Terça-feira, 25 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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JORNAL DE DEBATES > MÍDIA & RELIGIÃO

Memória curta, formação limitada

Por Paulo Bento Bandarra em 18/03/2008 na edição 477

‘Aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo’ (citação batida, mas muito atual, de George Santayana, A vida da razão – 1905, volume I, capítulo XII)

O jornalista Alberto Dines, em 11/3/2008, no texto ‘A imprensa no embate entre humanismo e religião‘, estimulou a discussão sempre premente, sempre presente cada vez mais hoje em dia. Visto o ataque que se faz contra a ciência de forma irracional, pelos criacionistas e seus simpatizantes, que confundem coisa pública com suas propriedades (‘Brincadeira tem hora e lugar‘), seja pela tentativa de proibir as pesquisas sobre a violência dentro da universidade, em Porto Alegre, propostas por pesquisadoras da PUC e da URGS (‘A verdade definitiva‘). E esta abordada por Dines oportunamente no OI. Quando perdido no embate democrático ocorrido dentro do legislativo e no convencimento do presidente em vetar a liberdade científica, religiosos recorrem ao STF com argumentos de suas crenças particulares, numa conduta arrivista milenar, contrariando a opinião pública, que, como ocorreria no caso do aborto e da pena de morte, não aceitaria as vozes das urnas.

Mas não vou fazer precisamente uma defesa do conjunto das células inviáveis, ou de material reprodutivo de ambos os sexos colocado fora todos os dias aos bilhões. Coisa que a Igreja de Pedro, o pescador, condenava desde o princípio, ao pregar a sexualidade moral permitida apenas com fins reprodutivos, coisa que a igreja não modificou nestes dois mil anos, proibindo os métodos anticoncepcionais seguros. Vou ponderar um pouco sobre os argumentos que as pessoas que combatem as pesquisas destes e outros tipos usam nos comentários do artigo referido.

A roda da liberdade

Um primeiro momento é o de que o estado laico é um estado ateu. Realmente o é, na medida em que nenhum deus ou deuses, ou as pessoas que não tenham deuses, como os budistas, sejam respeitados no seu espaço! Todos somos ateus relativos. Teísta, diz o Houaiss, é a ‘doutrina comum a religiões monoteístas e sistemas filosóficos freqüentemente inclinados ao fideísmo (doutrina teológica que, desprezando a razão, preconiza a existência de verdades absolutas fundamentadas na alegada revelação e na fé), caracterizada por afirmar a existência de um único Deus, de caráter pessoal e transcendente, soberano do universo e em intercâmbio com a criatura humana’. Todo mundo é ateu em relação a pelo menos outros deuses, seja ele o Bezerro de Ouro, YHWH, o Deus vivo, Shiva, Vishnu ou Zeus (milhares deles). Apesar da certeza do crédulo no seu, que só acreditar não lhe basta, mas quer impor aos outros, a fonte primária da intolerância, o seu como verdade. Na sua visão, um estado justo é aquele que privilegia o seu deus.

Importante que a idéia prática do estado laico tenha sido colocada em marcha na fundação do Estado norte-americano. O interessante é que ele foi fundado por puritanos, cristãos mais fundamentalistas, que estavam entre os primeiros colonizadores dos futuros Estados Unidos, fugindo para a Nova Inglaterra a partir de 1620. Sua motivação para emigrar era a intolerância religiosa, que já banira os judeus na Espanha e Portugal, numa nova diáspora, na criação à força dos ‘cristãos novos’, que originaria a sanha da inquisição para desvendar os que não tinham se convertido de verdade, que se embatia em atacar posteriormente os protestantes nas guerras religiosas.

Aqui tivemos o mesmo fenômeno que não é bem relatado na escola: as verdadeiras razões para as invasões francesas no Rio de Janeiro. Entre 1555 ao 1567, huguenotes (cristãos) franceses, sob a liderança do vice-almirante Nicolas Durand de Villegagnon, iniciaram aquilo que seria a futura colônia da França Antártica. Tentaram invadir o Brasil através da Guanabara (Rio de Janeiro), para criar uma terra em que pudessem ter liberdade de crença, mas foram expulsos pelos nativos e por portugueses. Mas em Paris, na França, em 24 de agosto de 1572, ocorreu o massacre desses protestantes que levaria à morte cerca de 30 mil franceses (imagine o que representa este número na Paris medieval). O episódio ficou conhecido como a Noite de São Bartolomeu porque teve início na madrugada do dia em que os católicos ‘comemoravam’ a festa do santo. Entre 1612 e 1615, tentaram novamente emigrar para São Luís, no Maranhão. Finalmente, os anseios de liberdade explodiram na revolução francesa contra mil e oitocentos anos de opressão do catolicismo no mundo. Aquilo que se chama na história a Idade das Trevas nada mais foi do que esta relação de dominância religiosa. Finalmente, após estes eventos, a roda da liberdade começa novamente a ter liberdade para girar.

Servindo a Cristo

Vou me socorrer da informação colocada pelo jornalista Fábio Carvalho na discussão do tema. Um estudante universitário colocou o suposto testemunho de uma pesquisadora PhD de extenso currículo para mostrar os argumentos das discussões religiosas como se fossem realmente científicos, trazida por uma pessoa de insuspeita opinião.

‘Veja quem é a dra. Alice Ferreira. Ela é PhD, o texto poderia estar em qualquer lugar, só que é difícil estar na mídia ‘neutra’, como o Observatório da Imprensa. Veja quem é a da. Alice Ferreira, professora dra. da Universidade Federal de São Paulo, Unifesp, formada em Medicina pela Escola Paulista de Medicina, doutora em Biologia Molecular pela Escola Paulista de Medicina. Pós-Doutorado na ‘Research Division of Cleveland Clinic Foundation, Cleveland, Ohio, Estados Unidos’, livre-docente em Biofísica pela Universidade Federal de São Paulo (só o currículo Lattes dela é maior que o seu TCC universitário).’

‘Caro médico Paulo Bandarra, não podemos menosprezar alguém que é PhD, é tão difícil chegar numa universidade hoje no Brasil, nem escola temos direito, imagine PhD, vamos tratar com respeito a dra. Alice Ferreira, porque você não baseia sua defesa em cima dos estudos ‘’puramente científicos’ da dra. Alice. Não fique citando religião, vamos nos concentrar entre ciência x mercado econômico x ética moral. Deixe a Igreja Católica de lado, ela apenas é uma instituição obscura’.

‘Vi o link de Alice Ferreira – que é muito bom. Vamos dar os devidos créditos, conforme li na tela. Para citar este artigo: FERREIRA, Alice Texeira. Apostolado Veritatis Splendor: Protesto da dra. Alice Teixeira. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/4899. Desde 13/3/2008.’ Naveguei pelo Veritatis Splendor e fui até ao ‘quem somos’. Reproduzo trechos desse ícone. ‘Nosso Apostolado têm origem na fusão de diversos outros Apostolados católicos que, na internet , vinham trabalhando na defesa da Fé Católica e na divulgação do Evangelho que o Senhor confiou aos cuidados da Santa Igreja Católica. Assim, juntos, podemos oferecer um trabalho de melhor qualidade ao público, servindo a Cristo com mais eficiência e disponibilidade de tempo. (…) Constituímos, hoje, um dos maiores sites católicos em língua portuguesa do mundo e recebemos mais de duas mil visitas por dia. Desejamos sob a graça de Deus, assim prosseguir.’ Jornalista Fábio Carvalho.

Milhares de vidas

‘Em entrevista, Alice Ferreira discorre sobre a defesa de seus pontos de vista. ‘A maior dificuldade está na mídia e meios de comunicação que tentam ridicularizar a posição em defesa da vida atacando religiosos, as organizações católicas como Opus Dei e Caritas, alegando que a nossa sociedade é laica.’ [Pergunta] Por que o movimento anti-vida no país recebe tanto apoio financeiro, espaço na mídia etc.? Como superar esta situação? [Resposta] ‘Numa sociedade materialista em que os valores morais desapareceram, tem-se a desvalorização da família, intensificou o utilitarismo, vive-se na ditadura do neoliberalismo. Temos de usar todos os meios, todos os canais que nos abrem para informar nosso povo, alertá-los das mentiras. Convencer o nosso povo de que estão sendo enganados, roubados ao se pegar nosso dinheiro e dá-lo às indústrias farmacêuticas para anticoncepcionais, camisinhas, pílula do dia seguinte.’ O link está aqui. É um site católico.’ Jornalista Fábio Carvalho

Vemos no discurso supostamente neutro da dra. apontada como científica coisas importantíssimas de lembrar. Primeiro, a questão de embriões congelados não é vida humana, mas celular. Portanto não existe um movimento anti-vida. Existe um movimento irracional querendo dar cidadania para coisas inviáveis. Ninguém está impedindo que católicas pelo direito de proibir vão a estas clinicas públicas e privadas e implantem em si alguns destes embriões, ou todos. Na verdade elas defendem, em nome subjetivo do que acham o que é família, obrigar os outros a fazê-lo. Não creio que se possam aceitar as clínicas de fertilidade como órgãos públicos e privados dedicados à luta contra a família no momento em que elas apóiam os desejos de casais com diversos problemas reprodutivos, lançam mão de todos os métodos terapêuticos para que este projeto de família, pelos desígnios de Deus, impossibilitadas de ter filhos (formar uma verdadeira família), sejam contra a vida. Então, evidentemente, contra a Igreja Católica, estas clínicas criam milhares de vidas todos os anos que não existiriam se dependesse do desejo dos católicos pelo direito de proibir.

A conquista do PhD

Mas defender a liberdade das pessoas não casarem, não terem filhos, ou fazerem recentemente produção independente não é uma luta do ateísmo, mas uma luta iluminista pela liberdade civil. Ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer aquilo que a lei não obriga. Como, por exemplo, obrigarem católicas insatisfeitas a se divorciarem, usarem anticoncepcionais, trabalharem fora, fazer universidade ou abortarem fetos anencéfalos e fazer transfusão de sangue. Nem obrigar padres e freiras a casar e constituírem família e filhos cumprindo os desígnios de Deus ou se atribuindo no Estado laico a pecha de pecadores ou indesejáveis contra a obra de Dele para estes religiosos que não casam. São todas opções livres para quem assim o desejar.

O argumento de que era um ataque contra a família constituída pelo Gênesis, de que a mulher era apenas um subproduto para uso do homem tirado da sua costela (explicação científica) para seu usufruto como as coisas da natureza criadas para ele reinar, serviu de argumento por cinco mil anos e até hoje é usado como argumento religioso para manter a mulher submissa aos homens, está invertido. Sua função não era sair do lar para estudar, trabalhar menos ainda, e se divorciar de um celerado, um atentado contra a família, os bons costumes e a moral cristã. Assim, causa admiração que uma mulher que deseja impor a sua moral nas outras em defesa da família não se lembre que está fazendo a sua vida universitária porque o Estado é laico, e proibir mulheres de estudar, como ocorre em alguns países islâmicos até hoje, era uma imposição religiosa de defesa da vida e da moral certa. Há cinqüenta anos atrás, mulheres médicas eram poucas, e no início do século 20, raridade. As mulheres tinham apenas duas funções. Servir, ou servir. Uma para cuidar da casa do chefe, outra para cuidar dos prazeres da cama do homem. Funções excludentes que eram definidas só uma vez na vida, condenando o destino definitivamente. Pela moral católica, o prazer feminino era pecado, as filhas eram presas em casa, expulsas, se grávidas, ou com o filho, fruto do pecado, nos braços; ou, os mais ciosos, levavam as filhas para longe para abortarem e para a comunidade não tomar conhecimento da vergonha que a família passava. Não ateus, que não seguiam a falsa ética, mas crentes e zelosos da fé e da moral cristã. Mulheres que haviam se perdido, não serviam para formar uma família e eram excluídas do convívio para preservar os bons costumes. Em defesa destes comportamentos a serem preservados, fazia parte lavar a honra à bala, matando a mulher impunemente, ou colocá-la porta afora sem direito algum. A dra. não deve a conquista do seu PhD ao catolicismo, mas as mulheres levaram milênios para ser permitido chegar lá devido a ele.

Embriões nas lixeiras

Como no Lobo da Estepe, de Herman Hesse, o oprimido de ontem é o opressor de hoje, quando atinge o topo do poder. A questão primordial não é que o Estado laico seja ateu, mas o que incomoda o catolicismo, e o cristianismo de modo geral, é que ele não é cristão, da maioria que, aqui, gostaria de impor a sua moral a todos. Ao contrário do que ela defende onde é minoria – por exemplo, na Indonésia ou em Darfur –, o direito dos católicos que não possuem direito de simplesmente existirem. ‘Infiel: Em Nova York, alguém que não acredita na religião cristã; em Constantinopla, alguém que acredita’ (Ambrose Bierce). Onde a moral diversa, no ano passado, foi justificativa de adeptos da maioria de lá, de massacrar o açougueiro que matara um porco e dos cristãos que o compravam. Lá, é atitude antiética a maioria impor a sua moral e crença para cristãos obedecerem; aqui é um direito perseguido pelos sabedores dos pecados alheios a imporem. O neoliberalismo, o lucro pecaminoso, os anticoncepcionais, onde gastar seus próprios dinheiros, as pesquisas científicas, a vida dos outros que consideram imorais.

Outro fato proeminente é que os católicos e cristãos atuais acham que seus crimes são irrelevantes: as perseguições aos cristãos divergentes, a validação da escravidão e da servidão humana, a dezena de cruzadas, a inquisição, a queima de pessoas e que lembrá-los é ofensivo. Apenas os males que alegam terem sofrido, provocado pela sua própria intolerância onde se instalavam, é que são relevantes. Porque é inacreditável crer que pessoas perderiam tempo perseguindo uma minoria de pessoas por serem inofensivas, altruístas, humildes e pacíficas.

Portanto, o Estado laico é o Estado de todos os deuses e de nenhum em particular. Nem a maioria nem a minoria deve impor aos outros cidadãos obrigações advindas de suas crenças para estabelecer aos outros comportamentos e morais derivados delas. Muito menos para o campo da ciência ser limitado.

‘Eles vieram com uma Bíblia e sua religião – roubaram nossa terra, esmagaram nosso espírito… e agora nos dizem que devemos ser agradecidos ao ‘Senhor’ por sermos salvos’ (chefe Pontiac, indígena norte-americano). Não será agora a luta para se apropriarem dos embriões nas lixeiras que os redimirá ante o seu Deus.

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Médico, Porto Alegre, RS

Todos os comentários

  1. Comentou em 24/03/2008 Paulo Bandarra

    ‘O dia 10 de maio de 1933 marcou o auge da perseguição dos nazistas aos intelectuais, principalmente aos escritores. Em toda a Alemanha, principalmente nas cidades universitárias, montanhas de livros ou suas cinzas se acumulavam nas praças. Hitler e seus comparsas pretendiam uma ‘limpeza’ da literatura.

    Tudo o que fosse crítico ou desviasse dos padrões impostos pelo regime nazista foi destruído. Centenas de milhares de livros foram queimados no auge de uma campanha iniciada pelo diretório nacional de estudantes.

    Albert Einstein, Stefan Zweig, Heinrich e Thomas Mann, Sigmund Freud, Erich Kästner, Erich Maria Remarque e Ricarda Huch foram algumas das proeminências literárias alemãs perseguidas na época.

    O poeta nazista Hanns Johst foi um dos que justificou a queima, logo depois da ascensão do nazismo ao poder, com a ‘necessidade de purificação radical da literatura alemã de elementos estranhos que possam alienar a cultura alemã’. ‘O Auto de Fé de Barcelona foi a queima, em praça pública, em Barcelona, Espanha, de 300 volumes de obras espíritas, que Kardec remetera ao livreiro Maurício Lachâtre, em 09 de outubro de 1861, às 10:30 horas’ Nesta época, após Napoleão, era impossível Igreja queimar os autores como fizera por séculos anteriores a Revolução Francesa!

  2. Comentou em 24/03/2008 CELIO LEVYMAN

    Como sempre,há muito a comentar e aprender nos textos do Bandarra.Contudo,dado o espaço,vou ficar só em um:títulos universitários.Nos tempos de antanho,após se graduar na universidade,automáticamente era concedido o título de ‘Doutor em…’ a alguém.Isso caiu por terra,mas permanece o título entre aspas:nada há que obrigue,mas médicos são chamados de ‘Doutor’ até como sinônimo em qualquer parte do mundo,os ‘Docs’ americanos-lá,o diploma de graduação ou bacharelado em medicina confere o título de ‘Medical Doctor’,o M.D.No Reino Unido,não;é Mister mesmo,a não ser o resquício de alguém querer chamar o médico de dr. ou se o mesmo obtiver o grau acadêmico.Na antiga URSS,por vários anos eliminou-se a graduação universitária,e quando voltou,para chegar a doutor,não é nada fácil,até hoje.E o Vaticano,que escolhe quem merece o ainda mais difícil título de ‘Doutor da Igreja’ ?Importamos modelos europeus,e tivemos,até práticamente a década de 1970,a defesa de uma tese perante uma banca,e mais nada,para obtenção do título de doutor (o doutoramento),e a livre-docência:essa foi razoávelmente popular na Europa na primeira metade do século,a venia docendi,e consistia de um concurso de títulos e provas para que alguém mostrasse ser apto a ser professor em dada instituição que não tinha vagas em seu corpo docente vitalício.Exemplo clássico;Einstein queria ser professor do Instituto Tecnológico

  3. Comentou em 23/03/2008 Felipe Faria

    Os totalitarismos do século 20 se engajaram no culto à ciência e, paralelamente, nos projetos de abolição ou estatização da religião. Na URSS, a psiquiatria oficial definiu como distúrbio paranóico as idéias de luta pela verdade e pela justiça e os dissidentes foram internados em hospitais para doentes mentais.

    Na Alemanha, o teísta Hitler deflagrou o empreendimento eugênico de fabricação da raça pura. As sociedades democráticas separam a política da religião, mas não convertem a ciência num imperativo absoluto, incorporam ao debate público os valores de ordem ética e refletem sobre o sentido moral dos princípios religiosos.

    A tentação da eugenia se esconde atrás da manipulação de células embrionárias e, por isso, há um nítido interesse público na regulamentação dessa esfera da atividade médico-científica.

    A crítica ética ao aborto não é uma manifestação medieval de “homens conservadores que prescrevem como a sociedade deve controlar o corpo das mulheres”, na frase do ministro-militante, mas um componente da indagação existencial dos seres humanos. Temporão parece incapaz de entender isso – que, no entanto, é claro não apenas para religiosos, mas também para agnósticos. Demetrio magnoli……http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=54983

  4. Comentou em 18/03/2008 Maria Cataria Lima

    Que texto mais confuso!
    Não entendi nadica de nada!

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