Sexta-feira, 24 de Março de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº937

JORNAL DE DEBATES > MINISTÉRIO DE LULA

Dois jornalistas no governo

Por Alberto Dines em 23/03/2007 na edição 425

Com a indicação de dois jornalistas para compor o seu ministério, o presidente Lula faz história.


Mesmo que Miguel Jorge e Franklin Martins tenham posições visivelmente conflitantes tanto em matéria política como jornalística, a presença de ambos – justamente pelas diferenças – pode ajudar a contornar o perigoso confronto entre governo e imprensa iniciado na fase final das eleições presidenciais.


O ministro Miguel Jorge deixou há muito as lides jornalísticas, embora continue colaborando periodicamente com o Estado de S.Paulo na qualidade de articulista. Mas como ministro do Desenvolvimento e ponte para o mundo empresarial, certamente deverá funcionar como moderador no caso de eventuais recidivas.


Franklin Martins, cujos comentários políticos eram modelares em matéria de equilíbrio, agora terá um desafio ainda mais difícil do que entender a situação e a oposição porque será encarregado de cuidar simultaneamente de searas tão opostas como imprensa e propaganda.


Na quinta-feira (22/3), os jornais registraram a contrariedade ostensiva do ministro Hélio Costa ao reconhecer que a questão da rede pública de TV doravante será da competência do ministro da Cultura, Gilberto Gil. Isso significa que o governo tem no momento quatro especialistas em comunicação.


Em matéria de pluralismo é ótimo. Em matéria de surpresas, boas e más, as promessas são imprevisíveis e inesgotáveis.

Todos os comentários

  1. Comentou em 23/03/2007 Apolonio Silva

    Caro Fábio de Carvalho, de fato Mainardi ‘denunciou’ Dines e Franklin Martins. Os soldados do petismo e do anti-petismo mandaram suas balas. A questão aqui não é essa. A ‘denúncia’ é um mero acontecimento que, juntando-se a vários outros compõe um quebra-cabeças. Dines não foi o primeiro a ser execrado pelo PT (ainda que não fosse petista como muitos que foram execrados eram). Já Franklin, por azar, ou por oportunismo, ou qualquer coisa que o valha, está trilhando um caminho sem retorno na credibilidade. Esse caminho jogou manchas ‘indeléveis’ em seus comentários políticos, sobretudo na forma escancarada (palavra usada por outro colega aqui dos comentários) com que ‘explicava’ notícias a favor dos interesses do governo. Só não viu quem não quer. A alteração da linha editorial da Band, só não viu quem não quer. A forma como se encaixram os interesses do governo, os da Band, os do canal 21, os de Lulinha e a mudança de linha editorial são fatos. Eu não sou juiz, não julgo ninguém, não mando ninguém para a cadeia, mas por causo disso não sou cego surdo e sobretudo, uma Polyana. Repito: atenta a sociedade deve ficar para os próximos lances dessa jogatina – para onde vai a linha editorial da Band, quem substituirá Franklin na batuta, o que virá para a Band como contrapartida, como essa história triste para a mídia vai continuar. Mas não me venha insininuar ‘imparcialidade’ de FM.

  2. Comentou em 23/03/2007 Marco Costa Costa

    O objetivo da nomeação de dois Jornalistas para fazer parte do quadro do primeiro escalão do Sr. Lulla, visa agradar o restante da imprensa, a qual durante o reinado do pai dos pobres se sentiu marginalizada dos banquetes fartos no Palácio do Planalto. Com certeza, o brilhante jornalista tucano Alberto Dines fará parte, em lugar de destaque, na mesa do omes e bebes ao lado dos poderosos do momento.

  3. Comentou em 23/03/2007 carlos augusto

    Quanto a indicação de Franklin Martins, acho que Diogo Mainardi tinha razão, por mais que seja triste admiti-lo.

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