Sábado, 23 de Junho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº992
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CADERNO DO LEITOR > CONCORDO, DISCORDO

Correlação lamentável

13/04/2004 na edição 272

Lamentável a correlação negativa que o Sr. Muniz Sodré tenta estabelecer entre Lula e Zeca Pagodinho, e moral e ética. A última oração do artigo tenta, ainda, estabelecer esse nexo. Um artigo denso, fazendo uma análise inteligente da moralidade mercantil, peca por um viés ideológico perverso. A inclusão do nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no texto, mas fora de contexto, mostra que o Sr. Sodré continua o mesmo. Que coisa!

José Ronaldo Perdigão Silva, consultor, Belo Horizonte

O pagode da moralidade mercantil – Muniz Sodré



Farra do boi e estereótipos

Estereótipos. Gustavo Kuerten, o episódio Figueiredo… e a farra do boi. Mais uma vez passamos por ‘abomináveis’, mais um estereótipo, este negativo… É o preço que pagamos por não sermos um grande centro, nem de termos uma grande empresa de comunicação que pudesse ter alavancado a farra do boi a um nível como a festa do Amazonas, como os CTGs dos gaúchos ou os rodeios americanos que adotamos no Brasil. Onde tiver cerveja e uma câmara, vira espetáculo… Muitas torcidas organizadas e muitas pancadarias e mortes nos estádios não levaram ninguém a banir o futebol. É preciso punir quem maltrata e ultrapassa os limites, mas o que a mídia está fazendo hoje é a farra da farra-do-boi. O boi dionisíaco, o boi/touro das touradas, do bumba-meu-boi, boi-bumbá, uma das últimas referências que atravessam civilizações. O boi que existe para nós, carnívoros. Pensemos um pouco em nossa tão decantada humanidade ao proteger um boi de tarde e jantá-lo à noite no churrasco… Crueldade é a tal da modernidade andrógina que nos nivela a coadjuvantes do espetáculo midiático e à perda das referências.

Daniel Felippe, estudante de Comunicação, Florianópolis

A vergonha de Santa Catarina – Deonísio da Silva



Fotos chocantes

Gostaria de comentar a edição da revista Veja que tratava do atentado de Madri. Na capa da revista foram utilizadas fotos chocantes de corpos, com rostos identificáveis. Na reportagem sucederam-se as fotos de corpos mutilados. Pergunto: isso não é um desrespeito com as vítimas e suas famílias? Não há em nosso país um código de ética que proíba a publicação de tais imagens? Ouvi dizer que em muitos países a exibição de certas imagens é vetada. Um jornal americano ao publicar uma foto do atentado colocou uma tarja preta sobre um pedaço de corpo humano. Onde termina a ética não começa o sensacionalismo barato?

Anna Magagnin, estudante, Santa Maria, RS

Alteração de foto gera polêmica no Brasil – Érica Rodrigues e Vinícius Cherobino

Imagem é manipulada para poupar leitores



A oposição é ‘minoria’?

Não sou jornalista, psicóloga, socióloga, cientista política ou coisa que o valha. Sou apenas uma cidadã brasileira e, somente como tal, comento a CPI do caso Waldomiro, em particular a questão sobre o conceito de ‘minoria’ tão invocado pela atual oposição para levar a cabo sua instalação. Eis a questão: sabemos que a atual oposição tem representado até agora, a cada votação no Congresso, a minoria ‘quantitativa’ – aliás, para esse governo, diferentemente do passado, cada votação tem sido uma agonia.

Mas será que se fizermos uma análise qualitativa, em que sejam considerados não somente os números dos votos no painel eletrônico, mas também o poder que tem essa ‘minoria’, se a ela agregarmos todo o poderio econômico e manipulador de massas que reúne, inclusive através da mídia brasileira, ela, na verdade, seria mesmo minoria?

Será que os atuais opositores, se nos apegarmos ao conceito de representantes do povo, estão ali representando a maioria do povo brasileiro que, qualitativamente, se traduz com poderes de minoria porque sufocados pela desigualdade social?

Fátima Barros, funcionária pública, Fortaleza

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