Quarta-feira, 19 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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JORNAL DE DEBATES > ENTREVISTAS PRESIDENCIAIS

O decoro mais que necessário

Por Ricardo A. Setti em 27/11/2006 na edição 408

Aconteceu logo no começo do primeiro mandato, em março de 2003, e talvez ninguém mais se lembre direito. Vale, então, recordar. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tendo ao lado a primeira-dama, Marisa Letícia, percorria o Palácio do Alvorada com Oscar Niemeyer, encarregado de supervisionar um projeto de restauração da residência presidencial oficial, que o grande arquiteto projetou em 1956 e estava sendo bancada por empresários.


Anda pra cá, anda pra lá, acabou se aproximando de um grande grupo de pessoas, inclusive jornalistas, que à época costumavam postar-se junto à cerca externa do Alvorada. E foi ali que decidiu tomar uma atitude importante no âmbito da política externa brasileira: criticou, em termos duros, a invasão do Iraque por forças militares dos Estados Unidos com o auxílio do Reino Unido, que acabara de ser deflagrada.


Lula manifestou sua oposição e, naturalmente, a do governo brasileiro à eventual presença de armas de destruição em massa no Iraque – pretexto para a ação militar, que os próprios americanos nunca conseguiram provar, nem após ocuparem o país de Saddam Hussein –, mas declarou que o ataque desrespeitava as Nações Unidas, acrescentando ainda que os EUA não tinham o direito de decidir sozinhos ‘o que é bom ou ruim para o mundo’.


Criticar os EUA, sim, mas desse jeito…


Nada demais, até aí. Lula expressou o que naquele momento representava um sentimento predominante no Brasil – no Congresso Nacional, em praticamente todos os partidos políticos, em diferentes organizações da sociedade e correntes de opinião, entre especialistas da academia e de outras áreas. Com as declarações, fez o país acompanhar a postura de boa parte dos países da União Européia, sem contar os da América Latina. O problema – e é aí o ponto deste artigo – estava em como foi feito o pronunciamento.


Lula desfechou suas críticas à superpotência americana – assunto obviamente de alta octanagem e suma delicadeza, pela fundamental importância das relações Brasil-EUA – num local, num cenário e num contexto extremamente inadequados, para dizer o mínimo: de pé, próximo à grade do palácio, cercado por jornalistas, com a sempre presente possibilidade de, num empurra-empurra que infelizmente não é exceção, mas a regra, inclusive quando se trata do presidente da República, levar um safanão involuntário ou ter o nariz ou a testa acertados por gravadores, câmeras de TV ou microfones.


Lulinha paz e amor com a imprensa?


Era evidente que a explicitação de posição tão relevante do governo brasileiro no âmbito internacional merecia um mínimo de adequação e solenidade. Para tais atos, não cabem improvisos. A possibilidade de um tropeço monumental, em casos semelhantes, nunca está afastada. Por sorte, não ocorreu naquele dia. Mas o correto seria o presidente manifestar-se num local apropriado da sede do governo, o Palácio do Planalto, devidamente preparado e brifado para o que iria dizer, eventualmente em meio a uma entrevista coletiva – que, como se recorda, o sempre loquaz presidente só acabou concedendo mais de 800 dias depois de empossado, e assim mesmo em condições grotescas, com os repórteres proibidos de complementar perguntas não respondidas adequadamente ou fazer réplicas.


No próprio dia da vitória eleitoral do segundo turno, o presidente reeleito prometeu mudar completamente, incorporando, também para com a imprensa que notoriamente não aprecia, o tal espírito do ‘Lulinha paz e amor’.


(Não parece, e basta lembrar alguns fatos recentes protagonizados por pessoas do PT ou do governo Lula: os jornalistas agredidos por militantes do PT em Brasília, por exemplo, ou as agulhadas do presidente do partido, Marco Aurélio Garcia, conclamando a mídia a uma ‘auto-reflexão’ sobre a cobertura da campanha eleitoral e praticamente sugerindo uma retratação a respeito das revelações feitas sobre o escândalo do ‘mensalão’. Sem esquecer, por certo, os constrangimentos a que foram submetidos jornalistas da revista Veja convidados a supostamente cooperar nas investigações sobre o escândalo do dossiê antitucanos para, uma vez na sede da Polícia Federal, serem tratados como suspeitos. Ou, ainda, o mal explicado caso da escuta telefônica realizada em telefone de trabalho da Folha de S.Paulo e num celular de uma repórter do jornal.)


Mas esqueçamos, como se fosse possível, tais fatos recentes, e voltemos à figura do presidente. Observe-se que ele passou de oito a oitenta: praticamente não falava com jornalistas durante seu primeiro mandato, agora não passa praticamente um dia sem isso – só que, novamente, de maneira errada, indevida, tumultuada, incorreta, no ‘formato’ da declaração contra a guerra no Iraque.


O interesse não é dos jornalistas, mas do público


Como ocorreu em Ciudad Guayana, na Venezuela, numa segunda-feira (13/11), quando, após proferir o que o Estado de S.Paulo considerou uma ‘espalhafatosa, desnecessária e até chocante diatribe (…) contra a imprensa de seu país em território estrangeiro’, Lula falou com jornalistas, debaixo de um sol de rachar e no meio de um virtual empurra-empurra. Como sucedeu diversas outras vezes. Por exemplo, na terça-feira (21/11), em Barra do Bugres (MT), depois que o presidente, tendo inaugurado uma usina de biodiesel, temerariamente discursou em cima de um carro de som, cercado por mais de mil pessoas em condições precárias de segurança. Uma nova entrevista improvisada e corrida, com o presidente sitiado por gravadores como um jogador de futebol, voltou a acontecer na quinta-feira (23), em seguida a sua reunião com governadores, em Brasília.


Parece uma tarefa impossível convencer Lula a respeito, mas é uma obrigação de jornalista proclamar, quantas vezes seja necessário, que exigir que os contatos de um presidente com a imprensa tenham decoro e a forma adequada não são reivindicações da mídia visando o conforto, a conveniência ou qualquer tipo de privilégio dos jornalistas. Constituem, isto sim, algo de profundo interesse coletivo, por envolver pelo menos duas circunstâncias relevantes: a primeira é a dignidade do cargo de presidente da República, que não pertence a Lula nem a ninguém, mas é um patrimônio dos cidadãos; a segunda é o direito de o público ser informado com correção, com freqüência e com clareza, ao qual corresponde dever de igual teor do chefe do governo.


É coisa simples: o presidente deveria falar com freqüência minimamente razoável com a imprensa, em entrevistas coletivas civilizadas e livres, no Palácio do Planalto. Quando estiver fora de Brasília, em instalações adequadas nos prédios públicos ou dependências de empresas a que comparecer para eventos, caso em que, previamente, o escalão avançado da Presidência providenciará som, o púlpito com as armas da República, as condições de segurança e outras que qualquer país organizado propicia nos encontros de seus governantes com os ‘olhos e ouvidos da sociedade’.


Será que, com Lula, chegaremos lá um dia?

******

Jornalista

Todos os comentários

  1. Comentou em 06/07/2008 Jacques Gomes Filho

    Estimados colegas… recebi alguns chamados da redação de vocês, mas não pude responder justamente por estar fazendo a cobertura do resgate de Ingrid e outros quatorze reféns das Farc… acabo de voltar para Buenos Aires, e estou localizável nos seguintes telefones – além deste mail: +54911 40632522 / +5411 48621322…

    Saludos cordiales,
    Jacques

  2. Comentou em 06/07/2008 Jacques Gomes Filho

    Estimados colegas… recebi alguns chamados da redação de vocês, mas não pude responder justamente por estar fazendo a cobertura do resgate de Ingrid e outros quatorze reféns das Farc… acabo de voltar para Buenos Aires, e estou localizável nos seguintes telefones – além deste mail: +54911 40632522 / +5411 48621322…

    Saludos cordiales,
    Jacques

  3. Comentou em 04/03/2008 Edmilson Carvalho

    A manchete principal do JB de domingo (02/03) diz que cartões corporativos serviram para CONTRATAR bailarinas (fala-se até em ’20 moças’). Servidor do Censipam, órgão ligado à Casa Civil, seria o responsável. Não há nenhuma informação quanto ao valor gasto em tal contratação.
    Só que na matéria propriamente dita há cópia de trecho de um documento da Secretaria de Controle Interno onde se aponta irregularidade na AQUISIÇÃO de bailarinas. Como foi que alguém COMPROU bailarinas? Dificilmente um funcionário de um órgão de auditoria iria confundir contratação com aquisição (eu mesmo trabalho em um órgão de fiscalização e posso afirmar isso).
    Há, no entanto, um singelo artigo de escritório que tem a mesma denominação que as dançarinas de balé. As bailarinas à venda em papelarias servem para encadernamento de processos e custam bem baratinho. Talvez por isso o funcionário nem tenha se dado ao trabalho de apresentar resposta específica ao questionamento referente à AQUISIÇÃO das tais 20 bailarinas, como informa a matéria (no Blog dos Blogs há transcrição).
    Não dá para imaginar dançarinas de balé no Censipam, mas processos encadernados com o artigo de escritório, comum em órgãos públicos, é quase certo haver.
    O JB de segunda (ops!). segunda-feira (03/03) ainda traz declarações de parlamentares da oposição dizendo que vão investigar o caso.
    Seria um novo ‘Boimate’?

  4. Comentou em 03/12/2006 Aurea Serrano

    É claro que o jornalista tem toda a razão do mundo. Nós, povo , temos o direito de sermos informados de modo claro, constante e eficiente sobre o que o nosso mandatário, no momento , o presidente Lula , faz ou acha sobre questões relevantes do mundo e do país. Mas para isso seria preciso que ele fosse um pouco mais elegante, o que ele não é. Isso nunca me incomodou ,pois eu tinha esperança de que ele fizzesse um governo voltado para a educação e para o social. Eu aceitava seus erros de português e sua total deselegância, afinal o elegemos porque era um homem diferente. Um homem do povo que mudaria o país. As outras questões , nesse contexto , eram irrelevantes.O valor dele estava acima de tudo isso.Mas , hoje, que vejo o governo dele não ter qualquer projeto de consistência para as questões sociais do país ,e além de tudo ele é um homem rude na sua forma de se expressar, aí não dá para suportar. Alguém disse , não sei o nome , que o presidente toma o vinho Romanée Conti sim , mas com salsicha.Que pena presidente !

  5. Comentou em 01/12/2006 Erich Boechat

    É inconcebível a exigência de um comportamento condizente com o cargo exercido quando feita por pessoas que nunca tiveram tal comportamento.
    Pior que isso, a falta de honestidade da imprensa ‘amadora’ brasileira só é suplantada pela discriminação social e cultural em relação ao presidente reeleito.
    Devido aos fatos ocorridos nos útilmos 4 anos torna-se imprecindível a criação do conselho federal de jornalismo e de regras claras de atuação desses ditos ‘jornalistas’.

  6. Comentou em 28/11/2006 Marcelo del Questor

    E, perdoe-me por mais essa intervenção, após postar meu comentário, passei a ler os demais comentários, como costumo fazer, observo que todos chegam a mesma conclusão aqui. Falta decoro e rito sim ao desenvolvimento da função da imprensa, que avançam sobre qualquer um com uma fúria rapineira. Impossível não fazer referência ao comentário do sr. UBIRAJARA SOUZA , szl-MA – psicólogo, que demonstra bem o decoro dedicado ao presidente pela imprensa. E como não é fato isolado, relembremos o tratamento dado ao Presidente no programa do observatório naquele dia 31 por Dines, Villasboas e os demais. É lamentável ver a imprensa se portando com tal arrogância e falta de decoro. É uma afronta ao povo. Além do que fica tácito que os funcionários desses segmentos específicos, são extremamente deseslegantes e mal educados, como foram Dines e os demais naquele programa, como são os repórteres de Veja, vide aquele indivíduo famoso por lá, em criticar o presidente, ou até mesmo Bonner e seus comandados, chamando a audiência de Hommers Simpsons. Isto é falta de decoro. A tática de falar e criticar sem permitir réplicas foi passada ao presidente pela própria imprensa, useira e vezeira desta prática. Acha visto alguns repórteres deste dito Observatório. Salvo UMA rara excessão. Arrogância e deselegância são os motes dessas empresas suspeitas e de seu empregados por extensão.

  7. Comentou em 28/11/2006 Maria Izabel Ladeira Silva Silva

    Prezado jornalista. A obrigação de decoro aplica-se a todas a instituições, inclusive a Imprensa. O seu artigo teria mais equilíbrio e sensatez, se fosse lembrado que, no ambito das manchetes e capas de revistas, não faltaram manifestações explicitas de falta de decoro, de respeito, de civilidade para com o Presidente e para com os cidadãos. Quem não se lembra daquela capa de VEJA em que o Presidente aparece de costas, com a marca de um chute na bunda??? Foi assim que a revista de maior circulação do país tratou a questão com a Bolívia. Engraçadinho né???? Não era materia humoristica. Era coisa séria. Muito séria. De uma vez por todas, senhor jornalista, a imprensa é livre por que manda a Lei e a Democracia. MAS ELA NÃO REPRESENTA A OPINIÃO PUBLICA, NÃO REPRESENTA O CIDADÃO NÃO REFLETE O SENTIMENTO E AS ASPIRAÇÕES DA MAIORIA. A mídia representa, apenas, uma parcela muito pequena da sociedade : parte do empresariado e da intelectualidade neo direitista, um covil de golpistas, tão distantes do resto de nós quanto estamos distantes do centro da galáxia. Se houver uma coletiva, com todo o protocolo que o senhor exige, não faltarão cafajestes e bufões para criticar o formato da entrevista e os supostos erros gramaticais do Presidente. Esse será o assunto. Quem precisa dessa coisa??? Eu não obrigada!!!

  8. Comentou em 27/11/2006 Rodrigo Verderi Gatti

    Lula tem um domínio quase completo da retórica, um dos fatores plenamentes responsáveis por esse domínio é o ambiente em que a maioria de seus discursos e entrevistas são concedidos. Concordo com Ricardo no que diz respeito ao ‘reconhecimento’ que o presidente tem do trabalho do jornalista. Mas acho necessário um pouco de auto-reflexão da mídia assim como disse o presidente do partido Marco Aurélio Garcia. O PT tem seu papel no problema que aflige a mídia atualmente, mas a própria mídia também tem: a submissão.

  9. Comentou em 27/11/2006 Ivan Moraes

    Ja li e reli os 5 primeiros paragrafos e nao vi o problema! Nao eh e nao pode ser comedia de maneiras. Comedia de maneiras eh o roteiro os EUA queriam que Chavez seguisse, e o que saiu foi um comico ‘Condoliza, don t mess with miza’. (que, pensando bem, eh quase uma declaracao de amor!)

  10. Comentou em 27/11/2006 Fabiana Tambellini

    O presidente tem que dar entrevista e e mídia tem que fazer uma auto-reflexão. Os dois tem errado prá caramba.

  11. Comentou em 27/11/2006 José Alexandre Matelli

    ‘Brifar’????????????? Ora, faça-me o favor…

  12. Comentou em 27/11/2006 José Alexandre Matelli

    ‘Brifar’????????????? Ora, faça-me o favor…

  13. Comentou em 27/11/2006 Marnei Fernando

    Ainda sem comentários aos posts do Sr. Dines.

  14. Comentou em 27/11/2006 Marnei Fernando

    Ainda sem comentários aos posts do Sr. Dines.

  15. Comentou em 09/11/2006 Hélio Vieira

    Sr. Alberto Dines
    Para ajudar o sr. a ponderar sobre a função social da imprensa e o atual comportamento de vários grandes veículos de comunicação, compartilho consigo mensagem que recebi via e-mail.
    Será que os jornalões têm atuado com Ética ?
    Se o sr. dispuser de 2 minutos, leia a nota a seguir:

    Caixa envia nota de esclarecimento ao jornal O Estado de S. Paulo
    08.11.06 – Brasília
    ‘Esclarecimentos da Caixa

    Em matéria publicada no dia 5/11, intitulada ‘Estatais driblam controle (Siafi) com balanços que variam 3.688%’, o Estado de São Paulo cita a Caixa Econômica Federal sem, no entanto, informar o posicionamento do banco, apesar de ter mandado resposta à reporter Rosa Costa em tempo hábil, na sexta feira (3).

    Ontem (06/11), o jornal voltou a publicar matéria sobre o tema (‘Congresso quer investigar contas de estatais’), mais uma vez, sem dar espaço para a resposta da CAIXA. Estranhamente, a resposta da CAIXA, que ‘derrubaria’ a matéria, foi propositalmente omitida.

    A ausência do ‘outro lado’ na matéria, além de configurar total desrespeito às regras da ética de do bom jornalismo, presentes do manual de redação do próprio Estadão, coloca a CAIXA no rol das ‘estatais que driblam o controle’, como afirmado pelo título de domingo, e sob foco de investigação do Congresso (título de hoje), o que é totalmente inverídico.

    Vamos aos fatos:

    – A assessoria de imprensa da Caixa passou esclarecimentos por escrito à reportagem, informando que a CAIXA não alimenta diretamente o Siafi com os seus dados de balancete, mas envia, mensalmente, arquivo com as informações ao Ministério da Fazenda.

    – A própria repórter informou ter como base de apuração o relatório 011.810/2006-8 do TCU, onde está escrito que a CAIXA, por não ser legalmente obrigada a registrar a execução orçamentária e financeira da receita e da despesa no SIAFI, tem ‘seus balanços integrados ao Sistema pela setorial contábil do Ministério da Fazenda’informação omitida pela matéria.

    – Outro fato, que consta do relatório citado, e também omitido pela reportagem foi que o TCU enviou ofícios ao Ministério da Fazenda (nº 189 TCU/SEMAG-1DT) e à Secretaria do Tesouro Nacional (nº 190 TCU/SEMAG-1DT), solicitando justificativas para as diferenças encontradas.

    – A CAIXA tem seus balanços auditados por empresa de auditoria independente, pelo Banco Central e órgãos de controle e fiscalização do Governo Federal e procede a publicação periódica no Diário Oficial da União, em jornais de grande circulação, além de estarem acessíveis no site da instituição (www.caixa.gov.br), não havendo qualquer suspeita sobre as contas e resultados do banco.

    Limitados ao exposto, solicitamos a publicação da resposta/retificação, bem como a transmissão dessa resposta pela agência de notícias aos meios de informação e divulgação que receberam a notícia a ser retificada.

    Gabriel Nogueira
    Assessor de Imprensa
    CAIXA ECONÔMICA FEDERAL’

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