Segunda-feira, 09 de Dezembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1066
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ENTRE ASPAS >

Cuba nega visto de saída para blogueira Yoani Sánchez

Por Leticia Nunes (seleção de textos) em 13/10/2009 na edição 559


Leia abaixo a seleção de terça-feira para a seção Entre Aspas.


 


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Folha de S. Paulo


Terça-feira, 13 de outubro de 2009


 


YOANI SANCHEZ


Folha de S. Paulo


Cuba nega visto de saída para blogueira


‘A blogueira Yoani Sánchez informou, em sua página no twitter, que não recebeu permissão do governo cubano para viajar aos EUA para receber o prestigioso prêmio de jornalismo Maria Moors Cabot, da Universidade Columbia, nem para vir ao Brasil, onde falaria no Senado e participaria do lançamento do seu livro ‘De Cuba, com Carinho’ (Contexto). Em 2008, Havana impediu que a blogueira participasse na Espanha de outra cerimônia de premiação.’


 


 


ARGENTINA


Folha de S. Paulo


Monopólio da chantagem


‘REGRAS de controle de propriedade na mídia existem em todas as nações democráticas. Cumprem a função de estimular a competição privada e evitar monopólios nas comunicações. É outro, entretanto, o objetivo da presidente da Argentina, Cristina Kirchner.


A legislação aprovada no fim de semana, já sancionada, é um episódio numa série de ações intimidatórias do governo contra grupos de mídia que adotam linha editorial crítica à Casa Rosada. Após uma horda de fiscais ter invadido o grupo Clarín -o maior do país-, o governo agora ameaça expropriar a fábrica de papel imprensa que abastece os principais jornais argentinos.


A nova regulamentação da mídia, além de limitar a presença de empresas nas telecomunicações, reserva dois terços das concessões ao próprio Estado e às ONGs, a serem escolhidas pelo governismo. A intenção, portanto, não é trocar um oligopólio privado por um sistema competitivo. A presidente e seu marido -o ex-presidente Néstor Kirchner- desejam transferir o oligopólio ao governo, bem como a organizações e empresários aliados.


Esse golpe rumo à estatização da mídia na Argentina torna-se agora objeto de batalha nos tribunais, pois empresas afetadas e líderes de oposição contestam sua constitucionalidade. Mas o governo Kirchner, com a lei, obteve uma plataforma adicional, ainda que provisória, para exercer o monopólio da chantagem, do arbítrio e da intimidação.’


 


 


Silvana Arantes


Nova lei de mídia é vingança em dobro para Cristina, diz analista


‘Ao obter do Congresso a aprovação de seu projeto de Lei de Serviços Audiovisuais, no último sábado, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, cravou uma dupla revanche.


Ela se vingou, a um só tempo, do grupo Clarín e de seu vice, Julio Cobos, segundo análise de Nelson Castro, um dos mais respeitados comentaristas políticos da Argentina.


A nova lei fixa limites à propriedade de rádios e TVs e à fatia desses mercados que cada empresa pode deter. As regras prejudicam o Clarín, que supera os limites impostos em todas as áreas disciplinadas pela lei.


O grupo anunciou que considera o texto inconstitucional e que recorrerá à Justiça, para evitar a ordem de se desprender de parte de seus negócios.


Clarín e governo estão em choque desde 2008. Ao enviar o projeto ao Congresso, a presidente afirmou que seu objetivo era ‘desmonopolizar’ o setor.


‘Não há dúvida de que o Clarín cometeu erros e que tem posição de domínio de mercado em algumas áreas’, escreveu Nelson Castro, no jornal ‘Perfil’. ‘O problema é que o que querem os Kirchner não é enquadrá-lo num marco de maior equilíbrio, mas destruí-lo.’


A ira dos Kirchner contra o Clarín é dada como fato pela imprensa argentina, embora seus motivos não estejam suficientemente esclarecidos. Não há dúvida, porém, de que a cobertura dos órgãos de imprensa do grupo sobre o conflito do governo com o agronegócio, em 2008, incomodou Cristina.


‘É inimaginável que o conflito agrário chegasse à envergadura a que chegou sem o apoio dos meios de comunicação. A TV não informava; agitava. O relato foi escandaloso’, disse à Folha o secretário de Cultura da Nação, Jorge Coscia, em entrevista na qual defendeu a Lei de Serviços Audiovisuais.


‘Acreditamos que os meios de comunicação têm toda a liberdade, inclusive de querer desestabilizar um governo, mas o Estado e a sociedade têm a responsabilidade de gerar equilíbrios diferentes. O único modo de conseguir isso é abrindo maiores possibilidades de acesso aos meios’, disse Coscia.


A desavença de Cristina com Cobos também remonta ao conflito com o campo. Foi dele o voto de desempate que derrubou no Senado projeto do governo de taxação do setor.


Diferentemente de Cristina, Cobos não é peronista. Ergueu sua carreira política na União Cívica Radical (UCR). Ao cooptar o voto de uma senadora da UCR para a lei, Cristina impôs uma dura derrota a Cobos.


A senadora Dora Sánchez, que era contra o projeto, mudou seu voto e insinuou que o fazia após negociar com o governo repasse de verbas para a sua Província, Corrientes. Segundo Castro, Cobos tentou, em vão, demover a senadora de votar com o kirchnerismo e abrir uma fissura no partido pelo qual ele sonha candidatar-se à Presidência em 2011.’


 


 


PRESIDENTE NA TELA


Fernando de Barros e Silva


Lula entre dois atos


‘SÃO PAULO – ‘Não tem nenhum [outro] grande líder. No Brasil hoje -e esse é um dado triste para o Brasil-, a única figura de dimensão nacional sou eu’. Quem fala é Lula. Está num jatinho que vai de Macapá a Belém, a cinco dias do segundo turno das eleições de 2002. A cena faz parte de ‘Entreatos’, o documentário dos bastidores da campanha petista, dirigido por João Moreira Salles e lançado em 2004.


Se o diagnóstico já estava certo, hoje parece ainda mais verdadeiro. Até por isso, enquanto a biografia romanceada de Lula, by Barretão, não chega às telas, não perde tempo quem se dispuser a assistir ao filme em que o próprio candidato representa seu personagem.


Hoje, o que mais chama a atenção em ‘Entreatos’ é a capacidade que Lula teve de sobreviver a seus coadjuvantes. Praticamente todos encolheram ou foram banidos do poder. O protagonismo do presidente, em contrapartida, só aumentou.


É curioso rever Mercadante, o maior papagaio de pirata, usando a câmera como um espelho, no qual contempla seu ego irrevogável. Ou lembrar de Zé Dirceu, para quem a câmera parece sempre uma intrusa, pondo em risco segredos & negócios de Estado. Deu no que deu.


Palocci, Gushiken, Duda Mendonça, Silvinho Pereira, Frei Betto, Ricardo Kotscho -todos os que aparecem ao redor de Lula de alguma forma fizeram água. Dilma, na época, não existia politicamente. E Delúbio, que existia até demais, não surge em cena, quem sabe por isso.


Fica claro em ‘Entreatos’ que Lula já tinha perfeita noção de seu tamanho histórico. Mas também fica patente que ninguém ali sabia bem o que iria fazer no governo.


De certa forma, o enredo da comunhão nacional que vivemos hoje, cuja síntese apoteótica está na figura do próprio Lula (o filho do Brasil), é uma criação do ator eclético e camaleônico que ele soube ser.


Quanto de ficção e quanto de realidade? Fernando Meirelles disse há pouco que ‘Lula é o melhor ator, não sei se o melhor presidente’. Na falta de um país, já temos um filme.’


 


 


TODA MÍDIA


Nelson de Sá


Desesperado?


‘‘Dear president Lula’, caro presidente. Era David J. Harris, diretor do Comitê Judaico Americano, ontem em carta aberta na home do Huffington Post, contra a visita do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. ‘Senhor presidente, por favor, reconsidere. Você é um líder amplamente admirado… O Brasil, sob a sua liderança, emergiu no palco global. Por que conferir seu prestígio a Ahmadinejad?’


No topo do agregador de notícias da Slate, ‘Lula está tão desesperado por amigos?’, linkando um post da ‘Newsweek’ que abria dizendo que ‘O presidente do Brasil está virando estrela global ao preço de alianças comprometedoras’ como Ahmadinejad.


No domingo, da Folha Online à China, ecoou notícia da agência iraniana Fars, com o anúncio da visita ao Brasil, no final de novembro.


ELDORADO CARIOCA


Fechando a semana do IPO recorde do banco Santander no Brasil, o espanhol ‘El País’ deu neste domingo uma série com editorial, artigos e reportagens. Entre os enunciados, ‘América Latina recobra o alento’ com ‘A pujança do Brasil e a alta das matérias primas’; ‘Rio 2016, uma oportunidade para as empresas espanholas’; e ‘Eldorado carioca’, sobre a ‘centena e meia’ de empresas que já ‘falam brasileiro’.


No texto de maior repercussão nos sites brasileiros, de Francho Baron, ‘Premiado com os Jogos Olímpicos e convertido em uma potência econômica, o Brasil assume o desafio de erradicar a pobreza’.


‘EL CONSEGUIDOR’


Jornais espanhóis, do país basco à Catalunha, foram na mesma linha do madrilenho ‘El País’ e publicaram longos textos com enunciados como ‘O poderio do Sul’ e ‘Lula, el conseguidor’, de louvor ao presidente brasileiro.


‘GRANDES LIGAS’


E ontem foi o argentino ‘La Nación’ que fez editorial, com eco na home do UOL, entre outros. Sob o título ‘Brasil nas grandes ligas’, afirmou que o presidente Lula projeta o país a ‘líder regional e ator global de primeira ordem’.


‘COMEBACK’


O ‘New York Times’ de domingo publicou em longa reportagem que os ‘Emergentes realizam retorno’, com destaque para a recuperação no preço das commodities e a reação do Brasil. Com imagem de colheita de soja, sublinhou aposta na Petrobras


CHINA VS. EUA


Na manchete on-line do ‘Wall Street Journal’, ontem à noite, a americana Exxon venceu a disputa com a chinesa Cnooc e assinou um contrato para a exploração de uma ‘descoberta significativa de petróleo’ no mar de Gana, na África Ocidental -que se mostrou disputada depois que o ‘Brasil anunciou recentemente que criaria uma estatal para administrar seus achados’. O ‘Financial Times’ já postou análise do episódio e da crescente ‘Competição sino-americana por petróleo’.


Ao fundo, o portal Exame trazia ontem como seu texto ‘+ lido’ um perfil dos acionistas americanos minoritários da estatal brasileira, sob o enunciado ‘Yes, a Petrobras também é minha’.


OBAMA E A OPOSIÇÃO


Com imagem do âncora Bill O’Reilly e do assessor David Axelrod, de Obama, o ‘NYT’ destacou ontem que está se ‘intensificando’ o confronto entre o canal republicano e a Casa Branca. Esta anunciou por telefone ao jornal que, ‘como a Fox abriu guerra contra Obama e não precisamos fingir que é atitude legítima de uma organização de mídia, vamos tratá-los como a um opositor’


CORRIDA INÉDITA


Na ‘Veja’ desta semana, ‘a televisão brasileira é palco de uma corrida inédita em sua história: disputando entre si, quatro emissoras têm conseguido audiência de dois dígitos nas noites de domingo’. Avisa que a Globo ‘ainda lidera por boa margem, mas Silvio Santos, Gugu Liberato e o ‘Pânico’ vêm marcando pelo menos dez pontos no Ibope’.’


 


 


PROPAGANDA


Paulo Peixoto e Breno Costa


Cresce gasto com publicidade em Minas e SP


‘Os governos tucanos de Minas Gerais e de São Paulo pretendem aumentar em 21% e 158%, respectivamente, os gastos com publicidade governamental no ano eleitoral de 2010, comparado com 2006.


Naquele ano, quando José Serra se elegeu governador paulista, o Orçamento de São Paulo foi elaborado pelo seu antecessor, o tucano Geraldo Alckmin, que concorreu à Presidência. Aécio Neves era o governador de Minas e foi reeleito. Agora os dois são pré-candidatos do PSDB à Presidência.


A previsão de gastos para 2010, no caso do governo de São Paulo, ultrapassa a evolução real do Orçamento do Estado desde 2006. Nesse período de quatro anos, o valor total do Orçamento paulista cresceu 26,9%. Já a evolução do Orçamento de Minas foi de 25,1%.


Considerando o valor dos Orçamentos de SP (R$ 125,5 bilhões) e de Minas (R$ 41,1 bilhões) para o próximo ano, a proporção dos gastos com publicidade previstos por Serra e Aécio é exatamente igual: 0,1%.


As comparações com 2006 feitas pela Folha contemplam os valores reais da propaganda institucional de cada governo, corrigidos pelo IGP-DI. Estão fora desse cálculo publicidade específica, como campanhas na área de saúde ou de segurança.


Serra prevê gastar no próximo ano R$ 119,9 milhões em publicidade institucional, enquanto Aécio prevê gastos de R$ 40,4 milhões, conforme as propostas orçamentárias que os governos enviaram no mês passado aos seus respectivos Legislativos estaduais.


A lei estabelece como limite para gastos com publicidade em ano eleitoral a média da verba gasta nos três anos anteriores. O texto da legislação eleitoral (lei 9.504/1997) não deixa claro se o cálculo da média inclui apenas as despesas com publicidade institucional, ou todos os gastos na rubrica ‘comunicação social’.


No caso de São Paulo, chama a atenção o fato de Serra ter elevado os valores da publicidade na sua gestão em comparação com os gastos orçados por Alckmin para o ano eleitoral de 2006 (R$ 46,5 milhões, valor também atualizado).


O peso da publicidade no Orçamento paulista mais do que dobrou em relação àquele ano e também em relação a 2007 -primeiro ano da gestão Serra, mas com Orçamento elaborado pelo governo antecessor.


Na disputa pela indicação do PSDB para a candidatura presidencial, fala-se nos bastidores sobre a possibilidade de haver uma chapa ‘puro-sangue’ com Serra e Aécio. Ambos negam.


Aécio já anunciou que deixará o governo até o começo de abril, sendo ou não o escolhido para ser o candidato ao Planalto. Se o escolhido for Serra, ele deve tentar o Senado.


Serra disputa a reeleição somente se não for escolhido candidato a presidente.’


 


 


TELEVISÃO


Rodrigo Russo


‘Tribunal na TV’, estreia da Band ,comete erros jurídicos


‘O jornalista Marcelo Rezende, contratado em setembro pela Band, deve fazer sua estreia no canal com uma atração que, inspirada na Justiça, comete alguns deslizes em relação aos nomes e procedimentos da legislação brasileira.


Com título provisório de ‘Tribunal na TV’, o programa irá ao ar no final de novembro.


Com base no gênero norte americano conhecido como ‘court TV’ (que em tradução livre é o próprio nome tribunal da TV), o programa pretende funcionar como um ‘tribunal de pequenas causas’. Até 1995, os juizados especiais no Brasil eram conhecidos como de ‘pequenas causas’, nome que, embora incorreto, ainda hoje é muito popular. Outro deslize jurídico está no próprio nome. Tribunais são órgãos do Poder Judiciário que normalmente julgam casos em segunda instância-ou seja,depois de já terem passado por um juiz, caso haja recurso, são novamente apreciados por um colegiado (de três desembargadores na Justiça estadual).


No vespertino, casos reais serão apresentados a Marcelo Rezende, que fará o papel de mediador de conflitos.


Com o auxílio de uma plateia, um júri popular e a figura de um juiz, o programa tem a intenção de oferecer prestação de serviços -as partes devem se comprometer a acatar a decisão tomada pelos membros do júri. Aqui fica clara a inspiração americana do programa, onde os júris são mais frequentes. No Brasil, existem apenas no julgamento de crimes contra a vida. Procurada, a Bandeirantes não foi localizada para comentar o assunto.


MAIS UM NOME


O ator Cássio Reis, marido de Danielle Winits, está confirmado no elenco de’ Cinquentinha’, Série escrita por Aguinaldo Silva, da Globo. Ele viverá o personagem Julio Catão, amigo de Daniel (José Wilker) e testemunha de seu testamento.


MENINAS NA GUITARRA


A disputa de vídeo games de música ‘Guitar Game’, promovida pelo’ Mais Você’,deverá ter uma nova edição, desta vez voltada para mulheres. O concurso atual atingiu a marca de 10 mil inscrições.


NOVOS CHEFS


Ainda na linha concursos, o ‘Mais Você’ está com inscrições abertas para a segunda edição da disputa entre chefs.


TOMA LÁ, DÁ CÁ


Em episódio que vai ao ar no dia 27 de outubro, o programa ‘Toma Lá, Dá Cá’ terá a participação especial do ator Jandir Ferrari. Ele será a nova paixão da síndica do condomínio Jambalaya, Dona Álvara(Stela Miranda).


AUDIÊNCIA EM PÂNICO


O ‘Pânico na TV’ deste domingo de novo chegou à liderança da audiência. De acordo com dados preliminares, ficou por 24minutos em primeiro lugar. O carro-chefe do programa foi uma luta no estilo vale-tudo entre o produtor Bolinha e a lutadora Cláudia Gadelha. Nada inovador: nos anos 80, o comediante Andy Kaufman já fazia disputas de luta-livre contra mulheres.’


 


 


Gustavo Villas Boas


‘Hermes e Renato’ celebram 10 anos no ar


‘Hoje os fãs do heavy metal vão conhecer um novo clipe da banda Massacration: ‘Hammercage Hotdog Hell’. ‘É uma música rápida, forte, aquele clichê de abertura tipo disco do Iron Maiden’, reconhece o vocalista Detonator.


E é música para estômagos fortes: a letra ensina uma receita de cachorro-quente e elenca ingredientes como cheddar, ‘catupiration’ e ‘potato’ palha.


Detonator é o nome de palco de Bruno Sutter, um dos integrantes de ‘Hermes & Renato’, programa de humor esculachado da MTV que comemorou dez anos no ar neste ano e que estreia nova temporada hoje.


Uma das mais populares criações do programa, Massacration é a banda-sátira que já abriu show do Sepultura, com Igor Cavalera exigindo ficar nas baquetas, e lança, neste ano, o segundo álbum. No VMB 2009, eles subiram ao palco com o cantor brega Falcão.


‘Mais que uma sátira, é uma homenagem. Nós somos da música, a gente ouve heavy metal desde criança, eu já tive banda cover do Iron Maiden’, conta o vocalista. ‘Tem gente que conhece o Massacration pelo YouTube e não sabe que existe o programa.’


O ‘Hermes e Renato’ é um grupo de humoristas formado por cinco amigos, todos em torno dos 30 anos, que se conhecem desde a adolescência. Além das bandas de heavy metal, eles têm como ídolos humoristas como Roberto Bolaños, o Chaves, e a trupe dos ‘Trapalhões’. Eles são os roteiristas e atores dos quadros. A mistura dá em um programa de humor incorreto, cheio de palavrões e com produção de baixo custo, quase caseira.


Humor tosco, mas de sucesso. Os episódios inéditos às vezes são as melhores audiências da MTV Brasil e vídeos colocados no YouTube colecionam milhões de visualizações.


A temporada deste ano terá, além de quatro novos clipes do Massacration, a estreia de um novo artista, o Padre Gato, que canta faixas como ‘Tá Chovendo Freira’, paródia de ‘It’s Raining Men’. ‘Daremos muita importância para a música’, diz Sutter. ‘Vamos retornar à base, ao que a gente sabe fazer.’


HERMES E RENATO


Quando: estreia hoje, às 23h30


Onde: MTV Brasil


Classificação: 16 anos’


 


 


REVISTA


Thiago Ney


‘Billboard’ chega às bancas amanhã


‘Beyoncé, seguida por The Pussycat Dolls e Black Eyed Peas. As três músicas mais tocadas no mês passado nas rádios de São Paulo foram de artistas internacionais.


A informação estará no primeiro número da versão brasileira da ‘Billboard’, que pousa nas bancas do país amanhã.


A ‘Billboard’ foi criada em Cincinnati em 1894 e suas páginas traziam reportagens sobre assuntos diversos. A partir dos anos 1930, passou a dedicar-se à indústria da música, e até hoje é a principal referência no mercado.


Um dos destaques da revista são os rankings de discos mais vendidos e músicas mais tocadas. A edição brasileira também terá esses números -compilará, a partir de pesquisa da Crowley, rankings das mais tocadas nas rádios de dez cidades (leia exemplo abaixo).


‘No Sul e no Sudeste, toca-se bastante Beyoncé. Já em Salvador, as quatro mais tocadas são músicas baianas’, afirma Antonio Camarotti, 37, publisher da revista. ‘A partir da terceira edição, teremos lista dos DVDs mais comercializados no país.’


No Brasil, a tiragem da ‘Billboard’ terá distribuição nacional e tiragem de 40 mil exemplares -cada um a R$ 8,90.


A periodicidade será mensal (nos EUA, é semanal). Foi criada uma editora, a BPP, especialmente para abrigar a ‘Billboard’ no Brasil. A redação é formada por nove pessoas, baseadas em São Paulo, além de uma rede de colaboradores.


‘A Billboard é um parâmetro de quem é quem no mundo da música’, diz Camarotti. ‘Nosso contrato de licenciamento nos permite usar o quanto quisermos de material da matriz. Mas não é nosso interesse. Na primeira edição, temos 60% de conteúdo doméstico.’


A capa desse número inicial traz Roberto Carlos, em uma reportagem a respeito da turnê de 50 anos da carreira do cantor. ‘Entre as histórias, há uma em que Roberto não queria tocar no Maracanã porque achava que não teria tanto público.’


Camarotti avalia que há espaço, no mercado brasileiro de publicações musicais, para uma revista como a ‘Billboard’. ‘Existe uma lacuna para uma revista com a seriedade musical da ‘Billboard’. Não existia uma publicação como essa no Brasil. Vamos falar de todos os gêneros musicais, rock, axé, forró, sertanejo, de tudo o que for pertinente.’


Além de EUA e, agora, Brasil, a ‘Billboard’ possui edições na Rússia e na Turquia. As negociações para trazer a revista ao Brasil ‘foram iniciadas há um ano e atrapalhadas pela crise econômica’, conta Camarotti.’


 


 


ESPORTE


Cristiano Cipriano Pombo


YouTube dita Brasil no Mundial


‘Árbitros, ginastas, técnicos e, por que não, o público. Todos os envolvidos no Mundial de ginástica artística, que começa hoje em Londres, têm pautado parte de suas ações com base em vídeos do YouTube.


‘Hoje em dia, as imagens fazem parte do treino. E, principalmente, virou ferramenta de espionagem’, diz o técnico Renato Araújo, que integra a delegação do país na capital inglesa.


Tanto o YouTube tem feito parte da rotina dos atletas que, apesar de o Mundial apresentar 40 rivais para cada um dos dez brasileiros (seis homens e quatro mulheres) na competição, é com base nos vídeos que a seleção aponta este torneio como o mais difícil dos últimos anos.


‘Estudei todos os meus rivais pelo YouTube. Quando não via, alguém me alertava sobre a exibição de alguém. Deu para ver que Londres terá disputa no solo muito mais acirrada que na Olimpíada’, diz Diego Hypólito, principal nome da equipe.


Ele dá como exemplo as notas de partidas dos principais oponentes, que, na Olimpíada, oscilavam de 16,30 a 16,70 e agora, no Mundial, devem ficar entre 16,50 e 16,80.


A seleção, que conta também com Victor Rosa, Mosiah Rodrigues, Sérgio Sasaki, Caio Costa e Arthur Zanetti, é unânime em dizer que é difícil achar atleta incólume ao site de compartilhamento de vídeos.


‘A maioria das imagens vem de torcedor. Já vimos campeonato chinês, romeno, dos EUA. Tem de tudo lá, de treino a torneios. Isso ajudou a gente a definir a estratégia na preparação para o Mundial’, diz Renato.


Além dos técnicos e ginastas, a arbitragem tem usado a internet para acompanhar a evolução das acrobacias do código de pontuação. ‘O YouTube permite que o árbitro treine o olhar e também tenha acesso a competições e novos movimentos que muitas vezes não passam na TV’, diz a árbitra internacional Catarina Duarte dos Santos.


Ao mesmo tempo em que o YouTube prevê um Mundial desafiador, a delegação masculina tentará exibir hoje que está mais perto da elite do esporte. ‘Temos condições de melhorar as pontuações, ficar perto das finais. Servirá para fazer nome, ganhar status’, diz Araújo.


A exceção é Diego Hypólito, que tenta em Londres seu terceiro título mundial no solo.


Poupado de outros aparelhos em razão da operação no ombro esquerdo, a qual se submeteu em junho, o atleta diz que pode inovar. ‘Em 2005 e 2007, quando fui campeão, sempre abri a série com uma passada original, que ninguém executa. Agora quero algo assim, nem que seja na final’, fala Diego.


Hoje ele e os colegas tentam ficar entre os oito mais bem avaliados para ir às finais por aparelho, no fim de semana.’


 


 


CINEMA


Audrey Furlaneto


Conspiração oferece US$ 15 milhões a Allen


‘Ele passou dez dias com Woody Allen em Londres e nove dias com a irmã dele, Letty Aronson, no Rio. O publicitário curitibano Cláudio Loureiro, 48, que por iniciativa própria foi atrás do diretor de ‘Manhattan’ para convidá-lo a filmar no Brasil, afirma que o filme pode sair nos próximos anos.


Aronson, irmã e produtora do cineasta, veio ao Rio na semana passada, acompanhada do agente Stephen Tanenbaum. Os dois ouviram da Conspiração, a produtora de, entre outros, Pedro Buarque de Hollanda e Andrucha Waddington, que, se Allen quiser filmar no Rio, já pode contar com US$ 15 milhões (cerca de R$ 26 milhões) para isso.


Já a Prefeitura e o Estado do Rio ofereceram R$ 3 milhões ao diretor (US$ 1,7 milhão).


Aronson informou que o longa no Rio deve custar até US$ 20 milhões (R$ 34,7 milhões). ‘Match Point’, rodado em Londres, consumiu US$ 14,9 milhões (R$ 25,9 milhões), enquanto ‘Vicky Cristina Barcelona’, na Espanha, US$ 17,5 milhões (R$ 30,4 milhões).


‘Eles vão criar um fundo da iniciativa privada para a realização do filme’, diz Loureiro, que também levou Aronson e Tanenbaum à O2, de Fernando Meirelles -que não fez proposta financeira à dupla.


A Conspiração não fechou os nomes das empresas que formarão o fundo. Segundo Loureiro, o formato será de ‘private equity’: as empresas investem no filme e se tornam sócias dele para participar dos lucros.


O publicitário diz que ainda não sabe ‘precisar’ a proporção, mas cerca de 80% dos US$ 15 milhões seriam de investimentos diretos, e o restante, via ‘soft money’ (‘Os incentivos fiscais que qualquer filme pode usar’, explica).


Modelo baiana


Aos 48 anos, Cláudio Loureiro é dono da agência Heads, que, com a F/Nazca e a Quê, tem a valiosa conta da Petrobras -em 2008, por exemplo, a companhia gastou R$ 269 milhões em propaganda.


‘Ela [Aronson] estava um pouco insegura, com medo da cidade’, conta.


A irmã de Allen e seu agente conheceram o Teatro Municipal, na Cinelândia, o Real Gabinete Português de Leitura, no centro, o Copacabana Palace e o Pão de Açúcar, ambos na zona sul, e, por fim, ‘ela superou totalmente o medo do Rio’.


Aronson, então, pediu para ir a uma favela carioca. A Conspiração e Loureiro levaram-na até a Tavares Bastos, cenário de filmes como ‘Tropa de Elite’ -ou seja, favela sem tráfico e sem bandidos.


‘Ela gostou, mudou de ideia sobre o Rio’, diz Loureiro. Aronson só reclamou da falta de flores na orla. ‘Pensou em pedir ao prefeito para plantar algumas.’ Já Allen telefonou para a irmã todos os dias, e disse que fechou trabalho em 2011. O Rio deve ficar para 2012.


Quando ele e Loureiro se conheceram em Londres, diz o brasileiro, o cineasta fez perguntas sobre ‘o comportamento do nosso povo’. Também citou Adriana Lima, a modelo baiana entre as mulheres mais sexies do mundo, para o elenco do filme ‘carioca’.’


 


 


LITERATURA


Denise Mota


Vestígios de Bolaño


‘A notícia agitou o universo literário de língua espanhola nos últimos dias: a revista eletrônica chilena ‘60 Watts’ publicou um ‘inédito’ de Roberto Bolaño (1953-2003), morto aos 50 anos e tornado objeto de culto em distintas latitudes.


A publicação (http://60watts.net/?p=1538) contribui para alimentar a crescente bolañomania no mercado editorial internacional, mas ‘El Contorno del Ojo’ (o contorno do olho), o conto em questão, não é inédito.


Inscrito pelo chileno, na década de 80, no 1º Prêmio Alfambra de Contos, promovido pela cidade espanhola de Valência, o texto recebeu o terceiro lugar e foi publicado -com outras cinco narrativas- em volume de 110 páginas lançado em 1983 pela editora Prometeo -empresa fundada em 1917 e extinta em 2005.


Assim, o texto de Bolaño é parte do livro ‘Encuentro en Praga’, coletânea que traz o conto premiado -que dá nome ao volume e foi escrito por Juan Gómez Saavedra- e ainda os relatos ‘Intensa Mirada Filial’, de Antonio di Benedetto, ‘Idas y Venidas’, de Ricardo Orozco, ‘Olivia’, de Margarita Martínez Blanco, e ‘El Paisaje de los Sueños’, de Carlos Pérez Merinero. Apesar de estar fora de catálogo, um exemplar usado do livro se encontra à venda no portal Buscalibros (www.buscalibros.cl) e custa US$ 141,19 (mais o frete).


Pela participação, escreve o diretor da ‘60 Watts’, Diego Zúñiga, Bolaño conheceu o argentino Antonio di Benedetto, segundo colocado, que, além de se tornar seu amigo, lhe serviria de inspiração para o conto ‘Sensini’, presente no livro ‘Llamadas Telefónicas’ (1997).


A julgar pela data com que foi submetida à competição, a narrativa é parte da produção que Bolaño -vendedor de bijuterias, vigia de acampamento e cozinheiro durante a juventude- apresentava para ganhar seu sustento. Noticia o diário espanhol ‘El País’ de 29 de janeiro de 1983, por exemplo, que, por haver vencido esse concurso, Saavedra foi premiado com cem mil pesetas.


Militar chinês


‘El Contorno del Ojo’ descreve a rotina de recuperação de um oficial chinês transferido para uma comunidade rural por conta de um forte abalo nervoso. Enquanto convalesce, o militar, que também é conhecido na aldeia por seus trabalhos literários, escreve um diário e recebe visitas dos mais diferentes habitantes da região: a autoridade política local, uma misteriosa professora e seus alunos. Também se ocupa de recortar notícias de jornais que relatam fatos extraordinários.


Zúñiga conta que se deparou com o relato há dois meses, entre um amontoado de poemas assinados por Bolaño e outros impressos fotocopiados que um amigo lhe havia trazido da Espanha. ‘No dia em que terminei de ler o conto, achei que era uma descoberta que tinha que compartilhar.’ A ideia se fortaleceu quando Zúñiga encontrou o mesmo texto postado em meio aos comentários de leitores de um site.


‘No mesmo dia, decidi que deveríamos publicá-lo em nossa página e contar essa história, contextualizar o conto e deixá-lo aí, pronto para que os leitores de Bolaño sentissem que também descobriram algo.’


As possíveis implicações jurídicas dessa aposta não lhe passaram despercebidas. ‘Claro que imediatamente comecei a pensar nos problemas com direitos autorais que poderiam surgir, mas nos arriscamos.’


De fato, após a publicação do conto, a primeira mensagem a constar no fórum de leitores da ‘60 Watts’ foi a de uma suposta Carolina López, viúva de Bolaño: ‘Preparem-se para o processo, meninos, porque até para recitar meu falecido esposo ou inclusive para mencioná-lo em uma entrevista, se pagam os direitos correspondentes. Em breve, chegará a vocês uma carta do meu advogado’.


Zúñiga diz à Folha que não recebeu comunicado. ‘Como tudo já explodiu, é difícil que façam algo a respeito. E ninguém está ganhando dinheiro com isso. ‘60 Watts’ não tem fins lucrativos. Além disso, não sei se de fato foi ela quem escreveu o comentário.’ Talvez, afinal, o agressivo comentário não passe de um vestígio falso.’


 


 


 


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O Estado de S. Paulo


Terça-feira, 13 de outubro de 2009


 


LIBERDADE DE IMPRENSA


Roberto Almeida


Assembleia-geral da SIP vai focar caso do ‘Estado’


‘A censura ao Estado, imposta desde o dia 31 de julho pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF), está na pauta da assembleia-geral da Sociedad Interamericana de Prensa (SIP), que será realizada em Buenos Aires entre os dias 6 e 10 de novembro. De acordo com a entidade, serão discutidas ‘decisões judiciais que entorpecem os meios de comunicação brasileiros’.


A SIP foi fundada nos Estados Unidos, em 1926, e congrega 1.300 publicações. A assembleia-geral da entidade é o principal evento do ano, em que são analisados avanços e retrocessos em matéria de liberdade de imprensa nas Américas. Para o encontro, são esperados 500 jornalistas e editores, europeus e americanos, e serão discutidas tendências para o futuro do jornalismo no continente.


Informada do andamento do processo envolvendo o Estado, amordaçado sobre o caso Sarney, a SIP classificou o caso como ‘inacreditável’ ao ‘negar ao público o direito de estar informado’. ‘Lamentamos que a Justiça do Brasil se caracterize por proteger excessivamente os direitos de pessoas envolvidas em assuntos de interesse público’, ressaltou Enrique Santos Calderón, presidente da SIP.


O Estado de S.Paulo e o site estadao.com.br continuam proibidos de publicar informações da Operação Boi Barrica, da Polícia Federal, que envolve Fernando Sarney, filho do presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP). Fernando teria loteado cargos no Senado e acabou indiciado por suspeita de falsidade ideológica, formação de quadrilha e tráfico de influência.


A última decisão no caso de censura ao Estado ocorreu no dia 30 de setembro – dois meses após a instauração da mordaça. O TJ-DF declarou-se incompetente para dar parecer sobre o processo, enviou-o à Justiça do Maranhão, terra da família Sarney, mas manteve a proibição. Para avaliar politicamente a mordaça, a SIP convocou os ex-presidentes César Gaviria, da Colômbia, Carlos Mesa, da Bolívia, e Julio María Sanguinetti, do Uruguai. O último evento realizado pela entidade foi um fórum de emergência sobre liberdade de expressão nas Américas. O Brasil foi representado pela Associação Nacional de Jornais (ANJ), que apresentou aos participantes a situação vivida pelo Estado.


Liminar do Tribunal de Justiça do DF em ação movida por Fernando Sarney proíbe o jornal de publicar dados sobre a investigação da PF acerca de negócios do empresário, evitando assim que o ‘Estado’ divulgue reportagens já apuradas sobre o caso’


 


 


TECNOLOGIA


AP e Reuters


Microsoft falha e clientes perdem dados


‘Proprietários de celulares Sidekick nos EUA podem ter perdido todos os dados pessoais que colocaram no aparelho, em razão de uma falha dos servidores que armazenaram remotamente os dados. A pane constitui um golpe enorme para a reputação do Sidekick, e serve para lembrar dos perigos de se confiar em um único provedor de segurança da informação.


Os celulares são fabricados por uma subsidiária da Microsoft e vendidos pela T-Mobile USA, que afirmam que as informações de muitos proprietários de Sidekick ‘quase certamente’ sumiram. A T-Mobile oferece aos clientes US$ 20 como ressarcimento pelo custo de um mês de uso de dados no aparelho.


A porta-voz da Microsoft, Debbie Anderson, disse ontem que há ainda uma chance de que alguns dos dados perdidos estejam armazenados em um sistema de backup. Os engenheiros trabalham para solucionar o problema no centro de dados da Microsoft, onde ocorreu a falha, informou.


O problema ocorre no momento em que as companhias de tecnologia procuram cada vez mais convencer os clientes a usarem serviços de armazenamento remoto para fazer o backup dos seus dados, e quando a Microsoft luta para reconquistar o terreno perdido com os smartphones.


Os telefones apresentaram o problema há uma semana. O serviço ficou intermitente na semana passada, e depois os usuários começaram a reclamar que todas as informações pessoais contidas nos Sidekicks haviam sumido.


‘Está sendo uma experiência terrível’, disse Mary Boyle, de Silver Spring, Maryland. Ela perdeu mais de 500 recados, 100 imagens, uma agenda e dezenas de senhas de sites. Além disso, na semana passada, passou cerca de oito horas no telefone com o suporte técnico da T-Mobile, tentando resolver o problema.


No sábado, a T-Mobile e a Microsoft alertaram os clientes a não reiniciarem seus celulares, não retirarem as baterias ou não deixarem que as pilhas se descarregassem. Mary Boyle disse que não fez nada disso, mas mesmo assim seus dados desapareceram. Agora ela comprou um BlackBerry, da Verizon Wireless.


Embora os serviços de dados estivessem normalizados ontem, a T-Mobile continuava avisando os clientes a não resetarem seus aparelhos. A companhia também informou em seu site que todos os Sidekicks não estavam mais em estoque.


Não se sabe ao certo quantos clientes foram afetados, ou quantos Sidekicks estão operando, mas é possível que o número chegue a quase 1 milhão, a julgar pelas declarações financeiras da T-Mobile. O aparelho, que existe em várias versões, nunca chegou a ser um sucesso de vendas, desde que foi lançado, em 2002, mas é um dos preferidos entre os jovens, os clientes urbanos, e tem fama de ser o celular das celebridades.


A Microsoft adquiriu a Danger Inc., fabricante do Sidekick, no ano passado, na tentativa de revitalizar sua carteira de software de telefones ‘inteligentes’. A T-Mobile pertence ao grupo alemão Deutsche Telekom AG.’


 


 


TELEVISÃO


Keila Jimenez


Intervalo na torcida


‘Bastou o Rio de Janeiro ser anunciado como a cidade-sede da Olimpíada de 2016 para que uma enxurrada de anúncios ligados ao tema tomassem conta da TV, movimento maior até que a escolha do Brasil para sediar a Copa de 2014.


Segundo levantamento da Controle da Concorrência, empresa que monitora inserções comerciais para o mercado, uma semana antes do anúncio, de 25 de setembro a 1º de outubro, não houve uma propaganda sequer sobre Olimpíada. A partir do dia 2, data em que foi anunciada a escolha do Rio, até 8 de outubro, 163 inserções comerciais sobre o tema entraram nos breaks das redes.


O Bradesco liderou o time de anunciantes, com cinco campanhas sobre o tema e mais de 60 inserções em uma só semana. Ambev, Embratel, o Governo Federal, o Governo do Rio também anunciaram com esse mote.


Então os anunciantes ‘Mãe Diná’ já sabiam da escolha do Brasil? Não, na sexta-feira(2), dia do anúncio, os patrocinadores interessados no tema já tinham campanhas ‘de oportunidade’ prontas. As emissoras também já estavam avisadas que trocas nos intervalos seriam feitas com a vitória do Rio.’


 


 


 


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