Quarta-feira, 20 de Junho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº991
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JORNAL DE DEBATES > (DES)BLOQUEIO

China libera acesso quase total à Wikipedia

17/11/2006 na edição 407

Pouco menos de um mês após permitir o acesso à Wikipedia em língua inglesa, o governo chinês surpreendeu novamente: passou a permitir acesso a grande parte da versão chinesa da enciclopédia online. O anúncio foi feito pelos organizadores do sítio. Segundo Jimmy Wales, fundador da Wikipedia, os administradores não receberam nenhuma explicação governamental.


Ao contrário de empresas estrangeiras como Yahoo! e Google, a Wikipedia – dirigida por uma organização sem fins lucrativos – nunca concordou em censurar conteúdo como condição de acesso ao público, em colaboração com o governo da China. Hoje, a versão em chinês da enciclopédia online possui mais de 100 mil artigos, em sua grande maioria contribuições de colaboradores em Hong Kong e Taiwan.


Novas colaborações


Ao remover as restrições à Wikipedia, o governo parece ter optado por confiar em filtros que buscam termos específicos e bloqueiam o material no qual estejam inseridos. Assuntos como a repressão ao movimento pró-democracia na Praça da Paz Celestial, em 1989, e a revolução Comunista ainda são tabus e não devem ser debatidos na rede.


Os administradores da Wikipedia chinesa são, em grande maioria, universitários ou recém-formados que trabalham como voluntários. A notícia do fim (quase total) do bloqueio ao sítio em território chinês correu rápido, e o movimento de novos colaboradores já registrou aumento. Os antigos colaboradores afirmam notar a presença dos novos pela publicação de artigos em chinês simplificado, mais comum na China Continental do que em Hong Kong ou Taiwan.


Se esta ‘liberdade’ é algo passageiro ou veio para ficar ainda é um mistério. O governo – que costuma alegar que não impõe censura na internet – não se pronunciou sobre o assunto. Pouco mais de um ano atrás, ambas as versões da enciclopédia (em inglês e chinês) ficaram acessíveis ao público, para pouco tempo depois sofrerem com o bloqueio. Informações de Noam Cohen [The New York Times, 16/11/06].

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