Segunda-feira, 25 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº959

JORNAL DE DEBATES > DEBATE ANÔNIMO

Ética e democracia

Por José Paulo Cavalcanti Filho em 17/02/2004 na edição 264

O CMI Brasil – Centro de Mídia Independente Brasil (http://www.midiaindependente.org/) – contribui para a democracia ao discutir a ação do Conselho de Comunicação Social. Mas não o faz produtivamente quando permite um debate anônimo. Trocando a verdade libertadora e construtiva pelo insulto fácil e mesquinho.


No texto ‘2004: Empresariado vai continuar manipulando o CCS?’, por exemplo, sou apresentado como ‘advogado do Jornal do Brasil‘. Nunca o fui. Moro no Recife, e não no Rio. Jamais advoguei para qualquer meio de comunicação. Vale pouco ter sido proibido de estudar no Brasil, pelo governo militar. Ou ter vida reta.


A vinculação a um grupo de mídia, para quem ocupa esse cargo que ocupo [presidente do Conselho de Comunicação Social], é moralmente desqualificante. Só que, anônimo o texto, não posso saber quem insulta. Nem me defender de quem não sei que interesses representa.


Nossa determinação no Conselho, com todas as naturais dificuldades naturais de implantar um órgão assim, é ser sobretudo instrumento de avanços sociais e democráticos. O Conselho está aberto a novas formas de atuação. Quem interage com ele sabe disso. Aberto sobretudo a novas propostas. Mas não assim. Que esse vício apequenado, de insultar com a proteção do anonimato, não é democrático. Não é sério.

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Presidente do Conselho de Comunicação Social

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