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Segunda-feira, 20 de Agosto de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1000
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JORNAL DE DEBATES > CINGAPURA

Jornal se desculpa por acusar premiê de nepotismo

18/10/2007 na edição 455

O jornal londrino Financial Times se desculpou, na quarta-feira (17/10), com o ex-primeiro-ministro de Cingapura Lee Kuan Yew, considerado o ‘pai’ do país, com seu filho – e atual primeiro-ministro – Lee Hsien Leung e com a esposa do premiê, Ho Ching, pela publicação de ‘informações falsas’. O jornal estampou uma carta de desculpas na página de editoriais, e concordou em pagar indenização pelo aborrecimento e vergonha que causou à família ao acusá-la de nepotismo. Ho Ching é executiva-chefe da firma de investimentos Temasek Holdings, braço financeiro do governo. Lee Kuan Yew é, hoje, ministro-sênior na equipe do filho.


O artigo em questão, publicado na edição de 29/9 do FT Weekend e disponível gratuitamente na internet, falava sobre a China, mas também mencionava Cingapura. No texto, assinado por Sundeep Tucker, eram abordadas acusações de influência política em fundos soberanos – fundos de investimento controlados pelo governo.


A história se repete


No pedido de desculpas, o FT afirmou reconhecer que ‘o artigo sugeria que: o ministro Lee Kuan Yew garantiu a indicação de seu filho, o senhor Lee Hsien Loong, ao cargo de primeiro-ministro por motivos nepotistas; que o primeiro-ministro Lee Hsien Loong garantiu a indicação de sua esposa, senhora Ho Ching, ao cargo de executiva-chefe da Temasek Holdings por motivos nepotistas; e que a senhora Ho Ching agiu sob os interesses de seu cunhado Lee Hsien Yang ao garantir sua indicação como sucessor do senhor Jackson Tai no Banco DBS por motivos nepotistas’. O jornal também afirmou admitir que ‘estas alegações são falsas e sem fundamento’.


Em 2004, a revista britânica Economist também teve problemas com o governo de Cingapura ao publicar matéria sobre o mesmo assunto. A revista pagou indenização por questionar a competência de Ho Ching e sua indicação para o cargo na Temasek, e também publicou uma nota de desculpas, bastante parecida com a nota do FT. Informações da AFP [17/10/07] e do Straits Times [18/10/07].

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