhando no espelho das vaidades. Quero crer que, não, mas a todos os que dirigem este caso, vejo que estão no limear das trincheiras dos holofortes, abalroados por microfones e flash!
    Nota de culpa, como seria interessante, explanar você esta sendo preso pela necessidade de investigarmos, para tanto reservamos a melhor suíte para vossa senhoria, é por pouco dias apenas para nós podermos dar um glamour ao caso.
    Um pouco de dignidade, justiça não é feita assim, a mídia, só falta oferecem um prêmio de 1 milhão para o melhor culpado.
    Pai e mãe, madrasta, avôs, tios, primos, sobrinhos, perdoe-nos, mas a sua filha, além do trágico fato ocorrido, morre todos os dias nos noticiários.

  13. Comentou em 15/04/2008 Robson Simplicio

    Mais uma vez a maioria dos grandes meios de comunicação deixam de lado assuntos relevantes de ambito geral,focando em um caso isolado de violencia urbana.somos gratos a todos voces pela qualidade jornalistica de fazer tv.

  14. Comentou em 15/04/2008 Elizabeth S. Bretas

    Gostei de saber que 1 delegada foi a criatura que acusou A Nardoni na presença de toda a imprensa. Isso é indecente , nâo?
    Para mim isso foi novidade, já que tenho evitado me inteirar dessa ‘novela’.

    Votei na enquete como ‘1 cobertura sensacionalista’ e por isso me pergunto: o que o Marcelo Resende está fazendo nesse programa tão equilibrado? Gente, ele é muito sensacionalista!!! Na tv, ultimamente ele só está perdendo para o Brito Júnior da Record…
    Mas valeu pelas informações que ele trouxe.
    Parabéns pela ética com que esse programa é conduzido.
    Gostaria que houvesse 1 dúzia de Alberto Dines espalhada pelas emissoras de tv brasileiras.
    Discursos a parte, o resumo é que o grande ‘educador’ nesse país continental é o aparelho de tv. Que venham os PHDs de todas áreas contestar. A realidade do Brasil é essa.
    Saudações calorosas!!!

  15. Comentou em 15/04/2008 Elizabeth S. Bretas

    Gostei de saber que 1 delegada foi a criatura que acusou A Nardoni na presença de toda a imprensa. Isso é indecente , nâo?
    Para mim isso foi novidade, já que tenho evitado me inteirar dessa ‘novela’.

    Votei na enquete como ‘1 cobertura sensacionalista’ e por isso me pergunto: o que o Marcelo Resende está fazendo nesse programa tão equilibrado? Gente, ele é muito sensacionalista!!! Na tv, ultimamente ele só está perdendo para o Brito Júnior da Record…
    Mas valeu pelas informações que ele trouxe.
    Parabéns pela ética com que esse programa é conduzido.
    Gostaria que houvesse 1 dúzia de Alberto Dines espalhada pelas emissoras de tv brasileiras.
    Discursos a parte, o resumo é que o grande ‘educador’ nesse país continental é o aparelho de tv. Que venham os PHDs de todas áreas contestar. A realidade do Brasil é essa.
    Saudações calorosas!!!

  16. Comentou em 06/11/2007 Carlos Szilagyi

    Olá!

    Boa Noite!

    Lamento o ocorrido com o site, que simplesmente só procura informar, e ajudar a todos que necessitam de uma informação coesa e séria.
    Entretando estamos no Brasil. Esse pais maravilhoso para viver, e tão maltratado pelo próprio povo, que desmata sem dó. A nossa riqueza natural, que aos poucos ou melhor cada vêz mais rápido está acabado com verde das nossas matas. Dentro em breve a nossa bandeira vai ter que mudar.
    Ora, se hoje, o Governo sabe onde está os agressores (sem falar dos políticos envolvidos em escândalos), e outras coisas que são de conhecimento do público, mas, infelizmente de desconhecimento do nosso chefe maior. O nosso presidente Sr. Luiz Inácio Lula da Silva.
    Imaginem os senhores, os agressores virtuais, como o prorio nome já o diz. É só lamentar e repudiar tais fatos, principalmente com vocês.
    Quero aproveitar para expressar os mais sinceros votos de estima, aos que fazem parte desse programa. E ao mesmo tempo ensejar um Feliz Natal e Próspero Ano Novo.

    Atenciosamente,

    Carlos Szilagyi

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