Sábado, 22 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
Menu

JORNAL DE DEBATES > DEPOIS DA CAMPANHA

Mãos limpas e cabeça no lugar

Por Alberto Dines em 04/11/2006 na edição 405

Ao afirmar que o Brasil precisa de uma ‘Operação Mãos Limpas’, o presidente reeleito reconhece que há muita gente com as mãos sujas. Ao declarar guerra à corrupção e à impunidade, Lula valida a certeza de que ambas existem. Ao admitir um ‘golpe duríssimo’ com o envolvimento de petistas nos escândalos, e ao reconhecer que a reforma política não resolverá tudo, o chefe da nação confirma que a bandalheira localiza-se exatamente nesta esfera.


Entre outros méritos, a entrevista do presidente a três importantes jornais europeus oferece um certificado à imprensa brasileira e não apenas pelo conjunto de admissões, mas, principalmente, porque se absteve de repetir a cantilena acusatória dos palanques contra o ‘golpismo’ da mídia.


O ministro e presidente interino do PT, Marco Aurélio Garcia, pode ter razão quando reclama da mídia a utilização do termo ‘mensalão’ (introduzido, ao que consta, pelo ex-aliado do governo, Roberto Jefferson). Os pagamentos aos deputados não eram mensais e, em alguns casos, sequer periódicos. Mas aconteceram, foram numerosos, semelhantes e inequivocamente ilícitos. Não vinham do governo, mas dos empréstimos bancários avalizados pela direção do PT ou de fornecedores das agências do lobista Marcos Valério.


Síndrome idêntica


O Dossiê Vedoin não foi fabricado pela mídia brasileira, foi fabricado pelos ‘aloprados’ (a expressão é do próprio presidente) para ser divulgado pelo semanário IstoÉ precisamente na véspera das eleições e, assim, prejudicar o então candidato ao governo paulista, José Serra. O vilão nesta história não é a imprensa brasileira como instituição, mas uma publicação cuja disponibilidade para acolher dossiês e contrabandos informativos foi determinante para articular a conspiração.


Deslizes e irresponsabilidades foram cometidos pontualmente (também registradas no caso Watergate), mas a imprensa brasileira não pode ser colocada no banco dos réus já que a denúncia, investigações e providências a respeito do ‘dossiêgate’ partiram da Polícia Federal. Jornais e jornalistas não poderiam ignorá-las. Neste caso, sim, estariam sob suspeição.


A atual onda antimídia ganha proporções de verdadeiro linchamento. Como qualquer estouro da boiada ou quebra-quebra, não aconteceu por acaso. Alguém a iniciou. A doideira grupal não pode ser atribuída ao demônio, começa a partir de uma doideira individual que rapidamente aciona os núcleos de insanidade que todos possuem em diferentes graus. Os ‘aloprados’ referidos pelo presidente Lula sofrem da mesma síndrome que ataca os militantes encapuzados da nova Ku-Klux-Klan.


Desvario político


O demente Adolf Hitler foi o intérprete e vocalizador de uma demência coletiva. A ‘banalidade do mal’ referida por Hannah Arendt só é encontrada em grupos onde vige a lei do vale-tudo. A diabolização da mídia nos palanques eleitorais não aconteceu uma vez – foi repetida, multiplicada até que aparecessem os aprendizes de feiticeiros conhecedores das técnicas para iniciar badernas, mas incapazes de evitar suas vítimas fatais.


Os empastelamentos de jornais – uma das nódoas da nossa história política – repete-se agora na Era Digital com empastelamentos virtuais e nem por isso menos violentos e covardes. A mídia precisa ser observada e criticada como todos os setores da sociedade, mas não pode ser convertida em bode expiatório. Sem uma imprensa livre de intimidações, os escândalos continuarão a ser fabricados nos desvãos da política.


O inimigo da humanidade é o fanatismo. Agora mais do que nunca. O desvario político é tão desumano quanto a intolerância religiosa. Por isso, as mãos só podem ficar limpas, como quer o presidente Lula, quando o juízo for encontrado e as cabeças voltarem ao lugar.

Todos os comentários

  1. Comentou em 21/10/2008 Olenka de Moura

    Já que vocês observam a imprensa, de forma brilhante, nada mais correto do que direcionar à vocês a minha reclamação, que sei que outros também compartilham da mesma:

    É muito desagradável, irritante e até sem propósito o que muitos repórteres fazem:
    Ficam ‘traduzindo’ a fala de alguém que está dando uma entrevista AO VIVO, e em português !!!
    Este horror faz com que nós E O REPORTER, não acompanhemos o que é dito enquanto ele fica repetindo o que já foi falado e que nós já escutamos.
    Se eles estivessem explicando algum termo específico, que o fizessem nos intervalos, mas não é isso, eles apenas repetem, mesmo, o que acabou de ser dito.
    É um fato a observar.
    Parabéns pelo nível e competência do programa.
    Um abraço.
    Olenka

  2. Comentou em 23/10/2007 Gilberto Alonso Junior

    Prezados senhores, ainda não conseguimos contratar um serviço de assessoria de imprensa, dada a mudança recente de escritório.

    Sou advogado, formado pela USP em 1993, e fui sócio-coordenador do Setor Contencioso Cível do Escritório Siqueira Castro – Advogados até este mês.

    Há pouco mais de uma semana, estou com escritório próprio (Palma e Alonso – Sociedade de Advogados), juntamente com o Prof. Antonio Palma, Presidente Emérito do CIEE e professor da FGV-SP, além de uma equipe seleta de colegas.

    Já tive uma caso meu (juiz Marcos Gozzo) tratado no site de voc~es. Agora, defendo outro juiz: o Dr. Fermino Magnani Fº.

    Aproveitamos a oportunidade, assim, para lhes comunicar, caso seja de interesse dar cobertura ao evento, que amanhã, 24.OUT.2007, às 10hs, na sala 511 do Tribunal de Justiça de São Paulo, haverá julgamento do caso do juiz de direito Fermino Magnani Filho x TV Record, no qual o juiz de direito, meu cliente, obteve êxito, em 1ª instância, numa ação indenizatória proposta contra a TV Record.

    O motivo da ação foi o fato do gerente jurídico da TV Record ter dito ao juiz ‘colocar o rabo entre as pernas’ pelo fato do juiz ter concedido uma liminar, evitando que uma criança – de nome Eleandro (conhecido pela alcunha de ‘menino-elefante’, dadas suas graves deformidades faciais) – tivesse sua imagem veiculada de forma sensacionalista no programa ‘Ratinho Livre’

  3. Comentou em 08/11/2006 Raimundo Afonso Cardoso Delgado

    Para concluir o que eu dizia no comentário anterior, meu esforço não foi de mostrar conhecimento da nossa língua, e sim expor, da forma mais clara e fundamentada possível, argumentos que mostrassem ao Dines que a manifestação de indignação de muitos internautas e de vários jornalistas com alguns setores da mídia não é fanatismo, e sim preocupação bastante relevante com os rumos do nosso país. O sr Carlos, ao se preocupar apenas com a forma, perdeu uma boa oportunidade de contribuir para o aprofundamento do tema em questão. Um dos maiores educadores do século XX, Paulo Freire, afirmava que o principal objetivo da língua é a comunicação. Meu propósito aqui é esse. Não tinha intenção de ganhar prêmio nobel de literatura. Convido, portanto, o sr Carlos a ler novamente o meu comentário, deixando a raiva de lado, agora buscando compreender
    melhor o que afirmo e quem sabe tentando responder aos vários questionamento que faço.

  4. Comentou em 06/11/2006 Marcelo del Questor

    Vou repetir o que disse no outro comentário que até agora não vi publicado, só que de forma resumida. Vale observar que o comentário foi postado às 13:30. Este posto às 22:07hs. Enfim, resumindo acho que a imprensa deveria aprender com o Presidente. Ele faz mea culpa. A imprensa também deveria. Outra coisa é a forma com que os comentaristas estão sendo tratados. Acho lamentável temos nosso discernimento está sendo subestimado. Fazer o que né. Não penso que tantas pessoas que lêem os editoriais diariamente sejam essa massa de manobra como é sugerido. Receber bem as críticas é sinal de maturidade. Usei dois termos no outro comentário que suponho ser a causa da não publicação do mesmo. Caquético e Paco. Se leram e se ofenderam sinto muito. Mas no contexto as duas palavras foram devidamente colocadas. Mas algo preciso dizer. Fica claro que esse editorial tem enereço certo. Mas será que se falar novamente o que penso terei meu comentário não publicado? Isto também me parece sintomático…

  5. Comentou em 06/11/2006 aldamir ferrere

    Causa-me estranheza a dificuldade que tem esse OI de reconhecer o comportamento pouco honesto dos grandes meios de comunicação durante a campanha eleitoral. A má vontade com o Governo Lula, seja por preconceito, seja por discrepância política, seja por interesses outros, é reconhecida por grandes jornalistas, como Marcelo Beraba, Luiz Nassif, Paulo Henrique Amorim, entre outros, que, em princípio, não teriam que ‘observar a imprensa’, ofício desse OI. São jornalistas, não são militantes petistas, como alguns rotulam, tentando desqualificar aqueles que ousam questionar a mídia. Por que a mídia e, parece-me, esse OI lida tão mal com a crítica? Não é isso que vcs defendem o direito de analisar e criticar?

  6. Comentou em 06/11/2006 Fernando A. S. Rodrigues

    Dines, não vista o uniforme de guardião do mau jornalismo, o mesmo que você tanto combateu neste observatório. Não sepulte sua biografia. Não destrua o sentido da existência do Observatório da Imprensa. Não jogue fora este legado. Ainda há termpo de resgatar a sua biografia e recuperar a sua credibilidade. Não sabemos a que tipo de pressão você está sendo submetido para manter-se refém desta postura tão contraditória com a sua história, mas ainda há tempo de você recuperar sua credibilidade. E contará com nosso apoio. Obviamente você, que não nasceu ontem, sabe que a chamada grande mídia jogou sujo nas eleições 2006 – o que, convenhamos, não é novidade na história política brasileira. Mas defender isto de maneira tão esdrúxula, Dines? Não faça isso consigo mesmo – e, por tabela, com o OI. Respeite a sua biografia. Respeite os seus leitores. Respeite a verdade. Respeite a si mesmo! Liberte-se destas amarras, ainda há tempo…

  7. Comentou em 06/11/2006 Fernando A. S. Rodrigues

    Dines, não vista o uniforme de guardião do mau jornalismo, o mesmo que você tanto combateu neste observatório. Não sepulte sua biografia. Não destrua o sentido da existência do Observatório da Imprensa. Não jogue fora este legado. Ainda há termpo de resgatar a sua biografia e recuperar a sua credibilidade. Não sabemos a que tipo de pressão você está sendo submetido para manter-se refém desta postura tão contraditória com a sua história, mas ainda há tempo de você recuperar sua credibilidade. E contará com nosso apoio. Obviamente você, que não nasceu ontem, sabe que a chamada grande mídia jogou sujo nas eleições 2006 – o que, convenhamos, não é novidade na história política brasileira. Mas defender isto de maneira tão esdrúxula, Dines? Não faça isso consigo mesmo – e, por tabela, com o OI. Respeite a sua biografia. Respeite os seus leitores. Respeite a verdade. Respeite a si mesmo! Liberte-se destas amarras, ainda há tempo…

  8. Comentou em 05/11/2006 Evandro Moraes

    Sr. Dines,
    O senhor prestaria um grande serviço à democracia se em vez de tentar desqualificar os motivos e o caráter daqueles que querem discutir os abusos da mídia, se esforçasse honestamente para avaliar se houve ou não esses abusos. Aliás, não seria essa a posição coerente de um órgão que se propõem a observar o comportamento da imprensa?

  9. Comentou em 05/11/2006 Cléverson Faria Costa

    Caro Dines:
    Em artigo de 30/10/2006, publicado no ‘Jornal de Debates’, Venício A. de Lima diz que no programa ‘Observatório da Imprensa na TV’ de 24 de outubro, você lembrou que os colunistas da grande mídia são seus porta-vozes. Eles são profissionais escolhidos para falarem pelas empresas de comunicação.
    O articulista informa que o ‘Observatório Brasileiro da Mídia’ durante o primeiro turno das eleições presidenciais, acompanhou o trabalho realizado pelos colunistas da Folha de São Paulo (4 colunistas), O Estado de São Paulo (2 colunistas), O Globo (4 colunistas), Jornal do Brasil (2 colunistas) e Correio Braziliense (2 colunistas).
    Diz o ilustre articulista que Lula foi o candidato mais citado e o que recebeu maior número de menções negativas; que somadas às menções negativas sobre a figura de Lula presidente, o número chega a ser quase quatro vezes maior que o número de menções para Geraldo Alckmin; que consideradas individualmente a posição de cada um dos 14 colunistas, somente um demonstrou equilíbrio entre as análises positivas e negativas com relação ao candidato Lula; que apenas um colunista fez mais análises positivas do que negativas.
    Concordo com o seu comentário no programa ‘Observatório da Imprensa na TV’ no sentido de que ‘os colunistas da grande mídia são seus porta-vozes’, ou seja, são profissionais escolhidos para falarem pelas empresas de comunicação.
    Considero idônea a creio que você também considera, a pesquisa realizada pelo ‘Observatório Brasileiro da Mídia’.
    Assim, considerado tudo o que até aqui foi dito e, mais que isso, a minha observação acerca do comportamento da grande mídia, considero corretas todas as críticas sobre a parcialidade da imprensa que, ao invés de informar o eleitor para que ele pudesse fazer o seu juízo de valor com relação aos candidatos portou-se como indutora da opinião pública em favor do candidato da oposição. Felizmente, o senso comum do povo brasileiro fez com que ele descartasse a opinião da imprensa na formação do seu julgamento.
    Entendo a sua irritação e me solidarizo com você contra as críticas que ultrapassem os limites da urbanidade. Em que pese o respeito que lhe tributo, discordo da defesa que você faz para demonstrar a imparciliadade da grande mídia. A sua defesa agride o senso comum.

  10. Comentou em 05/11/2006 LUIZ GUILHERME da M. L. Jorge

    Segue opinião DE UM CIDADÃO BRASILEIRO de um Membro em estouro de manada (como gostaria que fosse a nossa Imprensa Facciosa) , sobre o editorial de Sr. Clovis Rossi e Alberto Dinis.

    Assim como Sr. Clóvis Rossi eu também não perco um minuto de sono pelos ‘Besteirol’ escrito por eles (Jornalistas Facciosos) e parece que mais de 62% do povo brasileiro também não, mas, leio alguns e levo em consideração as argumentações totalmente facciosas deles e dos colunistas citados por ele mesmo , porque o que eu defendo não é a falta de crítica ou a não investigação e sim vou me repetir :

    Nós queremos LIBERDADE DE COMUNICAÇÂO e não ‘Liberdade incondicional para donos de Empresas que vendem Jornais/revistas e comerciais de televisão – COMÉRCIO’ , para através de seus ‘ paus mandados – colunistas’ falarem e escreverem o que quiserem sem nenhuma responsabilidade com a verdade e direito ao contraditório . Ditando o que é Ética ou o que não é , como se fossem os ‘Donos da Verdade e os Deuses Intocáveis’ , quando todos nós sabemos que historicamente o que menos a imprensa brasileira tem sido é Ética e com o mínimo de apreço pela verdade . Eles querem ainda tomar o lugar da JUSTIÇA condenando a todos que não rezam por sua cartilha , por antecipação e sem direito à Defesa .

    No caso de Sr. Clóvis Rossi , ele cita que os incomodados do governo militar rotulavam seus críticos (a parte do povo questionador) de Comunistas , o governo ditador fazia isto através da mesma mídia que hoje continuamos a criticar (Veja , Globo, Folha etc.. etc.. ) que hoje também rotulam a mesma parte (bem maior) do povo questionador que quer uma liberdade TOTAL de comunicaçao e não de apenas LIBERDADE INCONDICIONAL PARA DONOS DE EMPRESA-COMÉRCIO DA ‘IMPRENSA’-CABOS ELEITORAIS AUTORITÁRIOS E FACCIOSOS , eles hoje querem rotular esta parte da população de ‘Militantes Petistas’ e ‘ de Contra a Liberdade de Imprensa’ tentando fazer um Paralelo Esdrúxulo com a prática da DITADURA’ e até mesmo co Hitler , isto sim é patrulhamento .

    Sr. Clovis Rossi e Alberto Dinis (assim como os colunistas citados por eles Dora Kramer …) mostram claramente seu lado autoritário quando não aceitam e nem reflete sobre as críticas que estão sendo colocadas à esta ‘Imprensa Facciosa’ (se julgam deuses acima de qualquer coisa) e fica numa defensiva onde volta a cometer o Crime da Ditadura (citada por eles) de rotular os críticos da Imprensa Comércio de ‘Militância Petista e de Indigência Mental’ .

    Não só o povão critica hoje via internet este posicionamento da ‘Imprensinha- Redes de Magnatas’ , pequena parte da própria Imprensa questiona certos posicionamentos totalmente Facciosos .

    Está claro para nós críticos da Imprensinha Comercial e Facciosa , que não pretendemos que as críticas ao Governo cessem ou menos ainda que as investigações não existam , o que queremos é que exista a limitação (que seja prevista em LEI) clara dos poderes da Instituição ‘Imprensa’ (no nosso entendimento informar de forma isenta os fatos concretos e comprováveis) , a ela não pode ser dado o Poder de Polícia (tentando guiar os passos da Polícia Federal ditando o que e como deve e o que não deve ser investigado ) e muito menos de Justiça (querendo determinar condenações antes mesmo do poder competente julgar ) e ainda de religiosos ou Legislativo definindo o que é ética e limitando de quem a ética deve ser cobrada .

    Apesar de ser uma LUTA de David contra Golias , os internautas estão tentando fazer um Contra Ponto a esta IMPRENSA Facciosa , mas, infelizmente o tempo e a competência nos são limitados , já os profissionais Joranalistas na sua maioria estão recebendo seus salários (alguns a peso de ouro) para defender o que os Donos de Empresa Imprensa Comercial querem e eles tem todo o tempo do mundo e os meios necessários .

    Espero que outros meios de comunicação mais democráticos continuem a aparecer , mas, por algum tempo ainda será uma luta muito desigual , por isto temos que contar com a visão crítica de cada cidadão ao ler as notícias (independente da Fonte ou preferências)

    Desejo aos dois jornalistas , pelo menos que deixem a Míopia de lado e verifiquem que este Estado de Náuseas provocado pela Imprensa (maioria) nos Cidadãos quase nada tem haver com Militância do PT .

    Espero ainda que os dois COMPETENTES e INTELIGENTES Jornalistas reflitam , não para mudar de lado (parece impossível que venham a defender os interesses do povo ) , mas , para contribuir com a Melhoria e Liberdade da Comunicação e diminuir a IMPUNIDADE INCONDICIONAL dos DONOS da IMPRENSA COMÉRCIO .

  11. Comentou em 05/11/2006 Victor Tavares

    ‘Nota do OI: Prezado leitor, convém não se deixar seduzir por teorias conspiratórias. O Observatório não é um blog, embora mantenha quatro blogs no site e aceite comentários em suas matérias. Trabalhamos com o conceito de edição. Os artigos que menciona estão agrupados na rubrica ‘Jornal de Debates’. O índice geral da edição corrente pode ser visto aqui. A homepage muda todos os dias. E as edições anteriores, desde abril de 1996, estão aqui. Boa leitura.’

    Sabem o que é isso? Foi o que a democrática equipe do OI postou JUNTO com o meu comentário. Será que alguém aqui duvida que desqualificar a opinião de alguém junto com o seu comentário é, no mínimo, manipular a informação? Eu não autorizei que fosse postado nada além do que escrevi para este quadro. Não me perguntaram se eu deixaria que colocassem um comentário do OI no mesmo espaço que publiquei minhas opiniões. Se é para ser democrática, a redação deveria utilizar o mesmo espaço que utilizamos aqui para se defender. Ora, se em um lugar que se pretende observar a mídia um site reproduz fielmente o que os piores veículos de comunicação fizeram – e fazem – durante todos esses anos, qual credibilidade existe aí? E não venham me dizer que só ‘foi uma nota de explicação’ pois, meus caros, ‘convém não se deixar seduzir por teorias conspiratórias’ é muito mais do que uma mera defesa e já parte para o ataque, aliás como vem fazendo o senhor Dines. Vocês, além de trabalharem com o conceito de ‘edição’, deveriam observar o conceito de ‘opinião’. Boa reflexão.

  12. Comentou em 05/11/2006 Arlequim de Toledo T.

    Ao sr. Clerton de Castro: não generalize. Não sou petista, nem lulista muito menos alkmista ou tucano. Aliás, tucano é uma ave que voa defecando. Votei em C.Buarque no 1. turno e anulei meu voto no 2. – Mas estou revoltado contra a atuação da ‘grande(?) imprensa brasileira. Acho justíssimo que se discuta os erros do Presidente Lula, como os erros de qualquer Presidente. Mas o que aconteceu nesta eleição foi a tentativa de manipular o resultado, que só não se concretizou porque hoje temos a internet. E os ‘deuses’ da imprensa não perceberam, exceto uns poucos como PH.Amorim, Azenha, F.Martins, L.Nassif, M.Carta. Felizmente. Os Rossis, Jabours, Cantanhedes, Mainardis, M.Leitões, Dines tomaram uma lição. Se aprenderam, não sei. Parece que não. Vão continuar apanhando. Não sou gado, não sou nazista(por quê Dines trouxe isso à baila?), não sou baderneiro, minha cabeça está no lugar, em cima do pescoço, não sou covarde. Se for o caso, forneço meu endereço, identidade, local de atividade. O que não aceito é uma imprensa essa sim covarde, irresponsável(Escola Base, ouviu falar?), e que se julga intocável. Afinal, jornalistas da Veja são cidadãos como outros quaisquer. Não podem ir a PF para um depoimento? São melhores que os outros?

  13. Comentou em 05/11/2006 JOÃO RICARDO FRANCO

    Dines, o seu corporativismo passou do aceitável. Esse artigo em comento não faz o menor sentido do ponto de vista lógico. Uma análise dos itens tratados demonstra isso:
    1) Há tempos que o presidente Lula tem falado e reconhecido que dentro do PT e do governo existem casos de corrupção. Diante disso afastou ministros, demitiu assessores e tem estimulado o trabalho da PF e do Ministério Público na apuração das denuncias surgidas. Entretanto, mais que uma autocrítica, o presidente quando fala em ‘operação mãos limpas’ refere-se à necessidade de uma ação ampla no combate à corrupção. Creio que mais que os ‘escândalos petistas’ precisam ser esclarecidos o caso dos sanguessugas, inclusive a participação de Serra e Negri; as privatizações; a gestão do Sr. Byron Queiroz (testa de ferro do Tasso) no BNB durante o governo FHC etc. Uma perguntinha que seria importante ser respondida: porque quando um petista, independente da sua importância na estrutura partidária, comete um erro, esse erro é de logo atribuído ao partido e se, por outro lado, o transgressor for tucano ou pefelista, a grande mídia, que primeiramente tenda esconder (isso é que dói), quando não consegue, destaca apenas a participação individual do fulano ou do sicrano, jamais se refere à corrupção do PSDB ou do PFL?
    2) O ‘dossiê Vedoin’ pode não ter sido fabricado pela mídia, mas foi por ela manipulado, da prisão dos ‘aloprados’ a divulgação das fotos do dinheiro. Isso bem demonstrou a reportagem de Raimundo Pereira na Carta Capital. Outra coisa estranha, a mídia facciosa que lamentavelmente hoje encontra defesa na sua pena nunca se interessou pelo conteúdo do tal dossiê, porque? A título de que se deu tal omissão?
    3) A comparação das pessoas de bem que não aceitam o ‘alopramento’ da Globo, da Veja, da Folha, do Estadão etc., não apenas contra o presidente e o seu partido, mas contra as instituições democráticas e republicanas com a Ku-Klux-Klan é algo abominável. Não conheço nenhum caso de quebra-quebra; invasão de redação; seqüestro de jornalista; atentado ou qualquer coisa que o valha. Apenas protestos pacíficos de pessoas que não suportam mais tanta deturpação e descaramento em nome da sacrossanta ‘liberdade de imprensa’. Isso é mito! É ficção! E tá virando fixação também. Em nome de Cristo a Igreja já promoveu a Inquisição; as Cruzadas; o flagelo, o desterro e a incineração de pessoas. Portanto, em nome da liberdade de imprensa…
    4) Diante das diatribes da grande mídia o candidato Lula foi demasiado moderado, o seu partido também. Falar em Hitler é piada, não merece comentários.
    O senhor e sua trupe demonstram mesmo não suportarem o surgimento dos novos modos de comunicação contemporânea, do grau de importância que a internet vem assumindo, possibilitando às pessoas saírem das garras do monopólio midiático, das informações destorcidas, manipuladas e, sobretudo, das omitidas.
    Em tempo: Se o senhor fosse fervoroso defensor da imprensa livre não teria agido da forma truculenta que agiu contra o Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal. A sua liberdade, antes de tudo, é a liberdade da ‘conveniência’.
    Lamentável.

  14. Comentou em 05/11/2006 Diógenes Botelho da Costa

    Mais uma vez o Dinis tenta eximir a imprensa. Mais uma vez ele tenta justificar um crime com outro. A função da imprensa é sim revolver o lodo e a sujeira dos porões da política e dos governos. O que não dá para aceitar, é que diferentemente dos outros mortais, imprensa e jornalístas não possam ser críticados, cobrados ou acusados publicamente quando erram. Assim como os médicos , que só podem ser censurados dentro dos seus fechados ‘conselhos’, os jornalístas se pretendem defensores da verdade e imunes às críticas e as cobranças. Todos os que de alguma forma já estiveram em contato íntimo com a imprensa, sabem o quanto é promíscua a relação desta com os poderes ou com os agentes da corrupção. O Dinis, que joga com maestria com palavras, conhece muito bem essa realidade. Talves ele não tenha percebido que, assim como o povo se decepcionou com o PT e o Lula, no que tanje a honestidade, também se decepcionou com a imprensa pelo mesmo motivo. Hoje aqui de fora, olhamos a imprensa como se olha o PT: com muuuiiitaaa desconfiança. A boa notícia é que, assim como o povo deu uma nova chance ao Lula, também pode dar à imprensa, no nosso Brasil tudo acaba sendo esquecido, para o bem ou para o mal.

  15. Comentou em 05/11/2006 Dora Guerra

    Não sou petista, não sou aprendiz de feiticeiro, não sou baderneira, não sou fanática,não sou desvairada, não sou intolerante, não sou radical, não sou anti-democrática, nem sou militante encapuzada da nova Ku-Klux-Klan. Sou uma cidadã e leitora que se sentiu insultada pelo comportamento da imprensa ao longo do último ano e na cobertura das eleições.

    Por mais que tente, não consigo entender essa lógica tortuosa que permite aos jornalistas atacar, caluniar, acusar sem provas, ser parcial, linchar e, ao mesmo tempo, não admitir críticas de leitores e cidadãos de bem. Nossa opinião é tachada de ‘linchamento’, ‘desvario’, ‘ameaça à liberdade de imprensa’, ‘intimidação’. Não, não somos capazes de ter opinião própria. Estamos apenas reproduzindo sem pensar um movimento histérico iniciado por petistas ávidos por calar a imprensa, esse poder inquestionável e supremo.

    Meu Deus! Será possível que os jornalistas, esses seres que parece m achar que foram criados por Deus à sua imagem, semelhança e onipotência, não conseguem perceber o significado do momento que estamos passando? Nós, leitores, espectadores, ouvintes e internautas estamos dizendo: – chega! não subestimem nossa inteligência! Queremos respeito!

    Sr. Dines, não ignore a opinião de seus leitores. Não nos desqualifique, não nos satanize, não deturpe nosso legítimo direito de discutir e brigar por uma imprensa – para usar uma palavra da moda – ética, responsável e consequente.

    Ninguém está querendo passividade ou amordaçamento. Apenas bom senso e responsabilidade.

  16. Comentou em 05/11/2006 Ricardo Francisco

    Nessas horas é que faz falta o Conselho de Jornalismo, eu como técnico em contabilidade tenho que prestar contas pelos meus atos ao conselho de contabilidade, não vejo motivo para que jornalistas não tenham que dar satisfação por seus atos perante a sociedade, o JN mudou totalmente o enfoque do caso dossie após a eleição, qual o motivo disso? O que eram todas aquelas capas da revista Veja?Por favor a população não é idiota e sabe muito bem separar o joio do trigo, a imprensa pode e deve ser criticada e responder por seus atos como todos nós e Dines você realmente não queria que o presidente fosse comprar briga com a imprensa logo após a posse não é?

  17. Comentou em 05/11/2006 Marcos Bardes

    Dines, considerava ser este espaço uma das últimas trincheiras no combate ao mau jornalismo.
    Perdeste o juízo? Parece que sim, mas seus leitores não.
    Faça uma enquete, pergunte ao seu público se a cobertura da mídia foi isenta, correta, honesta…
    Qual será sua conclusão? Que 98% dos leitores do OI são petistas aloprados? Não, somos consumidores do que produz a mídia.
    E estamos protestando pela má qualidade desse produto.

  18. Comentou em 04/11/2006 Maria Isabel lopes da costa

    As fontes resultantes de uma investigação científica devem estar expressas no texto, que deve ser escrito na terceira pessoa, por ser um resultado de um conjunto de informações e ao se relatar a ação direta do pesquisador, estas, devem vir em suas conclusões. Estas indicações mínimas definem um texto científico de boa qualidade. Uma das orientações, neste caso, é a escolha do título e um resumo, que serão a vitrine do seu trabalho. Ora,ora, cheguei a este texto pelo seu título Mãos limpas e cabeça no lugar. Um somatório. O primeiro parágrafo me chama atenção pela quantidade de verbos diretos relacionadas a uma só pessoa e procuro as fontes, afinal quero formar minha opinião, e somente no segundo parágrafo as encontro: três importantes jornais europeus (???). Boiei, nas entrevistas que certificaram a imprensa brasileira seja pelo conjunto de admissões seja pela ausência de referências ao golpe midiático, mas vou buscá-las, afinal o mundo está a um click do mouse. La Repubblica, da Itália, El País, da Espanha e Le Figaro, da França. Busco uma frase do tipo “reconheço que há muitas pessoas com mãos sujas”, a declaração de guerra, e a referência a “bandalheira” ou alguma frase que possa ser resumida pelo adjetivo, mas não encontro. Continuo no texto conclusivo e encontro a fonte para os ditos mensalões, diariões, segundões. Roberto Jefferson. Ou: Roberto Jefferson? Encontro os autores do famoso Dossiê nos aloprados do PT para prejudicar J.Serra. Encontro, enfim, o verdadeiro culpado na publicidade do fato, a Isto é. E descubro que não precisamos de policia para investigar este caso já que em frações de horas a imprensa romântica e investigativa, que não é boi mas se auto-proclama pastor do rebanho tirou suas conclusões antes da PF. Após muitos adjetivos jogados à esquerda, a aloprada, e à direita, a encapuzada, me pergunto quem iniciou o estouro da boiada? O feiticeiro ou o aprendiz? E vem o Hitler…Vc anda lendo Agatha Chistie? A Imprensa não é o bode expiatório e nem esta intimidada, caro Dines, o que se discute aqui é ação de determinados segmentos com a Grande Emissora de TV, a revista dominical e alguns jornais. Que eles continuem com suas ações, pois há de se ter liberdade de expressão. Para todos os segmentos. E que se faça democratização dos meios de comunicação para que todos os segmentos da sociedade façam valer a sua voz. Ou alguém aqui acha que um país continental como o nosso, com vários grupos étnicos, religiosos, têm seus pensamentos representados pelo PT, PFl, PSDB, Veja, Rede Globo e Estadão. A Internet possibilitou a publicidade da opinião do leitor e telespectador e imagino que isto deva ser muito difícil de ser assimilado por profissionais que não recebiam criticas diretas, como hoje está sendo feito, e apesar deste cenário, não é democrática. Paga-se caro para se ter estas janelas abertas.
    Vejo que muitos confundem ser de esquerda e dar seu voto ao Presidente Lula com o ser petista, desqualificado pela direita durante o ano de 2005 e no passado qualificado como terrorista. O que dói nestas pessoas é a sensação de que estavam com a última pá de terra na mão para sepultar a esquerda nesta país e eis que ela revive do meio de tantos “escândalos”. Por que será? Burros, burros! Alguns experneiam. Será não estão vendo o mar de lama que permeia o PT? O PT corrupto e corruptor. O PT que ficou de braços dados com Roberto Jefferson o nosso vingador! Gostaria de lembrar que foi esta esquerda, a manada, que foi para as ruas lutar pelo voto direto neste país. E por mais que alguns não queiram acreditar foi de forma gratuita. Outro dia li um comentário após o primeiro turno de que não era possível as pessoas continuarem a defender este governo e este partido com tanta veemência. Só podiam ser pagos. Quanto ao comício do Rio de Janeiro, com a Rio Branco lotada tendo o Presidente ido nos braços do povo até o palanque porque a rua estava fechada, li pior: também 1/3 é favelado e 1/3 é funcionário público…Caro comentarista, para se dizer Petista necessita-se muito mais que um voto. Não quero imaginar que este texto quiz fazer um paralelo masi rebuscado e inteligente com o email que a jornalista diz ter recebido qualificando-a como vaca nazista, tranformado e apontado para a maioria de seus leitores que são contrários a sua opinião. Este observatório deixou de ser da mídia e passou a ser o observador, avaliador e juiz das falas do Presidente na Mídia. Encontra seus ecos. Longe, mas encontra. As falas dele, também, “l ancien petit métallo devenu l égal des grands de ce monde”, “la voix de Lula pèsera encore plus, au cours des quatre prochaines années”. Transcrito pelo Estadão: O diário francês disse que ‘de metalúrgico, Lula se igualou aos grandes do mundo’. ‘A voz de Lula pesará ainda mais ao longo dos quatro próximos anos.’ è a mesma matéria citada neste artigo. Dói, né? Uma boiada internacional! Très chic!
    http://www.lefigaro.fr/debats/20061103.FIG000000066_lula_une_chance_pour_le_bresil.html

  19. Comentou em 04/11/2006 Clovis Geyer

    Estou impressionado pela caça as bruxas…pelo patrulhamento destes leitores deste observatório, alguns cinicamente se posicionando como não petistas.
    Vamos aos fatos:
    ”Ao afirmar que o Brasil precisa de uma ‘Operação Mãos Limpas’, o presidente reeleito reconhece que há muita gente com as mãos sujas. Ao declarar guerra à corrupção e à impunidade, Lula valida a certeza de que ambas existem. Ao admitir um ‘golpe duríssimo’ com o envolvimento de petistas nos escândalos, e ao reconhecer que a reforma política não resolverá tudo, o chefe da nação confirma que a bandalheira localiza-se exatamente nesta esfera.” Aqui o observador reitera uma posição do PRÓPRIO PRESIDENTE… o que tem de errado????
    “Entre outros méritos, a entrevista do presidente a três importantes jornais europeus oferece um certificado à imprensa brasileira e não apenas pelo conjunto de admissões, mas, principalmente, porque se absteve de repetir a cantilena acusatória dos palanques contra o ‘golpismo’ da mídia.” Aqui, o presidente SE POSICIONA DE MANEIRA EXATAMENTE CONTRÁRIA AOS QUE AQUI ESCREVEM..vocês são tão fanáticos e burros que não sabem ler????
    “O ministro e presidente interino do PT, Marco Aurélio Garcia, pode ter razão quando reclama da mídia a utilização do termo ‘mensalão’ (introduzido, ao que consta, pelo ex-aliado do governo, Roberto Jefferson). Os pagamentos aos deputados não eram mensais e, em alguns casos, sequer periódicos. Mas aconteceram, foram numerosos, semelhantes e inequivocamente ilícitos. Não vinham do governo, mas dos empréstimos bancários avalizados pela direção do PT ou de fornecedores das agências do lobista Marcos Valério.” Neste momento o observador lembra que o termo “mensalão” foi batizado pelo ex-aliado do governo, Roberto Jefferson e AFIRMA que os pagamentos NÃO VINHAM DO GOVERNO, NUMA DEFESA DO PT MOR, do Lulinha paz e amor.
    “O Dossiê Vedoin não foi fabricado pela mídia brasileira, foi fabricado pelos ‘aloprados’ (a expressão é do próprio presidente)…” Isto é da boca do Lula..briguem com ele.
    “Deslizes e irresponsabilidades foram cometidos pontualmente (também registradas no caso Watergate), mas a imprensa brasileira não pode ser colocada no banco dos réus já que a denúncia, investigações e providências a respeito do ‘dossiêgate’ partiram da Polícia Federal. Jornais e jornalistas não poderiam ignorá-las. Neste caso, sim, estariam sob suspeição.” Se vocês que aqui estão escrevendo souberem o que é o Watergate, talvez entendam essa afirmação, acho que não sabem o que foi isso ou de pelo menos onde aconteceu isso…
    “A atual onda antimídia ganha proporções de verdadeiro linchamento. Como qualquer estouro da boiada ou quebra-quebra, não aconteceu por acaso. Alguém a iniciou. A doideira grupal não pode ser atribuída ao demônio, começa a partir de uma doideira individual que rapidamente aciona os núcleos de insanidade que todos possuem em diferentes graus. Os ‘aloprados’ referidos pelo presidente Lula sofrem da mesma síndrome que ataca os militantes encapuzados da nova Ku-Klux-Klan.” Se o que está acontecendo aqui não é o estouro de uma boiada, não sei de mais nada…
    “O demente Adolf Hitler foi o intérprete e vocalizador de uma demência coletiva. A ‘banalidade do mal’ referida por Hannah Arendt só é encontrada em grupos onde vige a lei do vale-tudo. A diabolização da mídia nos palanques eleitorais não aconteceu uma vez – foi repetida, multiplicada até que aparecessem os aprendizes de feiticeiros conhecedores das técnicas para iniciar badernas, mas incapazes de evitar suas vítimas fatais.” Se o que pode acontecer neste país não for uma onda ditatorial, que espero que não, que espero o racionalismo, vocês, então, pensem muito bem. Eu não pertenço a mídia estabelecida, sou um democrata livre. Um professor que quer ensinar ética aos seus alunos, ética esta que o PT está longe de ser exemplo. Mas acredito que a partir de agora serei um pertencente as elites, a direita, por mais que tenha votado na esquerda por toda uma vida. Serei taxado por ser contra um presidente, que eleito da primeira vez, riu da minha cara confessando cinicamente com os olhos inchados que fez bravata, isso eu nunca vou perdoar.
    Fiquei feliz que o Alckmin não ganhou, mas extremamente infeliz com a eleição deste infeliz que votei minha vida inteira, menos nesta última vez em que me fez anular o voto.

  20. Comentou em 04/11/2006 Augusto Mourão

    Dines,
    O seu artigo de hoje aqui no OI, intitulado ‘Mãos limpas e cabeça no lugar’, na realidade publicado ontem no Último Segundo, é quase que uma repetição do outro artigo publicado ontem neste OI com o título ‘Onda antimídia’, sobre o qual tecerei alguns comentários a seguir.
    Certamente muito preocupado com o que você rotula de onda antimídia, você abre o texto falando sobre um ‘linchamento digital’ e se utiliza de qualificativos como ‘agressivo, delirante, sumário e covarde’ para adjetivar os comentarios postados pelos leitores, seus e de outros articulistas, produto de um ‘rancor jamsi visto entre nós’.
    O segundo parágrafo do mesmo escrito, que é, como já dito, um pouco do de ontem, você coloca que a jornalista Eliana Cantanhêdo denunciou ‘a avalancha’ de e-mails ‘ofensivos e ameaçdores que atulha a caixa postal de jornalistas e de veículos’. Em seguida, não se sabe se a frase é de sua produção ou da Eliana Cantanhêde, afirma-se que: ‘As mensagens são evidentemente enviadas por militantes petistas’, mas não se sabe se fazem parte da faccão dos ‘aloprados’ mencionada pelo presidente Lula’.
    Em seguida usando o sub-título ‘A RAZÃO DO MINISTRO’, você foi muito mal educado com os leitores. Nomeia-os massa de manobra ao chama-los de ‘manada’, inocentes úteis ao denomina-los äprendizes de feiticeiros’, e linchadores ao julga-los capazes de ‘justiçamentos sumários’.
    Fiquei tão curioso com tudo o que foi dito que resolvi ler, um por um, os comentários postados, 192 no total, desde o primeiro, enviado às 9:55:16 AM ao último, postado às 5:38:19 PM. Copiei e gravei em word para melhor analisa-los e classifica-los. Vamos ao que importa, Dines. Não li um só comentário que pudesse ser considerado sequer tão agressivo quanto você ao nos chamar de covardes. Apenas 8 pessoas, 4,2%, postaram comentários de apoio a você. A esmagadora maioria de 184 leitores, 96.8%, discordou das suas posições, muitas posicionando-se abertamente contra a atuação da chamada grande mídia em diversos episódios recentes e passados.
    Talvêz, Dines, se você lêsse o que seus leitores lhe esccrevem, esse dissabor seria evitado. A sua atitude, no entanto, parece ser de teimosia muar, defendendo o indefensável. Afastando-se, cada vez mais, do público que sempre o elogiou, eu inclusive, em diversas oportunidades.
    No artigo ‘Mãos limpas e cabeça no lugar’ que, como já dito é um pouco do mesmo, você prossegue com as ofensas. Palavras como ‘demência coletiva’, novamente ‘onda antimídia’, ‘linchamento’, estouro da boiada’, ‘quebra-quebra’, ‘doideira grupal’, ‘núcleos de insanidade’ ponteiam o texto, ilustrado também por uma comparação com ‘os militantes encapuzados da Ku-Klux-Klan’.
    Quando dei início a este texto, haviam sido postado 65 comentários. Vou lê-los, ja que você não os lê e tecer sobre eles comentários como os de hoje.
    Saudações.
    Augusto Mourão

    PS: Os departamentos comerciais dos jornalões e revistas estão preocupados com o nível de cancelamentos de assinaturas. É bom ficarmos de olho nos dados IVC – Instituto Verificador de Circulação e do IBOPE.

  21. Comentou em 04/11/2006 Fábio Carvalho

    Pagar quantias milionárias por documentos de bandidos é coisa de petista aloprado. O crime é a origem ilícita do dinheiro, não a negociação do dossiê em si. A conduta da Isto É é marrom, mas não está tipificada no Código Penal. Jornalista que rouba documentos pode até denunciar ofensas recebidas, mas não deixa de ser ladrão (ou ladra, se mulher). Roubar é crime: o autor pode ser petista ou jornalista.

  22. Comentou em 04/11/2006 Victor Moretto

    ‘Não serão publicados comentários com xingamentos e ofensas ou que incitem intolerância ou crime.’ Essa é a frase que indica as regras de postagem neste site. Se fosse realmente democrático, as palavras de ofensa partidas do sr. Alberto Dines deveriam estar submetidas às mesmas leis do OI.

  23. Comentou em 04/11/2006 Lica Cintra

    O fato do PT ter cometido atos ilícitos não tem nada a ver com a crítica que a mídia brasileira segue merecendo pelo desequilíbrio na cobertura do processo eleitoral. Crítica que também merece por tentar transformar o interrogatório de 3 jornalistas de uma revista em atentado à liberdade de expressão, escalada autoritária, e outras sandices dessa natureza. Não existe nehuma onda antimídia, o que existe é uma saudável postura de crítica à mídia que cresce e se espalha pela rede… é bom os jornalistas acostumarem-se, os leitores estão cada vez mais críticos, exigentes e interativos e que continuem assim.

  24. Comentou em 04/11/2006 Mauricio Fernandes

    Sr. Dines. Acho melhor o senhor colocar o rabinho entre as pernas e sair de fininho. Ficar quietinho em um canto revendo suas posições e ações. Quando o ódio ao PT e ao Presidente Lula passar, o senhor talvez terá condições de escrever algum texto que possa ser levado a sério. Por enquanto, qualquer coisa que o Sr. escreva é puro revanchismo. E não pense que quem está postando esta mensagem é mais um ‘aloprado’, ‘ignorante’, etc, etc, do PT. Isso não cola mais.

  25. Comentou em 04/11/2006 Mauricio Fernandes

    Sr. Dines. Acho melhor o senhor colocar o rabinho entre as pernas e sair de fininho. Ficar quietinho em um canto revendo suas posições e ações. Quando o ódio ao PT e ao Presidente Lula passar, o senhor talvez terá condições de escrever algum texto que possa ser levado a sério. Por enquanto, qualquer coisa que o Sr. escreva é puro revanchismo. E não pense que quem está postando esta mensagem é mais um ‘aloprado’, ‘ignorante’, etc, etc, do PT. Isso não cola mais.

  26. Comentou em 04/11/2006 Clovis Sena

    E o que dizer entao de George W. Bush, que entao presidente da maior ‘democracia’ do mundo acaba de aprovar uma lei autorizando o uso desenfreado de tortura contra os ‘supostos’ terroristas que agora podem ser presos e torturados ao bel prazer dos republicanos…

    Ou seja, quaquer pessoa ou grupo que se opuser ao Bush ele chama de terrorista e a? entoa estã liberado a tortura e o pau de arara.

    A ‘banalidade do mal’ esta agora mesmo acontecendo com a america. E a midia cretina e medrosa cala-se mais uma vez. Ou estou errado?

  27. Comentou em 04/11/2006 Flavia Sá

    Sr. Alberto Dines, em vários episódios de nossa história em que o PT estimulou o descumprimento de leis, prejudicou os interesses do país de caso pensado, colocando-se contra reformas importantes que seriam realizadas por seus adversários políticos, em nome de seus próprios interesses petistas, vocês do Observatório apoiaram esse político, de poder, o PT, porque o identificavam como o único partido que vocalizava os interesses da nação, o que era rigorosamente o contrário, visto que o PT se colocou diversas vezes contra os interesses da nação em favor de seus próprios interesses de poder.

    Esse discurso dos senhores, sempre pró-PT, massificou-se, hoje serve de apoio a uma militância que ignora por completo os fatos que marcaram nossa história, acham que Delfim Netto sempre foi um dos ideários das esquerdas, que o PSDB é um partido que deu apoio a ditadura militar, além de outras mentiras produzidas por panfletaria da pior qualidade que prolifera no mercado jornalístico e na internet, onde se passam a esse público dados equivocados como o de que a Telefonica de Espanha é uma estatal européia que comprou nossas estatais, enfim, disseminam tantos erros e se alienam cada vez mais da informação embasada, de pesquisas sérias, porque convencidos de que a imprensa é uma ‘instituição burguesa’, o que para eles atesta a credibilidade dos piores panfletos que circulam na praça promovendo estas (citadas) inverdades, entre outras…

    Enfim, parabéns pela irresponsabilidade da mídia que criou o ambiente para que um grupo tão autoritário que promove tamanha desinformação se tornasse um poder tão hegemônico, com tamanho domínio sobre a opinião pública, que cada vez mais rejeita de maneira alienada a informação qualificada, em nome de informação altamente partidarizada, que peca não apenas por um viés ideológico assumito, mas por promover informações tão completamente fora da realidade…

    A ignorância petista que hoje domina todos os espaços é cria de vocês! Agora que pariram Matheus que o embalem… Façam bom proveito e que Deus nos ajude!

  28. Comentou em 04/11/2006 Marcelo Seráfico

    Sr. Dines, seu desrespeito com os leitores, eleitores e cidadãos ultrapassou todos os limites. Paro de comentar suas observações para não tomar o mesmo rumo que o senhor, do destempero, das adjetivações e xingamentos. Os brasileiros, petistas ou não, comprometidos com a democracia terão ainda uma longa luta para vencer o autoritarismo, que não é só de governos e se encarna, também, em personalidades que pareciam insuspeitas.

  29. Comentou em 04/11/2006 Nilda sc alser

    Caro Dines

    Em momento algum ouvir dizer que a midia inventou os escandalos, o que se questiona é como a midia direcionou e distorceu determinados fatos.
    Vamos pegar um exemplo simples que tenho certeza nao é de dificil compreensao. O caso dossie. Pegar alguem com dinheiro nao é crime.
    Quando foram pegos, nao estavam comprando nada e ninguem,.. O tal dossie ja estava na maos da policia. A policia tem que se desdobrar para provar que este dinheiro é ilicito, caso contrario nao há crime. Nao precisa ser advogado para saber de pequenas coisas, os jornalistas nao tivessem interesse em aprofundar ou explicar para a populaçao os fato, mas sim detonar com o Presidente. Sao inconsequentes, a imprensa nao tem que intimidar ninguem, tem que investigar e mostrar os fatos. Voces querem intimidar mas nao aceitam serem intimidados (caso VEJA). A midia nao esta acima da LEI, voce vem com os mesmo argumento de FHC sobre Adolf Hitler.
    Só falta voce dizer que o presidente Luis Inacio da Silva seja igual a esse homem. Voces jornalista sao verdadeiro ditadores e quem nao concorda é linchado em praça publica sem direito a defesa.
    Voces gostam muito dessa palavra linchamento, porque sabem como fazer. Penso que esse assunto de pobres coitados só esta alertando a sociedade que a midia é feita de pessoas que erram e acertam. Infelizmente, a midia, nao aceita os erram e jogam a culpa no colo de qualquer um se pegar, pegou.

  30. Comentou em 04/11/2006 Rodrigo Anderson Nascimento Lucheta

    Petista, fanático, demente, pertencente à manada, manipulado por alguém que me incitou, etc. Tudo isso por constatar que a mídia age em bloco em favor de um projeto político em detrimento de outro. Por perceber (com facilidade) que a grande imprensa, essa sim, deflagrou na última eleição esse clima de guerra; que atribui a todos os simpatizantes de um partido político a pecha de ignorantes, atrasados, amorais. Posso não ser um esgrimista vernacular do calibre do Sr. Dines. Mas eu, como muitos outros (talvez 58 milhões), vejo um Brasil que não é retratado nos jornais. Pintam-nos algo que para nós é bem diferente do real. Aí poder-se-ia contra-argumentar (tal e qual me parece ser a posição do Sr. Dines): ‘vocês não são habilitados a fazer a interpretação da realidade’. E então? Não estaríamos aí em uma ditadura?
    Os grandes meios de comunicação têm todo o direito de direcionarem suas lentes para onde bem entenderem. Mas não é admissível, num país que se pretende democrático, termos milhões de pessoas sentindo-se manipuladas, insultadas e enganadas diariamente.

  31. Comentou em 16/11/2004 Luiz Fernando Stockler

    ${TXT}

x

Indique a um amigo

Este é um espaço para você indicar conteúdo do site aos seus amigos.

O Campos com * são obrigatórios.

Seus dados

Dados do amigo (1)

Dados do amigo (2)

Mensagem