Terça-feira, 21 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

JORNAL DE DEBATES > O CAZAQUISTÃO É AQUI

Falta aparecer o Borat para gozar as hipocrisias

Por Alberto Dines em 27/02/2007 na edição 422

As declarações da psicanalista Eliane Mantega, mulher do ministro da Fazenda, vão ganhar os prêmios ‘Maria Antonieta de Ibiúna’ e ‘Avestruz de Ouro’ concedidos aos campeões da categoria ‘De Costas para a Vida’.


Compreende-se o seu incômodo em aparecer como vítima de um seqüestro múltiplo junto com o ilustre marido e os filhos, mas a sua complacência com os bandidos que assaltaram a mão armada a chácara dos amigos em Ibiúna é ultrajante: ‘Eles só queriam dinheiro… foram supergentis… ladrões-de-galinha’ [ver ‘Correção política, insensibilidade moral‘].


Com fraseado mais coloquial e igual distanciamento, reproduziu a doutrina palaciana adotada para enfrentar a indignação que tomou conta do Brasil (sobretudo das brasileiras) diante da barbaridade cometida contra o menino João Hélio, no Rio. Para o quase ex-ministro Márcio Thomas Bastos, a violência é um processo que precisa ser enfrentado por outro processo, atalhos ‘emocionais’ nada resolvem. Resolvem sim, Excelência, processos inanimados costumam ir para o lixo da História [ver ‘Portinari versus Lula‘].


Compromisso contínuo


A mídia engoliu esta, como engole qualquer coisa politicamente correta mesmo quando moralmente revoltante. A mídia está mais esbaforida do que nunca, seu estoque de adrelina evaporou com o calor do verão. O governo não está interessado em dar prioridade às questões que envolvem impunidade. É tabu. Levado às últimas conseqüências, um debate sobre o tema fatalmente transbordaria para o Dossiêgate que acaba de ser chutado mais uma vez para escanteio.


Decidiu o Procurador-Geral da República que o senador Aloízio Mercadante não pode ser indiciado pela Polícia Federal por ter direito a foro especial. Está certo, todos estão certos, os culpados mudaram-se para endereços desconhecidos. Com a decisão, a compra do dossiê contrabandeado para as páginas da IstoÉ ficou na esfera dos aloprados municipais do PT. O dinheiro foi arranjado por eles, eles é que desenvolveram este tipo de ‘jornalismo investigativo’.


Em outras palavras: o ‘processo’ que culminou com um dos maiores crimes eleitorais dos últimos tempos vai continuar rolando nas gavetas de baixo – e por muito tempo, já que o delegado Paulo Lacerda anunciou que ficará mais seis meses à frente da Polícia Federal.


Na esfera palaciana, o único processo que interessa tocar é o PAC (Plano de Aceleração do Crescimento). De olho nas bolhas e euforias que produzirá na publicidade, a mídia esquece a sua decisiva contribuição para dar qualidade, consistência e sustentabilidade a este crescimento.


Amostra desta modesta contribuição foi a matéria de capa da Veja sobre a extorsão por telefone, o tal ‘Disque-Seqüestro’ (edição 1996, de 21/2/2007). A modalidade é conhecida há alguns anos, na internet há tempos corriam advertências, ninguém prestava atenção. De repente, uma reportagem de capa numa semana morta, pré-momesca, e o cidadão descobre como enfrentar este novo tipo de ameaça à sua segurança. Os bandidos terão que inventar outro passatempo para as suas horas vagas nos presídios. E os editores terão que adotar outros critérios para programar o seu calendário: todas as edições são importantes, mesmo quando coincidem com feriados, festas, férias.


O compromisso da imprensa com a sociedade é contínuo, apesar das delícias da praia e da montanha.


Filosofar em público


No domingo (18/2), no caderno ‘+Mais!’ da Folha de S.Paulo, o filósofo Renato Janine Ribeiro produziu um dos mais comoventes desabafos sobre o martírio do menino João Hélio. Não foi uma tomada de posição, mas uma dramática exposição de perplexidades e doloridas opções penais diante do horror que estamos condenados a assistir.


Este Observatório chamou a atenção, a mídia tinha outras preocupações e só retornou ao filósofo na semana seguinte (domingo, 25/2), na mesma Folha: em três textos antagônicos, apenas um deles (da professora Olgária Matos) procurou entendê-lo [ver aqui].


Deve existir algum código na ANJ (Associação Nacional de Jornais) para obrigar os associados a absterem-se de comentar textos publicados pelos concorrentes – assim, evitam-se polêmicas capazes de abalar a instituição. A verdade é que não chamou a atenção dos sensíveis radares da mídia este filósofo que não tem respostas prontas na ponta da língua, nem palavras de ordem, entregue à revolta de conviver com as diversas crueldades exibidas pela sociedade brasileira.


Renato Janine Ribeiro quer filosofar em público, fazer pensar, quer compartilhar o seu cartesianismo – penso, logo existo – com a comunidade. A mídia não entra nessa. Não tem tempo para sofrer dilemas, prefere a fulanização, sentenças instantâneas para limpar a pauta.


Aventureiros e descendentes


A tragédia brasileira é que os vetores mais poderosos da sociedade são conflitantes – nada os atrai, tudo os distrai. Ou afasta. Para o governo e governantes punir é perigoso, suicídio, equivale a andar em areia movediça. Para a mídia, a questão crucial de Crime e Castigo só serve para os cadernos dominicais, em resenhas sobre Dostoievski. Nos chamados dias úteis, é perfeitamente inútil, não cabe. Mas o ser humano também existe e pensa no meio da semana. Não há lugar: a maldita segmentação e a sua filha espúria, a cadernização, não deixam.


A mídia sabe, mas não se aflige: sujeitos a guincho, apenas os veículos mal-estacionados. O resto é impune, impunível, inimputável. Ou coitadinhos ‘ladrões-de-galinha’, ‘supergentis’ que ‘só querem um dinheirinho’. Sem falar nos ‘amigos da casa’, cada vez em maior número.


O Brasil tem jeito, basta convocar urgentemente o repórter Borat para arrasar as hipocrisias deste imenso Portugal e a sua mídia insensível com os 50 mortos nas estradas mineiras em fevereiro – só num desastre morreram 16, que mereceram 10 linhas – e com as seis chacinas paulistanas nas quais foram para o beleléu quase 30 cidadãos.


O Cazaquistão é aqui, mas os aventureiros cazaques e seus descendentes, os cruéis cossacos, estão bem disfarçados.

Todos os comentários

  1. Comentou em 04/03/2007 Paulo Bandarra

    Mesmo assim, caro Fábio, acho difícil considerar que o Rio Grande foi governado alguma vez pelos Tucanos! Até mesmo o partido é muito pequeno! Foi uma grata surpresa a vitória da governadora! Senão teríamos uma oposição ao governo federal com Olívio Dutra!

  2. Comentou em 03/03/2007 Paulo Bandarra

    Democratização da Comunicação – Como domar essa tal de mídia? O título já mostra o que pretende o fórum petista! DOMAR. Fernando Veríssimo, o mais retrogrado esquerdista da Zero Hora só podia estar nele! ‘… instala-se uma falsa controvérsia, em que irresponsabilidade e o direito de mentir acabam sendo sinônimos de liberdade de expressão’. Colunista exímio neste uso. É só lembrar Fora FHC e FMI para ver quem manipula! Hoje é a política do FHC e do FMI aplicada o que funciona! Henrique Meireles que era estigmatizado, segura as pontas. Pagar os juros era lesa pátria. Dar bolsa famíla era demagogia capitalista criada pela D. Ruth Cardoso. Agora no poder, é a hora de calar a mídia que antes dava voz aos golpistas!

  3. Comentou em 02/03/2007 Marco Tassinari

    Infelizmente vivemos num país do faz de conta. Faz de conta que os criminosos serão punidos, que os corruptos irão para a cadeia, que no Brasil não haverá sequela de desmatamento, que a violência irá se extinguir sozinha. Dá até a impressão que a mídia, na falta do que fazer, inventa algo para se preocupar e pronto, lá vem o faz de conta. Vejam o caso do ministro e sua esposa, assaltados numa fazenda de amigos. Na verdade, pelo depoimento prestado, os criminosos não são perigosos, eles foram atenciosos, trataram todos bem. Realmente onde está o problema? Assim não há crime? E se houvesse reação de alguém? Será que seriam tão atenciosos? Ou reconheceram a figura do assaltado como um ministro? O faz de conta continua. Esperem passar a cólica dos últimos acontecimentos. Não votaram as propostas de recrudescimento de leis para crimes violentos. Alegaram que o momento não é propicio. Será melhor esperar outros dois casos volentos como o do menino Hélio? Ou seriam tres? Alguns sequestros a mais, uns roubos a banco com tres mortes seria o suficiente? Estamos perdidos, Dines, o Congresso não quer baixar leis para punir mais ninguém. Pensei que fossem apenas os mensaleiros, mas parece que é geral. Nem os criminosos.

  4. Comentou em 01/03/2007 Luzia Zênia Patrício Póvoa

    Dines, meu caro! Não se deixe intimidar e não fuja da retidão que tem demonstrado na sua linha de trabalho. Você está incomodando muito.
    Saiba que passei a melhor fase da minha juventude sob a ditadura militar. Mas, nem eles conseguiram transformar-me em participante da ‘boiada’.
    Continuei livre e muito seletiva. Por isso apóio as suas colocações. E, se você errar, eu lhe mostrarei, mas não de maneira grosseira e vulgar. Porque, apesar de admirá-lo muito, dou-lhe o direito de cometer enganos. E, se tal acontecer eu lhe direi. mas, por enqüanto, continue este jornalista sério,competente e comprometido com o povo. Coragem e PARABÉNS!

  5. Comentou em 28/02/2007 Marcos Zelezne

    Sr. André Lux, e será que o Sr. também não estaria a soldo do PT? Será que esses comentários de petistas irados aqui não seria uma campanha orquestrada por algum militante fanático, se é que não seriam a mesma pessoa? Os erros de português geralmente são os mesmos… Péssimo precedente esses patrulheiros já têm, vide a exclusão de comunidades anti-Lula no Orkut. Interessante que recentemente houve um affair entre um tal engenheiro Clerton e um comerciante Cid Elias, este último, contumaz crítico do Observatório e militante petista, desapareceu…Por que será???

  6. Comentou em 28/02/2007 João Motta

    Sobre o artigo de Dines, para não ser repetitivo, concordo com todos que criticam o uso leviano de Eliane Mantega para atingir Lula e o PT. No caso do apoio da Fundação Ford ao OI, é puro chute o que Azenha escreve, essa instituição é reconhecida internacionalmente pelas pessoas que trabalham no terceiro setor. Financiam projetos muito arrojados e progressistas.

  7. Comentou em 28/02/2007 Fabio de Oliveira Ribeiro

    Renda e qualificação são duas coisas que apenas alguns brasileiros tem. Em nosso país isto sempre foi um privilégio. Quando eramos uma Colônia alguns dos portugueses tinham sesmarias, outros alguma instrução que transmitiram aos seus filhos (alguns dos quais educados em Portugal). Após a Independência, alguns liceus e faculdades foram criados, mas sempre em número insuficiente e apenas para educar os membros da família real e seus cortesãos. Com a República foi instituída a educação laica, mas ela não era para todos. Quando se tornou universal e obrigatória a educação era apenas até a 4 série (geração de meus pais), depois até a 8º série (minha geração). Atualmente o ensino é obrigatório até o segundo grau, mas só proporciona aos que o concluem uma renda minguada. As universidades públicas estão aí, mas a grande maioria de suas vagas são ocupadas por alunos de classe alta ou média, porque os pobres saídos das escolas públicas não tem condições de passar nos vestibulares. E se entram nela pelo regime de cotas, a mídia cinicamente diz que estão a entrar pela porta dos fundos. Renda, meu caro, é algo que todos deveriam ter porque necessidades todos tem. Os que não tem porque não tiveram educação viram-se como podem. Viram-se com uma arma em punho e decisão de partir para o tudo ou nada. Porque NADA eles já tem ou pensam ter.

    Renda é algo que todos deveriam ter e não tem.

  8. Comentou em 28/02/2007 Fábio Carvalho

    A Maria Antonieta de Ibiúna do Dines é o Francenildo dos petistas, porém com o sinal trocado. Ela foi vítima de seqüestro; ele, de quebra de sigilo. São vítimas e assim deveriam ser sempre tratadas. Eliane Mantega, essa cega-surda-e-fala-bobagem, pode apenas reproduzir a doutrina palaciana: ok, vamos admitir a hipótese. Viu-se orientada a falar um roteirinho da assessoria e seguiu o conselho como boa, submissa e loura esposa: uma Pamela monogâmica. Ou, pior, formulou ela mesma a tese ‘Substratos Psíquicos do Proletariado Bandido – Diálogos de Freud e Marx’. No divã da psicanalista de costas para a vida, no entanto, essa hipótese pode ser falsa. Pode não fazer o menor sentido. Pode ser uma hipótese até perversa. Ou leviana. Debochar de sua condição de vítima e de sua reação à Estocolmo, no mínimo, não é de bom gosto. Dines é experimentado, não sei por que cometeu essa… Eu não conheço essa senhora, mas preciso respeitá-la liminarmente como vítima. Ela não é pessoa pública. Ela foi ouvida como vítima, não procurou a imprensa para fazer uma leitura sociológica da realidade. Sua filosofia pública pode até não ser comovente, vá lá. Mas ela merece o lead de artigo com remissão a outro, onde ela também é o assunto? Muito provavelmente, ela não foi recrutada a articular a defesa do PAC no Congresso, num complô de governistas contra os dignos representantes de João Hélio.

  9. Comentou em 28/02/2007 Marco Tognollo

    Só um pequeno comentário: No caso do Mercadante, pelo fato dele ser senador, o Procurador Geral não decidiu de forma arbitraria e contraria a lei, como o Sr. tenta fazer acreditar. Apenas, cumpriu o disposto no parágrafo 1º do art. 53 da Constituição Federal. Os seus textos têm sido puramente futriqueiros. Continue assim e vai acabar se tornando colunista social….haha
    De resto, nao estaria na hora do Sr ‘pegar o seu banquinho e sair de mansinho’?

  10. Comentou em 27/02/2007 Isabel Silva

    O grande e bem intencionado jornalista Luis Nassif escreveu em seu blog que o Ministro Mantega comunicou o sequestro à mais alta autoridade do estado, o governador José Serra. Este acionou seu Secretário de Segurança que tomou as providências cabíveis. Também a Ministra Ellen Gracie e Gilmar Mendes não foram a uma DP fazer um BO ,quando assaltados no Rio. As autoridades estaduais é que se incumbiram do caso. Só o Dines é que não soube disso.

  11. Comentou em 27/02/2007 Fernando Luís Silva

    Senhor jornalista, o sentimento mais deprimente que o ser humano descobre é a decepção. Quando lí ‘ o papel do jornal’ pensei num grande feito, hoje me sinto um babaca, veja por que: seus textos são parciais e melancólicos. A Revista Veja, que voce cita não é boa fonte. Ainda, vários políticos têm privilégios nos seus processos, voçê cita apenas o do pt. Não submestime a intelegência dos leitores. Dines, voçê não soube envelhecer.

  12. Comentou em 27/02/2007 Hélcio Lunes

    Dines
    Sua fase indignação está ótima!’Maria Antonieta de Ibiúna’ e ‘Avestruz de Ouro’ é de morrer de rir!
    Além do que os Mantega passaram perto e terem cometido crime! Os ‘bons ladrões’ afinal ficaram livres por meio dia para atacar outras famílias inocentes.
    No mínimo form irresponsáveis ao não alertar as autoridades! No limite foram coniventes!
    Não é a primeira demonstração de falta de preparo social do Ministro Mantega. Outro dia mesmo pretendeu ‘forçar a barra’ com o Presidente do Banco Central para a redução mais rápida dos juros. Não morro de amores por Meirelles, e acho que os juros deveriam cair mais rápido, mas, daí a fazer uma reprimenda pública, com a presença de Lulla, é muita falta de noção, ou educação.
    O ocorrido no fina de semana em Ibiúna só comprova sua incompetência existencial, se é que isso existe!

  13. Comentou em 27/02/2007 Jose Ramalho

    Muita gente fala muito mas não conhece a rua, onde trabalhamos.
    De um lado é o RAPA, agente do governo para nos extorqueir e destruir nossas vidas;
    De outro os bandidos que nos roubam o pouco que temos, passamos fome muitas veses.
    Acima de tudo estão os intelectuais que sempre tem pena dos bandidos e da rapaziada que fazem barbaridade com todo mundo inclusive com a quele menino.
    O problema é que a policia não deixa que nós tomemos nossas providencias, com certeza em 10 dias não tinha mais bandido aqui nas ruas e acredito tambem em Brasilia tambem.

  14. Comentou em 27/02/2007 Menjol Almeida

    Se o Alberto Dines continuar a escrever tão longas análises a respeito de tão importantes assuntos vai acaber sendo promovido a chefe de redação da revista Contigo, irmã gêmea da Veja que ele procura imitar com tanto fervor…

  15. Comentou em 27/02/2007 Renato Pinto de Almeida Júnior

    Sr. Alberto Dines,
    Maria(s) Antoniesta(s) de Ibiúnas a parte, a questão da violência generalizada contra o cidadão (ã), é como de costume, deixada sempre para mais tarde, apenas lembrada em épocas de eleição nos currais eleitorais de todo o Brasil. Boas soluções são sempre apontadas por grandes e competentes especialistas da área e quase nunca operacionalizadas. Considero que o princípio dessa educação cidadã que está em falta, passa necessariamente por uma ampla reforma política, onde os nossos EMPREGADOS públicos (é bom lembrar), possam ser destituídos e penalizados como qualquer outro funcionário em qualquer empresa ou instituição, caso as promessas, e principalmente, os objetivos prometidos não sejam realizados. A educação, como uma das principais chaves para o desenvolvimento da cidadania começa com o exemplo que vem de cima, dos ‘líderes’. E nesse sentido, uma grande maioria de nossos políticos são muito mal educados e demonstram sequer conhecer, quanto mais exercer, o conceito de cidadania. No Cazaquistão, pelo menos exite o ar, que a princípio é igual e está disponível a todos. Por aqui, muitos já não respiram mais…
    Parabéns pelo seu texto.

  16. Comentou em 27/02/2007 Marco Antonio Stephano

    Excelente texto, mas o que me impressiona na verdade, indiferente se é direita ou esquerda, é que os três poderes empurram com a barriga quando se fala em punição mas alegam abertamente quando se fala em impunidade. Quero acreditar que seja o medo de ter que um dia experimentar do seu próprio veneno.

  17. Comentou em 27/02/2007 Luis Neubern

    Parabéns Dines, ótimo texto, comovente. Você tocou em um ponto que para mim é espantoso, que são as estradas mineiras. É um verdadeiro banho de sangue. Todas as semanas noticia-se algum pavoroso acidente. Quero crer que falta a imprensa investigar melhor as causas destes acidentes. São em virtude das condições das estradas? Motoristas de ônibus e caminhões em excesso de trabalho? Fica a dúvida e, claro, a indignação. As chacinas paulistanas também é outro caso corriqueiro, outro banho de sangue, que a imprensa limita-se a apenas informar e não analisar com maior profundidade as suas causas.

  18. Comentou em 27/02/2007 Luis Neubern

    Parabéns Dines, ótimo texto, comovente. Você tocou em um ponto que para mim é espantoso, que são as estradas mineiras. É um verdadeiro banho de sangue. Todas as semanas noticia-se algum pavoroso acidente. Quero crer que falta a imprensa investigar melhor as causas destes acidentes. São em virtude das condições das estradas? Motoristas de ônibus e caminhões em excesso de trabalho? Fica a dúvida e, claro, a indignação. As chacinas paulistanas também é outro caso corriqueiro, outro banho de sangue, que a imprensa limita-se a apenas informar e não analisar com maior profundidade as suas causas.

  19. Comentou em 27/02/2007 cesar reis figueiredo

    O pessoal em Brasilia vive na ilha da fantasia,com hipocrisia para
    dar e vender.
    Somente quando seus filhos começarem a ser estuprados,assassina-
    dos e barbarizados,ele vão se mexer(pra valer).
    Os politiqueiros de plantão estão atemorizados com a CNBB,OAB e
    outras entidades que defendem os ‘menininhos’.Porque não tomam
    vergonha na cara fazendo um Plebiscito sobre a maioridade penal,
    como o das armas? Certamente sabem que a esmagadora maioria
    da população aprova a diminuição da idade penal;no Plebiscito das
    armas levaram um soco na cara,mas não aprenderam pois as regras
    para comprar ou recadastrar as já legalizadas,colocaram um
    calhamaço de exigências que inviabiliza tais procedimentos.
    Esta é a ‘democracia’ do Brasil!

  20. Comentou em 27/02/2007 Fabio T Filho

    Entender o objeto e muito mais entender o sujeito. A cultura judaica e , ao contrario da cultura predominate no Brasil, a cultura do ‘olho por olho’. Fundamentalistas judeus sao tao ou mais radicais que arabes. Judeua emigrados para o Brasil vieram dos ramos mais radicais da religiao e cultura judaica, fugidos do pogrons poloneses e russos. Explica-se portanto a ignorancia do mississivista. Borat. o ator, velho conhecido da TV inglesa. pertence a outro ramo da (rica) cultura judaica. Aquele que vai alem da truculencia do olho por olho, a que e capaz de analizar alem do rasteiro odio do resto da turba. O jornalista quer um Estado mais ‘ firme’ ignorando que pena-de-morte ja ha no Brasil ha decadas e que o Estado da vendeta e o que vigora por ai, e nao deu certo. Perguntado Borat, o personagem, perguntado sobre o que fazem com criminosos no Cazaquistao, responderia: Criminosos? Enforcamos no deserto, ao lado dos jornalistas pq ambos nao tem cura

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