Segunda-feira, 18 de Junho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº991
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JORNAL DE DEBATES > THE NEW YORK TIMES

Jornal de excelência questionada

27/04/2004 na edição 274

Até agora, o editor público do New York Times [25/4/04], Daniel Okrent, contabilizou 589 cartas e e-mails contendo o termo ‘paper of record’, algo semelhante a ‘jornal de excelência’. O termo ‘jornal de excelência’, porém, é mais fácil de desconcertar, pois se trata de um elogio que também pode ser usado como cassetete. Um leitor, por exemplo, escreveu: ‘Se é isso que é jornalismo em nosso jornal de excelência nacional, não é à toa que este país está uma bagunça’. Outro, expressa sua preferência por um dos concorrentes do Times, que está ‘bem mais próximo da verdade do que o autoproclamado ‘jornal de excelência’’.

Okrent comparou o Times de 25/4/04 com o do mesmo dia de 1964. ‘É claro que havia muito trabalho digno no jornalão daquela época’, diz. ‘Mas em muitos sentidos, o jornal de excelência tinha tantas estenografias quanto reportagens, tantas impressões de panfletos quanto jornalismo provocativo. O jornalista esquerdista britânico Robert Fisk disse no ano passado que o Times deveria mudar de nome para ‘Oficiais Americanos Dizem’. Há 40 anos, isso não seria tão tendencioso’.

O termo ‘jornal de excelência’ não foi originado pelos editores. De acordo com Lora Korbut, arquivista do Times, a expressão surgiu em 1927, quando o jornal patrocinou um ensaio para promover seu anuário. Assim, o que começou como promoção de um serviço acabou aderindo à pele do próprio jornal.

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