Domingo, 21 de Abril de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1033
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ENTRE ASPAS >

Lula vira personagem de desenho animado americano

Por Leticia Nunes (seleção de textos) em 17/04/2009 na edição 533

Leia abaixo a seleção de sexta-feira para a seção Entre Aspas.


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O Estado de S. Paulo


Sexta-feira, 17 de abril de 2009


 


TELEVISÃO
Daniel Bramatti


Lula vira personagem de desenho animado


‘Depois de a imprensa internacional incluir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no seleto clube de ‘líderes mundiais’, chegou a vez de o desenho animado South Park fazer o mesmo.


A série, cuja característica principal é o deboche politicamente incorreto, costuma misturar políticos e celebridades da vida real a personagens fictícios.


No episódio exibido na quarta-feira à noite nos Estados Unidos, a chegada de uma nave extraterrestre ao planeta coloca em contato telefônico alguns dos principais governantes da Terra – Lula entre eles – e um dos habitantes de South Park, a fictícia cidade que dá nome à série e é palco da mesma.


O extraterrestre que desembarca da nave logo se revela um criminoso, que ameaça destruir o planeta – e acaba esfaqueado por Stan, um dos personagens mirins da animação. Com o bandido, os habitantes da cidade encontram uma enorme soma de ‘dinheiro espacial’ roubado. Em vez de devolver a fortuna, decidem escondê-la da ‘polícia intergalática’ e dividi-la entre os líderes mundiais envolvidos no conluio – entre eles o francês Nicolas Sarkozy, o britânico Gordon Brown, o italiano Silvio Berlusconi, o chinês Hu Jintao e o brasileiro Lula, que aparece ao telefone, com a bandeira nacional ao fundo.


O produto do roubo acaba sendo torrado pelos diversos governos, entre eles o do México, que constrói 32 hospitais e sete parques aquáticos em quatro dias, despertando suspeitas da polícia espacial.


Mais do que pela trama nonsense, o episódio chama a atenção por uma ausência: o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não aparece entre os líderes mundiais. Das duas, uma: ou o desenho foi feito antes das eleições ou os autores acharam que seria por demais politicamente incorreto mostrar seu próprio presidente envolvido em desvio de dinheiro – ainda que espacial.’


 


 


Keila Jimenez


Pri liderou no Google


‘Max venceu o BBB9. Mas se dependesse das pesquisas do site de buscas Google, o resultado poderia ser outro. Dias antes da final, uma ferramenta do Google que aponta o comportamento dos internautas e as pesquisas realizadas mostrava que Priscila seria facilmente a ganhadora do reality da Globo.


Nos comparativos de buscas envolvendo o nome dela e o de Max no site, a morena liderou as pesquisas por boa parte da temporada. A reação do ganhador, via Google, veio só perto da final.


Questionado sobre a divergência na web, e também sobre a possibilidade de o resultado cair numa eventual margem de erro – Max venceu Priscila por apenas 0,24% -, Boninho se defende. ‘A final não é pesquisa, é uma votação. O processo de eliminação é conhecido, portanto, a hipótese de erro de intenção (votar para eliminar, como ocorre em todos os paredões, em vez de votar para ficar) seria impossível’, fala Boninho. ‘O que temos são dispositivos de segurança contra votos fraudulentos. Se na internet percebemos uma votação humanamente impossível em uma máquina, anulamos. Um call center também não consegue ter seus votos computados.’’


 


 


ASSINATURA
Gerusa Marques


Cobrança do ponto extra da TV paga é proibida


‘Depois de dez meses de adiamentos e indefinições, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) decidiu ontem proibir a cobrança pelo ponto extra da TV por assinatura. Mas as operadoras poderão cobrar pela instalação desse ponto adicional e pela reparação de defeitos. O presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, explicou que essa cobrança pelos reparos será feita eventualmente, quando houver, por exemplo, quebra do decodificador.


As cobranças da taxa de instalação e de reparos poderão ser divididas em parcelas, dependendo de acerto entre o cliente e a operadora. Sardenberg disse que isso dependerá da ‘criatividade’ das empresas. Mas ressaltou que essa criatividade não pode ser transformada em uma mensalidade fixa. ‘ A cobrança não é automática. É preciso que haja eventos.’


O presidente da Anatel disse que a TV por assinatura é um serviço prestado pelo regime privado e que, portanto, a agência não fixa preços. Mas, em casos de abusos, garantiu que a Anatel interferirá.


A decisão da Anatel deverá entrar em vigor na próxima semana, assim que for publicada no Diário Oficial da União. A proibição da cobrança, segundo Sardenberg, valerá também para os atuais contratos. Ou seja, quem hoje paga pelo ponto extra ficará livre da cobrança. Sardenberg esclareceu ainda as empresas não podem cobrar retroativamente pelo decodificador que já está instalado na casa do cliente.


As operadoras sempre foram contra o regulamento. Algumas empresas chegaram a afirmar que o ponto extra representava 20% de sua receita total. As prestadoras disseram até que a gratuidade aumentaria os custos das empresas e impediria avanços dos serviços.


Ontem à tarde, diante dos boatos que circularam no mercado de que a Anatel aprovaria o fim da cobrança, as ações da operadora Net caíram mais de 7% na Bolsa de Valores. Sardenberg, dizendo-se indignado, informou que a Corregedoria da Anatel vai apurar eventuais vazamentos de informação. E disse que a agência está ‘testando’ a realização de reuniões de seu conselho diretor abertas ao público, a exemplo da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), mas que essa não é uma decisão fácil.


LIMINAR


Diante da decisão da Anatel, a liminar da Justiça Federal que mantinha a cobrança perde o objeto, na avaliação de Sardenberg. A liminar, obtida pela Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA), foi emitida até que a Anatel tomasse uma decisão. Ele explicou que não cabe mais recursos no órgão regulador, mas disse que ‘todo mundo tem o direito de ir à Justiça’.


A polêmica começou em junho de 2008, quando a Anatel regulamentou os direitos dos usuários de TV por assinatura. O regulamento proibiu a cobrança do ponto extra, mas permitiu que fossem cobradas taxas de manutenção dos serviços.


Na época, órgãos de defesa do consumidor criticaram o regulamento, afirmando que ele abria brechas para que as operadoras transformassem a taxa de manutenção em uma cobrança mensal, o que levou a agência a cancelar os artigos que tratavam do assunto.’


 


 


GOVERNO
Diego Zanchetta


TV Câmara passa a ter verba recorde


‘Menos de quatro meses após autorizar um corte de 7,5% no orçamento do Executivo, a Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Paulo aumentou ontem em R$ 3,5 milhões as verbas de comunicação para 2009. Agora, os 55 parlamentares terão até o fim do ano verba recorde de até R$ 17,470 milhões para gastos com publicidade, valor 59,5% maior que os R$ 10,4 milhões consumidos em 2008. Os R$ 3,5 milhões a mais foram transferidos de recursos destinados à reforma do prédio do Legislativo e ao pagamento de precatórios. O dinheiro seria suficiente, por exemplo, para a construção de seis creches.


O aumento da verba de comunicação foi decidido em reunião da Mesa na quarta-feira. Procurados ontem, os vereadores responsáveis pelo ato de transferência das verbas se esquivaram de falar do assunto. Das 11 às 17 horas, nenhum parlamentar procurado pelo Estado soube dizer qual a finalidade da suplementação. A resposta só veio no início da noite: a ‘reserva técnica’, como chamou a Mesa, será aplicada na modernização das transmissões da TV Câmara via internet.


Por seis horas, os integrantes da Mesa Diretora fizeram um jogo de empurra-empurra sobre quem falaria dos R$ 3,5 milhões. O primeiro-secretário geralmente é designado para comentar resoluções da Casa. No cargo desde janeiro, Francisco Chagas (PT) jogou a responsabilidade para o vice-presidente, Dalton Silvano (PSDB). ‘É o Dalton que sabe desse assunto, pode ligar para ele’, disse às 12h30.


Em seguida, Silvano foi contatado por celular. Ele foi designado também pela presidência da Câmara para comentar o assunto. Silvano, publicitário, declarou que a transferência era ‘ato de rotina, não muda nada, é do trâmite da Casa’. Procurados, de novo, à tarde, Chagas e a Assessoria de Imprensa da presidência voltaram a falar que só Silvano falaria sobre o ato, publicado ontem no Diário Oficial da Cidade. Milton Leite (DEM), segundo secretário, disse não saber do que se tratava. ‘Não participei da reunião, não sei para que serve. Se soubesse, diria sem problemas.’


As explicações sobre o uso da verba começaram a ser prestadas pela assessoria de Silvano por volta das 17h10. A suplementação poderá ser usada na aquisição da tecnologia para a transmissão em tempo real, via internet, das audiências e comissões realizadas fora do plenário. A captação das imagens em quatro salões da Casa será feita pela TV Câmara. Dos R$ 17,4 milhões que o Legislativo terá em publicidade, pelo menos R$ 15,5 milhões devem ser gastos para manter a programação diária de 12 horas da emissora, hoje com 60 funcionários. Com a suplementação, será possível fazer um contrato para a compra de novos equipamentos de transmissão.


Nos últimos dois anos, a estrutura e as verbas da TV Câmara dobraram. Até setembro de 2008, eram gastos R$ 614 mil mensais com o canal, valor que saltou para R$ 1 milhão. A concessão do canal também saiu da TV Cultura e foi para a USP. A transmissão é feita por canal a cabo dividido com a TV Assembleia. ‘Não significa que a verba será usada, fizemos só uma reserva’, ressaltou Silvano.’


 


 


 


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Folha de S. Paulo


Sexta-feira, 17 de abril de 2009


 


CENSURA
Folha de S. Paulo


TJ proíbe jornais paraenses de publicar fotos de cadáveres


‘Os três principais jornais do Pará foram proibidos pelo Tribunal de Justiça de publicar imagens de vítimas de acidentes e de mortes brutais. Para a ANJ (Associação Nacional dos Jornais), a decisão, de anteontem, é uma censura prévia.


A decisão atinge os jornais ‘O Diário do Pará’ e ‘O Liberal’ e sua versão tabloide, ‘Amazônia’. O descumprimento implica multa diária de R$ 5.000. A ação foi movida pela Procuradoria Geral do Estado, pelo Movimento República de Emaús e pela Sociedade Paraense dos Direitos Humanos. Segundo eles, a publicação de fotos nessas condições é ‘lesiva aos direitos constitucionais’.


A desembargadora Eliana Abufaiad mencionou no relatório que a publicação de imagens chocantes não era feita com ‘conteúdo jornalístico, mas com intuito meramente comercial’.


Em nota assinada por seu vice-presidente, Júlio César Mesquita, a ANJ condenou a decisão e afirmou que ela ‘viola frontalmente o espírito e a letra da liberdade de expressão assegurada pela Constituição’.


Para representantes dos jornais, além de censura prévia, há um fator político. Segundo eles, o pedido da Procuradoria, feito no final de 2008, visava diminuir o desgaste do governo de Ana Júlia Carepa (PT) com uma onda de crimes que atingiu a classe média de Belém.


‘Talvez não fosse conveniente para alguns que esses fatos fossem expostos’, disse Gilson Nogueira, diretor de Redação do ‘Diário do Pará’, empresa da família do deputado federal Jader Barbalho (PMDB-PA).


O procurador-geral do Estado, Ibrahim Rocha, contestou. ‘Em nenhum momento se pediu a proibição da veiculação da notícia’, disse.’


 


 


TODA MÍDIA
Nelson de Sá


A China avança


‘Véspera da Cúpula das Américas e o ‘New York Times’ de papel deu manchete ontem para os correspondentes na região, Simon Romero e Alexei Barrionuevo, com ‘Negócios ajudam a China a expandir sua influência na América Latina’.


Suas ‘ofertas silenciosas’ crescem no momento em que os ‘EUA tentam consertar as relações desgastadas’. O jornal somou US$ 12 bi para a Venezuela, US$ 10 bi para a Argentina e outros US$ 10 bi para a Petrobras.


O ‘Financial Times’ deu submanchete na mesma linha, ‘tentam consertar as relações desgastadas’, mas sublinhou o desejo do representante de Obama para o encontro, Jeffrey Davidow, de que o tema Cuba não ‘domine’ a conversa. Até agora, é o que mais importa, inclusive na avaliação da nova ‘Economist’, ontem, sublinhando a expectativa quanto à resposta de Raúl Castro às ações de Obama. E sugerindo não dar tanta atenção ao que Fidel tem escrito.


‘TIMES HAVE CHANGED’


Obama falou à CNN en Español e fez até manchete por aqui ao dizer que ‘os tempos mudaram’ e exemplificar: ‘Minha relação com Lula é de dois líderes de grandes países, não há parceiro sênior e parceiro júnior’ (leia à pág. A9).


LULA LÁ


O Blue Bus, logomarca acima, postou vídeo e a notícia de que o presidente havia sido um dos ‘líderes mundiais’ retratados num episódio da série ‘South Park’, anteontem à noite.


Ecoou pelos portais todos (leia à pág. E14)


A CRISE RELAXA


O presidente brasileiro surgiu ontem também no Huffington Post, sob o enunciado ‘Lula do Brasil: EUA, deem um jeito nos seus bancos’.


Por aqui, no alto das buscas de Brasil por Yahoo News e Google News, com ‘WSJ’ e outros, as vendas no varejo ‘revelam uma resistente demanda’ interna. A Bloomberg chegou a destacar que ‘a crise relaxa’.


Fim do dia e, por Valor On Line e portais, ‘Bolsa atinge maior nível desde outubro’. Pela primeira vez em seis meses, passou de 46 mil pontos.


O CHARME DO BNDES


A ‘Economist’, sob o título ‘Redescobrindo o charme do BNDES’, saudou como a instituição criada nos anos 50 ‘voltou à moda, agora que os governos são donos de um ou dois bancos’. Mas avisou, ‘embora útil’, ele não deve ocupar a rua inteira.


… E SEU DINHEIRO


Nas manchetes da estatal Agência Brasil e do site de ‘O Estado de S. Paulo’, ontem no final da tarde, o mesmo BNDES e o também estatal Banco do Brasil devem liberar R$ 10 bilhões em crédito à agro-indústria, em reunião amanhã com Lula.


NA RUA 1


Dias atrás, o Radar Online postou que a Petrobras negou a ‘aquisição’ da Cosan após ‘semanas de especulação, com os papéis subindo 45%’. E agora a Bloomberg registra que a americana ADM estaria atrás de empresas de etanol e açúcar no Brasil.


NA RUA 2


Na coluna ‘Escutado na Rua’, o ‘Wall Street Journal’ de ontem ensinava como ‘comprar’ Petrobras sem recorrer às ações. Por outro lado, a Bloomberg informava que a estatal já negocia novos empréstimos com, entre outros, os EUA.


DANÇANDO COM O URSO


No ‘Valor’, Daniela Chiaretti entrevistou o governador Blairo Maggi, sob o título ‘O discurso verde do novo Blairo’, ele que no passado já levou o ‘prêmio’ Motosserra de Ouro e está vivendo agora ‘uma virada’.


E a ‘Economist’ festeja que ‘o rei da soja mudou de ideia’, sob o título ‘Dançando com o urso’.’


 


 


CRISE
Folha de S. Paulo


Líder em papel-jornal pede concordata


‘Com dívidas de US$ 6 bilhões, a AbitibiBowater, maior fabricante mundial de papel para jornal, entrou ontem com pedido de concordata nos EUA e no Canadá. A companhia afirmou que continuará a operar normalmente durante a reestruturação.’


 


 


ASSINATURA
Humberto Medina


Anatel veta cobrança de ponto extra de TV


‘Depois de quase um ano de discussões, e muitas idas e vindas, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) decidiu proibir a cobrança de ponto extra na TV por assinatura. As empresas poderão cobrar por eventos específicos: instalação e reparo. Essa cobrança poderá ser parcelada, mas não poderá ser contínua, como uma mensalidade. Não pode ser cobrada instalação de quem já tem o ponto extra.


A decisão vale a partir do momento em que for publicada no ‘Diário Oficial’ da União, mas só terá efeitos práticos caso seja derrubada liminar obtida pelas operadoras de TV paga para manter a cobrança. A agência reguladora ainda vai informar a Justiça da decisão tomada ontem. A expectativa da agência é que, com a comunicação, a liminar deixe de vigorar.


De acordo com o presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, o órgão regulador estará atento a possíveis tentativas das operadoras de manter a cobrança por outros meios. Por exemplo: a operadora poderia iniciar a cobrança de aluguel do ‘decoder’ (aparelho que faz a decodificação do sinal) para substituir a perda de receita com o pagamento mensal pelo ponto extra. ‘Fiscalização existe para isso’, disse Sardenberg.


Ele não quis fazer previsões sobre o impacto do fim da cobrança pelo ponto extra no valor da mensalidade cobrada pelos pacotes de programação. ‘Esse regime é privado e a Anatel não fixa preços. Em caso de abusos, a agência vai interferir. É uma estrutura competitiva.’


Conforme avaliações da agência reguladora, o custo para instalar um ponto extra varia de R$ 350 a R$ 400. Isso não significa, no entanto, que as empresas fornecedoras do serviço tenham que cobrar esse valor, porque ele não é arbitrado pela Anatel.


Polêmica


A Anatel começou a tentar acabar com o ponto extra em dezembro de 2007, quando colocou em consulta pública o novo regulamento para o serviço de TV por assinatura. Em junho do ano passado, o regulamento entrou em vigor, estabelecendo o fim da cobrança.


As empresas operadoras de TV paga recorreram à Justiça e obtiveram liminar mantendo a cobrança, que ainda está em vigor. Na ocasião, a Justiça entendeu que o texto da Anatel era confuso e não deixava claro quais serviços poderiam continuar a ser cobrados e quais não.


Depois da decisão judicial, a própria Anatel suspendeu a proibição e passou a trabalhar em um novo texto, para esclarecer o que poderia e o que não poderia ser cobrado. A partir desse ponto, houve um racha dentro da agência sobre o tema. A decisão de ontem expôs essa divergência: o fim da cobrança foi aprovado por 3 a 2. Os votos a favor foram dos conselheiros Plínio de Aguiar, Pedro Jaime Ziller (que já saiu da agência, mas havia votado antes do fim do seu mandato) e do próprio Sardenberg.


Até se chegar a essa votação, no entanto, o tema esteve previsto para ser votado em seis outras ocasiões, mas foi sempre retirado de pauta.


A notícia de que a Anatel proibiria a cobrança do ponto extra vazou durante a tarde para corretoras de ações. Na Bolsa, os papéis da Net lideraram as perdas no pregão, com queda de 6,42%. Sardenberg disse estar preocupado com a questão. ‘Estou indignado. A corregedoria vai apurar. Estamos testando o regime de sessões abertas. Não é uma decisão fácil’, disse.


Procuradas ontem, Net, TVA/Telefônica, Oi e a associação do setor (ABTA) não se manifestaram até o final da edição.’


 


 


TELEVISÃO
Daniel Castro


Pesquisa veta baixaria no novo ‘Ratinho’


‘O ‘Programa do Ratinho’ que o SBT exibirá a partir do dia 4 está sendo formatado com base em pesquisas feitas por dois institutos. As sondagens mostraram que o telespectador não quer mais ver baixaria.


‘Eles [telespectadores] querem uma mistura daquele Ratinho de quando comecei na CNT [em 1996], brigando pelo povo, com o Ratinho engraçado. Vou ser um Ratinho moderno. Não vamos mais fazer baixaria, mostrar a bunda, falar palavrão no ar’, anuncia Carlos Massa, o Ratinho, que investirá do próprio bolso R$ 1 milhão por mês na produção.


A orientação por um programa adequado ao horário livre (entrará às 17h30) já gerou o primeiro atrito nos bastidores. Na terça, o apresentador discutiu com o diretor, Carlos Amorim. Ratinho quer estar rodeado de anões e personagens bizarros. Amorim é contra.


O novo ‘Programa do Ratinho’ terá 80% de jornalismo e 20% de entretenimento. Contará com uma das maiores equipes do SBT, com cerca de 50 profissionais, além de um helicóptero, links ao vivo e moto-links. Investirá em reportagens policiais e em trânsito. ‘Vai ser um [José Luiz] Datena um pouco mais engraçado, mais leve’, diz Ratinho.


O alvo do SBT é justamente o ‘Brasil Urgente’, da Band. A meta é dar médias de oito pontos, o que alavancaria o SBT e o livraria da ameaça de perder a terceira posição no Ibope.


DEFINIÇÃO 1


A operadora Sky anunciará no próximo dia 27 que passará a carregar um pacote de canais em alta definição, tecnologia à qual seus assinantes ainda não têm acesso.


DEFINIÇÃO 2


Um dos novos canais será o Telecine HD. O canal, da Globosat, já está pronto e em negociação com Sky e Net, mas nenhuma operadora fechou sua aquisição. O site da programadora Globosat entrega a novidade. Os filmes do Telecine só aparecem no Globosat HD (disponível na Net) até o dia 27.


DEFINIÇÃO 3


A Net, que já oferece (pouco) conteúdo em HD, não ficará atrás da Sky. Também anunciará nos próximos dias novos canais em alta definição, entre eles o quase certo Telecine HD.


EXPECTATIVA


Deve sair hoje ou na semana que vem o decreto do presidente Lula que instituirá a Conferência Nacional de Comunicação, em que serão debatidos, por entidades empresariais e de esquerda, temas como a distribuição de concessões.


BATISMO


Vai se chamar ‘Show da Gente’ o programa que Netinho de Paula apresentará no SBT.


MUTANTE 1


Gabriel Braga Nunes interpreta um mafioso em ‘Poder Paralelo’, da Record, mas continua com o jeito do mutante que fazia em ‘Os Mutantes’.


MUTANTE 2


Apesar de parecer outra coisa, foi de Madonna que Ana Maria Braga se fantasiou no início do ‘Mais Você’, ontem.’


 


 


Luiz Fernando Vianna


Alegria de Arlindo Cruz marca especial


‘Talvez por já ter tido baixos profundos em sua trajetória, Arlindo Cruz está aproveitando bem a sua fase de alta.


Ampliou o arco de intérpretes de seus sambas (Maria Rita, Marcelo D2…), melhorou a sua voz e passou a transbordar o que é a marca do ‘MTV ao Vivo’ que será exibido hoje: alegria.


Quando grita ‘quem é muito feliz aí?’ para a plateia de São Paulo, ele não soa patético porque está sendo sincero no êxtase. Quase todo o show -gravado em novembro passado no Citibank Hall, onde ele volta a se apresentar hoje e amanhã, às 22h- tem esse clima, com os sucessos predominando.


Entre eles estão ‘O Show Tem que Continuar’, ‘A Pureza da Flor’, ‘O que É o Amor’ e ‘Meu Lugar’. Quando chega nos partidos-altos ‘Dora’ e ‘Samba de Arerê’ e nos sambas-enredos ‘O Império do Divino’ e ‘Aquarela Brasileira’, o público está de pé, tomado pela tal alegria.


As participações de Zeca Pagodinho (‘Vê se Não Demora’, após um pot-pourri em que Arlindo canta parcerias dos dois), Beth Carvalho (‘Saudade Louca’) e Marcelo D2 (‘Mão Fina’) contribuem para isso.


E contribuem, principalmente, para um retrato benfeito de Arlindo no melhor momento de sua carreira.


MTV AO VIVO – ARLINDO CRUZ


Quando: hoje, às 22h30


Onde: MTV


Classificação: livre’


 


 


Folha de S. Paulo


Lula aparece em episódio do desenho ‘South Park’


‘O presidente Lula apareceu no episódio de ‘South Park’ que foi ao ar anteontem nos EUA, chamado ‘Pinewood Derby’. Ele é um dos líderes mundiais que ajudam os personagens do desenho a tentar esconder de alienígenas milhões em dinheiro do espaço que teriam ido parar na Terra. O episódio pode ser visto no site www.southparkstudios.com/episodes/220763.’


 


 


CULTURA
Larissa Guimarães


Ministro da Cultura vai mudar trechos da nova Lei Rouanet


‘O ministro da Cultura, Juca Ferreira, disse ontem que o projeto de lei que trata da nova Lei Rouanet passará por mudanças. Segundo ele, será reescrito o trecho que prevê a suspensão da reserva de direitos dos bens e serviços realizados com benefício da lei (renúncia fiscal), em favor do governo.


A proposta que está agora em consulta pública estabelece que, um ano e meio após a realização da obra financiada com recurso público, ‘a administração pública federal’ poderá dispor dela ‘para fins educacionais’.


De acordo com Ferreira, a intenção do governo é ter a permissão de uso de produtos culturais que tenham sido bancados por recursos públicos, para fins específicos, como os educacionais. Ele afirmou que, da maneira como está expresso, o texto pode dar a impressão de que seriam alteradas as regras dos direitos autorais.


‘O artigo precisa ser reescrito. Não fere direito autoral, mas pode gerar dúvidas’, disse, durante audiência pública na Câmara dos Deputados. No início deste mês, a Folha publicou reportagem sobre o assunto.


Ferreira também adiantou ontem que começou a ‘chover contribuições’ em relação ao projeto de lei na nova Rouanet. ‘Algumas com muitas páginas, outras mais enxutas. Estamos tabulando essas contribuições e iremos apresentar um balanço parcial em breve’, afirmou.


Crise


O ministro também disse ontem que desde outubro do ano passado vem caindo a adesão de empresas públicas e privadas ao mecanismo da Lei Rouanet, mesmo pelo critério de 100% de renúncia fiscal. Essa queda chega a ser de 40% em algumas atividades, segundo Ferreira.’


 


 


MORDAÇA
Folha de S. Paulo


Hamilton é proibido de dar entrevista


‘Após demitir seu diretor técnico Dave Ryan por causa da mentira contada aos comissários do GP da Austrália e que, depois de descoberta, gerou a desclassificação de Lewis Hamilton, a McLaren impôs a lei da mordaça ao piloto.


O inglês foi proibido de falar com a imprensa. Foi o único piloto que não deu entrevistas ontem.


A McLaren quer poupá- -lo de ter de responder às mesmas perguntas que já respondeu na Malásia, quando convocou entrevista para pedir desculpas por mentir aos fiscais. Hamilton havia dito que fora ultrapassado por Jarno Trulli com o safety car na pista quando cedera passagem, o que gerou punição, retirada posteriormente, ao piloto rival.


A outra razão para o silêncio foi o anúncio do afastamento de Ron Dennis da equipe -ele já havia passado a cheifa a Martin Whitmarsh em janeiro, mas ainda palpitava no time. Dennis agora se dedicará exclusivamente à área de carros de passeio.


A McLaren queria evitar que Hamilton comentasse a saída de Dennis, com quem tem relação próxima, mas que ficou estremecida após a mentira.


O afastamento gerou duas explicações. A primeira é que foi pedido por Hamilton, aborrecido pelo modo como o fato prejudicou a imagem do campeão.


O segundo é que houve um acordo com a FIA para que o time tivesse punição branda no julgamento do Conselho Mundial que decidirá o caso -os dirigentes da entidade e Dennis não têm boa relação.’


 


 


LITERATURA
Folha de S. Paulo


Projeto leva ‘Madame Bovary’ à internet


‘Uma reprodução dos originais e a respectiva transcrição de ‘Madame Bovary’, célebre romance do escritor francês Gustave Flaubert (1821-1880), já estão disponíveis na internet no site www.bovary.fr. O trabalho foi feito entre 2003 e 2005, e corrigido desde então por uma equipe de 130 pessoas, com idades entre 16 e 76 anos, vindas de 17 países, entre eles Argentina, França e Portugal. O projeto é fruto de uma colaboração entre a Biblioteca Municipal e a Universidade de Rouen, cidade natal de Flaubert, e foi coordenado por Yvan Leclerc, especialista na obra do autor francês. Publicado em 1857, o romance rendeu a Flaubert um processo por haver escrito uma obra ‘contra a moral pública e religiosa e os bons costumes’. O escritor ganhou o processo.’


 


 


 


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