Segunda-feira, 25 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

JORNAL DE DEBATES > WILMA

Furacão prejudica imprensa, de novo

26/10/2005 na edição 352

A passagem do furacão Wilma causou mais danos do que era esperado no sul dos EUA. Pelo menos duas emissoras de TV foram tiradas do ar na Flórida na segunda-feira (24/10), quando o furacão voltava ao oceano atlântico.


A WFOR, afiliada da CBS em Miami, não pôde ter sua programação transmitida por horas por falta de eletricidade. A solução para a equipe foi usar um gerador no estacionamento da estação. Já a WTVJ, afiliada da NBC, perdeu seu sinal e ficou fora do ar por meia hora. A emissora manteve sua programação via cabo e na internet.


Sem energia, sem impressão


Os jornais impressos locais foram bastante afetados pelo furacão. Na terça-feira (25/10), pela primeira vez em sua história, o Miami Herald não pôde ser impresso em Miami. A falta de energia no sul da Flórida no dia anterior fez com que o diário da Knight Ridder tivesse que ser impresso em Tampa, ao norte do estado. ‘Nós basicamente enviamos o jornal por e-mail para o Tampa Tribune imprimir’, contou o editor-executivo, Tom Fiedler, lembrando que o deslocamento resultaria em atraso na distribuição do jornal.


O South Florida Sun-Sentinel, em Fort Lauderdale, e o Palm Beach Post foram outros títulos que tiveram que arrumar soluções para serem impressos. ‘Nós estamos sem energia e temos apenas um gerador a diesel que mantém a redação funcionando’, disse Tom Giuffrida, publisher do Post.


O Sentinel foi obrigado a procurar outro jornal da Tribune Company para fazer sua impressão quando uma proteção no teto da sala onde ficavam os equipamentos de impressão foi rompida, danificando-os. Segundo o publisher Bob Gremillion, a mudança de planos prejudicaria a distribuição. Este não foi o único problema do jornal. A redação também foi danificada pelas chuvas e ventos, que quebraram os vidros das janelas, e a equipe teve que ser transferida.


Mais uma vez, como ocorreu nas recentes passagens dos furacões Rita e Katrina pelos EUA, a internet teve papel importante. Notícias online e blogs viraram ferramentas obrigatórias para este tipo de cobertura. ‘Nós criamos uma equipe de blogueiros que tem como missão basicamente conseguir entrevistas, postá-las imediatamente e passá-las para as pessoas que estão trabalhando na história’, explicou Fiedler, do Herald.


Cobertura sem sobressaltos


Na TV, a cobertura nacional do Wilma foi fraca, se comparada às que receberam o Katrina e o Rita. Dos noticiários noturnos das maiores emissoras abertas, apenas o apresentador Bob Woodruff, do World News Tonight, da ABC, estava na Flórida. Brian Williams e Bob Schieffer ancoraram seus programas de Nova York. Nos programas matutinos, o destaque dado ao furacão também foi pouco. No Today, por exemplo, o foco estava inteiro em Bette Midler, que apresentou vários números musicais ao vivo.


Os canais a cabo deram maior destaque ao Wilma, mas mesmo assim não falaram o tempo inteiro sobre o furacão. A atenção dos noticiários foi voltada durante o dia para explosões, filmadas, no centro de Bagdá e para a coletiva do presidente Bush para anunciar a indicação de Ben S. Bernanke para suceder Alan Greenspan no Federal Reserve, o Banco Central americano. Com informações de Joe Strupp [Editor & Publisher, 25/10/05] e Paul J. Gough [Hollywood Reporter, 24/10/05].

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