Domingo, 20 de Agosto de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº954

JORNAL DE DEBATES > MÍDIA & GOVERNO

O ministro Tarso ataca outra vez

Por Alberto Dines em 31/01/2007 na edição 418

Tarso Genro voltou a atacar. Depois de merecidas férias, na segunda-feira (29/1), num seminário em Porto Alegre, o ministro das Relações Institucionais denunciou o controle da mídia brasileira por grupos econômicos e acusou-a de ser responsável por uma ‘destruição cruel’ do Poder Legislativo.


O ministro Tarso Genro esqueceu que em junho de 2005, na qualidade de ministro da Educação, assinou um solene e tocante artigo na Folha de S.Paulo propondo a refundação do PT diante da sucessão de escândalos conhecida como ‘mensalão’. Agora, passa uma borracha no que sentiu e escreveu naquela ocasião e ainda acrescenta uma descomunal bobagem: a reforma política não pode ser imposta pelos ‘poderes midiáticos’, terá que vir da sociedade.


O ministro só não explicou quais os meios que a sociedade usará para propor a reforma política. Através do Congresso? Se o Congresso é palco neste momento de uma enorme lavagem de roupa suja, como é que a sociedade pode esperar que seja o árbitro de mudanças que começarão por ele mesmo?


Retrocesso


Antes de soltar o verbo de forma tão descuidada, Tarso Genro deveria olhar o seu crachá e o seu cartão de visitas para verificar se o seu cargo ainda é o de Relações Institucionais. Nesta posição seu compromisso funcional é o de preservar e garantir as relações institucionais do governo com os demais poderes, inclusive com a imprensa.


A esta altura, repetir os chavecos chavistas sobre a mídia é um retrocesso. Mais do que isso: é um desacato ao presidente Lula, que há duas semanas comprometeu-se solenemente em preservar a democracia em nosso país.

Todos os comentários

  1. Comentou em 03/02/2007 Fábio Carvalho

    Prezado Rogério, é fato que a informação superfaturada do Waldomiro Diniz, assessor de José Dirceu, acendeu uma faísca na cassação de Ibsen Pinheiro. Não estou aqui atestando sua santidade, mas afirmando que Ibsen foi vítima de uma cobertura em forma de arapuca inescapável.

  2. Comentou em 31/01/2007 Élcio Verçosa Filho

    Há quanto tempo! Já começava a ter saudade desta senilidade ressentida do senhor Disney. Claro, o ministro Tarso Genro mais uma vez apenas vocalizou o óbvio, mas ao invés de seguir a pista que ele deu, quer dizer, ao invés de verificar como de fato a imprensa (de São Paulo principalmente) tem tratado com todo o carinho os potenciais responsáveis pela terrível tragédia do metrô (assim como, de resto, tratou o inexpressivo Kassab na mais recente edição de nossas enchentes anuais), o senhor Disney preferiu meter o pau no governo (federal é claro! Pelo jeito que ele fala dá até para achar que existe apenas um governo no Brasil!), partindo do princípio de que tudo o que sai do governo, qua governo, só pode ser mentira ou coisa pior, Eu gostaria era de ver as palavras do ministro desmentidas por um indignado artigo investigativo do grande Disney sobre a tragédia do metrô. Um artigo que considerasse, por exemplo, o absurdo de peleguismo ideológico que foi o teor dos primeiros cinco ou seis editoriais da Folha sobre o assunto (neste caso particular o Estadão agiu com maior dignidade). Essa, sim, seria a resposta apropriada aos comentários do professor Pópó. O resto é apenas diversionismo e picuinha, desculpa para continuar não cumprindo a sua obrigação, que, repito pela enésima vez, senhor Disney, não pé fiscalizar o governo, mas observar a imprensa.

  3. Comentou em 31/01/2007 Maria do Carmo Silva Souza

    Esse discurso antichavista não se sustenta mais. O golpe midiático na Venezuela foi escancarado no documentário “A Revolução Não Será Televisionada” e já está no You Tube. Quem acessar http://www.youtube.com/results?search_query=the+revolution+will+not+be+televised pode tirar suas próprias conclusões. Está cada vez mais difícil para a mídia do pensamento único convencer que a verdadeira democracia é a que Bush, Powell e Condoleeza instalaram no Iraque. Aquilo não é modelo para ninguém, nem para o Oriente Médio nem para o Mundo.

  4. Comentou em 31/01/2007 nelson perez de oliveira jr

    Tem um Joao Pequeno, com idéias curtas, há sim GLOBO, FOLHA, ESTADÃO e GRUPO ABRIL, que somados á BAND, RECORD e SBT, formam 07 grupos familiares detentores de mais de 90% da mídia nacional. Isto é concentração de sim é cartel sim, sem considerarmos que ACM e COLLOR e SARNEY são representantes de oligarquias regionais. E agora João, TUDO VALE A PENA, SE O JOÃO NÃO SE APEQUENA. Falar de DINES é CHOVER NO MALHADO, o homem não se emenda ele acredita no santuário do jornalismo, acha que seus colegas tem o SANTO GRAAL da honestidade, irrefutabilidade, infalibilidade e outras futilidades que se arrogam como porta vozes auto proclamados da sociedade, DINES está vivendo no século 18 ou 19, acha que todo jornal é um libelo panfletário da liberdade, para ele JORNAL não tem DONO, não dá lucro, não vende informação pelo vil metal. Dines ainda vive no GUETO, pobre DINES, o vitimizado, o auto vitimizado. Pobre DINES, cada vez mais parecido com um personagem
    de O MERCADOR DE VENEZA:ÓDIO, VINGANÇA E INTOLERANCIA. QUE VENHAM OS CENSORES, AFINAL LIBERDADE DE EXPRESSÃO DEPENDE SEMPRE DA BOA VONTADE
    E DA CORAGEM DO OUTRO.

  5. Comentou em 31/01/2007 nelson perez de oliveira jr

    Tem um Joao Pequeno, com idéias curtas, há sim GLOBO, FOLHA, ESTADÃO e GRUPO ABRIL, que somados á BAND, RECORD e SBT, formam 07 grupos familiares detentores de mais de 90% da mídia nacional. Isto é concentração de sim é cartel sim, sem considerarmos que ACM e COLLOR e SARNEY são representantes de oligarquias regionais. E agora João, TUDO VALE A PENA, SE O JOÃO NÃO SE APEQUENA. Falar de DINES é CHOVER NO MALHADO, o homem não se emenda ele acredita no santuário do jornalismo, acha que seus colegas tem o SANTO GRAAL da honestidade, irrefutabilidade, infalibilidade e outras futilidades que se arrogam como porta vozes auto proclamados da sociedade, DINES está vivendo no século 18 ou 19, acha que todo jornal é um libelo panfletário da liberdade, para ele JORNAL não tem DONO, não dá lucro, não vende informação pelo vil metal. Dines ainda vive no GUETO, pobre DINES, o vitimizado, o auto vitimizado. Pobre DINES, cada vez mais parecido com um personagem
    de O MERCADOR DE VENEZA:ÓDIO, VINGANÇA E INTOLERANCIA. QUE VENHAM OS CENSORES, AFINAL LIBERDADE DE EXPRESSÃO DEPENDE SEMPRE DA BOA VONTADE
    E DA CORAGEM DO OUTRO.

  6. Comentou em 31/01/2007 ubirajara sousa

    Se é pra censurar, podem deixar que eu censuro os meus próprios textos. Por exemplo, se tiver que citar o senho Dines, o farei de forma elogiosa. Caso contrário não o citarei. Censuraram o meu ponto de vista a respeito do senhor Dines. Há coisas muito mais onerosas escritas aqui no OI, hoje, do que as que escrevi sobre o senhor Dines. Só que não são sobre o senhor Dines. Aprendi. Quando não gostar do que esse senhor escreveu, manter-me-ei calado. E, por favor, se vocês forem responder, tenham a coragem de publicar o que eu escrevi e foi censurado. Servirá de parâmetro para futuras ponderações.

  7. Comentou em 31/01/2007 Lucas Nery

    Perfeita a análise de um aposentado do Recife. Até que ponto o Sr. Dines considera a mídia como um verdadeiro PODER!!?? Seria uma contestação da sua parte contra o abusivo método manipulativo praticado pela imprensa nacional e internacional ou um desejo seu de agigantar a influencia dos meios de comunicação??
    Bem, reflexão faz bem à alma humana Sr. Dines. Pense nisso. O OI está se deixando perder pela miopia corporativista que ela sempre combateu.

  8. Comentou em 31/01/2007 JOSÉ MARCIO TAVARES

    Sr Dines, a eleição já acabou e o Lula, apesar de seus detratores, entre os quais o senhor está incluído, venceu por amplíssima margem de votos.
    Essa sua defesa das corporações midiáticas já está virando motivo de chacota entre as pessoas que o consideravam um jornalista minimamente imparcial.
    Sr Dines, não continue a elamear sua biografia. Pare de atacar o PT e defender as corporações midiáticas com argumentos idiotas.

  9. Comentou em 31/01/2007 Rafael Simioni

    Só uma pergunta caríssimo Dines, desde quando a impressa se tornou um PODER CONSTITUÍDO!?
    Sinceramente…

  10. Comentou em 31/01/2007 Luiz Eduardo Rosa

    Acho que o observador deveria pendurar as chuteiras (ou a caneta, ou o teclado). Para mim, ele perdeu totalmente a credibilidade. Seus artigos são previsíveis, tendenciosos, parciais. Só um cego não percebe que o que foi dito é a mais pura realidade. A grande mídia é porta voz dos grande grupos econômicos, do mercado financeiro. Para defender seus interesses, ela faz o que for necessário: manipula, distorce, inventa, oculta. Sempre foi assim, a novidade é que agora isto está sendo cada vez mais questionado. Mas, para o observador, isto é contra a democracia, não se pode questionar a mídia. Dou uma sugestão para ele: acabe com os comentários deste observatório.

  11. Comentou em 31/01/2007 Marcelo Maranhão

    Se não houvesse uma grande oposição da sociedade o governo do PT iria impor um severo controle sobre a mídia. Eles são arrogantes demais para admitir críticas e qualquer oposição. Acham que um mandato popular lhes dá carta branca para fazer o que querem. Volta e meia membros do governo propõe medidas fascistóides com a desculpa de democratizar os meios de comunicação. Lula certa vez disse uma frase lapidar: ‘Democracia é bom, mas tem hora’. Ou seja, ele é quem decide quando se pode ser democrático…de preferência quando o adulam.

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