Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1018
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JORNAL DE DEBATES >

O genocídio não é televisionado

Por Paulo Bento Bandarra em 13/01/2009 na edição 520

Impressiona a reação internacional motivado pela mídia da ação israelense em Gaza. De repente, existe um levante contra o Estado de Israel que faz uma incursão militar fora das suas fronteiras em defesa do seu território e de seus cidadãos. Poderia ser uma reação comovedora e humanista que mostrasse uma nova atitude da nossa espécie. A solidariedade humana com pessoas atingidas pela violência e pelo terrorismo de Estado por pessoas inocentes e pacíficas. Poderia, mas não é. É uma manobra fácil de verificar quando assistimos à completa falta de manifestações pela Somália, pelas ações criminosas realizado pelas Farc há 40 anos, o silêncio sobre Darfur, vítimas dos muçulmanos, a guerra civil do Congo por décadas, em que as vítimas são aos milhares e que sonhariam com uma situação de vida como a existente na faixa.

A falta de reação da imprensa e dos manifestantes, professor titular de sociologia contra o ditador cubano no Brasil onde os presidentes de esquerda debocharam dos presos políticos de Cuba. O humanismo nem sempre é preocupação, basta não haver imprensa. Como sempre, alguns são mais iguais do que os outros, como denunciou há muito tempo George Orwell.

Esta que é a vantagem de não permitir a existência da mesma. Não divulgado, não é conhecido, não existe. Quantos morreram e morrem em Cuba, na ex-URSS, na Chechênia, na China comunista, na Coréia do Norte? Ninguém sabe e nem se preocupa com isto. Passa a valer a versão dos facínoras que divulgam dados falsos de êxitos em saúde e educação sem contraditório, sem a imprensa livre que não se dobre à necessidade dos regimes totalitários socialistas de criar uma realidade falsa para o público externo, e principalmente para o interno, escravizado em seus direitos básicos por uma elite partidária iluminada que impõe ao povo o que desejar, pensar, aceitar.

Ajuda humanitária

Uma recriação de estados aristocráticos primitivos que uma elite nobre, agora chamado de partido, aqueles agraciados pela confiança dos reis, passam a exercer o poder totalitário sobre a população escravizada, tornada servil em nome dos interesses de estado. Do socialismo nacionalista ou internacionalista. Nestes regimes não existe a divulgação dos abusos, da pergunta inconveniente, da contradição de dados oficiais, visitas a prisões, o acesso de organismos de direitos humanos, advogados de defesa com garantias constitucionais. Os três poderes estão na única mão. Tudo que um governante fascista adora.

Assim, as mortes que ocorrem pelas ações provocadas pelo Hamas, amplamente respaldado em suas ações pelos cidadãos de Gaza, chama a atenção pelo silêncio dos mesmos manifestantes nas atuais situações ignoradas por eles mesmos de milhares de vítimas em vários locais do mundo. Vítimas estas que não enviam homens bombas, não lançam foguetes nas residências civis ou militares dos vizinhos, que juram por Alá a morte dos vizinhos. Mas que mesmo assim, nem o professor Gilson Caroni Filho, no OI, ache que a causa seja nossa, seja humanitária, seja de lutar por elas. Apenas comemorar que os EUA saíram da Somália, vítimas de tribos muçulmanas, para levar a mesma ajuda humanitária que gritam para Gaza.

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Médico, Porto Alegre, RS

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