Sexta-feira, 22 de Junho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº992
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JORNAL DE DEBATES > TELETIPO

E-mail do Google poderá invadir privacidade de usuários

13/04/2004 na edição 272

O serviço de e-mail gratuito do sítio de buscas Google ainda nem foi lançado, mas já é alvo de críticas. O Gmail oferecerá 1 gigabyte de espaço de armazenamento – muito mais que concorrentes como o Hotmail –, mas terá um sistema que filtra as mensagens para inserir publicidade sob medida para o assunto que está sendo tratado nelas. Assim, quando um usuário receber e-mail de um amigo sobre uma viagem que planejam fazer, poderá aparecer junto uma propaganda de hotel do lugar que visitarão. O termo de prestação de serviço que o internauta precisará aceitar para usar o Gmail prevê que parte das mensagens poderão ser armazenados para uso comercial. A questão é grave no sentido de que a empresa Google pretende ganhar dinheiro invadindo a privacidade também daqueles que não usarão seu e-mail, mas se corresponderão com pessoas que o utilizarem. A organização britânica de defesa do direito à privacidade Privacy International já fez uma reclamação junto às autoridades do Reino Unido. ‘Se milhões de pessoas têm seu histórico de comunicação guardado em computadores do Google, eles se tornam uma fonte de informação valiosa para um leque de conseqüências não pretendidas’, afirma Simon Davies, diretor do grupo. Com informações da AP [7/4/04].



Investigação sobre colunista derruba ações de sítio financeiro

As ações da empresa MarketWatch.com Inc., que mantém o sítio CBS Marketwatch, caíram 9% no dia 7/4, depois que a autoridade securitária americana pediu os registros de transações de papéis de quatro de seus maiores executivos. A Securities and Exchange Comission quer saber se eles se beneficiaram de recomendações de ações do jornalista Thom Calandra, que escreve na página. As transações do próprio analista já haviam sido requisitadas anteriormente. Segundo a companhia, Calandra, que pediu demissão em janeiro, podia comentar papéis em que ele mesmo investisse desde que deixasse isso claro para os leitores. Em outros veículos, esse tipo de concessão não existe: o jornalista não pode analisar investimentos em que ele próprio tem interesse. Segundo a San Francisco Chronicle [8/4/04], a justificativa da Marketwatch para ter permitido isso é que, investindo pessoalmente em algumas empresas, o colunista daria mais credibilidade às suas recomendações.

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