Segunda-feira, 22 de Abril de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1033
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JORNAL DE DEBATES >

O que é notícia e o que é pesquisa

Por Alberto Dines em 02/03/2007 na edição 422

Na entrevista do cientista político Fábio Wanderley Reis ao site do Observatório da Imprensa, ele acusa a mídia e a academia de se entrosarem num coro que tem muita indignação, mas pouco estudo sério (ver aqui).


O emérito professor comete uma injustiça e dois equívocos. A função da imprensa é justamente esta, de vocalizar a indignação – isso vale para a imprensa brasileira ou qualquer outra num Estado democrático. Pretender que a imprensa produza ‘estudos sérios’ todos os dias é ignorar a sua função de noticiar o que aconteceu.


A imprensa faz as primeiras avaliações. Quem tem obrigação de produzir estudos sérios é a academia. E se a academia hoje está mais empenhada em produzir brigas do que debates sérios – como mostrou o professor Renato Janine Ribeiro, na terça-feira (27/2), em nosso programa de TV – a culpa não é da mídia, mas da academia (ver aqui).


Mistério a desvendar


É verdade que certos setores da nossa imprensa, como os semanários de informação, perderam qualidade. Os analistas de política ou economia, obrigados a produzir três ou quatro comentários por dia, às vezes escorregam na ligeireza. Mas as edições de domingo dos grandes jornais brasileiros oferecem excelente material para reflexões, como lembrou recentemente o jornalista Luiz Weis, em nosso site (ver aqui).


A mídia produziu o milagre de manter a sociedade mobilizada ao longo de um mês inteiro em torno da questão da violência e obrigou a classe política a encarar esta questão com um senso de urgência incomum. Quem ainda não conseguiu fazer coisa alguma é o governo. Mas esse é um mistério que o professor Fabio Wanderley Reis poderia nos ajudar a esclarecer.

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