Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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JORNAL DE DEBATES >

Jornalistas ao alcance de um clique

23/05/2006 na edição 382

Em sua coluna de domingo [21/5/06], Deborah Howell avalia a mudança na relação entre jornalistas e leitores após o surgimento da internet. ‘Os repórteres de hoje recebem mais feedback do que qualquer jornalista na história. A razão disto é o e-mail. A ferramenta do sítio do Washington Post – ao clicar no nome do autor da matéria, uma nova janela é imediatamente aberta para enviar um e-mail a ele – torna esta troca ainda mais imediata’, afirma a ombudsman.

Segundo Deborah, os internautas enviam comentários, sugestões de pautas, fontes e críticas. Antes da ferramenta do Post que permite o envio de um e-mail ao repórter apenas com um clique, os jornalistas reclamavam que era difícil para os leitores encontrar o e-mail dos funcionários do jornal. Os editores do Post, ao contrário dos de alguns jornais, não gostam de deixar explícitos e-mails de jornalistas nos artigos.

Contatos imediatos

A ombudsman realizou uma pesquisa na redação do jornal e concluiu que a maior parte dos editores e repórteres tenta responder a todos os e-mails recebidos. Poucos confessaram não ler nenhum e-mail de pessoas desconhecidas. ‘Para mim é uma obrigação dar respostas aos leitores e escritores freelancer. É essencial que as pessoas sintam que o Post não é impessoal e indiferente’, opina o editor da revista do Post Tom Shroder. ‘As pessoas geralmente ficam surpresas e algumas vezes lisonjeadas ao receber uma resposta. Aparentemente, eles acham que nós somos arrogantes e inatingíveis’, completa o repórter Gene Weingarten.

Os e-mails também são ferramentas úteis para informar erros cometidos por jornalistas. Brooke Masters, repórter da sucursal de Nova York, afirma que por três vezes leitores a alertaram sobre erros em matérias publicadas no sítio do Post.

Sobra vontade, falta tempo

No entanto, alguns jornalistas ressaltam que responder e-mails, assim como participar de chats e de programas de rádio, consome um enorme tempo. ‘O problema é que a ferramenta do Post cria a expectativa não realista de que repórteres têm tempo de ler e responder a todos os e-mails recebidos. Eu gostaria, mas não tenho tempo’, afirma o repórter de economia Nell Henderson.

Já o colunista Marc Fisher acredita que é parte do trabalho de um colunista responder aos leitores. ‘Isto me consome duas ou três horas por dia. Mas vale a pena. Cerca de 1/3 das minhas colunas é escrito com sugestões de leitores’, revela.

Para Deborah, e-mails são uma maneira dos jornalistas saberem o que pensam os leitores. As opiniões podem ser aceitas ou não, mas ter conhecimento delas é importante. ‘E responder aos leitores locais faz com que eles saibam que são necessários para nós’, conclui a ombudsman.

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