Sábado, 15 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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JORNAL DE DEBATES >

Concerto americano é ignorado pela população

04/03/2008 na edição 475

Na semana passada, a Filarmônica de Nova York realizou um histórico concerto em Pyongyang, na Coréia do Norte. A visita teve grande repercussão na mídia internacional e, em um surpreendente acordo com os organizadores, o governo norte-coreano permitiu que o evento fosse transmitido pela TV do país – altamente controlada pelas autoridades. O raro intercâmbio cultural entre as duas nações hostis, entretanto, não teve o resultado esperado: a maioria dos coreanos não tomou conhecimento ou não se interessou pelo concerto ou por seu significado histórico.

O sítio Daily NK, de Seul, citou norte-coreanos que vivem fora da capital dizendo que não souberam do evento. A página, escrita em parte por desertores, costuma citar fontes da Coréia do Norte. ‘Grande parte dos cidadãos nem chegou a saber que houve um concerto. Ele foi divulgado em um pequeno artigo no Rodong Shinmun [jornal do partido] e os civis não demonstraram nenhum interesse’, declarou uma fonte. Outra fonte afirmou que, mesmo para quem sabia do evento, foi difícil assisti-lo pela televisão por causa da crise energética no país. ‘O fornecimento de energia é incerto às seis da tarde. Mesmo que as pessoas soubessem do concerto, quem tentaria assistir à TV a esta hora usando uma bateria?’, completou.

Gershwin

Representantes do Ministério da Unificação em Seul, que lida com as relações com o Norte, não puderam estimar quantos norte-coreanos assistiram à apresentação da orquestra, que tocou Dvorak e Gershwin, além dos hinos americano e norte-coreano. A Coréia do Norte não transmitiu o concerto ao vivo pelo rádio.

As relações entre os dois países são tensas. Há alguns anos, o presidente americano, George W. Bush, afirmou que considerava a Coréia do Norte parte do ‘Eixo do Mal’, junto com Irã e Iraque. Os EUA tentam convencer o país a abandonar seu programa nuclear; a Coréia do Norte, por sua vez, acusa os EUA de querer atacá-la, como fez com o Iraque. Informações da AFP [3/3/08].

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