Segunda-feira, 23 de Setembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1055
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Comunique-se

26/05/2009 na edição 539

RÁDIO
Sérgio Matsuura

Rádio Globo e CBN unificam transmissões esportivas no Rio de Janeiro

‘A partir do dia 30/05, as rádios Globo e CBN do Rio de Janeiro irão unificar as transmissões esportivas nos três canais que possuem, sendo dois em AM e um em FM. Cada emissora continuará com os seus programas, mas o Futebol Show será produzido em conjunto.

Nomes como José Carlos Araújo, Luiz Mendes, Carlos Eduardo Éboli, Gerson, Eraldo Leite, Leandro Lacerda, entre outros, poderão ser ouvidos numa mesma transmissão. O gerente de Esportes do Sistema Globo de Rádio, Álvaro Oliveira Filho, explica que a medida foi tomada para melhorar a qualidade das coberturas.

‘Com duas transmissões separadas acabava faltando gente. A diretoria entendeu que se você tem uma equipe desse quilate, não faz sentido dividir’, diz.

Oliveira Filho informa que a mudança estava sendo estudada pela direção do Sistema Globo de Rádio há algum tempo e que o início das operações da Tupi em FM não foi determinante.

‘Não foi só isso. Se fosse, a gente só colocava a transmissão da Globo na 98’, afirma.

Apesar da unificação, a transmissão de dois ou três jogos distintos poderá acontecer, dependendo da importância das partidas.

‘Se nós tivermos dois jogos igualmente importantes, a gente vai fazer transmissões separadas, mas dentro de uma mesma plástica’, informa Oliveira Filho.

A medida adotada na equipe de esportes do Rio de Janeiro será avaliada e poderá ser replicada em outras praças.’

 

ACORDO
Comunique-se

Tanure decide devolver Gazeta Mercantil a Levy

‘Quase seis anos depois de arrendar a marca Gazeta Mercantil, Nelson Tanure, dono da Companhia Brasileira Multimídia, decidiu devolvê-la a Luiz Fernando Levy. O acordo fechado entre os dois empresários previa o arrendamento por 60 anos. O anúncio foi feito na capa da edição desta segunda-feira do jornal, explicando que a partir de 01/06 a Editora JB S.A. já não responderá pela publicação do diário econômico.

O comunicado também informa que chegou a ‘efetuar adiantamentos de recursos financeiros por conta dos royalties contratuais, de modo a propiciar à GZM renda para a solução de suas obrigações pecuniárias anteriores à celebração do CONTRATO, em sua maioria de natureza trabalhista – adiantamentos que, por excederem aos royalties devidos, tornaram a EDITORA JB S.ª. credora da GZM. Tais princípios, entretanto, deixaram de ser observados pela licenciadora de execução do CONTRATO, causando prejuízo à EDITORA JB AS e à normal exploração econômica das marcas objeto do CONTRATO, o que fundamento a decisão de rescisão contratual’.

Sabe-se que embora Tanure tenha tentado deixar as dívidas trabalhistas para a GZM, vinha enfrentando uma série de ações judiciais. A situação do jornal, que já não era boa quando o empresário o assumiu, foi piorando, provocando atraso nos salários. Só as dívidas trabalhistas – o jornal também tem uma série de dívidas com demais credores – somariam R$ 200 milhões, segundo o Consultor Jurídico.

Mal assumiu o jornal e Tanure enfrentou problemas com funcionários, que estavam com salários atrasados. O Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo determinou em agosto de 2003, pouco depois de o empresário assumir o jornal, o pagamento dos salários atrasados desde o mês de junho, anterior. Depois de muita negociação, um acordo para o parcelamento do pagamento foi homologado no TRT.’

 

CONTEÚDO NA REDE
Bruno Rodrigues

A ‘involução francesa’ e a música na web

‘Na semana passada minha admiração pela França diminuiu consideravelmente. A partir de agora, quem, em território francês, for pego baixando arquivos de música da Rede através de softwares peer-to-peer terá o acesso à internet cortado por um ano após três advertências. Pobres dos franceses que, apesar de Paris e tudo o que a boa e velha Gália tem de bom, precisam lidar com um governo distanciado da realidade digital.

Se eu concordo com a troca de músicas via web? Claro. Vou usar um exemplo quase clichê, que de tão usado já acumulou poeira: trocar músicas via e-Mule – um dos softwares peer-to-peer mais utilizados – é o mesmo que gravar fitas cassete de LPs de amigos, como fazíamos até os anos 80. Éramos todos ‘piratas’, então? De forma alguma.

Se há algum crime em trocar músicas via peer-to-peer, ele não mora na casa dos cidadãos de bem, e sim nos que gravam CDs com os arquivos baixados e os vendem para terceiros. Neste caso não há discussão, e por isso me irrito quando nos confundem com quem realmente é ‘pirata’.

É triste pensar que a mesma nação que sedimentou a democracia, colocando no centro do mundo o desejo do povo, agora enxergue o culpado pela decadência da indústria fonográfica (a razão desta ‘guilhotinada’ online) na própria população.

Por sua vez, o francês, que não é bobo nem nada, já articula uma ‘résistance’. É bom que o faça, afinal a mãe França parece rejeitar o bonde da História quando o assunto é a tecnologia da comunicação no cotidiano – o que me lembra sempre ‘Paris to the Moon’, livro maravilhoso de Adam Gopnik, jornalista/cronista/crítico da New Yorker, que passou algum tempo em Paris na virada do milênio. Em um dos capítulos, Gopnik narra o esforço para instalar uma linha telefônica, o que também era preciso, na época (lembra?), para acessar a web. Outro exemplo? Achar um fax em Paris era como ir em busca do Santo Graal. Parece brincadeira.

Nove anos deram jeito na situação? Participo de um fórum frequentado por franceses e parece ter melhorado, sim – alguns milímetros. Tudo por conta, é claro, dos próprios franceses, que tentam empurrar o país rumo ao novo milênio digital – vide a iniciativa de tornar Paris em uma cidade 100% wi-fi (clamor popular) ou através de iniciativas dos jovens, como os encontros internacionais de blogueiros e os seminários de ponta em universidades. A ideia é: somos antenados, apesar de tudo.

Em tempo: você sabe por que a França quer dar cabo da troca de arquivos de música entre usuários? As autoridades acham que esta é a melhor maneira dos consumidores voltarem a comprar CDs – acredite se quiser.

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A próxima edição de meu curso ‘Webwriting & Arquitetura da Informação’ começa mês que vem, no Rio. Para quem deseja ficar por dentro dos segredos da redação online e da distribuição da informação na mídia digital, é uma boa dica! As inscrições podem ser feitas pelo e-mail extensao@facha.edu.br e outras informações podem ser obtidas pelo telefone 21 21023200 (ramal 4).

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Gostaria de me seguir no Twitter? Espero você em twitter.com/brunorodrigues.

(*) É autor do primeiro livro em português e terceiro no mundo sobre conteúdo online, ‘Webwriting – Pensando o texto para mídia digital’, e de sua continuação, ‘Webwriting – Redação e Informação para a web’. Ministra treinamentos em Webwriting e Arquitetura da Informação no Brasil e no exterior. Em sete anos, seus cursos formaram 1.300 alunos. É Consultor de Informação para a Mídia Digital do website Petrobras, um dos maiores da internet brasileira, e é citado no verbete ‘Webwriting’ do ‘Dicionário de Comunicação’, há três décadas uma das principais referências na área de Comunicação Social no Brasil.’

 

EXTRA! EXTRA!
Milton Coelho da Graça

Autocontrole, agora mais do que nunca

‘No meio dos grandes problemas da imprensa, a última coisa que os jornais e revistas podem desejar é qualquer novo abalo na credibilidade. Os três poderes da República têm feito ataques contundentes e malcriados. Pesquisas já demonstraram que não estamos hoje entre as instituições mais respeitadas pela opinião pública – seja lá o que os números divulgados signifiquem.

Mais do que nunca, seria importante que tanto ABI e Fenaj como as entidades das empresas pensassem seriamente na constituição de conselhos de ética profissional, com poder para julgar, repreender e censurar publicamente os ‘infratores’ de códigos submetidos e aprovados pela sociedade.

Selecionei dois casos ocorridos na semana passada e gostaria de receber comentários aqui mesmo abaixo, nos comentários sobre a coluna ou (para aqueles que não quiserem se identificar) através do e-m m.graca@comunique-se.com.br.

O primeiro deles foi a nota da Secretaria de Educação de São Paulo, desmentindo matéria da revista IstoÉ. O caso é apenas mais um em longa lista, iniciada quando contratou um ‘diretor’ para cuidar de publicidade oficial, conhecido por prática de extorsão explícita desde os velhos tempos da ditadura, quando se apresentava a secretários estaduais e municipais de comunicação com carteirinha do SNI. A grita foi grande, a direção da revista imediatamente o afastou. Mas a mancha ficou e é imperioso que IstoÉ tenha uma conduta até mais rigorosa do que as concorrentes, para apagá-la definitivamente.

O segundo é um caso pequeno, um erro de tratamento que nos coloca no mesmo nível de um personagem criticado. Nunca. Especialmente em jornais de classe A, como O GLOBO. Referindo-se ao presunçoso deputado gaúcho Sérgio Moraes, uma das mais prestigiosas colunas do jornal comentou que ele havia ‘vomitado’ mais um ataque à imprensa. Isso pode lavar a alma de quem escreveu, mas não ajuda a aumentar o respeito por nosso trabalho.

Estou certo ou exagero?

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Veja: Newsweek é mesmo bom exemplo?

A nova receita – editorial e comercial – de Newsweek está sob lupa na Editora Abril. Análise mais profunda parece um caminho adequado para as revistas semanais de informação (seguindo o caminho da The Economist), mas maior elitização trará também menor circulação. A situação de VEJA no Brasil – liderança absoluta no segmento – é diferente de Newsweek nos Estados Unidos. Por isso, o time da Abril desconfia que tem de buscar um modelo ‘nacional’.

(*) Milton Coelho da Graça, 78, jornalista desde 1959. Foi editor-chefe de O Globo e outros jornais (inclusive os clandestinos Notícias Censuradas e Resistência), das revistas Realidade, IstoÉ, 4 Rodas, Placar, Intervalo e deste Comunique-se.’

 

JORNAL DA IMPRENÇA
Moacir Japiassu

Bispo Macedo ensina como fornicar bem cá neste mundo

‘Dizem que o rei cruel do

Averno imundo

Tem entre as pernas…

(Bocage, repórter e poeta.)

Bispo Macedo ensina como fornicar bem cá neste mundo

O considerado Laerte Gomes, velho amigo e companheiro do Jornal do Brasil nos anos 60, envia trechos extraídos do livro Castigo Divino, de Edir Macedo, megabispo e líder da Igreja Universal do Reino de Deus.

O pecado das seguintes posições sexuais:

Posição de quatro:

É uma das posições mais humilhantes para a mulher, pois ela fica

prostrada como um animal enquanto seu parceiro ajoelhado a penetra.

Animais são seres que não possuem espírito, então o homem que faz o

cachorrinho com sua parceira fica com sua alma amaldiçoada e fétida.

Leia no Blogstraquis a íntegra da lição que remete os ‘maus fornicadores’ às profundezas do inferno, texto que fez Janistraquis recordar novamente aquele célebre soneto de Bocage tantas vezes homenageado aqui neste espaço. Os versos do genial bardo acocoram-se aos fundos da lição episcopal.

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Sensacional história!

Sob o título O Homem que Enganou Roberto Marinho, lê-se na Tribuna da Imprensa Online:

Começa a ser produzido no Rio um documentário que vai dar o que falar. O título é ‘O Homem que Enganou Roberto Marinho’ e o filme se baseia na nebulosa transação que redundou na compra da antiga TV Paulista (hoje, TV Globo de São Paulo, responsável por mais de 50% do faturamento da rede líder de audiência no País).

Dirigido pelo jornalista Carlos Newton, o documentário vai esmiuçar os bastidores da negociação realizada no auge do regime militar, passando para Roberto Marinho o controle da emissora, que era uma sociedade anônima com mais de 600 acionistas, entre eles o famoso palhaço Arrelia e que tiveram suas valorizadas ações transferidas ao empresário carioca por cedente ilegítimo e sem contrapartida financeira (…)

Leia aqui o explosivo texto, enviado pelo considerado Camilo Viana, diretor de nossa sucursal em Belo Horizonte, e mais oito não menos considerados leitores da coluna. Trata-se de leitura indispensável a todos os que têm acompanhado a história deste país nos últimos 45 anos.

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Esquisita homenagem

O considerado Roldão Simas Filho, diretor de nossa sucursal no Planalto, de cujo varandão debruçado sobre a felonia nacional enxerga-se Ciro Gomes a comemorar o fim da candidatura de Dilma Roussef à presidência, cargo sonhado pelo intelectual cearense, pois Roldão trocou o Correio Braziliense pelo Jornal de Brasília e ali encontrou a seguinte notícia na coluna do socialista Gilberto Amaral:

LOBÃO — Personalidade do Ano

Enorme o sucesso da Personalidade do Ano em Londres, ontem, no coquetel privê na residência do embaixador Santos Neves e da embaixatriz Mary. Durante uma champanhe e outra, o embaixador, ao lado do ministro Ruy Amaral, disse a este colunista que o último ingresso para a homenagem ao ministro Edison Lobão, que se realiza amanhã a noite no Hotel Dorchester, foi vendido com lotação completa.

O orador que saudará Lobão será Lord Mandelson, nada mais, nada menos, que a mais importante autoridade do gabinete do ministro Gordon Brown. No salão principal do Hotel, 430 lugares foram vendidos. Só do lado brasileiro, cerca de 120 pessoas. O Lord Mayor, prefeito da City of London e senhora confirmaram presença, assim como vários membros da Câmara dos Lordes e da Câmara dos Comuns.

Perplexo, Roldão recomenda aos leitores desta coluna:

Leiam de novo, atentamente, a notícia; ponham o cérebro para funcionar e tentem encontrar uma explicação para essa homenagem em Londres ao Ministro de Minas e Energia do Brasil, aparentemente tão inusitada e tão fora de oportunidade.

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Nada de craque

O considerado Carlos Leonam, ilustre torcedor do Fluminense, enviou esta:

A PM invadiu a sede do Flamengo, na Gávea. Após a batida policial, o coronel falou:

‘Foi encontrada muita droga, mas não encontramos craque!’

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CPI da Petrobras

O considerado leitor deveria estar careca de saber que a obscuridade e o subterfúgio são a ‘base política’ deste governo, mas infelizmente a maioria continua a lavrar cabeleiras tipo ‘Zé Bonitinho’. Para estes, a coluna Política & Economia NA REAL, de Francisco Petros e José Marcio Mendonça, oferece esta ‘migalha’ a respeito da CPI da Petrobrás:

(…) Há razões objetivas e pontuais para uma investigação sobre o modo de atuar (?) da Petrobras, algumas já listadas no requerimento da CPI : a manobra contábil para pagar menos impostos, a suspeita (levantada pelo TCU) de superfaturamento na refinaria Abreu de Lima, no Recife, os patrocínios culturais para as festas de São João, no Nordeste, especialmente na Bahia, terra do presidente José Sergio Gabrielli, e outros mais.

Janistraquis, que está preocupadíssimo com os ‘outros mais’, sugere uma visita ao site, o qual merece ser inserido entre os nossos favoritos.

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Carta aos jornalistas

O considerado Camilo Viana, diretor de nossa sucursal em Belo Horizonte, de cujo terraço enxerga-se o Palácio da Liberdade onde Aécio ainda se morde de ódio por causa dos boatos de sua aliança com Serra, pois Camilo envia artigo de Arnaldo Jabor publicado no Estadão, artigo que percorre a internet com a velocidade com que se mente no Congresso Nacional:

Carta aberta aos jornalistas brasileiros

Prezados jornalistas,

Escrevo estas mal traçadas linhas porque não suporto mais ver vocês perdendo tempo ao criticar o Senado e a Câmara. Está na hora de alguém (no caso, eu) mostrar como vocês são ingênuos, esquemáticos e (por que não dizê-lo?) burros.

Se você ainda não leu a carta do Jabor, aproveite porque a íntegra está aqui.

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Coisa nojenta

Desfilou por aí afora, em meio a confetes, serpentinas, alegorias de mão, paetês, vidrilhos e o escambau a notícia de que um deputado do PMDB de Sergipe chamado Jackson Barreto vai apresentar proposta de emenda constitucional para dar o terceiro mandato a Lula, primeiro e único.

Janistraquis analisou a questão, comprou uma lata de lixo com as cores da Mangueira e discursou:

‘Considerado, o serviço é tão sujo, mas tão sujo, que o governo escalou um elemento do PMDB; os petistas tiveram vergonha de assumir a paternidade do desavergonhado referendo já marcado para o próximo setembro afro-descendente.’

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Palavrão na classe

O considerado Fábio José de Mello, que quando mata a cobra mostra logo o pau, envia de seu refúgio ecológico em Descalvado aquela matéria da Folha cujo título enuncia bem o que vem a seguir: SP DISTRIBUI A ESCOLAS LIVRO COM PALAVRÕES:

A Secretaria Estadual da Educação de São Paulo distribuiu a escolas um livro com conteúdo sexual e palavrões, para ser usado como material de apoio por alunos da terceira série do ensino fundamental (faixa etária de nove anos),

O livro (‘Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol’) é recheado com palavras e expressões como xxx, kk e yyy. São 11 histórias em quadrinhos, feitas por diferentes artistas (…)

A notícia percorreu o mundo, porém os palavrões só foram publicados na Folha, que não é dada a falsos moralismos (leia no Blogstraquis). Janistraquis aprova essa posição do jornal e diz que a linguagem chula, obrigatória quando a imprensa transcreve documentos, só conquista o mesmo status no texto de grandes escritores e poetas do nível de Bocage:

‘Histórias em quadrinhos não têm autoridade intelectual para tal mister, considerado, a menos que o autor se chame Carlos Zéfiro.

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A coluna recomenda

O considerado Sandro Vaia, um dos melhores jornalistas do Brasil, velho amigo e companheiro do Jornal da Tarde e ex- diretor de Redação do Estadão, lançará o livro A Ilha Roubada na próxima terça-feira, dia 26, entre 18h30 e 21h30, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional.

Sandro conta suas histórias cubanas num texto airoso e objetivo que revela os grandes repórteres/escritores. A coluna recomenda a leitura do livro, principalmente para quem deseja escrever bem. Confira e leia o primeiro capítulo, publicado originalmente na revista piauí

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Nota dez

Treze entre catorze leitores desta coluna elegeram o texto que o considerado Augusto Nunes escreveu naquele recanto de Veja.com no qual pôs um mundo inteiro de lições e informações:

Na noite de 31 de outubro de 2002, Manfred e Marisia Von Richthofen foram liquidados a pauladas no quarto onde dormiam. (…) Horas antes do esclarecimento do episódio, dias antes da prisão de Suzane, policiais civis apareceram no prédio n° 126 da Rua Iaiá, no bairro do Itaim. Ali fica a sede da Dersa, estatal que administra a malha rodoviária controlada pelo governo paulista. Queriam examinar a sala ocupada por Manfred, diretor de engenharia da empresa. Entraram sem contar à chefia da Dersa o que procuravam. Saíram sem contar se encontraram algo. Lacraram a porta com um cadeado e sumiram com a chave.

(…) Neste 13 de maio, o Superior Tribunal de Justiça decidiu que Suzane tem direito a mais 334 ‘dias remidos’. Em lingua de gente, significa que a pena foi reduzida em quase um ano. Fora o resto. (…) A criminosa será libertada pela Justiça antes que os pertences da vítima sejam liberados pela polícia. A direção da Dersa talvez devesse providenciar um pedido de habeas corpus para a sala. Ociosa desde 2002, pode acabar enquadrada por vadiagem.

Leia aqui a íntegra do texto deverasmente essencial.

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Errei, sim!

‘COPA PARA ESQUECER — Janistraquis arquivou duas recordações da falecida Copa do Mundo: Itália dá adeus à Itália, disse O Globo. Janistraquis considera que o título ‘induz o leitor à mais completa imbecilidade’, segundo escreveu na ficha arquivada. Outra pérola saiu na

coluna Dois Toques, assinada pelo Maurinho Beting na Folha da Tarde, de São Paulo:

‘Goycochea foi mais uma vez o herói argentino. Sozinho, defendeu dois pênaltis’. Janistraquis teve uma premonição do que aconteceu no dia seguinte:

‘Considerado, o Joelmir Beting, que foi repórter esportivo, deu uns cascudos no garoto e foi bem feito! Ora, goleiro defender pênalti sozinho …’.

(agosto de 1990) (N. da R.: A Copa de 90 foi na Itália; Maurinho é filho do Joelmir.)

Colaborem com a coluna, que é atualizada às quintas-feiras: Caixa Postal 067 – CEP 12530-970, Cunha (SP), ou japi.coluna@gmail.com.

(*) Paraibano, 66 anos de idade e 46 de profissão, é jornalista, escritor e torcedor do Vasco. Trabalhou, entre outros, no Correio de Minas, Última Hora, Jornal do Brasil, Pais&Filhos, Jornal da Tarde, Istoé, Veja, Placar, Elle. E foi editor-chefe do Fantástico. Criou os prêmios Líbero Badaró e Claudio Abramo. Também escreveu nove livros (dos quais três romances) e o mais recente é a seleção de crônicas intitulada ‘Carta a Uma Paixão Definitiva’.’

 

JORNALISTAS & CIA
Eduardo Ribeiro

As sete blogueiras da Editora Globo e outras mais

‘Sem muito alarde, mas com conteúdo suculento, estreou há pouco mais de duas semanas no site da revista Época, na Globo.com, o blog Mulher 7×7, no endereço http://colunas.epoca.globo.com/mulher7por7. Ele é encabeçado por Ruth de Aquino, a diretora de Época no Rio (carioca, 54 anos), e conta também com as participações de Martha Mendonça (carioca, 40 anos, repórter de Época no Rio), Maria Laura Neves (paulistana, 26 anos, editora de Marie Claire), Gisela Anauate (paulistana, 24 anos, repórter de Cultura de Época), Letícia Sorg (limeirense, 26 anos, editora do site de Época), Mariana Weber (paulistana, 30 anos, redatora-chefe de Criativa) e Kátia Mello (paulistana, 44 anos, editora de Comportamento de Época). Ou seja, pelo menos três gerações profissionais.

É um espaço, como diz a introdução do blog, ‘para mulheres e homens, heteros e gays, não necessariamente nessa ordem. É 7×7 porque não fecha nunca, nem no feriado, e somos sete. Múltiplas e enlouquecidas com a vida. O blog não tem especialidade, mas a gente quer que seja especial para vocês. Uma conversa divertida e polêmica, fútil e útil, supérflua e essencial. Que faça pensar, rir ou chorar. Comentem, opinem, esbravejem. Bem-vindos’.

Era para ter nascido em 2007, como lembra Ruth, mas foi adiado em função de outras prioridades profissionais. Na época ela foi convocada pela empresa para assumir o cargo de redatora-chefe da revista em São Paulo, mas não se desvinculou do Rio, o que tornou a jornada muito cansativa. De volta ao Rio, meses depois, organizou o projeto, convidou as outras protagonistas e finalmente fez o projeto decolar. Vale uma conferida. O time é da pesada.

Outra aventuras

Outros quatro reconhecidos profissionais aventuraram-se nos últimos dias pelos trilhos da internet, também lançando seus próprios blogs, Jaciara Moreira, de O Globo, Joyce Pascowitch, da Editora Glamurama, e Marili Ribeiro, do Estadão, representando a ala feminina, e Mário Sérgio Venditti, pelo time masculino.

Jaciara Moreira, repórter do Globo e pós-graduanda em Gestão Ambiental pela Coppe/UFRJ, criou um blog sobre meio ambiente, no início deste mês, no endereço http://nomeiodoambiente.blogspot.com. Jaciara flagra situações de risco e faz sobre isso minirreportagens.

Joyce, por sua vez, chegou com Eu, Joyce, nesta 3ª.feira (19/5), no site da sua Glamurama, no endereço http://glamurama.uol.com.br. Ele contempla notícias, comentários, observações e curiosidades sobre a cidade (de São Paulo), o País e o mundo sob a ótica de Joyce, com espaço para interatividade com os leitores.

A repórter do Estadão Marili começou há cerca de 15 dias no portal do jornal com seu blog sobre mídia, publicidade e consumo, no http://blog.estadao.com.br/blog/mariliribeiro. Marili diz que ‘ainda está tateando nessa nova tecnologia’ e informa que a atualização se dá conforme tem assuntos curiosos/interessantes relacionados aos temas que monitora.

Mário Sérgio Venditti, diretor de Redação da RMC Editora, resolveu escrever sobre uma de suas principais paixões, o futebol, lançando o blog O sapo de Arubinha (http://mariovenditti.blog.uol.com.br). O título vem de uma crônica e, depois, de um livro de Mario Filho, grande incentivador do futebol (que foi diretor do Jornal dos Sports e cedeu seu nome ao estádio do Maracanã), irmão mais velho do também escritor e dramaturgo Nelson Rodrigues. Venditti teve passagens por Placar, Folha de S.Paulo e Diário Popular (hoje Diário de S.Paulo), durante muitos anos atuou na imprensa automotiva (Quatro Rodas, Automóvel & Requinte, Carro, Racing, portal Carro Online, Motorpress) e foi assessor de imprensa da Scania, entre outras atividades.

E que outros venham. Viva a blogosfera.

(*) É jornalista profissional formado pela Fundação Armando Álvares Penteado e co-autor de inúmeros projetos editoriais focados no jornalismo e na comunicação corporativa, entre eles o livro-guia ‘Fontes de Informação’ e o livro ‘Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia’. Integra o Conselho Fiscal da Abracom – Associação Brasileira das Agências de Comunicação e é também colunista do jornal Unidade, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, além de dirigir e editar o informativo Jornalistas&Cia, da M&A Editora. É também diretor da Mega Brasil Comunicação, empresa responsável pela organização do Congresso Brasileiro de Jornalismo Empresarial, Assessoria de Imprensa e Relações Públicas.’

 

TELEVISÃO
Antonio Brasil

Jornalismo participativo conquista os telejornais da Globo

‘‘Seja Repórter do RJTV. Mande para gente um vídeo com os problemas da sua comunidade, do seu bairro, da sua vizinhança. Vale câmera de celular, de máquina digital ou de modelos amadores. O importante é você mostrar a sua visão da cidade. Seu vídeo pode ser aproveitado numa reportagem do RJTV e você pode virar o personagem da história.’

http://rjtv.globo.com/Jornalismo/RJTV/0,,10079,00.html

Essa é a nova proposta dos telejornais locais da Rede Globo e o tema da pesquisa da ex-aluna de jornalismo da UERJ, ex-estagiária da TV UERJ online e atual trainee da Globo, Michelle Borges. Trata-se de um dos melhores trabalhos acadêmicos sobre jornalismo de TV que tive oportunidade de ler e avaliar nos últimos meses. Pelo jeito, assim como outros veículos de comunicação, a televisão está finalmente abrindo espaço para a participação do público em seus telejornais.

Em 2002 já cobrávamos essa participação: ‘Por que não estimular o público a fornecer reportagens para os telejornais? Eles produziriam as próprias matérias, fariam pedidos às autoridades e mostrariam as próprias realidades. Convidar o público a participar da produção dos telejornais pode ser uma solução para a tendência histórica de envelhecimento e perda de audiência’.

Hoje, essas mesmas propostas se concretizam na forma de telejornais cada vez mais participativos e interativos em redes internacionais como a BBC e a CNN ou em jornais locais como o RJTV da Globo.

VC na TV

Para quem não está habituado com a linguagem da internet, VC no RJTV quer dizer Você no RJTV, o telejornal local da Rede Globo no Rio de Janeiro.

É evidente que até mesmo a grande e poderosa Rede Globo se rende às novas propostas do jornalismo participativo e as facilidades de comunicação da internet em seus telejornais. Trata-se de uma grande mudança no monolítico jornalismo da emissora líder que merece ser investigado pelos pesquisadores de nossas universidades.

Em sua monografia, a jornalista Michelle Borges analisa a implantação do jornalismo participativo, ‘uma nova forma de produção de conteúdo informativo em que o jornalista profissional conta com a colaboração direta e objetiva do público no processo de produção de notícias’.

Segunda a autora, ‘essa tendência cresceu muito nos últimos anos com o advento das novas tecnologias digitais e da internet, invadindo todos os meios de comunicação, inclusive a televisão, veículo tradicionalmente unilateral’.

Michelle também investiga as mudanças no perfil do telejornal local da Globo que levaram à adoção do quadro. Ela discute sua dinâmica de produção e mostra como o VC no RJTV contribui para que o telejornal se torne um veículo essencialmente voltado para os interesses da população.

Qualidade das imagens

Segundo Michelle, o ‘VC no RJTV’ funciona de maneira bem simples: ‘O telespectador registra em vídeo um problema da cidade ou flagrante, usando uma câmera digital ou um celular com câmera embutida e manda as imagens para a produção através do site do RJTV. Para enviar o vídeo, é preciso fazer um cadastro gratuito na Globo.com http://rjtv.globo.com/Jornalismo/RJTV/0,,10079,00.html e preencher um formulário com nome e telefone, além do título do vídeo, um resumo do assunto e uma palavra-chave para identificar o vídeo.

Os vídeos chegam à redação instantaneamente e ficam disponíveis numa espécie de servidor interno. Quase diariamente, um produtor da equipe da Editoria Rio – que produz o RJTV e outros telejornais locais, como o Globo Comunidade – acessa os vídeos enviados e faz uma seleção prévia do que pode ser transformado em reportagem. Os vídeos pré-selecionados são levados para discussão nas reuniões de pauta do RJTV 1ª edição, que acontecem sempre no dia anterior ao da exibição do jornal.

Para decidir se o vídeo enviado pelo telespectador vai de fato ser exibido no telejornal, a equipe leva em conta alguns critérios. Não são critérios pré-definidos, mas alguns fatores que são considerados durante a avaliação do material. Todos os produtores participam dessa discussão, mas a decisão final é da editora-chefe.

O primeiro critério de avaliação dos vídeos é a qualidade das imagens. Como as câmeras digitais são quase sempre amadoras, muitas vezes a qualidade da imagem é ruim porque a resolução é muito baixa e inviabiliza a reprodução do vídeo na televisão. Alguns telespectadores produzem vídeos muito curtos, com poucos segundos de duração, o que impede o aproveitamento do material.

Telespectador-repórter

Uma vez que o vídeo foi selecionado e aprovado, um produtor fica encarregado de ligar para o telespectador que enviou as imagens para agendar uma entrevista. No dia seguinte ou na data marcada, uma equipe do telejornal – formada por um repórter, um cinegrafista e um técnico – vai encontrar o telespectador para constatar o problema denunciado e fazer uma matéria sobre o assunto. O telespectador que enviou o vídeo é o personagem central da matéria, portanto é ele que conduz a reportagem, mostrando o problema. Muitas vezes, ele participa da passagem do repórter, o que normalmente não acontece nas matérias comuns dos telejornais.

Em algumas ocasiões, o vídeo enviado pelo telespectador vale por si só e não exige que um repórter vá até o local constatar o problema.

Novas pautas

A colaboração do público se tornou um diferencial do RJTV. Além de contribuir para aumentar a quantidade de informações oferecidas, a colaboração do telespectador diversifica pontos de vista. Para a editora-chefe do RJ TV, Cecília Mendes:

‘Hoje, é impossível conceber um jornalismo feito apenas pelos repórteres, pelos produtores ou editores. É essencial a participação do público, do leitor, do ouvinte, do telespectador – trazendo pautas, reformulando a notícia. (…) Ganhamos agilidade, riqueza de informações. Hoje, temos a possibilidade de fazer coberturas antes impossíveis. Em caso de catástrofes, como grandes enchentes, por exemplo, podemos levar ao ar não apenas o material produzido por nossas equipes, mas cenas incríveis gravadas pelos nossos telespectadores e enviadas momentos depois pela internet. Mas, mais importante que tudo, a meu ver, é a diversificação de pontos de vista. Com a participação do telespectador, temos a possibilidade de ver diferentes lados de um mesmo fato. (…) A tendência é que o quadro conquiste cada vez mais espaço’.

(Entrevista concedida à autora em 13 de fevereiro de 2009)

Boa noite e boa sorte

Segundo Michelle, o público parece estar se acostumando com essa nova proposta de jornalismo na TV. ‘Desde 10 de abril de 2008, quando o quadro estreou, até 13 de fevereiro de 2009, foram enviados 753 vídeos, uma média de 75 por mês e 18 por semana. No mesmo período, o SPTV, jornal local de São Paulo, recebeu 699 vídeos para o quadro ‘VC no SPTV’, 7% a menos que o número do Rio’ explica a autora.

Michelle acrescenta que ‘no mesmo período, entre 10 de abril de 2008 e 13 de fevereiro de 2009, foram exibidos 38 vídeos no quadro ‘VC no RJTV’. Destes, 12 foram imagens de flagrantes. Considerando apenas o material exibido, a maior parte dos telespectadores que enviaram vídeos é do sexo masculino, boa parte deles com mais de 30 anos’.

Na pesquisa, ‘os temas que afetam diretamente a comunidade foram maioria absoluta dos vídeos exibidos, predominando problemas como falta de saneamento básico, falta de conservação – do asfalto, de postes, árvores, praças e etc – e descaso no combate à dengue. Ainda no caso das imagens flagrantes, os telespectadores enviaram vídeos que retratam a realidade do local onde vivem como ruas alagadas durante as enchentes’.

Os jornalistas da emissora citados na pesquisa de Michelle também destacam a importância da atuação dos profissionais como elemento fundamental para o jornalismo participativo. ‘Os cidadãos-repórteres não são obrigados a conhecer as técnicas jornalísticas, pois não receberam formação para isso. É o jornalista que precisa desempenhar as funções que agregam credibilidade à informação’.

Para Michelle ‘tudo indica que as iniciativas colaborativas de produção de notícias – tanto as independentes quanto as que surgem dentro de veículos jornalísticos já estabelecidos, como o ‘VC no RJTV’ – vão se expandir nos próximos anos, acompanhando o crescimento da internet e sua total democratização, que ainda está longe de acontecer’. A televisão digital e a expansão da WebTV podem e devem provocar alterações significativas nos telejornais do futuro. Eles devem desenolver novos contornos para os conceitos de interatividade e participação que podem transformar o jornalismo participativo como o conhecemos hoje.

Cabe aos pesquisadores acadêmicos acompanhar todas essas transformações que ainda estão se processando e investigar os novos impactos que vão provocar.

Mas se você ainda quer ser jornalista de TV, meu conselho é ‘pare de reclamar de tudo e todos e vá à luta. Não se incomode com aqueles que não acreditam na sua capacidade de inovar e criar nos telejornais da Globo e de qualquer outra emissora. É a velha e desgastada idéia de que é sempre melhor não fazer nada do que fazer igual a Globo. Nada mais derrotista e inútil. Não desista. Afinal, com uma câmera na mão e uma boa idéia ou denuncia na cabeça ‘VC’ pode colocar participar e mudar o RJTV ou qualquer outro telejornal local. Só depende de você. Boa noite e boa sorte!

(*) É jornalista, professor de jornalismo da UERJ e professor visitante da Rutgers, The State University of New Jersey. Fez mestrado em Antropologia pela London School of Economics, doutorado em Ciência da Informação pela UFRJ e pós-doutorado em Novas Tecnologias na Rutgers University. Atualmente, faz nova pesquisa de pós-doutorado em Antropologia no PPGAS do Museu Nacional da UFRJ sobre a ‘Construção da Imagem do Brasil no Exterior pelas agências e correspondentes internacionais’. Trabalhou na Rede Globo no Rio de Janeiro e no escritório da TV Globo em Londres. Foi correspondente na América Latina para as agências internacionais de notícias para TV, UPITN e WTN. É responsável pela implantação da TV UERJ online, a primeira TV universitária brasileira com programação regular e ao vivo na Internet. Este projeto recebeu a Prêmio Luiz Beltrão da INTERCOM em 2002 e menção honrosa no Prêmio Top Com Awards de 2007. Autor de diversos livros, a destacar ‘Telejornalismo, Internet e Guerrilha Tecnológica’, ‘O Poder das Imagens’ da Editora Livraria Ciência Moderna e o recém-lançado ‘Antimanual de Jornalismo e Comunicação’ pela Editora SENAC, São Paulo. É torcedor do Flamengo e ainda adora televisão.’

 

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