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Sexta-feira, 17 de Agosto de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1000
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JORNAL DE DEBATES > MSM EM AÇÃO

Manifesto dos Sem-Mídia vira ONG

Por Eduardo Guimarães em 16/10/2007 na edição 455

Há cerca de um mês o Observatório da Imprensa publicou o Manifesto dos Sem-Mídia, escrito por mim para ser lido em ato que o Movimento que idealizei realizou diante do jornal Folha de São Paulo no dia 15 de setembro. As pessoas que compareceram a esse ato foram convocadas por meio do blog que mantenho na internet, o Cidadania.com.

Durante alguns dias, houve grande repercussão na internet e quase nenhuma na grande imprensa. Só não posso dizer que não existiu repercussão alguma porque o jornal Folha de São Paulo publicou que diante de sua sede ocorreu o ato do Movimento que encabeço. A publicação ocorreu no dia seguinte àquele em que aconteceu a primeira ação do MSM. A notícia, porém, foi ‘escondida’ pelo jornal numa notinha ao pé de reportagem dez vezes maior sobre manifestação do mesmo porte que ocorreu no mesmo dia (15/09) na avenida Paulista, em São Paulo.

A manifestação que recebeu atenção e destaque do jornalão paulista, claro que interessava politicamente a um veículo que, como todos os outros grandes meios de comunicação, trava uma virulenta queda-de-braço com o agora presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros. O protesto contra o travesti midiático (partido político travestido de imprensa) da vez, a Folha, obviamente que não interessava a ela. Então a escondeu, o que levou seu ombudsman a fazer-lhe a seguinte crítica dois dias depois do ato do MSM:

‘Mário Magalhães – Ombudsman da Folha de São Paulo – Crítica Interna de 17/09/2007

‘Sem-mídia’

A reportagem ‘Em São Paulo, protesto contra absolvição de Renan reúne 200’ (pág. A6 do domingo, 16/09) contou no pé, em 15 linhas, que na véspera houve uma manifestação diante da sede da Folha. Promoveu-a o ‘Movimento dos Sem Mídia’.

Foi protocolado na portaria do jornal um manifesto ‘endossado por cerca de 190 pessoas’. Por que a reportagem não informou qual o conteúdo do manifesto?

Quem participa do movimento?

Havia faixas no ato, como na manifestação contra Renan? Se havia, o que diziam?

Em espaço noticioso, não cabe ao jornal ser contra ou a favor da mobilização, mas apenas reportar.

Os leitores precisam de informações para formar opinião.

Na reportagem de domingo, foi isso que faltou: informação.’

No dia da primeira manifestação do MSM, foi entregue à Folha de São Paulo um manifesto de sete laudas, o mesmo que o Observatório da Imprensa publicou na semana em que tal manifestação ocorreu. Eu mesmo dei entrevistas a veículos da mídia alternativa como, por exemplo, o site Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim, à revista Caros Amigos, à Revista Imprensa (sobre a qual falarei mais adiante), à Agência Carta Maior e a vários outros. Isto sem falar que uma jornalista da Folha acompanhou o ato, minuto a minuto, até que terminasse.

Cobertura sem perguntas

A jornalista em questão é Cátia Seabra. Ela não me fez nenhuma pergunta. Limitou-se a acompanhar a manifestação, e bem de perto. Ouviu, ao vivo e à cores, cada palavra do Manifesto dos Sem-Mídia. Inclusive, eu lhe franqueei a palavra para que contradissesse aquilo que estava sendo dito sobre seu jornal e sobre outros grandes meios de comunicação. Ela recusou.

Não me parece absurdo dizer que não faltou apenas informação na Folha, como disse seu ombudsman. Faltou, também, vontade do jornal de informar seus leitores. A Folha teria todas as condições de publicar o Manifesto que escrevi e contradizê-lo ponto por ponto.

O Manifesto em questão é um texto do qual se pode discordar, mas quem o leu, se for intelectualmente honesto, não pode acusá-lo de não conter argumentos, de não citar, muito explicitamente, as razões mais do que concretas que alegamos para promover a manifestação pacífica e civilizada que promovemos e que foi acompanhada pela mesma Polícia Militar que avisamos que o ato ocorreria com antecedência de vários dias antes que ocorresse por meio de ofícios enviados à PM, à subprefeitura da Sé, à Polícia Civil e ao Detran por um dos advogados filiados ao Movimento dos Sem-Mídia.

Somos ou não somos sem-mídia? Nem quando reunimos cerca de 200 pessoas diante do maior jornal do país conseguimos ter nossas razões noticiadas pela grande imprensa.

Nos dias posteriores à Manifestação, voltei à Alameda Barão de Limeira, onde fica a Folha, e perguntei a comerciantes do local se buscaram, naquele jornal, notícias sobre o que ocorreu sob suas barbas. Das cinco pessoas com quem falei, todas compraram a Folha no dia seguinte ao da Manifestação. Dentre essas pessoas, só uma achou a notinha. E quatro dessas pessoas acharam incompreensível o que supuseram ser uma não-divulgação do ato devido à divulgação que ocorreu ter sido microscópica. Só uma pessoa achou que o veículo deveria ter feito o que fez. A maioria esmagadora das pessoas que trabalham no entorno da Folha, e que entrevistei, acharam o mesmo que o ombudsman do jornal.

A conduta da Folha indignou àqueles que estiveram diante do veículo queixando-se da mídia e dizendo-se tão sem-mídia quanto eu me digo, mas conferiu força aos nossos argumentos. Assim, propus aos leitores do meu blog – e àqueles que estavam chegando a ele por conta da mídia alternativa – que fosse criada uma ONG (Organização Não Governamental), o Movimento dos Sem-Mídia, que pretende, além de promover novas manifestações, fazer palestras em escolas, universidades, sindicatos, associações de moradores de bairros, criar um veículo impresso – de periodicidade ainda indefinida – e um site e até fazer representações junto ao Ministério Público sobre condutas da mídia que os sem-mídia consideramos ilegais, tais como o uso da mídia eletrônica para veicular opiniões políticas e ideológicas de determinados segmentos da sociedade em detrimento – por censura – de opiniões opostas.

Fundação da ONG

No último sábado (13/10/2007), dezenas de leitores do meu blog, que agora já estão na casa do milhar, atenderam minha convocação de se juntarem a mim na criação da ONG Movimento dos Sem-Mídia e compareceram a uma Assembléia que promovi num auditório em São Paulo, alugado graças a centenas e centenas de contribuições de R$ 20 que pedi para financiar a criação dessa ONG. Nessa Assembléia, foi eleita uma diretoria e eu mesmo fui eleito presidente da ONG. A chapa única à diretoria executiva do MSM foi eleita por aclamação, unanimemente, e os passos legais necessários à sua criação jurídica já estão sendo dados.

Como se poderia esperar, no entanto, as reações já começaram. Um veículo chamado Portal Imprensa, que também é a Revista Imprensa, órgão ao qual dei entrevista por telefone quando da manifestação diante da Folha, divulgou uma notícia inverídica, apesar de a sua repórter que me entrevistou, Cristiane Prizibisczki, ter informações suficientes para saber que a notícia que publicaria seria falsa.

Alguns dias depois da manifestação diante da Folha, fui procurado por uma assessora do ex-ministro José Dirceu convidando-me a publicar um artigo no site dele falando sobre o Movimento dos Sem-Mídia. Não conheço José Dirceu nem qualquer outro político, mas aceitei imediatamente, contrariando amigos, dentre os quais, jornalistas, que me disseram que, se eu não escrevesse o artigo, não desagradaria a ninguém além de a Dirceu, mas que, se escrevesse, desagradaria a uns e agradaria a outros. Ora, seria um contra-senso alguém que se diz sem-mídia recusar uma mídia importante e polêmica como o site de um político famoso. Contudo, impus uma condição à assessoria do ex-ministro: eu não lhe faria qualquer defesa e deixaria muito claro que não tenho argumentos para julgar as acusações que lhe foram feitas. A condição foi aceita, escrevi o artigo e ele foi publicado.

Dias depois, o Portal Imprensa, ao qual já me referi, publicou, em seu site, matéria contendo a seguinte manchete: ‘José Dirceu encabeça Movimento dos Sem-Mídia‘. A matéria foi assinada pela mesma repórter que me entrevistou pelo Portal / Revista Imprensa, Cristiane Prizibisczki, que sabia muito bem que o José Dirceu não encabeçava o MSM coisa nenhuma, até porque eu disse a ela, na entrevista que lhe concedi por telefone, que eu nunca tinha tido relação com político nenhum. E note-se que o artigo que escrevi para o site de Dirceu deixava isso bem claro, bem como minha independência e alegada incapacidade de julgar seus atos.

O conselheiro da diretoria do MSM, Antonio Arles, eleito pela Assembléia do último sábado, enviou e-mail ao Portal Imprensa reclamando da manchete falsa e, assim, ela foi alterada para ‘José Dirceu convoca internautas a apoiarem Movimento dos Sem-Mídia’. Contudo, quem escreveu a matéria foi quem me entrevistou e esta pessoa sabia muito bem, ponto por ponto, das raízes, razões e origens do Movimento. O que concluir da conduta dessa pessoa e do veículo para o qual trabalha?

Quem ainda não tinha entendido as razões da criação do Movimento dos Sem-Mídia, agora tem subsídios mais do que suficientes para entender e, se for intelectualmente honesto, até para endossá-las. Estou certo?

******

Eduardo Guimarães é presidente do MSM

Todos os comentários

  1. Comentou em 25/04/2010 Kelly Oliveira

    Olá, sou estudante de jornalismo. Preciso do e-mail ou do telefone do Marcus Tavares. É possível me informar?
    A matéria é sobre ‘como a mídia promove a infidelidade e quais as consequência disso’.
    Se puder me passar o contato, agradeço!

  2. Comentou em 12/09/2009 Maria Andréia Mickus Camilo camilo

    Bom dia , povo de Deus , venho atravéz desta implorar para que vocês comecem a transmitir o programa Experiência de Deus com o padre Reginaldo Manzotti , para isso sei que existe um custo e gostaria de saber qual o valor e a possibilidade para que este programa entre no ar das 09:00 às 10:00 hrs da manhã , de segunda a sabado . Por gentileza leiam e respondam este email . Um grande abraço . Andréia Mickus . 69-8112-7645

  3. Comentou em 26/10/2007 Vitor Bonini

    Interessante , ou talvez até uma tentativa torpe de desqualificar a quem diverge é esta covardia de rotula-lo como anuente e incentivador das desigualdades sociais , a soldo da mídia parcial , tucanos , direitistas e tantos otros adjetivos . Só faltou o famoso zelites . Esta incoerente linha desqualificadora às criticas é a mesma que citei como costumaz no blog do Sr. Guimarães ,. Incoerente vindo de um grupo que se diz pluralista e pede justamente o respeito às suas opiniões . Em relação aos absurdos proferidos pelo Sr. Valente com a boca cheia de farofa ideológica , nem é preciso perder muito tempo , a prória história , os fatos já são mais do que suficientes para desqualifica-lo por mais que ele na sua cega arrogancia teime em se achara cima dcisto . É tipico . Na verdade é a unica opção que lhe resta . Quanto a critica maior ao MSM que é a tentativa de impor pauta , de impor conteudo a mídia , de impor a divulgação do movimento e seus principios dentro de parametros que eles julgam aceitavel , apesar da mídia ser de terceiros , esta mais do que claro e inquestionavel no comentario abaixo do Sr. Ceragioli , que quando da ação da Globo já avisa antecipadamente que se esta mesma Globo não der a cobertura que o MSM julga adequada a ópera bufa ,ela será taxada de parcial . Fim da ópera , baixam os panos . Vaias estrondosas .

  4. Comentou em 25/10/2007 Ricardo Valente

    bonini-clemer-bandarra, eu não pediria pra você estudar História. Mas pra estudar, só. Ia lhe fazer bem. Tucanos mentem, fogem do debate e fazem uma tática de guerrilha virtual pra dizer coisas que não se sustentam ou ofender como jamais teriam coragem de fazer frente a um homem. Seu comportamento infmane é a contra-indicação do anonimato virtual. Resultado da democracia, claro, nem lamentemos. Gente covarde e mentirosa haverá, sempre. Sobre sua mentira: quantas ditaduras a direita implementou em nossa América Latina? À custa de quantos cadáveres? Quantos anos de censura, somados? Moral? Que moral têm moleques que se escondem no anonimato da internet para dizer sandices? Não o acuso de ser tucano, apenas sua linha de ‘raciocínio’ evidencia isso: acusa os outros de seus próprios vícios. Vá aprender a ler e se informar. Depois tente aprender a escrever também. Em português.

  5. Comentou em 24/10/2007 Andreis Souza

    É incrível, como nós, que apoiamos o MSM, somos taxados de Lulistas ( e muitos de nós,não todos, o somos )e essa nossa preferência ( vejam bem, não somos filiados ao PT ou qualquer outro partido ), segundo os que nos atacam, nos tira a razão de reivindicar a clareza que é necessária à mídia. Ora senhores, tenho a absoluta certeza que todos os senhores que nos atacam, não votam no Lula. Assim sendo, por uma análise correlativa e justa, vista a posição que os senhores mesmos nos colocam, os senhores também não têm crédito para defenderem a mídia ou que aí está. Somente pessoas livres de qualquer contato com a realidade que as cercam, poedrão tomar lado nesta pendenga. Mas, como pessoas alheias ao que as cerca e sem contato algum com a realidade, poderão tomar lado?. Li várias vezes a seguinte declaração ..os petista querem calar a mídia.. Gostaria de saber, com sinceridade e sem ataques gratuitos, onde os senhores viram tal afirmação e porque tal afirmação é de origem petista. O MSM é um movimento plural e apartidário sim, como já foi falado, não é possível tratar de assuntos políticos e sociais sem se estar marcado por posições e definições. Participa quem quiser e concordar. De resto, é pura concepção subjetiva, calcada nessas marcas que a vida faz, afinal, uma democracia só é Democracia, com situação e oposição e liberdade de expressão. E que venham os rótulos.

  6. Comentou em 23/10/2007 Valente Ricardo

    Ah, sr. Bonini, sem adjetivações o sr seria capaz de responder por que a sua opinião é mais legítima que a minha e só ela deve ter espaço em veículos que se dizem permeáveis a todas as opiniões e, alguns, erigidos com recursos públicos? É capaz de ir além da superfície? De onde essa certeza de que sua opinião representa a da “maioria”, se esta maioria não corresponde ao que foi expresso pelo povo nas urnas, para tomar apenas um indicador? Eu não disse que considero que o senhor seja “tão burro”. Peço desculpas se o fiz se sentir assim. Não “acusei” ninguém de ser fascista por pensar diferente de mim. O senhor é que acusa de censura qualquer um que não esteja satisfeito com a indigência intelectual da nossa mídia. Eu apenas disse, e é fato, que essa imprensa “livre” e muita gente que usa os termos liberdade e democracia como amuleto já abdicou, em defesa de seus interesses privados, desses valores. Objetivamente: essa imprensa usa do mesmo rigor que tem com o governo federal para fiscalizar os governos da capital e do Estado? E usa os mesmos termos para descrever fatos similares envolvendo setores diferentes da sociedade ou distintos partidos políticos? Pois eu gostaria que assim fosse: o mesmo tratamento para todos. Nós queremos é o fim dessa censura imposta por quem tem medo da democracia e, na falta de argumentos, esconde os nossos e empulha um falso “senso comum”.

  7. Comentou em 21/10/2007 Paulo Bandarra

    Fabio Ribeiro, deixa ver se eu entendi a sua proposta. O pitoresco Movimento dos sem Mídia, que difama a mídia acusando-a de parcial e vendida para a oposição feita pelo viés de seus membros simpatizante do governo federal, vai processar as pessoas que num fórum de discussão criticam isto? Boa idéia para dar para a mídia!!!!

  8. Comentou em 19/10/2007 Ricardo Ceragioli

    Bom Dia! Há tempos venho tentando enviar uma sugestão para o Observatório da Imprensa na TV. Uma das melhores atrações do programa é a consulta popular atravez da enquete formulada toda semana. Pelo caráter democrático e primando sempre pela diversidade e alternância das opiniões, acho que diante dessa proesa o programa mereceria mais este empreendimento: Gostaria que o Jornalista Alberto Dines se submetesse a uma avaliação dos telespectadores, já que desde sempre esteve a frente como Âncora do programa, cumprindo seu papel com a responsabilidade de tornar a mídia PLURAL E DEMOCRÁTICA. É simples: VOCÊ__ACHA__QUE__alberto dines__DEVE CONTINUAR__COMO__ÂNCORA__DO__observatório da imprensa__NA__TV???… _SIM ou _NÃO?

  9. Comentou em 18/10/2007 Guga Não o Kuerten

    Acredito que a questão mais forte não é nem a questão da PARTIDARIZAÇÃO de uns ou outros meios de comunicação (que tomou boa parte dos comentários aqui), mas sim da total falta de auto-crítica (decente, só ‘ombudsman’ não adianta) da própria mídia em relação a si própria e suas consequências em relação aos acusados e ‘torrados’ por ela. Há bem pouco tempo li uma coluna do Elio Gaspari na Folha dizendo com todas as letras que um dos nomes ‘supostamente’ envolvidos no último escândalo do governo deveria receber um pedido de desculpas público dos jornais por ter tido seu nome envolvido no escândalo, já que a Polícia não encontrou nem cheiro do envolvimento dele (extremamente divulgado na época) em nadica de nada.

    Perguntem se rolou o tal ‘mea-culpa’? Rolou NADA! E aí? Tudo bem você tostar uma figura em público? Como ela faz pra arrumar emprego, recuperar seu prestígio e tudo mais? Quantas ‘Escola Base’ mais tem que ocorrer, gente? Regulação independente de governo não tem nada a ver com censura e existe em trocentos países ‘desenvolvidos’. Existe por um motivo e está na hora de começarmos a acordar para ele aqui no nosso belo eterno aspirante a G7.

  10. Comentou em 18/10/2007 Juliano Guilherme

    As críticas ao MSM são mais que agressivas são extremamente frágeis. Um diz que queremos ‘pautar’ a mídia. O ex ministro Paulo Renato antes de mandar um artigo à Folha, o submete ao presidente do Bradesco para que o aprove. Então quem pauta a mídia são os banqueiros e o MSM. Caramba! não sabia que somos tão poderosos. Outros falam que o PT faz isso e o Lula, aquilo. Parecem aqueles milicos, só que em vez de comunistas, vêem o Lula até debaixo da cama. Quem for ao blog do Eduardo vai ver que quase não se fala nem em Lula nem em PT. Inclusive alguns se retiraram do movimento, porque o queriam mais partidário e ideológico. Outro diz que queremos uma imprensa fiel ao governo, como, se o PSDB estivesse no governo, esses anti-petistas estéricos reclamariam da imprensa por não criticar o Serra, por exemplo. Chega de me engana que eu gosto. Como disse um comentarista aqui, que não gosta nem do PT nem do PSDB, a mídia é escancaradamente tucana, só não vê quem não quer

  11. Comentou em 17/10/2007 Paulo Ribeiro

    Qual o problema em receber o apoio de José Dirceu? Eu me sinto honrado em ser seu eleitor e também apoiador do MSM. Não há nada o que esconer. Nossos objetivos são claros. Queremos uma mídia imparcial, que não manipule as informações seja para quem for. Se José Dirceu enxerga no MSM propostas similares às suas, tudo bem. O que não siginifica que o movimento irá se engajar em qualquer iniciativa encabeçada por ele ou que quer que seja. Se considerarmos que a reivindicação é justa e está dentro daquilo que pregamos, daremos apoio, sempre condicionado aos nossos princípios. Defendo uma atuação enérgica, isso sim, contra os grandes veículos como Veja, Folha de São Paulo e TV Globo, que são os nossos principais inimigos. Abraços a todos e Viva o MSM. Por Uma Mídia Livre e Soberana Em Prol dos Interesses do Brasil!

  12. Comentou em 17/10/2007 bernardo mattos

    EDuardo ninguem bate em cachorro morto Esse pessoal nao tem o que dizer por isso vem aqui fazer suposicoes, um acha que o movimento seu vai fazer isso o outro imagina que vai fazer aquilo, sao so suposicoes de quem nao tem o que falar e fica supondo irresponsavelmente, e o pior e que nem se dao ao trabalhjo de acompanhar as propostas suas pra depois criticar. falam sem saber

  13. Comentou em 17/10/2007 Clerton De Castro e Silva

    O Movimento dos Sem Mídia poderia ser mais claro nos seus objetivos. Em primeiro lugar, o Movimento poderia explicar o por que de ser Sem Mídia. Em segundo lugar , quais são os objetivos a serem atingidos? Será um Movimento em defesa do PT e do Presidente Lula? Será um Movimento plural? Será um Movimento contra os grandes meios de comunicação? Para ser um Movimento plural, tanto o seu Presidente, bem como a maioria dos seus participantes, vão ter que mudar radicalmente o discurso.

  14. Comentou em 17/10/2007 Sander Dias

    Será que esse movimento que reinvindica uma mídia plural também é plural? Vejamos: sei que entre os membros há vários filiados ao PT. O presidente desse MSM e autor do artigo é um contumaz defensor de Lula e sua trupe. O fato de José Dirceu estar dando apoio a Ong já levanta algumas suspeitas…

  15. Comentou em 16/10/2007 Alberto Scalla

    O tal movimento já é natimorto. Paradoxalmente a sua auto-denominação, ele já obteve um razoável espaço na mídia. Na ingênua concepção de seus criadores, acham que podem pautar a grande imprensa. Preocupante já de início que cometeram o mal maior de toda ONG: se corromperam.

  16. Comentou em 16/10/2007 Alberto Scalla

    O tal movimento já é natimorto. Paradoxalmente a sua auto-denominação, ele já obteve um razoável espaço na mídia. Na ingênua concepção de seus criadores, acham que podem pautar a grande imprensa. Preocupante já de início que cometeram o mal maior de toda ONG: se corromperam.

  17. Comentou em 16/10/2007 Antonio Carlos Silva

    Não entendo esta obseção dos reaças por dinheiro .Parabéns Eduardo, continue com esta luta que não é só sua são de milhões de brasileiros .

  18. Comentou em 22/02/2007 Cecilia Passos

    A quem interessa certas notícias?
    Não sou jornalista, sou apenas uma ouvinte e expectadora, mas fico muito indignada com as notícias que a imprensa acaba passando para o público e que só interessa aos bandidos.
    Canso de ver na TV repórteres entrevistando policiais ou alguem da justiça, mostrando como são os mecanismos de segurança dos Banco, Aeroportos , rodovíárias e vias em geral. Acabam dando dicas preciosas às pessoas mal intencionadas.
    Hoje foi a gota d agua, pela manhã ouvi na Radio Bandeirantes uma pessoa que devia se policial, que ao ser entrevistado por um repórter disse que iriam dar um ‘batida’ no corredor da Av. Santo Amaro revistando os motoqueiros que assaltam no centro da cidade e levam o produto do roubo para uma favela X; outro dia um outro policial mostrava as camêras existente na Rua 25 de março.
    Gostaria que esse assunto fôsse discutido em um programa do Observatório da Imprensa, inclusive esclarecendo se a imprensa é ou não obrigada a dar dicas à malfeitores.
    Muito obrigada pela atenção
    Com Carinho

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