Domingo, 17 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

ENTRE ASPAS > FOGO SOBRE GAZA

Causas são sócio-econômicas

Por Fernando Dias Campos Neto em 06/01/2009 na edição 519

Escrevo só por mim. E se emito alguma opinião ela decorre dos meus estudos de marxismo, feitos com dificuldade, os conhecimentos assimilados pelo autodidata.

Ora, é assombroso como a Guerra em Gaza é noticiada na alienação da economia política! E, se por acaso nos mobilizamos com ela, não se procuram saber as suas causas no intuito de, resolvendo-as, evitar o morticínio.

E as causas, na minha humilde opinião, não são religiosas ou raciais ou territoriais, mas sócio-econômicas.

É claro que deter o ataque de Israel contra o Hamas será bem difícil. Bem como conter o Hamas em sua constante agressão a Israel. Tanto um como o outro estão movidos pela paixão e a alienação da economia política na religião, que não lhes permite ver que teriam tudo para serem aliados na luta estratégica contra a globalização perversa.

Que há um inimigo comum, que é o capitalismo, e que eles ambos demonstram a incapacidade de compreenderem o momento histórico no local – porque as coisas não se passam só ali, mas dependem do que hoje é dito global, pois tudo está imbricado.

Voluntarismo e espontaneísmo

O marxismo, em sua melhor atualização, apresenta trabalhos muito úteis para melhores avaliações. E fica bem clara a oportunidade de estudar a luta na faixa de Gaza e o que pode decorrer dela, como fatal e insolúvel, pelo prisma da economia política que encontra no socialismo global um caminho democrático e pacífico para a Terra.

Racialmente, por exemplo, os choques se passam entre povos de maioria semita, como um ‘auto-holocausto’. E, de fato, a jihad envolve o ataque suicida, na loucura de um fundamentalismo religioso que não é absolutamente estranho aos israelenses.

O que ocorre no Oriente Médio, que pode se espalhar pelo mundo? O que ocorre no mundo que acaba por afetar o Oriente Médio?

A estratégia do socialismo envolve um equilíbrio entre o voluntarismo de indivíduo, ou grupos, e o espontaneísmo histórico. Apesar da iniciativa dos combatentes no caso citado, ambos estariam mais a serviço do espontaneísmo histórico do que da consciência de ações voluntaristas.

Não seria assim?

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Médico, Rio de Janeiro, RJ

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