Terça-feira, 19 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

JORNAL DE DEBATES > VIOLÊNCIA CONTRA JORNALISTAS

Dois funcionários da CNN morrem em ataque no Iraque

03/02/2004 na edição 262

O tradutor e produtor Duraid Isa Mohammed, e o motorista Yasser Khatab, morreram num ataque a dois carros da emissora de notícias CNN no caminho de Hillah para Bagdá, no Iraque. Eles trabalhavam para a emissora, que publicou nota informando o incidente [27/1/04].

Segundo relato dos sobreviventes, um velho automóvel se aproximou por trás do comboio e um homem armado de fuzil AK-47 começou a atirar pelo teto solar. Um segurança da CNN, que viajava no carro mais adiantado, disparou de volta, o que permitiu que ele, o correspondente Michael Holmes, a produtora Shirley Hung, o câmera Scott Mc Whinnie e um segundo motorista escapassem. McWhinnie foi atingido de raspão na cabeça e teve de ser tratado numa base militar.

O segundo veículo da CNN, em que viajavam Mohammed e Khatab, saiu da estrada. Mais tarde, a polícia iraquiana encontrou o carro com os dois corpos.



Editor guatemalteco identifica invasores

José Ruben Zamora, editor do jornal guatemalteco El Periódico, não deixou por menos a invasão a que sofrera em junho de 2003, em sua própria casa. Quem achou que o gesto o silenciaria descobriu que o efeito foi inverso. Recentemente, em artigo de opinião, Zamora identificou os responsáveis pela incursão, dando nomes, fotos e ligando-os às forças de segurança nacional.

‘Uma das decisões mais difíceis que tive de tomar em meus 15 anos de jornalista foi de publicar os rostos, nomes e conexões com a segurança do Estado dos criminosos que invadiram minha casa’, escreveu em 26/1, no Periódico.

Mesmo para os padrões da censura à imprensa na Guatemala, o ataque à casa de Zamora foi um incidente excepcionalmente violento. Cerca de 12 pessoas entraram a força em sua residência e amarraram e espancaram o jornalista, sua esposa, seus três filhos e os empregados domésticos. Zamora foi despido, vendado, separado de sua família e avisado, com uma arma na cabeça, que seria executado. O ataque durou quase três horas e os líderes pareciam receber ordens por telefone celular.

Segundo Mark Fitzgerald [Editor & Publisher, 28/1/04], a incursão ocorreu no dia seguinte à publicação no Periódico de alegações de que o governo do então presidente Alfonso Portillo era dirigido por um bando de ex-militares.

Nos dias que sucederam a invasão, autoridades guatemaltecas prometeram investigação completa. Com o passar do tempo, de acordo com o depoimento de Zamora, ficou bem claro que os promotores não estavam se esforçando muito para resolver o caso. Sendo assim, Zamora iniciou sua própria investigação e descobriu que todos os invasores eram ou haviam sido membros da Segurança do país. Entre os perpetradores, os que atacaram o jornalista e sua família são, segundo o próprio Zamora: Eduvijes Funes Velásquez, Belter Alvarez, Erick Alexander Johnston Barrera e Iris Edith Soto López.

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