Domingo, 19 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

JORNAL DE DEBATES > TRANSIÇÃO

Jornais perdem para internet nas escolas americanas

02/02/2007 na edição 418

Cada vez mais professores americanos usam informações de sítios de notícias nacionais e internacionais nas salas de aula, deixando de lado sítios de jornais menores que ainda não perceberam a importância da rede para atrair o público, revelou um estudo divulgado esta semana pela Carnegie-Knight Task Force on the Future of Journalism Education.


Enquanto aumenta o número de pessoas que recorrem à internet para notícias e entretenimento, o mercado de jornais impressos experimenta queda nas tiragens e nos lucros publicitários – o que levanta preocupações sobre o futuro de determinadas empresas de comunicação. Jornalões como New York Times e Washington Post e grandes veículos como CNN e BBC têm os sítios mais populares, informa o estudo. Sítios de jornais menores, de alcance local, não têm tanto público pelo simples fato de não serem divulgados. Os jornais locais ‘não reconheceram o quão rápido esta transição está acontecendo’, afirma o autor do estudo, Thomas Patterson, professor do Centro Shorenstein da Universidade de Harvard.


Números


De acordo com a pesquisa, 57% dos professores usam com freqüência notícias retiradas da internet em salas de aula. Dos 1.262 professores entrevistados em 2006, apenas 31% disseram utilizar notícias de telejornais de alcance nacional, 28%, de jornais impressos e 13%, de telejornais de alcance local. ‘Os alunos não estabelecem contato com os jornais impressos – do mesmo jeito que não o fazem com discos de vinil’, comparou um dos entrevistados.


Os professores até preferem os jornais em sua versão impressa, mas apenas 8% afirmaram que o impresso era a escolha dos alunos, enquanto 75% declararam que os jornais eram o veículo menos apreciado pelos alunos. Para encorajar a leitura de jornais, existe um projeto nos EUA chamado Jornais na Educação (NIE, sigla em inglês), que oferece assinaturas a valores mais baixos ou de graça para escolas. Informações de Robert MacMillan [Reuters, 29/1/07].

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