Segunda-feira, 18 de Junho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº991
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JORNAL DE DEBATES > TELETIPO

FCC investiga propaganda camuflada na TV

30/05/2006 na edição 383

O presidente da Comissão Federal de Comunicações (FCC, sigla em inglês) americana, Kevin Martin, ordenou a investigação de dezenas de emissoras de televisão depois da descoberta de que elas vinham veiculando anúncios publicitários como se fossem notícias. A denúncia foi feita pelo Centro para a Mídia e a Democracia, em um estudo concluído em abril. O relatório da organização descobriu que pelo menos 77 emissoras, incluindo 23 afiliadas da rede ABC, ignoraram um alerta da FCC para que divulgassem os nomes de seus patrocinadores ao público. Em 2005, a Comissão avisou às emissoras de TV que elas poderiam ser multadas por transmitir matérias fornecidas pelo governo, por campanhas políticas ou por companhias privadas sem identificar sua autoria. ‘Se a investigação levar a multas significativas, a FCC pode obrigar as estações a colocar avisos em uma posição que deixe claro o papel da empresa nas notícias locais’, afirma o analista Blair Levin, da Stifel Nicolaus & Co, em Washington. ‘ Depende do quanto Martin irá forçar isso’. Informações de Neil Roland [Bloomberg, 25/5/06].



Jornalista cubano sofre ato de repúdio

Um grupo de cerca de 70 pessoas se reuniu diante da casa do jornalista cubano independente José Antonio Fornaris, em 18/5, para encenar um ‘ato de repúdio’ ao profissional. O governo afirma que estas ações são manifestações espontâneas do desejo popular e chama os eventos de ‘atos de afirmação revolucionária’. Mas segundo artigo de Ernesto Roque Cintero [Cubanet.org, 22/5/06], dissidentes políticos dizem que estes ‘protestos’ são, na verdade, orquestrados pelo sistema de segurança governamental. A manifestação contra Fornaris, por exemplo, tinha como apoio um carro de som com alto-falantes, algo não muito fácil de ser conseguido pela população. Os manifestantes chamaram o jornalista de mercenário e lacaio do império – referindo-se aos EUA. Fornaris classificou o protesto de ‘terrorismo patrocinado pelo Estado’.

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