Sábado, 23 de Junho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº992
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JORNAL DE DEBATES > MATA! ESFOLA!

Empastelamento, modo de emprego

Por Alberto Dines em 06/11/2006 na edição 405



Do Aurélio:


Empastelar, verbo: Misturar (caracteres ou outro material tipográfico) com os de diferentes caixas. Inutilizar as oficinas de (um jornal). Amassar, machucar, estragar.


Do Houaiss:


Empastelar, verbo: Invadir uma gráfica ou redação de jornal para inutilizar o trabalho em curso, danificar equipamentos e materiais. Causar danos físicos ou materiais, estragar, machucar.


A história política brasileira e a história da imprensa brasileira se cruzam em diversas circunstâncias e formas. Nos primeiros anos do Império, política e jornalismo se tangenciavam através das pasquinadas, troca de insultos, infâmias. Esgotada a retórica, começou a correr sangue com os duelos e assassinatos de jornalistas.


A modernidade do Segundo Império trouxe a violência em escala industrial. Começou a Era dos Empastelamentos. Tornou-se corriqueira a destruição dos equipamentos (tipos e impressoras) para calar os veículos opositores. Nossa civilização política e jornalística foi fundada dentro do princípio de que aqueles que incomodam precisam ser silenciados. Se insistirem, devem sumir.


O empastelamento é a versão ‘jornalística’ de um linchamento. Formatos diferentes, igualmente covardes, para calar adversários e suprimir opiniões.


Num empastelamento, reúne-se diante das oficinas de um jornal meia dúzia de capangas – indignados ou não – alguém começa a gritar palavras de ordem e em poucos minutos o grupinho se transforma numa turba capaz de qualquer violência.


Às vezes, os ensandecidos recorriam a incêndios para aniquilar a capacidade de sobrevivência do jornal adversário. Destruíam a tipografia, a impressora, os estoques de papel, o prédio, e não raro atacavam os jornalistas que porventura estivessem refugiados no prédio. Mas isso dava muito trabalho, os próprios incendiários corriam riscos.


Opção mais ‘limpa’ e ‘inofensiva’ era a derrubada das caixas de tipos de modo a impedir que os tipógrafos juntassem as letras de chumbo. Espalhadas e misturadas no chão, tornava-se impossível compor palavras, montar frases, construir textos e transmitir idéias. Um jornal empastelado era um jornal sem letras e sem voz.


Outra vocação


Tivemos empastelamentos de jornais ao longo da nossa história política: da implantação da República até o golpe de 1964. A ditadura não precisou utilizar o recurso extremo para calar a imprensa, foi mais sutil. Mas os esbirros dos órgãos de segurança inventaram um gênero original de empastelamento para calar a imprensa alternativa: incendiar as bancas de jornal que os vendiam.


Um dos empastelamentos mais dramáticos, mas pouco referido pelos historiadores, foi o dos jornais Liberdade e Gazeta da Tarde (8 de março de 1897), como represália pelo apoio que supostamente ofereciam aos insurgentes de Canudos. Como os republicanos atribuíam aos monarquistas as vitórias do ‘fanático’ Antônio Conselheiro, resolveram calar os dois jornais da antiga Capital Federal (Rio de Janeiro).


Os amotinados destruíram os prédios, acabaram com os jornais e mataram a tiros aqueles que pareciam se opor à violência. Foi um empastelamento e um ato terrorista. O jornal O Paíz (ligado aos republicanos) designou os envolvidos na operação militar como ‘heróis’.


O dono dos jornais destruídos era o conde Afonso Celso, da família Ouro Preto. Não entrou para a história como vítima de um atentado à liberdade de expressão. Nem como aquele que poderia ter revertido a sorte dos seguidores de Antônio Conselheiro. Ironicamente, foi consagrado como autor de um livrinho chamado Porque me ufano do meu país (publicado três anos depois).


Ao invés de criar um capítulo na história da resistência à intolerância política, Afonso Celso preferiu entrar para os dicionários por meio de um substantivo e de um adjetivo quase pejorativos (ufanismo e ufanista).


Há gosto para tudo. A vocação deste observador é outra. Vai resistir ao empastelamento e ao linchamento que está sendo submetido pela turba enfurecida. E começa identificando um dos capangas.


 


MATA! ESFOLA! – 2


Paco, o linchador


Em seu site Conversa Afiada, Paulo Henrique Amorim publicou na noite de sexta-feira (3/11) a seguinte manchete: ‘Internautas criticam artigo de Alberto Dines’. Clica-se e aparece a foto deste observador e um pequeno texto: ‘A favor da mídia. Internautas criticam artigo em que Alberto Dines, do Observatório da Imprensa, se manifesta a favor da mídia’.


Os curiosos então clicam para saber o que Paulo Henrique Amorim, porventura, tem a dizer sobre o assunto e descobrem que Paulo Henrique Amorim, como sempre, nada tem a dizer: escafedeu-se. Mas como precisa fazer jus ao cachê de linchador, remete para os comentários dos internautas furiosos com este observador. Convém registrar que o afiadíssimo site é completamente cego em matéria de interatividade e democracia: não recebe comentários dos leitores.


Paulo Henrique Amorim – Paco, para os íntimos – é o protótipo do linchador. Paradigma do empastelador. Agente provocador de quebra-quebras. Tem longa experiência nesta matéria.


Paco agora anda camuflado de militante petista. O disfarce vai durar pouco. Em setembro de 1998, véspera da segunda disputa Lula-FHC, ele comandou na TV Bandeirantes uma viciosa cruzada contra Lula com os mais torpes argumentos. Pretendia denunciar a operação financeira que permitira ao então líder sindical a compra de um apartamento em São Bernardo do Campo.


Não foi um ataque político, foi um golpe baixo. Não foi um surto pontual, foi uma cruzada contínua, demorada, persistente. Em todas as edições do principal telejornal da Band, durante longos minutos, com todos os recursos de edição, depoimentos, documentos e aquela vozinha histérica, nasalada, tentando levantar os ânimos para derrotar Lula logo no primeiro turno.


Paco, o linchador, era o âncora do telejornal e conseguiu ser ouvido por alguns veículos. IstoÉ, como sempre, viu na denúncia uma chance de ganhar alguns trocados e foi na onda.


O Observatório da Imprensa protestou. Naquela fase, alguns artigos opinativos eram assinados coletivamente, ‘Os Observadores’. A responsabilidade era obviamente do editor-responsável. Alguns leitores protestaram contra o Observatório.


É sempre assim. Quando um delirante grita ‘Mata!’, logo aparecem outros para berrar ‘Esfola!’. Esta é a insana dinâmica das execuções sumárias e do paredón.


Abaixo a íntegra do que foi publicado na edição de 20/8/1998 deste OI sobre uma das façanhas de Paco, o linchador. Adiante, duas manifestações de leitores dadas em 5/9/1998, com resposta do OI.


***


Baixaria eleitoral: mídia cabocla sofre do Complexo Lewinsky


[Publicado em 20/8/1998 – link original]


A mídia quer esquentar a campanha eleitoral. E escolheu a mais perniciosa maneira: procurando fazer barulho a todo custo, espalhando lama no ventilador. Tudo em nome da ‘independência’ e ‘neutralidade’.


Estão tentando adotar na cobertura política o mesmo esquema da longuíssima Farra da Copa: se não há fatos relevantes, inventa-se. As laranjadas produzidas nos intervalos dos jogos do Brasil, agora repetem-se na disputa eleitoral. Convém recordar: quando chegou a hora de cobrir o fato mais importante do Mundial ninguém estava na concentração para contar – foram todos ao jogo final.


As denúncias do Jornal da Band envolvendo as finanças pessoais do candidato Lula da Silva são simplesmente repulsivas. Já o dissemos aqui: Luíz Inácio da Silva é um ícone nacional e internacional, sua biografia exige respeito. Sobretudo por parte daqueles que se opõem às suas idéias. Lula não pode ser tratado como um Paulo Maluf. Querer apresentá-lo como trambiqueiro e fechar os olhos para as falcatruas de que Maluf é acusado, é repulsivo.


A manobra não aconteceu por acaso: ensaia-se há algum tempo uma ofensiva na vida privada de outros candidatos. Seria a compensação, prova de ‘isenção’, ‘eqüidistância’. Tem sido ensaiada por IstoÉ, foi tentada no Rio pelos velhos corvos de plantão na rua do Lavradio (Tribuna da Imprensa). E mesmo o protesto mezzo indignado de um colunista da Folha (10/8/98, pág. 2) teve a mesma sonoridade daquela capa de Veja onde, a pretexto de desmentir os boatos que destruíam a família de Glória Pires, magnificou-se amplamente o âmbito das aleivosias.


A mídia brasileira parece disposta a perder o resto da compostura. E credibilidade. O farisaísmo tornou-se endêmico. A lei do vale-tudo está começando a valer. [Os Observadores]


***


Manifestação de leitores


[Publicado em 5/9/1998 – link original]


Leio: ‘As denúncias do Jornal da Band envolvendo as finanças pessoais do candidato Lula da Silva são simplesmente repulsivas. Já o dissemos aqui: Luiz Inácio da Silva é um ícone nacional e internacional, sua biografia exige respeito. Sobretudo por parte daqueles que se opõem às suas idéias. Lula não pode ser tratado como um Paulo Maluf. Querer apresentá-lo como trambiqueiro e fechar os olhos para as falcatruas de que Maluf é acusado, é repulsivo’.


Perdoem-me a ingerência e a manifestação, mas, ao que parece, estamos diante de um texto mais próprio de um ‘julgador’. O jornalista ficou de lado. O ‘julgador’ absolve Lula e condena Maluf (que nem faz parte do processo ‘em julgamento’).


Puxa!!! Vão gostar assim de Lula lá na Conchinchina! Ícone nacional e internacional?!!! Depende do lado em que se situe o observador. Para alguns, Maluf também é ícone. Enéas idem. Quércia ibidem… Há ícones para todos os gostos.


Posso estar errado, mas algo me sugere que o professor Alberto Dines não se inclui entre ‘Os Observadores’ signatários da matéria. [Jorge Taleb, Goiânia]


***


‘Já o dissemos aqui: Luiz Inácio da Silva é um ícone nacional e internacional, sua biografia exige respeito.’ Isto é um observatório neutro ou um comitê eleitoral? OI está cometendo o erro que critica na imprensa – na falta de fatos, julgamentos preconcebidos. Em vez de OI questionar a apuração dos fatos pela Band (e outros órgãos de imprensa) – que pode ou não ter falhas –, assume postura de pessoa à prova de críticas.


O que OI não está questionando é que o candidato Luiz Inácio não deu explicações convincentes sobre a história – ou falar que vendeu um carro de R$ 29 mil por R$ 40 mil parece razoável? –, mas esse mesmo candidato se sente no direito de dizer que há caixa 2 na venda da Telebrás e coisas do tipo, sem ter provado nada.


Lamentável a postura de OI. [Maurício]


 


Os Observadores respondem


‘A manifestação do OI tem o respaldo da Justiça Eleitoral, que acionou os veículos – especialmente a TV Bandeirantes – para provarem as acusações. Achamos, sim, que certas figuras, como Lula, devem ser preservadas do denuncismo irresponsável. O que não significa que estejamos endossando as suas candidaturas. Não adotamos a tábula rasa de que todos os políticos são bandidos, temos respeito pelas biografias. Acreditamos no gênero humano. Jornalista precisa saber distinguir. O nivelamento por baixo induz ao vale-tudo. Tentar enlamear Lula, na véspera do pleito, qualificando-o como se fosse um Maluf ou um Quércia – há anos às voltas com a Justiça – é uma grande injustiça. A opinião dos Observadores expressa um consenso da equipe que edita o OI. Mas a opinião do Observatório é mais abrangente e compreende as opiniões de todos.’

Todos os comentários

  1. Comentou em 06/07/2007 Keka Werneck

    Não vendemos papel higiênico

    É fato que empresas de comunicação, a maioria delas, são privadas, mas ainda assim não podem agir como fábricas de papel higiênico, porque têm responsabilidade social. Até os produtores de papel higiênico são obrigados a seguir regras do setor. As empresas de comunicação são regidas pela Lei de Imprensa.
    No entanto, frequentemente agem à revelia das leis (inclusive as trabalhistas) e acabam expondo seus jornalistas, coagidos a fazer o que tem que ser feito em nome do capital.
    Não é raro se pegar diante do chefe a dizer que aquela matéria não sai porque o envolvido no fato é parceiro do grupo. Sendo a empresa privada, faltam às vezes ao operário das redações palavras para retrucar o poder econômico. Consulte a lei e haverá argumentos.
    Jornalistas que querem intervir no desmando empresarial devem ler a Lei da Imprensa, conhecê-la e usá-la.
    Sindicatos, neste contexto, têm a responsabilidade de fazer cumprir a lei, para que a categoria não seja lesada pelas empresas cujo interesse imediato é o lucro. Nem para que precise o jornalista agir individualmente, correndo risco de demissão.
    Numa sociedade legalista, em que jornais também são legalistas (a maioria é contra ocupações de terras, contra invasões dos sem-tetos, contra pirataria…), então tem que valer este argumento – o da lei – sempre e não só quando interessa.

  2. Comentou em 22/06/2007 Glaydson Carneiro Amora

    Bom dia!

    Primeiramente, expresso minha opinião acerca do programa: ‘É com grande admiração que assisto, infelizmente nem sempre, um programa tão ‘recheado’ de informações de qualidade.’

    Gostaria de solicitar, via e-mail. a entrevista com o ministro Franklin Martins, onde expõe sua autoritária opinião que os controladores de vôo deverão ser devidamente sancionados. Até parece que este país tem um presidente que nunca reinvidicou seus direitos.

  3. Comentou em 07/11/2006 Daniel Dantas

    Além do ataque a Paco ter sido ridículo como forma baixa de defesa, vc ainda não falou – eu não vi aqui – da condenação do Emir Sader. Estaria o professor Dines míope? Por que seria agressão à liberdade de imprensa a oitiva dos jornalistas da Veja e não seria a condenação absurda do professor Sader? Queria ler algo a esse respeito de sua autoria para resgatar em mim a credibilidade que sempre confiei ao senhor, caro professor.

  4. Comentou em 07/11/2006 Danilo Jorge Barreiros

    Confeço que nunca vi tanta baixaria jornalistica como nesses tempos de crise, me parece que o problema ético-moral da classe está se tornando um problema psiquiatrico, daqui à algum tempo, só os orfãos do Ratinho vão ler(acreditar) no que jornalista escreve;alias, não encontrei aqui no Observatorio nenhum link para baixar o video sanduiche-iche-iche

  5. Comentou em 06/11/2006 Paulo Bandarra

    A gestapo foi criada também com as melhores das intenções. Defender o povo contra as ameaças e garantir a lei! Combater os inimigos do povo e garantir as mudanças revolucionários do estado novo. Quem pode se opor a isto? Uma polícia e uma imprensa comprometidas com as transformações certas!

  6. Comentou em 06/11/2006 Elson Rezende de Mello

    Dines, nem li ainda os comentários aqui abaixo. Só quero expressar alguma solidariedade com a posição corajosa que tem assumido nesses últimos tempos. A mídia tem que ser criticada, analisada, evidentemente, mas sem esse sentido de empastelamento que você aponta. Acerta em cheio quando aponta o nome de um dos empasteladores. Sua coragem e valor têm que ser ressaltados.

  7. Comentou em 06/11/2006 Edson Peixoto

    Sr. Dines . . . . .

    Jura que é o Sr. mesmo, eu não acredito . . . .

    Quando comecei a ver o como o Sr. se posiciona com relação a fatos relacionados com a participação da Mídia nestas eleições de 2006, achei que deveria ser apenas um malentendido, e que logo logo o Sr. viria a público explicar que finalmente havia entendido tudo etc etc . . . . Como agora além do Sr. manter suas afirmações e tendendo a ser mais radical ainda, lhe peço um favor que até então julgava não ser necessário, é o seguinte: No seu programa na TV abre bem a imagem para a gente ver que não existe ninguem o obrigando, e diga para nós que no site do OI é o Sr. mesmo que lê os comentarios e os responde . . . . Eu não consigo acreditar que seja o Sr. sei lá, eu me acostumei com um Dines diferente . . . . Faz só isso, para a gente acreditar que é o Sr. mesmo, pois a partir daí eu começo a levar mais a sério as coisas suas que tenho lido, por enquanto falta isto, eu saber se voce é voce . . . . .

  8. Comentou em 06/11/2006 Marco Tognollo

    1. Dines, mais uma vez o Sr. falou, falou, falou……..e nada disse.

    2. Agora, o negócio é pessoal; ataca Paulo Henrique Amorim. Logo logo o Observatório da Imprensa vai se transformar nasqueles shows bizarros de luta livre.

    3. o Sub tutilo ‘paco, o linchador’ pode ser tranformado atualmente em ‘Grande Imprensa, a linchadora’.

    4. E reconhecer os ‘erros’ (este aspas, pois não sao bem erros, mas intencoes) da imprensa, nada, né??Tá ok….

    5. ‘Observatório da Imprensa. Voce nunca vai mais lê-lo da mesma maneira’

  9. Comentou em 06/11/2006 Matilde Eugenia Schnitman

    Não estou nada gostando do rumo desta conversa. Nem aqui nem em lugar nenhum. O que leio ou assisto é ataque pessoal, disse-me-disse. Um apontando o canhão para o outro… Parecemos uma malta enraivecida! A quem serve este bate-boca? É isto que chamam “discutir” a mídia”, Este ‘cabo-de-guerra’? PARECE QUE A SENSATEZ TOMOU “DORIL”! A continuar neste rumo, justifica-se tratamento de pit bull – uso obrigatório da tal mordaça – “encaixável” apenas em animais, em pessoas. “Mídia”, “imprensa” até onde sei, não tem boca nem focinho! Em compensação, A MORDAÇA SERÁ “DEMOCRÁTICA”. “A Comissão de Constituição e Justiça do Senado votará, na próxima quarta-feira, um projeto de lei que obriga a identificação dos usuários da internet antes de iniciarem qualquer operação que envolva interatividade, como envio de e-mails, conversas em salas de bate-papo, criação de blogs, captura de dados (como baixar músicas, filmes, imagens), entre outros”. (Folha On Line, Informática – 06/11/06)

  10. Comentou em 06/11/2006 Jose Leitão Neto

    Meus amigos o Sen. Azeredo do PSDB de Minas (aquele), vai botar em discussão um projeto de lei que vai tirar totalmente a privacidade dos serviços da Internet, todo mundo que acessar interativamente a rede, vai ter que se identificar, com cópia dos documentos com comprovante.
    A imprensa está exultante, pois vai acabar com a livre expressão nos blogs e ela vai vender sua verdade, os bancos vão passar a rseponsabilidade da segurança dos dados do cliente para provedores e usuários, e nós vamos ter todas as rsetrições que os provedores puderem impor, pois ficarão como depositários dos dados de acesso por dois anos. Fala Dines. (Artigo no portal UOL)

  11. Comentou em 06/11/2006 haroldo aquilles andrade

    Caro Dines

    Em poucas palavras você resumiu o sentimento do povo em relação aos veículos de comunicação. Sim, muitos defendem o empastelamento de alguns veículos, como a Veja, Estadão, Globo (TV) e Folha de São Paulo. Mas não precisa. Você, ao se referir a um texto de 1998, contra o ‘Paco’ explicou didaticamente quem são os responsáveis pelo espastelamento, hoje, mais moral e virtual do que o descrito no Aurélio e Houaiss.
    A quem você se refere, na verdade: ao Paco ou a Rede Bandeirantes? Sim, porque a emissora, em última análise, é a dona do programa. Voce mostra com todas as letras que a imprensa e alguns jornalistas são parciais, quando não mentirosos, e que buscam interesses escusos (dinheiro) ao atacar ou defnder este ou aquele governo ou governante.
    Portanto, não são o povo e Lula e muito menos os petistas que empastelam (virtualmente) os veículos de comunicação por seu comportamento nos últimos meses. Foram os próprios. Obrigado pela explicação.

  12. Comentou em 06/11/2006 Carlos E Bocchi

    Por muito tempo os jornalistas escreveram o que quiseram e os jornais publicaram o que bem entendiam. O retorno, a contestação eram pequenas, pouca gente se dava ao trabalho de escrever uma carta e envia-la aos jornais. Com o adevento da internet, isso mudou. Não só é mais fácil a comunicação com os veículos como também é mais fácil checar a veracidade das informações. O JN teria nos empurrado goela abaixo o atraso na divulgação do acidente do avião da GOL e teria contado com a cobertura do resto da mídia. A mídia certamente passará a ter mais respeito pela inteligência do público, já que ele pode checar e contestar suas notícias. Finalmente os jornalistas perceberam que não são os donos da verdade. Estão esperneando porque não conseguiram fazer a cabeça do leitor.

  13. Comentou em 06/11/2006 Rogrido Ferreira

    Não adianta tentar desviar o foco Dines, colocando a culpa dos comentarios sobre o Paulo Henrique Amorim. Abra os olhos. E alias, o ‘Paco’ deu uma boa idéia. È muito bom mostrar a todos o que esta acotnecendo no OI. Afinal, ‘Quem observa os observadores?’

  14. Comentou em 06/11/2006 Claudionor Damasceno

    Quer dizer que você atribui a um desafeto seu as críticas que seus artigos recebem? Paciência. Eu diria que você está dando superpoderes ao Paulo Henrique Amorim. Isso tudo para não ver a verdade nua e crua: nunca mais leremos o Dines e toda a mídia do mesmo jeito, não importa o que você desenterre do baú. Recomendo fortemente uma salutar autoavaliação. Abraço,
    Claudionor

  15. Comentou em 06/11/2006 Francisco Carlos Balthazar

    Então tá, sr. Dines. ‘Paco’ é um linchador… Mas vamos por partes! Primeiro, que a ditadura usou e abusou do empastelamento. Que o digam a Tribuna da Imprensa, cuja sala de redação e impressoras foram literalmente destruidas por seus tacões e os pequenos jornais do interior, que mais sofriam com tal expediente. Dizer que a ditadura foi mais sutil que o império… Tenha dó! E por fim: O que o SENHOR tem a dizer sobre os comentários que fizemos sobre seu texto de sexta-feira, que até minha última olhada chegaram perto de 300? Seu comentário de hoje está mais para avestruz, ‘fazendo de conta’ que nada aconteceu! Ao que me lembro, não havia nenhum comentário que concordasse com seu texto! Esta é a questão… Foi isto que mereceu o destaque do ‘Paco’. É sobre isto que o senhor, se quizer demonstrar apreço por seus leitores, deve responder. Não utilize o texto de PHA como subterfúgio, por favor, para escafeder-se do que realmente interessa, que vai acabar pegando mal.

  16. Comentou em 06/11/2006 Francisco Carlos Balthazar

    Então tá, sr. Dines. ‘Paco’ é um linchador… Mas vamos por partes! Primeiro, que a ditadura usou e abusou do empastelamento. Que o digam a Tribuna da Imprensa, cuja sala de redação e impressoras foram literalmente destruidas por seus tacões e os pequenos jornais do interior, que mais sofriam com tal expediente. Dizer que a ditadura foi mais sutil que o império… Tenha dó! E por fim: O que o SENHOR tem a dizer sobre os comentários que fizemos sobre seu texto de sexta-feira, que até minha última olhada chegaram perto de 300? Seu comentário de hoje está mais para avestruz, ‘fazendo de conta’ que nada aconteceu! Ao que me lembro, não havia nenhum comentário que concordasse com seu texto! Esta é a questão… Foi isto que mereceu o destaque do ‘Paco’. É sobre isto que o senhor, se quizer demonstrar apreço por seus leitores, deve responder. Não utilize o texto de PHA como subterfúgio, por favor, para escafeder-se do que realmente interessa, que vai acabar pegando mal.

  17. Comentou em 06/11/2006 Carlos Teixeira

    Que delícia ver a mídia e jornalistas se degladiando, como se fazia no auge do império romano. Quanta sujeira colocada embaixo do tapete, começa a ser ventilada e mostrada abertamente ao grande público. Mas é assim mesmo que se pratica a democracia; tudo isto que esta acontecendo vai ser muito bom para o futuro da mídia e a democratização dos meios de comunicação. O povo sabe que neste meio, como em outro qualquer, não existem ‘santos’. Todos, sem exceção, procuram defender seus interesses pessoais, procurando, sempre, puxar a sardinha para o seu lado.

  18. Comentou em 06/11/2006 Carlos Teixeira

    Que delícia ver a mídia e jornalistas se degladiando, como se fazia no auge do império romano. Quanta sujeira colocada embaixo do tapete, começa a ser ventilada e mostrada abertamente ao grande público. Mas é assim mesmo que se pratica a democracia; tudo isto que esta acontecendo vai ser muito bom para o futuro da mídia e a democratização dos meios de comunicação. O povo sabe que neste meio, como em outro qualquer, não existem ‘santos’. Todos, sem exceção, procuram defender seus interesses pessoais, procurando, sempre, puxar a sardinha para o seu lado.

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