Segunda-feira, 18 de Junho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº991
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JORNAL DE DEBATES > MATA! ESFOLA! – 3

Notas de um linchado

Por Alberto Dines em 07/11/2006 na edição 406

É pérfida e falaciosa a acusação de que este observador é um defensor da mídia. Contraria a sua história profissional, os castigos que sofreu e ainda sofre por parte da mídia (nela compreendida alguns senhores de engenho e respectivos capatazes).

A calúnia contraria a história deste Observatório da Imprensa, criado em 1996 justamente para discutir a mídia e que desde então jamais deixou de fazê-lo – convertendo-se num paradigma, instituição ímpar na América Latina [ver "Um panorama da observação crítica da mídia"].

Este observador não defende a mídia. Defende a Imprensa, defende o Jornalismo. Defende a consciência e a integridade profissional como recursos contra a preguiça de ser e de pensar. Este observador defende a imperiosa necessidade da diversidade. Este observador está comprometido com o pluralismo. Por isso, combate os linchamentos midiáticos sejam eles perpetrados pelo patronato, por governos, partidos, lobbies e respectivos asseclas.

Este observador não tem medo de enfrentar o tribalismo, o canibalismo e a antropofagia por mais entranhados que estejam nos hábitos e costumes. Este observador jamais se intimidou perante os poderosos e os fariseus, por isso não vai se intimidar diante da multidão de desavisados que necessitam de palavras de ordem para a sua pobre gangorra existencial: viver e bater, afirmar-se e malhar, existir e destruir, de preferência aquele que ousa diferenciar-se.

Habilidade política

Como todos os produtos fabricados nas usinas de falsificação da verdade – encarnadas modernamente por Joseph Goebbels, Josef Stalin e no passado pela Inquisição – a balela de que este observador é um "defensor da mídia" é uma deturpação grosseira, bárbara e criminosa de tudo o que escreveu neste Observatório da Imprensa ao longo de uma década.

A intransigente defesa do candidato Lula em 1998 contra os dossiês que colocavam em dúvida a lisura da compra do seu apartamento não foi casual [ver "Baixaria eleitoral: mídia cabocla sofre do Complexo Lewinsky" e "Cobertura eleitoral lembra Farra da Copa" (rolar a página)]. Naquela altura, o abjeto denuncismo marrom já tinha endereço, estilo, nome. Naquele complô o "jornalismo fiteiro" já estava plenamente instalado nos porões do nosso jornalismo investigativo. O comportamento deste Observatório não poderia ser diferente: embora plural e diversificado, ele tem memória e tem coerência – não pode fugir dos compromissos que nortearam a sua criação e garantiram a sua sobrevivência.

No lugar da etiquetagem simplista e dos estigmas raivosos, sugere-se um exame dos textos deste observador desde o dia seguinte à eleição de Lula em 2002 [ver as edições nº 195 e nº 196; para a demais, clique em Edições Anteriores]. Naquelas eleições, a imprensa comportou-se geralmente com correção porque sentia-se observada – observada pela sociedade, observada por aqueles que avaliam a imprensa sem vieses e maneirismos ideológicos [ver "Apesar dos avanços, velhos cochilos", "As mudanças também passam pela mídia" e "Censura em gotas disfarça e agrada"].

O mesmo aconteceria em 2006 não fosse a desastrada estratégia de levar a mídia para os palanques e criminalizá-la preventivamente como forma de mantê-la na defensiva, esquecida do Waldomirogate, do Valeriogate e demais gates.

Em condições normais, a estratégia de defender-se atacando seria legítima, mesmo adotada por um candidato do governo. Acontece que o candidato do governo, no caso, era também o presidente da República – e em sua boca um corriqueiro exercício de media criticism soa inevitavelmente como ameaça. Isso não poderia deixar de ser observado e registrado. Até para persuadir eventuais "aloprados" a abrir mão dos "resíduos de autoritarismo" (palavras usadas pelo presidente Lula e pelo ministro Tarso Genro).

O Dossiê Vedoin, orquestrado para explodir pouco antes do primeiro turno e evitar o segundo, não foi um tiro no pé. Foi um tiro no peito. Só não foi fatal porque Deus é brasileiro e o candidato-presidente tem PhD em habilidade política.

A imprensa não poderia deixar de consignar o volumoso noticiário relacionado com as providências policiais relativas ao inédito episódio. Estaria prevaricando se o enrustisse ou engavetasse. Os colaboradores e leitores do Observatório da Imprensa não perdoariam eventual complacência e omissão. Seríamos chamados imediatamente de "jornalistas chapa-branca".

Complicado demais

É evidente que o noticiário sobre o Dossiê Vedoin foi negativo para o candidato do governo. Não poderia ser diferente. Mas, ao contabilizar dados sobre matérias favoráveis ou desfavoráveis aos candidatos, os observatórios especializados em avaliações quantitativas do desempenho da mídia deveriam estar atentos às diferentes naturezas do material observado: a cobertura sobre a campanha e as posições de um candidato deveria estar separada da cobertura relativa a um episódio paralelo (e pelo qual o candidato não tem culpa formada). Colocar tudo no mesmo saco numerológico é uma forma científica de distorcer resultados, comprovar uma conspiração da mídia e passar ao largo da verdade.

Quem defendeu os trambiques da mídia no caso Vedoin não foi este observador, mas os que agora tentam linchá-lo. Se existe um veículo jornalístico efetivamente incriminado no episódio, este veículo chama-se IstoÉ. Sua disponibilidade para acolher e divulgar trapaças foi determinante para que os fraudadores se animassem a publicá-las. A grande mídia poupou o semanário, já a mídia engajada ostensivamente ignorou a sua cumplicidade no ilícito. Num caso tratou-se de solidariedade corporativa e, no outro, de solidariedade consangüínea.

Este observador tem sido o único a perseverar na reclamação contra o sigilo que a mídia oferece aos produtores de fitas & dossiês clandestinos. A proteção do anonimato só estimula a arapongagem e as conspirações. Uma coisa é proteger a fonte de uma investigação jornalística autêntica, outra é encobrir um contrabando informativo produzido por interesses não-jornalísticos.

Coerente com o princípio, este observador foi o primeiro a reclamar contra a omissão do nome do delegado Edmilson Bruno como origem das fotos da dinheirama apreendida pela PF para pagar pelo Dossiê Vedoin. As fotos apareceram nos telejornais na noite de sexta-feria (29/9) e nos jornais da manhã seguinte (30/9). No domingo, 1/10, este observador registrava a sua opinião de forma contundente e reprovava a omissão do nome do responsável pela distribuição das fotos [ver "Cinco questões-chave sobre as fotos do dinheiro"].

Sim, esta reprovação pode ser entendida como uma "defesa da mídia". Mas reflexões como essas são complicadas demais para serem processadas pela mente inflamada de um linchador.

Todos os comentários

  1. Comentou em 10/09/2009 Jorge Panazio

    Momento deplorável do OI a presença e bajulação da Helena Landau pelo insigne Alberto Dines. Essa senhora ainda será réu, ao lado de FHC, Mendonça de Barros e inúmeros outros, de um tribunal de lesa-pátria, pela corrupta, pluralmente falando, privatização do Sistema TELEBRÁS, CVRD etc. Colocá-la, na mesma mesa redonda, sobre o futebol brasileiro, com um jornalista/crítico do naipe do Juca Kfouri, chega a constituir ofensa aos brasileiros, espectadores do OI e do Dines.

  2. Comentou em 10/09/2009 Jorge Panazio

    Momento deplorável do OI a presença e bajulação da Helena Landau pelo insigne Alberto Dines. Essa senhora ainda será réu, ao lado de FHC, Mendonça de Barros e inúmeros outros, de um tribunal de lesa-pátria, pela corrupta, pluralmente falando, privatização do Sistema TELEBRÁS, CVRD etc. Colocá-la, na mesma mesa redonda, sobre o futebol brasileiro, com um jornalista/crítico do naipe do Juca Kfouri, chega a constituir ofensa aos brasileiros, espectadores do OI e do Dines.

  3. Comentou em 14/12/2007 Maristela Brunetto

    Gostaria de submeter a vcs um caso que ocorreu aqui, de um juiz impedindo a imprensa de noticiar o andamento de um caso sob segredo de justiça. A decisão foi contra uma série de veículos de comunicação.

    http://www.campogrande.com/view.htm?id=402190

    Maristela Brunetto
    Chefia de Redação do Campo Grande News

  4. Comentou em 09/02/2007 Marcos Marques

    ezados Srs., há aproximadamente dois meses recebi Voz de Prisão de um Sr. da Guarda Municipal de Resende (RJ) pelo seguinte motivo: estava parado na entrada do Resende Shopping, em área de embarque e desembarque do mesmo, que é constituída por um recuo duplo na via pública, sem atrapalhar o trânsito, esperando à minha mulher que foi levar nossa filha no colégio de defronte, quando chegou o Guarda Municipal Sr. Iselei Carneiro Correia. Falei a este Sr. que já estava saindo e esperava apenas a minha mulher que iria pegar algumas sacolas para atender uma cliente no referido Shopping. Este disse que iria me multar. Respondi que era um direito que lhe assistia e que iria recorrer da multa. Neste momento a minha mulher chegou e eu fui abrir a mala para que ela retirasse as sacolas. Quando entrei no meu carro novamente o Sr. Iselei disse que meu carro seria rebocado. Argumentei novamente que ele teria o direito de multar mas não de rebocar pois eu estava dentro do carro e já estava saindo. Ele me respondeu com os seguintes termos: “ Se você sair vou te perseguir e vai dar merda.” disse-lhe, calmamente, como em todo diálogo fiz, que não tinha feito nada de mais e iria sair. Fui perseguido, tive meu carro fechado, um ato de direção perigosa, e fui arrancado a força de dentro de meu veículo. Ainda pedi calma e disse que iria em meu próprio carro até a Delegacia. Mas foi em vão.
    Sin

  5. Comentou em 14/11/2006 Rogério Ferraz Alencar

    Senhor Ivo Lucchesi: não vejo patrulhamento de nossa parte. Alberto Dines quer negar que está defendendo a mídia, mas diz, no final do texto, que a reprovação que fez ao caso mídia-Edmílson Bruno pode ser entendida como uma defesa da mídia, dependendo de quem faça a reflexão. Nós, segundo ele, não teríamos capacidade para isso. Uma agressão gratuita aos leitores,. Se apontamos que ele passou a defender a mídia ao invés de ‘observá-la’, e ele mesmo diz que o texto pode ser entendido assim, então estávamos certos: ele está defendendo a mídia. Crítica, ainda mais sendo certeira, não é patrulhamento. Também não é democrático dar a uma única voz o direito de ser diferente. Isso sim, é patrulhar os leitores. Ninguém está aqui para apenas confraternizar com Alberto Dines ou qualquer outro autor. Quem escreve pode escrever o que quiser, mas não pode sair esculhambando com os que não concordam com o escritor. E o que Alberto Dines está fazendo? Muda de posição, disvirtuando a função do OI, reconhece que isso pode ser inferido, esculhamba quem aponta a mudança e se diz linchado. Só falta ele pedir que os outros articulistas façam um abaixo-assinado defendendo-o e escorraçando os leitores que se manifestam contra o que ele escreve.

  6. Comentou em 14/11/2006 Carlos T. Costa

    Quando a escumalha tenta escrever por conta própria, sem copiar de um texto pré-fabricado, o resultado é pura ‘matéria bética’, como constata-se no comentário apoplético do carioca aposentado abaixo.

  7. Comentou em 13/11/2006 nelson perez de oliveira junior

    Senhor Carlos N Mendes, não há nada de mais em ter idéias únicas ou múltiplas, nem mérito nem demérito. Einstein, perguntado por um repórter(sempre eles) onde anotava suas idéias para não esquecê-las, pois, ele mesmo (o repórter) tinha um caderninho. O cientista disse ao eminente homem de mídia que não precisou de um caderninho, pois, só teve uma idéia. Aqueles que são considerados, neste sítio, homens de idéias únicas, são somente os de propósitos únicos: o de levar a cabo a própria idéia de liberdade de expressão e de OBSERVADORES DA MÍDIA, que não imparcial posto que se engana, mas honesta enquanto
    dure. Senhor Glaucio Costa, de Frente a sua observação, observo que educação formal nunca foi garantia de carater e índole. A arrogância dos que se julgam cultos já causou mais estragos do que se poderia supor da barbárie. Foram médicos que inventaram a GUILHOTINA e
    a metralhadora GETTLING, aquela giratória. Foram doutores que inventaram a dinamite e a bomba atômica e a guerra bacteriologica. Jesus não foi a escola para ser o o que é e senhores ele só veio divulgar uma idéia, uma só….

  8. Comentou em 12/11/2006 nelson perez de oliveira junior

    O senhor André(Bancário), cantado em verso e prosa pelo Sr. Castro(jornalista), se equivoca e compra a versão de um Dines inventado pelo leitor(Magnoli). O Dines não mudou, mudamos nós, como diria Machado. A luta contra a ditadura colocou na vala comum conservadores e liberais de todos os matizes(PMDB por exemplo). Há pessoas que têm prazo de validade, que perdem a razão de ser. Quaisquer opiniões do Dines são opiniões e nada mais que isso, MAS, senhores, principalmente o senhor CASTRO, falta de educação e desrespeito pelo leitor e sua opinião democratimente exercida neste sítio é inadimissível. O Dines deu um chilique quando sua cruzada contra os leitores foi parar no CONVERSA AFIADA, que não bate boca com os leitores, assim como CARTA CAPITAL, publica, respeita e pronto. Leiam os artigos, leiam um, o MATA ESFOLA. O homem virou OBSERVADOR DOS LEITORES. Senhor Castro, o ONDA ANTIMIDIA tem mais de 600 mensagens 98% discordam do Dines. Ninguém muda tão rápido e fácil, o EGO foi atingido. No NOTAS DE UM LINCHADO, além do MATA ESFOLA, adjetivos como ‘pérfida’, ‘falaciosa’, lichamentos midiaticos,tribalismo, canibalismo, antropofagia, fariseus, multidão de desavidados, estigmas raivosos puseram os leitores críticos na vala comum e não menos nobre dos simpatizantes do PT que são leitores e têm o mesmo direito de todos de expressar sua opinião, assim como 58 milhões.

  9. Comentou em 12/11/2006 nelson perez de oliveira junior

    O Castro que não castra, descasca e destrata. A análise do discurso diz tudo, senhor Castro, fiel ou fidel ao ofício de ensinar, vai ao ‘pai dos burros’ e me ensina no princípio, e me aconselha entendimento no final. Longe de mim interpretar arrogância, ironia, senhor Castro, o senhor é um homem educado. Longe de mim inferir maledicência, o senhor é o um homem educado. Longe de mim atribuir um insulto a um simples bancário, por

  10. Comentou em 11/11/2006 João Rocha

    Meu caro, ao ver o nome FORD no início do site, preparei o espírito, mesmo assim fui supreendido, olha, conseguir levantar argumentos favoráveis a mídia brasileira é algo que realmente merece castigo, santa paciência, o que se viu em relação ao governo LULA é um crime, uma cobertura macarthista, fascista, preconceituosa.
    Meu caro, você tá precisando de um patrocínio da Petrobrás…ha ha ha.
    Não sou petista, nem lulista, mas também não sou idiota.
    Adeus, pra defender a mídia, prefiro assistir novela com minha sogra.

  11. Comentou em 11/11/2006 Roberto Ferreira

    Dines,
    você poderia indicar um endereço na internet onde se discute a mídia sem a interferência excessiva da opinião política dos jornalistas?

  12. Comentou em 11/11/2006 Roberto Ferreira

    Dines,
    você poderia indicar um endereço na internet onde se discute a mídia sem a interferência excessiva da opinião política dos jornalistas?

  13. Comentou em 11/11/2006 Jedeão Carneiro

    No final das contas, após baixada a poeira, desarmado o palanque e encerrada a contagem dos mortos e feridos, vai se perceber que o verdadeiro linchado nessa história foi o velho e fiel leitor do OI, tal a adjetivação pejorativa de que foi vítima durante este período eleitoral. Quando o observador desqualifica insistentemente a maioria que criticou o posicionamento vergonhoso da imprensa, e mostra sua fobia aos eleitores do Lula, partidários do PT e defensores da democracia na imprensa, deixa transparecer o ranço raivoso da direita reacionária fascista em seus textos, o que é péssimo para quem se diz comprometido com a defesa da diversidade e do pluralismo. Ou então os miolos dos “miseráveis intelectuais”, como nos definiu o Demétrio Magnoli, não estão tão evoluídos a ponto de entender os novos conceitos de imparcialidade, diversidade e pluralismo.

  14. Comentou em 10/11/2006 carlos Trindade

    Caro Dines
    Quem começou esta confusão foi você.
    Primeiro com um passado contrastando com algumas atitudes presentes.
    Depois com essa proposta do O.I. na internet – de ‘quem fala tem que escutar.
    Pelo caminho você começou a desqualificar quem discorda de você.
    Alias, essa coisa de ‘internet’ é muito interessante, pois viabilizou o dito popular
    “ Quem diz o que quer escuta o que não quer.”
    Finalmente, não se aborreça com essa maioria que discorda de suas atuais posturas, afinal nós é que somos o seu público, na TV e aqui.
    Muitas das coisas que aqui são escritas são as mesmas que nos falamos quando assistimos o programa na TV – mas nessa hora não dá para você escutar. Ainda bem por que nessa hora “rola uns palavrõezinhos”.

    Só mais uma coisa, se gente se dá ao trabalho de criticar você, respeitosamente, é porque ainda te damos credito. Que tal voltarmos para o inicio e Observarmos a Imprensa

  15. Comentou em 09/11/2006 Rodrigo Baroni

    Qual a função deste OI? Acredito que seja discutir as ações da mídia. E o que estamos fazendo? Discutindo as ações da mídia. E isto, devemos comemorar e muito, pois, o conflito que estava escondido nos bastidores agora foi parar no grande palco e a platéia está se sentindo sujeito de todo este processo que se eram discutidom nos camarins. O que eu vejo nestas discussões é uma verdadeira epistemologia da mídia.
    Agora é hora da mída aprender com a dialética da democracia e enfrentar o que estamos empurrando desde dos tempos do ‘chumbo grosso’. Não é hora de se enconder átras de mitos como os da ‘liberdade de imprensa’ e da ‘neutralidade’, que, na verdade, são argumentos neoliberais que visam anular o conflito. Avante Observatório rumo ao conflito e a ações concretas na democratização dos ‘latifundios midíaticos’ (Plim..plim).

  16. Comentou em 09/11/2006 Bira Mariano

    Faça-me o favor, Dines…crie coragem e grite aos quatro cantos, naquele seu programas da TVE (se existir ainda)…a necessidade de discutir a imprensa e a mídia no Brasils sob um olhar de quem os lê, acessa, ouve e liga. Ora..ora…estou farto desta imprensa de mídias imensas….cansei…quero que todos se explodam e peguem fogo…inclusive vc…se continuar vassalo do jeito que está…tinha admiração por ti…mas hj, meu filho….qta diferença..estou emputecido contigo!!!

  17. Comentou em 09/11/2006 José Alves de Castro

    Observaram o quanto o Sr. Clerton de Castro e Silva se ocupa com picuinhas? Qualquer um dos engenheiros que conheço não teria tanto tempo disponivel, pois mesmo em ferias teria algo melhor a fazer que ‘picuinhar’… O que nós, povo, tinha a dizer aos todos-intocaveis da imprensa já dissemos: Reciclem-se, pois não nos convencem mais com as SUAS VERDADES…

  18. Comentou em 09/11/2006 José Alves de Castro

    Observaram o quanto o Sr. Clerton de Castro e Silva se ocupa com picuinhas? Qualquer um dos engenheiros que conheço não teria tanto tempo disponivel, pois mesmo em ferias teria algo melhor a fazer que ‘picuinhar’… O que nós, povo, tinha a dizer aos todos-intocaveis da imprensa já dissemos: Reciclem-se, pois não nos convencem mais com as SUAS VERDADES…

  19. Comentou em 09/11/2006 maria helena correa

    Credo Seu Alberto.
    Porque tanto rancor ?Não vou comentar mais nada não!
    Sua indignação fala por si.
    So deixo meu veemente protesto contra as agressões que o senhor
    continua a nos dedicar. Nós, ‘petistas linchadores’, maculamos esta mídia udenista( quem mesmo deu o tiro no pé?) com nossas criticas absolutamente sadias, educadas e democráticas.
    Ontem vi a Miriam leitão( ex PC do B, torturada nos quartéis…) no Jô Soares. O senhor assistiu?
    Ja presenciaste coisa mais deprimente?
    Democracia nos meios de comunicação, urgente.

  20. Comentou em 09/11/2006 maria helena correa

    Credo Seu Alberto.
    Porque tanto rancor ?Não vou comentar mais nada não!
    Sua indignação fala por si.
    So deixo meu veemente protesto contra as agressões que o senhor
    continua a nos dedicar. Nós, ‘petistas linchadores’, maculamos esta mídia udenista( quem mesmo deu o tiro no pé?) com nossas criticas absolutamente sadias, educadas e democráticas.
    Ontem vi a Miriam leitão( ex PC do B, torturada nos quartéis…) no Jô Soares. O senhor assistiu?
    Ja presenciaste coisa mais deprimente?
    Democracia nos meios de comunicação, urgente.

  21. Comentou em 09/11/2006 José Ayres Lopes

    Linchado com razão. Não adianta invocar o passsado. A verdade verdadeira é que o jornalista Alberto Dines se transformou em
    defensor do pior jornalismo e assim ficou a serviço da imprensa golpista. Lamentável.

  22. Comentou em 09/11/2006 Clerton de Castro e Silva

    Dr. Paulo Bandarra de Porto Alegre, o que o sr. diz é a mais verdade, mas, não surtirá efeito, pois a verdade não interessa. Vão fingir que não viram o seu comentário e vão continuar batendo na mesma tecla. Se a sua especialidade for oftalmologia, o sr. ficará rico.

  23. Comentou em 09/11/2006 Ivan Berger

    Sr.Rogério,leia,ou melhor releia,o que escrevi – por sinal,por um lapso até enviei o post duas vezes -,e depois conversamos.Só um toque : não tenho procuração para defender o sr.Dines,aliás,tampouco ela precisa,apenas não concordo com essa verdadeira campanha arquitetada pelos lulistas para desacreditar a imprensa séria,provavelmente para aplacar o drama de consciência pela conivência com as mazelas perpetradas sob o governo Lula.Uma coisa é argumentar com embasamento,outra é apelar,querer impor uma versões fantasiosas,e o pior de tudo,tentar fazer de Lula uma vítima quando até ele se mostrou indignado com as armações de seus seguidores.Não sou tucano,até votei em Lula em 2002,e votaria de novo não fosse isso compactuar com a traição dos petistas aos princípios éticos que sempre alardearam.Para mim não dá,respeito quem pensa diferente,mas por favor não venham querer dar lição de moral e julgar os outros sob a mesma ótica.

  24. Comentou em 09/11/2006 Ivan Berger

    Sr.Rogério,leia,ou melhor releia,o que escrevi – por sinal,por um lapso até enviei o post duas vezes -,e depois conversamos.Só um toque : não tenho procuração para defender o sr.Dines,aliás,tampouco ela precisa,apenas não concordo com essa verdadeira campanha arquitetada pelos lulistas para desacreditar a imprensa séria,provavelmente para aplacar o drama de consciência pela conivência com as mazelas perpetradas sob o governo Lula.Uma coisa é argumentar com embasamento,outra é apelar,querer impor uma versões fantasiosas,e o pior de tudo,tentar fazer de Lula uma vítima quando até ele se mostrou indignado com as armações de seus seguidores.Não sou tucano,até votei em Lula em 2002,e votaria de novo não fosse isso compactuar com a traição dos petistas aos princípios éticos que sempre alardearam.Para mim não dá,respeito quem pensa diferente,mas por favor não venham querer dar lição de moral e julgar os outros sob a mesma ótica.

  25. Comentou em 08/11/2006 roberto taka

    Está muito difícil ler qualquer coisas nos sites de opinião. De um lado leitores raivosos querendo crucificar mais a imprensa e jornalistas do que saber se os fatos comentados são relevantes ou se foram escritos respeitando-se a ética. É o calor do momento pós eleitoral e creio que até seja compreensivo, embora lamentável. De outro, blogs se aproveitando da situação e chutando reputações de jornalistas com o objetivo de sei-lá-o quê (prefiro não acreditar que seja para se auto-promoverem aproveitando o clima eleitoral); e isto é mais grave por se tratar de comentários de ‘especialistas’ e formadoras de opinião. Acho que temos que refletir sobre isso com muita responsabilidade e cuidado.

    Dinnes tenha fé e continue sempre a acreditar que uma imprensa livre se constrói com leitores críticos.

  26. Comentou em 08/11/2006 Valdo de Andrade

    Espanto! Essa foi minha reação ao artigo do Sr,Dinnes. Como pode um intelectual da mídia como Dinnes ter as mesmas idéias de Ana Maria Braga, Hebe Camargo, Faustão, Mainardi, entre outros. Não haveria necessidade de tanta ‘cultura’ Sr. Dinnes. Acredito que o senhor está a apagar sua história. Ainda há tempo! Sua história ainda não terminou!

  27. Comentou em 08/11/2006 cid elias

    O tal clerton não argumenta porque não tem informações, bagagem, capacidade, muito menos argumentos. É o típico treinee da daslu, falacioso e cheio de chavões copiados de vejas e do imprensalão. Cresce meu rapaz, depois terá condições de debater com pessoas sérias. Quem defende a verdade, não importando a sigla, não tem medo de argumentar, nem distorce o assunto.

  28. Comentou em 08/11/2006 cid elias

    O tal clerton não argumenta porque não tem informações, bagagem, capacidade, muito menos argumentos. É o típico treinee da daslu, falacioso e cheio de chavões copiados de vejas e do imprensalão. Cresce meu rapaz, depois terá condições de debater com pessoas sérias. Quem defende a verdade, não importando a sigla, não tem medo de argumentar, nem distorce o assunto.

  29. Comentou em 08/11/2006 Marcio Flizikowski

    O texto de defsa (?) do AD parece seguir, de forma análoga, as categorias fundamentais os Estados Unidos utilizam para desacreditar seus opositores. Primeiro, aqueles que não compactuam com a política de Washington, favorecem o terrorismo. Segunda categoria, os que não se ordenam ao modelo do Tio Sam, são acusados de favorecer o fundamentalismo. Logo em seguida, passam para a acusação de de antiamericanismo, depois anti-semitismo, e finalmente acusados de odiar o Ocidente.
    Assim, AD também segue essa linha. Pelo seu texto, interpreto que todos que o criticaram primeiro são linchadores/esfoladores, depois classificados como massa de manobra, para em seguida serem considerados canibais e multidão de desavisados, para finalmente chegar ao ápice de classificá-los de comunistas/nazistas (Stalin e Goebbels???). Enfim, fico com as palavras de Alan Moore em uma pérola da arte dos quadrinhos: ‘who watches the watchmen?’.

  30. Comentou em 08/11/2006 wellington balmant

    Caro Dines

    Voçe não precisa se defender, nós que somos seus leitores sabemos o quanto esse observatorio é importante para a imprensa e para a midia, posso não concordar com voçe em relação ao caso do dossie acho que caberia uma investigação da veracidade do dossie, mas querer lincha-lo, nunca, voçe com certeza é um dos maiores jornalistas desse país. Acredito que infelizmente o brasil tem agora parajornalistas para todos os gostos, de direita e de esquerda e cabe a esse observatorio denunciar esse jornalismo preconceituoso e voraz.
    Um grande abraço e que o senhor continue sua missão de grande observador da imprensa.

  31. Comentou em 08/11/2006 Ademir Tamanini

    Dines

    Tenho feito consideraçoes não só aqui, como em outros sites e blogs, a respeito desta polémica sobre a mídia. Três pontos devem ser levados em consideração se pretendemos chegar a uma conclusão ou seremos esquecidos como as finais de copa do mundo perdidas, ninguém se lebra. Primeiro é preicso serenar os animos, segundo é preciso parar com a questão das desqualificação das partes envolvidas, pois quando se desqualifica seu oponente, pretende-se com isso colocá-lo de canto, não atentanto para as suas consideraçoes. Terceiro e talvez principal questão é preciso reconhecer que a mídia de forma geral esta na mão de poucos, que esta sempre foi focado na questão do poder sempre se acho um quarto poder que tudo pode e não precisa dar explicações, é preciso reconhecer que ela é e sempre foi: facciosa, parcial, tendenciosa, maldosa em alguns casos, basta lembra o caso da escaola Base. Embora a mídia desde de sempre tenha usado a web ela sabe que não poderá controla-la, não por enquanto

  32. Comentou em 08/11/2006 Edison Benedito da Silva Filho

    (cont.)
    Existe no Brasil uma tradição de impunidade dos políticos, assegurada, entre outros fatores, pela imunidade no exercício do mandato, pela morosidade da Justiça, pela ausência de responsabilidade solidária das agremiações políticas, pela dificuldade em se obter provas em função da proteção excessiva a dados pessoais, etc. Em contrapartida, a mídia, sentindo-se legitimada por esse ambiente de impunidade, adotou o costume de agir com uma liberdade que excede qualquer limite de razoabilidade, ‘trazendo a luz’ dados incompletos e suposições sem evidências que muitas vezes acabam por jogar ainda mais obscuridade aos fatos. Nesse vale-tudo que torna a mídia completamente desacreditada, o leitor tem o direito de questionar, acima de tudo, a vontade política por trás da notícia, a quem interessa o fato e sua veiculação. Não é o leitor que está errado em fazê-lo. É a mídia que perdeu sua confiança. O crime do Dossiê Vedoin não isenta Veja e Istoé de suas ‘estranhas’ coberturas dos fatos.

  33. Comentou em 08/11/2006 Edison Benedito da Silva Filho

    (cont.)
    Ofensiva – e empasteladora – foi a sua resposta a PHA. De resto inútil, pois nada tem que ver com a crítica levantada por seus leitores à sua suposta defesa da ‘grande mídia’. E o que é pior, autoritária, na medida em que censura um colega apenas por reproduzir em seu blog as opiniões dos leitores da OI, sem que ele houvesse feito qualquer tipo de manipulação ou comentário direcionado à vossa pessoa.
    Em segundo lugar, não se trata de questionar o direito da mídia mostrar fatos embaraçosos ao governo. É sabido que alguns periódicos veicularam no passado recente notícias seríssimas sobre corrupção no governo Lula, sem a apresentação de provas. Esse fato, que mereceria atenção especial do OI, engendra em função da polarização política duas consequências lastimáveis: torna pouco críveis aos simpatizantes de Lula novas acusações surgidas contra o governo, mesmo se respaldadas por provas cabais, e dá a seus opositores carta branca para aventar impunemente qualquer tipo de sandice.

  34. Comentou em 08/11/2006 Paulo de Tarso Braz Lucas

    Sr. Dines,

    Talvez tenha havidos excessos de alguns internautas. Mas o senhor, quando deixar esfriar o seu ânimo, haverá de convir que, no texto que deu origem a essa celeuma, também cometeu algumas impropriedades e abusou dos adjetivos, em detrimento da questão substantiva, equívocos em que voltou a incidir no artigo ora comentado. O que importa é a questão sobre se houve ou não graves desvios éticos de uma parte da mídia na cobertura da última eleição. E na discussão dela não há espaço para, como expediente retórico de demonização daqueles que o criticaram, invocar fantasmas do passado, como Hitler, Joseph Goebbels e Josef Stalin. E tampouco cabe invocar a sua biografia como nota de indenidade contra críticas, justas ou injustas, que lhe tenham sido dirigidas. O senhor tem o direito de exigir urbanidade e impessoalidade nas críticas, mas não concordância. O seu texto anterior foi de fato infeliz.
    Paulo de Tarso Braz Lucas

  35. Comentou em 08/11/2006 Mirna Vieira

    Não sou a pessoa mais indicada para falar sobre canibalismo. A militante petista que teve seu dedo decepado a dentadas por uma… JORNALISTA no rio De Janeiro com certeza, depois da terrivel experiencia, tem muito mais a falar de canibalismo, tribalismo, fascismo… e outros ISMOS!

  36. Comentou em 07/11/2006 paulo meirelles

    Finalmente!
    Parece que o discurso começa a mudar, mas com que intenções?, vejamos o programa de hoje. Qual o rumo este observatorio vai tomar? vejamos e guardemos em nossa memória, para repetí-la aos nossos descendentes.
    Parabens pela iniciativa.
    Continuamos de olho: pessoas normais, trabalhadores, pais de família, etc… Prestem mais atenção!

  37. Comentou em 07/11/2006 Leão Machado

    O jornalista Alberto Dines é um homem de mais de 70 anos. Deve estar muito bem de vida e poderia estar aposentado, curtindo as praias do Rio ou assistindo os jogos do América, seu time. No entanto, está na ativa, sujeitando-se a pedradas e críticas via de regra injustas. Dines, combateu a ditadura ludibriando a censura de forma inteligente e arguta. Há mais de 30 anos, já escrevia em sua coluna na ‘Folha’ sobre o papel da responsabilidade social da imprensa. Pode-se afirmar que Dines foi o primeiro ombudsman da imprensa no Brasil. Dizer que Dines é corporatista é uma insensatez. É dele a expressão ‘imprensa marrom’. Acusou diversas vezes, inclusive recentemente, nesse democrático espaço, algumas revistas semanais de praticarem um mau jornalismo. Comparar Dines a Diogo Mainardi, como muitos fazem, é um despautério. Comparar o ‘Observatório da Imprensa’ com essas revistas semanais é coisa de acéfalos.

  38. Comentou em 07/11/2006 Marcelo del Mantos

    Senhor Dines, critíco desde o início o comporamento parcial da mídia. E nessa mídia se inclui a imprensa e seus trabalhadores. Desta vez não usarei o termo jornalistas. Pois acho que este é o motivo de toda a perda de credibilidade da mídia. Jornalistas são na verdade trabalhadores. E, enquanto trabalhadores empregados. Sendo assim, tem que se alinhar a vontade do patrão. Logo, se o patrão diz pula… Fica claro que os principais interessados nesta atrapalhada empreitada são os que podem perder dinheiro com ela. Na verdade, aqueles que trabalham nesses jornais, revistas e canal de televisão querem mesmo é defender seus salarios. E seus patrões o lucro. Mesmo que em prejuízo do país. Mas estes últimos ainda podem viver no exterior, com toda a pompa e sem nehuma dor de consciência. Seu texto eruditamente redigido mostra, de qualquer forma, uma salutar embora tímida, volta às origens. Mainards, Bonners e cia. limitada pintam a cara mas não abrem mão do salário. News now is money…

  39. Comentou em 07/11/2006 Juarez Silva

    Calma Sr. Dines,calma!
    Excessos de um lado e de outro nesse momento são mormais.
    Isso passa e o Sr. vai voltar a ser admirado como sempre.
    Ter um lado não é crime e o Sr. pode ter o seu.

  40. Comentou em 07/11/2006 Marcos Brogna

    Considerando-se os adjetivos que o sr. usa contra os que não concordam com sua pena, sugiro um novo título ao artigo, mestre Dines: notas de um linchador.
    Havia, sim, um fato gerado pelos ‘aloprados’ do PT, mas não enxergar que a mídia também ‘aloprou’ às vésperas do primeiro turno das eleições me parece um esforço para defendê-la, sim.
    Quanto aos feitos passados do observador, poucos discordam que ele tenha sido bem diferente do adotado atualmente.

  41. Comentou em 07/11/2006 Marcos Brogna

    Considerando-se os adjetivos que o sr. usa contra os que não concordam com sua pena, sugiro um novo título ao artigo, mestre Dines: notas de um linchador.
    Havia, sim, um fato gerado pelos ‘aloprados’ do PT, mas não enxergar que a mídia também ‘aloprou’ às vésperas do primeiro turno das eleições me parece um esforço para defendê-la, sim.
    Quanto aos feitos passados do observador, poucos discordam que ele tenha sido bem diferente do adotado atualmente.

  42. Comentou em 07/11/2006 francisco sa sa ferreira gomes

    Dines, muita calma nestas horas.

  43. Comentou em 07/11/2006 João Bahia

    Sr. Dines,
    Conforme seu artigo: ‘O Dossiê Vedoin, orquestrado para explodir pouco antes do primeiro turno e evitar o segundo, não foi um tiro no pé’. Até o momento toda a imprensa, mesmo a mais raivosa, tem divulgado a versão que a trapalhada do tal dossiê foi patrocinada pelo PT paulista e teve como consequência (inesperada) provocar o segundo turno na eleição presidencial. Portanto, o segundo turno não foi causa, mas efeito do dossiê Vedoin. Todos tinham convicção que antes do fato, a eleição seria vencida no primeiro turno.
    Outro dia, li um comentário no OI recomendando que os leitores deixassem de comentar seus artigos, pois nada de positivo sairia da discussão. O Sr. se colocou nas cordas, defendendo o indefensável e não quer jogar a toalha. A tendência é que este lenga-lenga prossiga ad nauseum.
    Fico entristecido pois, ao contrário do que diz o ditado, muitas vezes a última impressão é a que fica. Pelo respeito que tenho ao seu passado, irei deixar de lê-lo.

  44. Comentou em 07/11/2006 Gonçalo Osório

    Dines, brilhante seu texto, exemplar sua coragem de enfrentar o ‘senso comum’ manifestado pela ‘maioria’ dos que aqui escrevem. Eles não são a maioria. Nem sequer exibem lógica suficiente para esgrimir argumentos. Nem tem argumentos. Só tem a convicção cega de toda militância obtusa — a de que ‘conspirações’ das ‘elites’ tentaram prejudicar o Nosso Guia. Fecham os olhos para a roubalheira do regime. Para a falta de coerência, de idéias, de propósitos e de resultados. E preferem atirar no mensageiro, isto é, no setor da imprensa que cumpriu seu papel de criticar, cobrar, supervisionar, informar. Dines, você é uma das grandes referências no jornalismo brasileiro e internacional. Nem preciso dizer isso: sei que você vai perseverar, e que os fatos se imporão depressa a esses ideólogos tupiniquins desinteressados completamente de um bom debate político, e interessados apenas em intimidar — supostamente em nome do ‘povo’ e da ‘esquerda’ — aqueles que estão cumprem o papel de denunciar.

  45. Comentou em 07/11/2006 Silvério Cardoso Corrêa

    O observador disse que: ‘Defende a Imprensa, defende o Jornalismo’.

    Fica a pergunta, o que é mais importante do que a verdade?

  46. Comentou em 07/11/2006 Jorge Oro

    Prezado,

    Mesmo sem entrar no mérito de suas súplicas, e da procedência das injustificadas ações que lhe imputam, mesmo sem levar em consideração sua cândida postura de profissional recém formado que se vê atirado aos lobos, mesmo sem levar em consideração sua argumentação teórica, mesmo sem levar em consideração sua retórica formatada, mesmo sem levar em consideração todos os argumentos, onde o sr cita inclusive aquele que deve ser seu ídolo: Goebels, o arquiteto da palavra (ou da escrita), mesmo desconsiderando tudo isto, há em sua mensagem de defesa uma colocação patética, que muito bem descreve a forma como o senhor e outros artífices, versados nas artes de ‘ O Príncipe’ agem e pensam.
    O Sr. diz: ‘ .. por isso não vai se intimidar diante da multidão de desavisados que necessitam de palavras de ordem para a sua pobre gangorra existencial: ‘. Simples falta de visão e relatividade, Vocês perderam completamente os referenciais. Não sei se uma volta aos bancos de escola resolveria

  47. Comentou em 07/11/2006 andrea barreto

    Dines,
    seria muito salutar se voce lesse o artigo do seu colega veiculado aqui no Observatório intitulado ‘DEBATE SOBRE A MÍDIA – Quem ganha é a democracia no Brasil – Por Venício A. de Lima em 7/11/2006’, especialmente onde ele diz:
    ‘ A grande mídia – salvo as exceções que confirmam a regra – tem historicamente se recusado a discutir com a sociedade o seu papel e suas responsabilidades na democracia. Além disso, seus principais jornalistas padecem de uma dificuldade crônica de lidar com qualquer tipo de observação crítica. E muitos se consideram, até mesmo, inimputáveis, diferentemente dos outros cidadãos brasileiros.’ e continua:
    ‘desqualificam in limine aqueles que levantam a questão como fascistas, mentirosos, adeptos do totalitarismo e de ‘petistas’, como se a opção partidária legal e legítima fosse o disfarce contemporâneo de satanás (em passado não muito distante, esse disfarce diabólico era atribuído aos ‘comunistas’)’

    Mas é claro, isso não se aplica a você.

  48. Comentou em 07/11/2006 Fábio Concielli Neto

    Caro Dines, nestes acontecimentos pré-eleição, em que vimos a mídia embarcar ‘de cabeça’ numa candidatura (e se dar mal), alguns blogs e veículos ganharam notoriedade e respeito: Carta Capital (e Mino Carta), Carta Maior, Eduardo Guimarães, Paulo H Amorim, Franklin Martins, Tão Gomes, Nassif e outros…e o OI. Até agora, quando vc resolveu defender o comportamento abjeto da grande mídia nestas eleições. Espero sinceramente que repense seu corporativismo e analise se ele vale a pena. Informação jornalística é uma coisa, partidarismo midiático é outra. O momento, como perceberam os jornalistas acima e outros tantos, é de se engrandecer como mídia, não de se tornar um globo/jb/veja/esp/folha da vida.

  49. Comentou em 07/11/2006 Nádia Chacra

    Sr. Dines, seu texto permeia algum ressentimento. Deixe disso, sua costumeira indiferença lhe cai melhor. Afinal, somos um bando de desinformados que ganhou voz. Povão classe média que tem acesso a internet…

  50. Comentou em 07/11/2006 Eduardo Alex

    É Dines, parece que após a tentativa do ‘grande golpe’ da mídia, todos os crimes da era petista estão desaparecendo. As baterias apontam para a grande mídia e o ‘Nosso Guia’ está perdoado. Dê um copo de sangue aos canibais Dines e siga a sua batalha. Tens muito mais vitórias do que derrotas na sua história.

  51. Comentou em 07/11/2006 Rondinelli Suave

    Ora, se Alberto Dines sente-se emparedado, observado ou injustiçado, a ele é dado todo o dieito de defender-se do linchamento. Su postura nos últimos meses, ao deixar paixões políticas de seu público de lado e primar, como o fez nesses dez anos, pela verdade nua e crua, parece incomodar a muita gente que sempre atacou a direita e não está preparada para apanhar quando a esquerda comete alguns delitos superdimensionados pela mídia engajada a velhos valores oligárquicos.

    Dines pode estar certo em defender o jornalismo, e todos têm o direito também de não concodar com suas posições quando o assunto é a cobertura eleitoral de 2006, na qual os grandes veículos deixaram o bote armado para as vésperas do pleito.

  52. Comentou em 07/11/2006 Geraldo Galvão Filho

    Acompanho o observatório da imprensa desde que foi criado(internet/TV). Sempre admirei o trabalho do Dines, e levei em conta as suas observações sobre a imprensa. Agora veio a decepção; com o comportamento do meu ex-ídolo. Alberto Dines, ignorar e compactuar com a campanha sistemática da grande imprensa (FSP, Veja, JB, Globo, Estadão) de desestabilização do governo Lula, e desconstrução da imagem do candidato à reeleição, é de corar de vergonha os seus admiradores. Dines: não se trata só do Dossiê Verdoi. O fato aconteceu e deveria ser noticiado, como o foi. Trata-se de toda a sordidez cometida pela grande imprensa, pelos colunistas dos grandes jornais; na tentativa de eleger o candidato (Geraldo) que eles não tiveram a coragem de assumir publicamente. Felizmente a internet está ai mesmo para combater as calunias e campanhas rasteiras da direita – que nessa eleição contou com a cumplicidade dos donos das empresas jornalísticas. O observatório da imprensa poderia começar a analisar o papel do jornalista empregado, aquele com carteira assinada, e que pode ser demitido da empresa a qualquer questionamento ao patrão.

  53. Comentou em 07/11/2006 Maria L. Marcondes. Marcondes

    Caro Dines, Percebe-se que quanto mais tenta justificar sua posição ante os fatos que por ora se apresentam, mais se enrola. Se não, vejamos: traz para o momento atual suas atuações do passado, quando não são essas que estão em questão. Se, com interessa lesse os comentários a vc dirigidos, constataria, que, estamos todos sem saber o que lhe ocorre, visto que seu comportamento atual é sim, de Defensor da Imprensa. Esta que, até as pedras sabem, agiu em momentos sérios, com irresponsabilidade. Há, portanto, má- fé, quando faz-se de vítma, mudando totalmente o foco a que necessita de discussão. Também não fica bem fingir que não sabe que somos nós, os intenautas, que não estamos de acordo com sua posição. Nós que, sim, alimentamos seus dez anos de atuação. E, sim, procuramos análises de jornalistas tão prestigiados quanto vc para sabermos que não estamos e somos ‘alucinados’ e outros adjetivos tão a seu gosto. Abra-se para o debate e reconquiste sua altivez.

  54. Comentou em 07/11/2006 Marnei Fernando

    Caro Dines,
    A palavra linchamento se aplica perfeitamente também ao que a imprensa tentou fazer co o presidente Lula… liderados pela revisteca Veja… a midia se alinhou de forma sórdida contra o governo… mentiu.. inventou manchetes… julgou… e só não esquartejou por que o presidente tem apoio popular e por que o povo deixou de ser debilóide… o Revista Veja e a grande mídia está no limbo… no banco dos réus… e qualquer outro comportamento que não seja uma profunda reflexão do que foi feito pela mídia… não será aceito pela sociedade… aquela que vocês não enganam mais… pois o público não precisa provar nada… precisamos sim das notícias… isentas… corretas… e cabe a vocês profissionais provarem que conseguem nos abastecer… aos jornalists que não conseguirem provar competência com profissionalismo sobra apenas o caminho da rua… estamos cada vez mais de olho!

  55. Comentou em 07/11/2006 Gustavo Conde

    Este trecho do texto do observador: “em sua boca um corriqueiro exercício de media criticism soa inevitavelmente como ameaça” é resquício do período autoritário (o que não é nenhum pecado para um jornalista que viveu intensamente sob esta pressão). Um presidente do regime democrático não ameaça, critica. Não coage, comenta. Se o seu comentário é mais poderoso do que o de um cidadão comum, isso é outra história. É preciso redefinir a chave de interpretação da voz de um governo democrático, eleito.

  56. Comentou em 07/11/2006 Gustavo Conde

    A retrospectiva histórica do observador é o sintoma positivo da auto-reflexão, da crise de consciência necessária para reencontrar a identidade. O observador parece estar recobrando a lucidez e poderia agradecer aos seus comentadores (não linchadores, isso é bobagem) por observarem seus movimentos dentro da conjuntura histórica relevante (a identidade da imprensa). Em breve ele reconhecerá que o tom de seu discurso “escapou” um pouco no entorno ao fogo cruzado da atmosfera eleitoral. Prova disso é a atenuação (enxertada de alguma indignação, mas agora compreensível) do tom nesse último artigo. Meu respeito a você, Dines, e bem-vindo (de volta) ao mundo do debate civilizado.

  57. Comentou em 07/11/2006 Gabriel de Barcelos

    Dines, quando você vai perceber que as discordâncias da maioria que comenta e escreve para você fazem parte da proposta do Observatório e são representantes da liberdade de expressão? Até quando vai atribuir viés ideológico a tudo o que falamos e nos considerar como um bando de linchadores?
    Ainda te admiro e respeito muito. Gostaria que você respeitasse as centenas de vozes que não querem concordar que a mídia agiu corretamente nas eleições.
    Um grande abraço

  58. Comentou em 07/11/2006 Gabriel de Barcelos

    Dines, quando você vai perceber que as discordâncias da maioria que comenta e escreve para você fazem parte da proposta do Observatório e são representantes da liberdade de expressão? Até quando vai atribuir viés ideológico a tudo o que falamos e nos considerar como um bando de linchadores?
    Ainda te admiro e respeito muito. Gostaria que você respeitasse as centenas de vozes que não querem concordar que a mídia agiu corretamente nas eleições.
    Um grande abraço

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