Terça-feira, 16 de Julho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1045
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JORNAL DE DEBATES >

O assassinato de ativistas franceses no Rio

Por Alberto Dines em 01/03/2007 na edição 422

Há um dado no esfaqueamento dos três ativistas franceses no Rio que não chamou a atenção dos jornais teoricamente melhor informados do que os demais veículos.


O motivo do triplo assassinato foi um desfalque. O mentor do crime não teve nenhum escrúpulo em tirar a vida daqueles que o haviam beneficiado quando era menor de idade e vivia nas ruas. Encaminhado na vida, matriculado numa universidade, preferiu matar os protetores a ver o desfalque descoberto.


A verdade é que a sociedade brasileira trata os corruptos com certa leniência, como ficou evidente no caso dos mensaleiros. A infração moral se não é abertamente tolerada não chega a provocar repúdios mais veementes.


Desta vez, evidenciou-se que corrupção é crime como outro qualquer. Mãos sujas acabam quase sempre manchadas de sangue – é uma questão de tempo e de oportunidade. Tratar com brandura os crimes de colarinho branco cria padrões favoráveis a uma escalada que inevitavelmente levará a crimes sanguinários.


A morte do casal de ativistas franceses não é fato isolado, nem acidental. É o flagrante da corrupção transformada em banho de sangue.

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