Quinta-feira, 22 de Agosto de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1051
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JORNAL DE DEBATES >

O culto ao irracional

Por Paulo Bento Bandarra em 19/05/2009 na edição 538

Meu estimado amigo e conterrâneo, o dr. Ricardo Antônio Lucas Camargo, em 12/5/2009 escreveu um artigo em resposta a uma pergunta minha que, pelo jeito, não ficou clara. Advogado de Porto Alegre, do RS. Possuímos formações de visão do mundo incompatíveis. Separamos-nos na idéia de que precisam existir deuses para sermos virtuosos. Que os presentes prometidos para fiel é a força do bem agir. A sua resposta envolve uma gama enorme de exemplos dos conflitos humanos, mas nunca se aproximou do fundamento da pergunta. Se o culto ao irracional leva a algum lugar. Se estimula alguma coisa. Se produz tolerância e alguma vantagem ao ser humano e às sociedades no seu cultivo no mundo atual.

‘Irracionalidade é a antítese da racionalidade; da razão; do raciocínio; é usado para designar uma ação desprovida de raciocínio e, também o conhecimento desprovido de qualquer racionalismo da lógica formal; onde se faz (no que diz respeito á filosofia) possível o conhecimento através da intuição irracional. No irracionalismo filosófico despreza-se a lógica, obtém-se o conhecimento não a priori e despreza-se a posteriori ou seja, o conhecimento ligado pela experiência. Vulgarmente usa-se a ‘irracionalidade’ como mero qualificativo de ações desprovidas de raciocínio, reflexão .Esta forma não faz alusão á irracionalidade filosófica, sendo apenas uma forma de expressão das pessoas médias’ (Wikipédia),

Irracionalidade – substantivo feminino

– qualidade, caráter ou condição do que é irracional

1 – falta de raciocínio ou fato de não ser dotado de razão

2 – ausência de razão, de lógica, de clareza de idéias, de pensamentos

2.1 – instância (ponto de vista, posição, crença, ação, prática etc.) irracional

3 – absurdo, característica daquilo que é contrário à sensatez e ao bom senso; insensatez, desconformidade com os ditames da razão (Dic. Houaiss).

Exegese e magistério

Lembrando a minha argumentação, o que nos distingue dos animais em geral não é o comportamento irracional, emocional, ações sem sentido de causa e objetivo. Justamente pela razão que nos distinguirmos dos seres semoventes não pensantes. Esta qualidade superior que alguns atribuem a termos sido criados a imagem e semelhança com os deuses, ou um dos alegados Deus de um dos monoteísmos, e não que os criamos, todos pensando na nossa imagem e na nossa semelhança de virtudes e qualidades que sonhamos que eles tenham. E que estes deuses se modificam com o passar do tempo conforme nós evoluímos. Nós modernizamos a imagem do demiurgo. Não faz sentido assim negar esta qualidade humana. Nada mais nos distingui tanto dos demais seres inanimados e animados.

‘Razão e religião’, Miguel Reale Júnior, em 3 de janeiro de 2009, no Estadão (http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090103/not_imp301915,0.php ), aborda a revelação espírita. ‘O papa João Paulo II, na Fides et Ratio (Fé e Razão) insiste contra uma Fé que dispense a razão. A verdadeira Fé não pode reduzir-se a um sentimento subjetivo, isso é, irracional, infantil, inumano. A Fé tem que apoiar-se em bases racionais ‘ (Pe. Oscar G. Quevedo S. J.). Sempre desconfio da sinceridade de quem pede que abandonemos a razão. ‘A interpretação das Sacras Escrituras não pode ser somente um esforço científico individual, mas deve ser sempre confrontada, inserida e autenticada nas tradições viventes da Igreja’, disse Bento 16 durante um encontro com membros da Pontifícia Comissão Bíblica. Segundo o pontífice, ‘esta norma é decisiva para manter a correta e recíproca relação entre a exegese (interpretação de escrituras bíblicas) e o magistério da Igreja’.

‘Razões’ para justificar a vontade de Deus

‘O que eu disse, sempre e sempre – e, nisto, Paulo Bandarra concorda –, é que nenhuma escala de valores é fixada pela Razão. Esta somente começa a operar depois que já está dada a escala de valores, porquanto tal escala será o referencial a partir do qual se procederá à comparação’ diz Ricardo Camargo.

Tanto que nos apelam à razão para permitirmos o credo irracional como sendo ‘racional’ as pessoas cultivarem. Milhares delas no passado e no presente. Como são irracionais, bases de valores a priori, não podem ser argumentadas ao nível humano, da experiência empírica da razão. Apenas pela crença. Não são elas que nos aproximam. Mas nos afastam. Portanto, manter escalas de valores irracionais não promove o conviver e nem as virtudes. E muito disto está na nossa legislação. Valores irracionais baseados na moda. Ontem mulher era escrava do lar. Serva do marido. Hoje a mulher pode trabalhar fora. Pode até ser solteira ou homossexual. Comer carne de porco era proibido com a morte. Para os muçulmanos, comer peixes sem escama. Ontem o cidadão honesto era o alvo da lei, hoje o malfeitor tem os seus direitos priorizados. Modas apenas.

Apesar de incrédulo, não sou a favor do aborto, como não sou a favor de se matar judeus. Justamente porque é uma falsa lógica, uma falsa razão matar um ou outro baseado apenas na moda momentânea, na verdade religiosa de um grupo e no poder de eliminar o próximo. Já se matou em Roma e em outros povos primitivos os filhos, escravos, gladiadores, esposas. E não foi por Deus que se deixou de fazê-lo. Quanto a cristandade matou nestes milhares de anos? A escravidão e a servidão humana não acabaram com o judaísmo, o cristianismo ou o islamismo. Antes pelo contrário, perpetuam-se por eles. Achou-se ‘razões’ dentro das crenças irracionais para justificar ser a vontade de Deus. E se Deus assim determinara, quem se oporia sem ser eliminado junto?

Intolerância e ódio

A defesa racional dos judeus está muito bem elucidada em Martin Niemöller, 1933

Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram
meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei.
No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram;
já não havia mais ninguém para reclamar…

O que é uma elaboração do não se faça aos outros o que não queremos que nos façam. Muito mais eficaz do que o irracional:

‘Responderam: recaia o sangue dele sobre nós e nossos filhos!’ (Mt 27, 25). Perpetuando de forma irracional para todo o sempre a condenação judaica pela publicidade cristã. ‘Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam’ (Êxodo 20:5). Três mil anos pregando a intolerância e o ódio cristalizado.

Que informações levem onde desejamos

Como conciliar o espiritismo, o Swdenborgismo, o catolicismo, o islamismo, o budismo, o judaísmo, o hinduísmo? O politeísmo e o monoteísmo, se nem mesmo os monoteístas se aceitam, cada qual com seu Deus e considerando-se os escolhidos da hora se enxergam como inimigos para o futuro Armageddon? E muito menos os devotos do mesmo deus que criam milhares de credos paralelos e intolerantes entre si?

Logicamente para que possamos atingir nossos objetivos. O que interessa a um recém nascido? Comer, sentir-se aquecido, seguro. E para tanto usa o choro para se comunicar. Com o tempo passa a proferir palavras e finalmente frases. Ele não pode atingir todos os seus objetivos apenas chorando. Assim como um cachorro ou gato tenta latindo e miando. O conhecimento da língua e a simbologia visam justamente se atingir, pelo conhecimento dela, a capacidade de comunicação. Não teria sentido cada pessoas falar uma língua diferente. Saber é, portanto, importante para atingir os nossos objetivos emocionais, lúdicos, profissionais, de vida. E, para muitos, mesmo o do pós-vida.

Raciocinado de outra forma, seria como se nós comprássemos jornais e livros não nos importando com a fidelidade do que ele relata. Apenas que relata qualquer coisa que pouco nos importa o quê (em termos de fidelidade aos fatos). Que não nos aproxime da realidade e nem nos forneça informações úteis para a nossa vida. Mesmo que façamos este exercício em termos de arte e de literatura, não podemos dizer que elas nos dão melhores informações à não ser conhecer a cultura inútil. Como ocorre, por exemplo, nas histórias medievais com duendes, dragões, princesas e vampiros; ou na moderna, com guerra nas estrelas ou 2001, uma odisséia no espaço. Nestes casos, o conhecimento fica restrito ao apreciar a simbologia literária, sem nos proporcionar algum conhecimento aplicável ao nosso meio e na nossa vida. O chamado plausível impossível de Walt Disney.

Não faz muito sentido na vida das pessoas cultuarem práticas e valores que não sejam verdadeiros. Por exemplo, em tempos de febre amarela e gripe suína, usar crucifixos nas roupas, alho no pescoço ou ungir o corpo com sangue de cordeiro sacrificado para impedir que seja atingido por alguma doença desconhecida. Por que estes atos e esta cultura não são capazes de serem efetivos. Não adianta colocar garrafas em cima de contadores de relógios, amuletos no pescoço ou bombril na ponta da antena da televisão, se não funciona. É para isto que cultivamos o conhecimento. Atingir o mais próximo possível aquilo a que nos propomos. Mas isto não se restringe na vida à ciência e a cientistas. Isto está inserido em todas as coisas simples que fazemos. Como fazer uma boa feijoada. Como conseguir cultivar uma roseira no jardim. Como proteger o cachorro das pulgas. Arrumar uma namorada. Ter uma tranqüila noite de sono. Conseguir um emprego melhor. E por aí vai a nossa necessidade de que as informações que nos fornecem e ensinam, que procuramos na mídia, que nos levem realmente para onde se deseja.

A decisão certa, a fórmula certa

Esta deveria ser a posição de quem deseje realmente, com sinceridade, com vontade de conhecer a verdade, ao procurar escolher e analisar as formas e revelações divinas de como se salvar, no sentido sobrenatural. Mas, infelizmente neste campo, as pessoas se negam a cultivar o livre arbítrio de verdade, que é precedido sine qua non pelo conhecer das opções. Ninguém pode livremente optar pelo que desconhece, pelo que não tomou conhecimento, pelo que apenas foi ensinado como verdade, uma verdade, se de fato não tomou conhecimento de que existam outras formas de revelações e de viver a vida em paz com a mesma validade. Não só a mamãe sabe cozinhar. Existem diversas maneiras de fazer um prato, ou de chegar aos deuses e ao sobrenatural, propostas por pessoas sinceras e honestas ao redor do mundo. Confiar que apenas nós sabemos fazer uma boa comida ou domar um cavalo é ignorar o conhecimento diverso ao redor do mundo. Outras visões existem e outras verdades são reconhecidas pelos outros.

Quando empreendemos uma empreitada desejamos saber como chegar aquele objetivo proposto. Ganhar uma guerra, diminuir a violência no trânsito, nos curarmos de uma determinada doença ou cultivarmos laranjas de forma racional. E, para tal, devemos buscar as informações certas, as experiências bem sucedidas nestes campos e compararmos com as demais experiências bem e mal sucedidas. Não faz sentido nos apegarmos a uma forma aleatória e fecharmos os olhos para toda a informação e a experiência dos demais adversários ou parceiros em situações de vidas iguais. Ir de escudo romano para o campo de batalha, nos comportar da mesma maneira no trânsito, usarmos simpatias em vez de conhecimento na doença ou jogarmos a esmo caroços de laranja para colhermos uma safra. A possibilidade de sucesso é nula. Mas em termos de religião as pessoas, por menos que estudem ou saibam, se dizem donas da verdade, leram o suficiente, conhecem o necessário e que não precisam saber mais do que já sabem para terem a certeza sobre o que nunca souberam. Para chegarmos a Deus só pela via da ignorância e da teimosia. Não se pode chegar pela racionalidade e pelo estudo do conhecimento a respeito ao redor no mundo, pela história, pelas alegações. Bem lembra Alberto Dines, barba non facit philosophum. Não é a recusa em tomar conhecimento que garante a salvação. O estudo das fórmulas mais provável deveria ser a decisão certa, a fórmula certa, conhecer o modo certo.

Creditar o livro de propaganda?

No momento que os valores particulares e as certezas pessoais, o valor pessoal fantástico, vão ser propostos para uma coletividade, é obrigatório passar pelo crivo da racionalidade dos outros. Deve ser aceito por todos como fazendo parte de valores coletivos e não de crentes apenas que não aceitam as verdades fora das suas visões pessoais. Que não passam disto. Apenas certezas pessoais.

Por que ter uma certeza férrea de coisas que não se sabe, e que se considera tão conhecedor sem nem mesmo ter tomado conhecimento? Será que aqueles que adoraram e acreditaram em Zeus, Júpiter ou Amon teriam tido algum outro destino dos que acreditam em Jeová, Alá, Deus ou Brahma? Por que as pessoas criadas em cada uma das milhares de religiões não duvidam delas? Pela verdade que encerram, ou simplesmente pelo resultado de uma educação coercitiva apenas? Elas facilmente percebem o erro ou a ‘falsidade’ das outras, as abominam, mas se negam a enxergar os defeitos da sua, a sua total relatividade e de bases igualmente inconsistentes. Como dizem os ateus, ateus apenas desacredita em mais uma, enquanto aqueles ainda acreditam totalmente apenas na sua. Sigmund Freud já identificara as motivações para a necessidade do uso da religião. Seguia Ludwig Andreas Feuerbach e Friedrich Wilhelm Nietzsche, entre outros. A necessidade que possuem os neuróticos para atos repetitivos para controlar a ansiedade e os fantasmas internos. E como a matéria da fé da revista Galileu, todas cumprem o mesmo papel sem ter uma verdade subjacente. Iludir o praticante.

Claro que o conhecimento é apenas um meio. E a ciência e o método científico apenas visam dar ao conhecimento uma proximidade maior com a realidade que nos cerca. Sondá-la e tirar relações ocultas e revelar meios de manipulá-las. Mas a religião também não é apenas um meio? Ou seria um fim em si mesmo? Vamos adorar o bezerro de ouro apenas para adorar algo? Vamos usar um placebo apenas porque devemos usar um tratamento sem ao menos nos importarmos com o seu resultado? Por tradição ou confiança cega em quem prescreve? Vamos criar leis baseados em afirmações sobrenaturais de uma maioria fanatizada por algo errado? Vamos ser obrigados a seguir normas de pessoas que se acreditam iluminadas pelo livro certo que devem impor a toda sociedade por qualquer meio? Impor o que a ciência deve achar, para creditar o livro de propaganda?

Dois exemplos emblemáticos

Não. O irracional e seus defensores não podem impor aos outros os seus valores particulares. Não podem impedir a analise racional de suas propostas. Os Egípcios não tinham cinco mil anos de história para analisar. Não nos podem pedir que ignoremos a mesma para agirmos como inocentes ignorantes. Não podemos seguir filósofos que nos pedem que calemos. Que nos abstemos de analisar com liberdade as ‘suas verdades’ que querem ver impostas a força. Não podemos legislar em nome de concepções sobrenaturais de um grupo apenas porque este detém o poder da maioria. Ela não é sabia, nos mostra a história. Que nosso professores de história aqui negam.

‘… a Península Ibérica durante a dominação moura, tinha os cristãos e judeus tolerados, ao passo que, após a Reconquista, a vida dos hebreus se tornou ali um sofrimento constante.’

Sejamos honestos. O quanto existia mesmo desta tolerância que eram ‘tolerados’ apenas? E o que foi a ‘reconquista’ a não ser expulsar os infiéis da cristandade? Infiéis que fizeram a Invasão Moura da Ibéria (711 a 1221) para expandir o Islã.

‘Posso referir, também, o caso de Gandhi como um exemplo de que a relação entre religiosidade e intolerância não é inexorável, até porque tal personagem foi intolerante com a intolerância…’

Um péssimo exemplo de tolerância que separou um país em dois de forma traumática até hoje não resolvida. Até hoje em pé de guerra pela diferença religiosa. E que Gandhi justamente morreu nas mãos de um Hindu furioso por acreditar que Gandhi teria ‘favorecido’ a divisão para o Paquistão muçulmano. Onde existe aí alguma lição do valor irracional sob valores racionais? O que resolveu a solução de Gandhi criando dois países com bombas atômicas sempre a um passo do Armageddon? Creio que os dois exemplos tentados exemplificar claramente mostra que é falsa a defesa de que o cultivo do irracional leva a tolerância. Que é no ensino religioso que se obterá um dia o que na história nunca foi conseguido.

Não se tiram verdades do que é falso

‘Devo dizer, para evitar mal-entendidos, que, pessoalmente, penso que a primeira proposição – a da igualdade do gênero humano – é a que mais se coaduna com o atual estágio do Direito Internacional e, mesmo, com a minha formação pessoal.’

Creio que este seja o exemplo mais marcante de que as legislações e o exercício do direito sejam laicos. Completamente racional, e em escala de valores humanistas, jamais em valores sobrenaturais, sectários por essência. Jamais deixando a religião interferir de qualquer forma e de qualquer meio na convivência e nas relações públicas. O que é um desafio frente a vários estados que se movem por esta força, por este objetivo, com governos teocráticos e que praticam a lei em nome de livros sagrados para impor aos fiéis (criados a força) e aos não professantes, de igual modo. Que visam à conversão a força do resto do mundo, e que sempre verá com medo e como uma ‘perda’ a avanço e o sucesso de outro grupo que professa outra fé, ou mesmo não professam.

O irracional que leva a idéia de anticristo já pregada pelos primeiros cristão, do apocalipse entre a luta dos fiéis contra os infiéis. O medo do outro que professa outra fé como a essência do mau que só a religião enxerga e existe. As profecias de Nostradamus, que cria a imagem do inimigo desde o infiel, até ao fiel papa e à sua Igreja como inimigo mortal anticristo, profetizado pelos adventistas. Quem afinal é o fiel e o infiel? Aquele que trabalha no sábado? Aquele que prega a reencarnação? Aquele que não paga o dízimo? Os Templários eram o anticristo? Hitler? Ou Saddam Hussein? Será o papa? O Islã? Os maçons? Uma loucura total.

A lei baseada em religião e fé contrapõe-se em essência ao princípio humanitário da igualdade, da fraternidade e da liberdade. Assim como a democracia cristã não é democracia. Não se pode tratar alguém diferente por sua fé ou falta dela, principalmente criando uma lei baseado em um credo que não é seu. Esta é a força da maioria. Impor sua vontade e sua fé ao outros onde é predominante. Vista milhares de vezes na história das religiões e na atualidade.

A tolerância vem da educação e não da religião, do sobrenatural, da crença irracional. E pessoas educadas mal, mau se tornarão sempre. Não se podem tirar verdades do que é falso.

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Médico, Porto Alegre, RS

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