Segunda-feira, 25 de Junho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº992
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JORNAL DE DEBATES > SOCIEDADE DO EXIBICIONISMO

O triunfo da boçalidade

Por Luciano Martins Costa em 03/03/2008 na edição 474

É do Estado de S.Paulo a melhor contribuição do fim de semana para a análise do papel da mídia na cultura e na qualidade da sociedade contemporânea. ‘A era da performance’, texto publicado no caderno ‘Aliás’ (domingo, 2/3), traz excelentes reflexões sobre a sociedade do exibicionismo sem limites, no qual, aliás, a mídia cumpre o papel fundamental de veículo – ou, como se diz no mundo das artes plásticas, de ‘suporte’.


O antiintelectualismo, a ignorância arrogante, a supremacia da tecnologia sobre o conteúdo, a privacidade transformada em espetáculo são alguns dos temas tratados numa longa conversa entre a jornalista Lúcia Guimarães, correspondente em Nova York, e o ensaísta Lee Siegel. O resultado oferece uma plataforma para reflexão de educadores, formuladores de políticas culturais e de comunicação, mas principalmente para os profissionais da mídia.


Das séries de TV que exploram a intimidade de seres evidentemente patológicos ao fenômeno dos blogs que constroem e destroem paradigmas, Lee Siegel devassa o universo que construímos com o casamento entre a tecnologia da informação e o mais irresponsável mercantilismo da mídia.


Ler e guardar


O ensaísta não afirma que a internet criou patologias de comportamento, mas observa que o negócio da mídia na internet transformou patologias em objetos de valor positivo.


Ele não precisa citar, mas o leitor atento vai se lembrar de aberrações como o programa Big Brother Brasil e assemelhados, que oferecem uma faceta mais ou menos inocente na rede aberta de TV, mas deixa escancarados na internet comportamentos cuja audiência os donos da emissora se envergonhariam de partilhar com seus filhos. E em cima de tudo isso os personagens do programa são avalizados como ‘protagonistas’ em jornais do mesmo grupo empresarial.


O caderno ‘Aliás’ desta semana é para ler, guardar e manter o espírito crítico no oceano de mediocridades em que estamos mergulhados.

Todos os comentários

  1. Comentou em 03/03/2008 Fabiano Mendes

    Dia desses fiquei preocupado com meus sobrinhos, cujos pais trabalham fora. É que assistindo via internet uns poucos minutos do tal BBB8, ouvi tantas obcenidades, tantas asneiras, que fiquei abismado como tem gente que ainda perde tempo assistindo uma boçalidade dessa.
    Liguei para a minha irmã e ela disse que havia cancelado a assinatura exatamente por isso.
    Alerto aos pais que trabalham fora e que por acaso tenham tv a cabo em casa, que fiquem atentos.
    Fico indignado com a hipocrisia da mídia que dá destaque ao fechamento de uma casa em São Paulo, frequentada por coreanos e não dão a mínima pra o que acontece em um programa(?) como esse, ao contrário, a maioria faz questão de divulga lo, como o TV Fama da Rede TV e certas páginas da internet.
    Os tais protagonistas do tal BBB8 tem muito a ensinar a quem não tem caráter, como por exemplo, ser egoista, imbecil, vingativo e provam que diploma universitário por si só não garante que quem tem seja culto, inteligente, educado e tenha um mínimo de discernimento.

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