O grande circo da violência | Observatório da Imprensa - Você nunca mais vai ler jornal do mesmo jeito
Sexta-feira, 17 de Agosto de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1000
Menu

JORNAL DE DEBATES > PERIGOS IMPRESSOS

O grande circo da violência

Por Alberto Dines em 16/10/2007 na edição 455

‘Cuidado! Mantenha o frasco vedado, substância altamente tóxica’. Mesmo in vitro, a violência é perigosa. Manuseada por robôs, à distância, com luvas de borracha e conservada na geladeira, a violência pega. O contágio não se dá pelo contato direto, aspiração ou pela visão.


A violência se propaga pelas palavras. Se não forem descontaminadas, as palavras potencializam os seus efeitos. A violência verbal pode vir antes ou depois da violência física, não importa, são contíguas, causais, inextricavelmente associadas.


O triângulo das Bermudas onde desaparece nossa lendária cordialidade reaparece agora composto por três nomes – marcas, melhor dizer – transformadas em poucas semanas em matéria altamente explosiva: Huck, Rolex, Ferréz.


Mencionar uma delas – em qualquer circunstância – e não incluir as demais – em qualquer circunstância – equivale a acionar um detonador. Ou a fogueira das vaidades. Como descontinuar este circuito de irracionalidades movimentado justamente sob o pretexto de buscar a razão? Como reverter a exaltação, o canibalismo e a compulsão antropofágica?


Única saída: evitar a criminalização e a culpabilização, fechar este farsesco tribunal montado apenas para fazer barulho. Ninguém tem culpa, nenhuma das partes – ou marcas – é responsável pela selvageria. Alguém precisava desabafar.


O relógio, como um dos termos do trinômio de ódios, não tem culpa de ter sido convertido em totem. A celebridade roubada, assim como a celebridade que justificou o roubo, são igualmente inocentes, ambas possuídas pela mesma sede de justiça. São partes da escaramuça, incapazes de pedir silêncio e oferecer juízos.


Examinar os processos


Mas o processo, o acelerador desta alucinação, este deve ser examinado com atenção, caso contrário estaremos permitindo a multiplicação do rancor e perenização das suas conseqüências.


Para evitar palavras deflagradoras de novas animosidades e bordões capazes de despertar facções ainda não mobilizadas, os fatores do sistema serão nomeados apenas em notas de rodapé. Como os editores treinaram os leitores a detestar os rodapés, estes ganharam imunidades. Mas a tônica deste sistema1 tem nome, endereço, RG e CPF: simplificação.


E a simplificação ideológica não pode ser omitida como responsável pela letalidade do atual surto de ressentimentos. De tanto adjetivar o adversário como ‘fascista’ estamos facilitando a assimilação do fascismo em nosso cotidiano. Ninguém percebeu o perigo: quando for necessário enfrentar efetivamente o fascismo ele parecerá inofensivo. O país da piada pronta cansou de fazer piada, agora burila frases de efeito.


Não adianta culpar os avanços tecnológicos e a despolarização do processo informativo2. Se o conflito tivesse ocorrido há 10 ou 12 anos, a violência se manifestaria pelos condutos tradicionais. A tal da ‘modernidade’ culpada de tantos malefícios nada tem a ver com brutalidade exibida pelos espancadores. A luta vale-tudo da Era Digital não difere da luta vale-tudo da Era do Rádio.


O ringue onde se exibem os enfezados3 é de papel impresso, foi na primeira página de um dos maiores jornalões brasileiros4 que apareceu o desabafo da celebridade agredida5, foi na sua seção de cartas que começou o confronto equalizador entre linchadores e anti-linchadores. Neste mesmo fórum6 monetizou-se o crime através da marca do relógio7, lá também desembarcou a celebridade justiceira8.


O desfile prosseguiu nas páginas de abertura do maior semanário brasileiro9 e, na semana seguinte, obedecendo à lógica progressiva da Lei de Linch (‘mata! esfola!’), outro semanário de grande circulação10 resolveu explorar novo veio de emoções através de um chamariz diferente: na boca da celebridade vitimada, a mais patética11 pergunta jamais aparecida numa capa de revista: ‘Ele merecia ser roubado?’


Ninguém merece ser roubado, nem mesmo o ladrão.


A única pergunta pertinente e que a esta altura nenhum dos três protagonistas teria coragem de fazer (exceto o relógio) é a seguinte: como posso contribuir para o desarmamento dos espíritos? Ou esta: meu nível de onipotência não está levemente exagerado?


Depois do lânguido feriadão, o jornalão, a serviço do seu narcisismo12, foi à praia vizinha pedir reforços13, seus mosqueteiros estão esgotados. Novo ingrediente na salada: a culpa agora não é do Rolex, é da Marilena Chauí.


Esta galeria de indignações impressas14 não é debate, não é democracia, não é pluralismo, não é exercício de tolerância iluminista15. É a simplificação a serviço da exacerbação coletiva, o indivíduo empenhado em virar malta. Perdigotos a serviço da violência. Ilusão de participação. Culto ao escândalo. Civismo anti-cívico. Banalização do mal. Delírio – em vez do Bope, Ibope.


1. Mídia, do latim media


2. Internet, banda larga, etc.


3. Atenção para a etimologia: enfezado vem de fezes, quem é dominado por raivas precisa purgar-se no sanitário.


4. Folha de S.Paulo, um jornal a serviço do Brasil.


5. Luciano Huck, apresentador de TV.


6. Jornal citado, idem.


7. Rolex, marca de relógio kitsch, detestada na Suíça.


8. Reginaldo Ferreira da Silva, o Ferréz, autor.


9. Veja, páginas designadas injustamente como ‘amarelas’ (cor clássica do sensacionalismo) que, no Brasil, virou marrom.


10. Época


11. Patética ou pateta, o leitor escolhe.


12. Folha de S.Paulo, 15/10/07, página A-3


13. Reinaldo Azevedo, blogueiro e articulista de Veja


14. Convém ler, de Isabel Lustosa, Insultos Impressos, a guerra dos jornalistas na Independência, 1821-1823 (Cia. das Letras, 2000)


15. Aufklärung, do alemão, Esclarecimento, a principal função da imprensa.


Em Tempo, por Deonísio da Silva:


Dines, você escreveu no OI desta semana, em seu belo artigo O grande circo da violência: ‘Atenção para a etimologia: enfezado vem de fezes, quem é dominado por raivas precisa purgar-se no sanitário’. É uma licença e tanto, mas fezes veio de faex, cis, lama, excremento, merda e mais alguns sinônimos. Enfezado, embora se pareça com isso, tem outro étimo, bem diferente: o latim infensatum, cheio de defesas exageradas, hostil, particípio de infensare, ligado a defendere (a raiz de estas e de outras palavras assemelhadas  o étimo -fend-). O que pode ter te levado a esse engano é um erro de grafia: enfezado deveria ser escrito ‘enfesado’, como fizeram com ‘defesa’. Não sei o que este ‘z’ está fazendo aí, mas que é esquisito, é. O José Pedro Machado tem o verbete ‘fez’ e não registra ‘enfezado’. Abona ‘fezes’ com Santo Agostinho: ‘me tire dos afundamentos das águas e do lago da mizquindade e do lodo das fezes’. É barro mesmo, e não merda.


Refiticado está.


 

Todos os comentários

  1. Comentou em 22/10/2007 Daniela Dias

    ‘No Brasil não se pode dormir em paz quando centenas de brasileiros e brasileiras são mortos a cada dia por guerra entre gangues, por ataques da policia, balas perdida, overdoses, suicídios, não se pode dormir em paz quando milhares de crianças estão sendo abusadas sexualmente neste exato momento, não se pode dormir em paz quando, em dia de chuva forte, típica de nossa condição tropical, centenas de dezenas de famílias ficam sem teto, e muitos morrem em desabamentos, não se pode dormir em paz quando mulheres são espancadas por seus companheiros, não se pode dormir em paz quando milhões de brasileiros que não sabem ler nem escrever são explorados a cada segundo de suas vidas, não dá para dormir em paz e saber que amanhã vai continuar….’ (continua)

  2. Comentou em 22/10/2007 Daniela Dias

    ‘No Brasil não se pode dormir em paz quando centenas de brasileiros e brasileiras são mortos a cada dia por guerra entre gangues, por ataques da policia, balas perdida, overdoses, suicídios, não se pode dormir em paz quando milhares de crianças estão sendo abusadas sexualmente neste exato momento, não se pode dormir em paz quando, em dia de chuva forte, típica de nossa condição tropical, centenas de dezenas de famílias ficam sem teto, e muitos morrem em desabamentos, não se pode dormir em paz quando mulheres são espancadas por seus companheiros, não se pode dormir em paz quando milhões de brasileiros que não sabem ler nem escrever são explorados a cada segundo de suas vidas, não dá para dormir em paz e saber que amanhã vai continuar….’ (continua)

  3. Comentou em 19/10/2007 Eugênio Simões

    Hum, quer dizer que o Ferréz tem status similar ao de Dostoiévski? Humm, quem sabe nosso amigo defensor ‘dos correria’ não ganhará o próximo nobel de literatura? Já que o prêmio está saindo mais por conveniência ideológica que por competência literária, o mano tem uma boa chance, tá ligado? Seria um pequeno passo para a humanidade mas um grande passo para a literatura [ ] marginal, digo, para a ‘literatura marginal’… é bom saber como pensa o ‘politicamente correto’ nacional…

  4. Comentou em 18/10/2007 Luis Neubern

    Caro Marco – TSS, você não parece ser uma pessoa ímpea, quero crer que ateu fica melhor. Ímpeo também quer dizer ateu, entretanto é mais utilizada para definir uma pessoa cruel, desuma, o que não parece ser o seu caso.

  5. Comentou em 18/10/2007 Helio Saboya Filho

    Millôr Fernandes não escaparia de ser sentenciado a, no mínimo (sem trocadilho), prestar serviços comunitários por sua implacável apologia contra a lei que tornou obrigatório o uso do cinto de segurança. O infeliz do cineasta José Padilha seria um caso perdido, de prisão perpétua. Seu magnífico Tropa de Elite seria o supra-sumo da apologia à tortura e à truculência como forma de combate à criminalidade.

    Lênin os teria fuzilado, diz Rei. Rei os teria censurado.

    Helio Saboya Filho, por e-mail, Rio.

  6. Comentou em 18/10/2007 AILTON amaral

    como seria bom se todos nós pensassemos com mais propriedade olhando pelo lado humano das situacoes;
    sim, o dines tem direito de escrever o que pensa, sim, o dines em algumas colocacoes está certo, sim, todos os que estao aqui tem o direito de colocar expressar suas posicoes e tambem oferecem, publicando-as, o direito a outros de rebaterem.
    no entanto, voltando ao tema e esquecendo o personalismo excessivo, voltado a agressao e a discordancia com a pessoa do dines, quando deveriamos debater ideias, o assunto é a violencia, que nao ser furtou de agir na vida de mais um famoso e rico.
    chega a ser incoerente defender a violencia, o roubo, os assaltos e os pebres coitados que o fazem.
    o que nao deveriamos esquecer é que essas pessoas, tanto quanto todos nós aqui, tem direitos, sao pessoas, sao humanos, mesmo que alguns radicais possam nao concordar com isso.
    como seres humanos deveriam ter seus direitos respeitados, sua dignidade protegida e suas necessidades supridas. mas nisso em nenhum momento pensamos ou comentamos aqui.
    a demagogia e a visao limitada das situacoes nao nos permitem perceber as consequencias de nossos proprios atos.
    ninguem merece ser roubado, ninguem merece passar fome, ninguem deveria matar outro ser humano, mas o erro é que nos distingue como humanos, entao, cabe a todos nós repensar nossa visao do que é ser humano.

  7. Comentou em 18/10/2007 Marco Antônio Leite

    Caso o mundo fosse constituído de muitos Ferréz, com certeza, não teríamos tantos PATY-FARIAS manipulando a massa com intuito de mante-lá na ignorância, ostracismo e na calmaria. Todavia, essa minoria que tem o poder econômico, porque não dizer o cofre, em suas mãos, não da a mínima para o crescente aumento da pobreza e miserabilidade do trabalhador brasileiro. Nos dias de hoje, existe um contingente de cinqüenta milhões de pessoas que moram em favelas. Segundo os entendidos, daqui uns dois a três anos este número deverá passar dos ciquente e três milhões de miseráveis. Portanto, como os poucos Huck querem ter o livre-arbítrio de ir e vir, sem ser molestado pôr aqueles que necessitam se alimentar, tem mulheres e filhos, compromissos com aluguel, luz, água, gás entre outros custos fixo. É muita petulância dessa meia dúzia de privilegiados em desejar deambular livre, leve e solto, sem passar pôr nenhum sobressalto nesse percurso de ir e vir da nossa carcaça, sem ao menos sofrer uma agressão se quer. Sonhando acordado, supondo que vivêssemos num mundo sem ladrão, polícia, ricos, juizes e gananciosos em geral, isso seria uma maravilhada. No entanto, deixei de sonhar e, a balbúrdia continua a mesma, com direito a piorar.

  8. Comentou em 17/10/2007 Renato Silva

    O Dines falou do Azevedo pra não ter que falar do Azeredo. hehehehehe

  9. Comentou em 17/10/2007 Ricardo Rievers

    Parabéns, Dines! Pefeito.

  10. Comentou em 17/10/2007 Cláudia Monteiro

    Parte da culpa por essa exarcebação da crítica grosseira é da própria internet que não dá meios para os editores triarem os comentários educados daqueles que apenas pregam o ódio inconseqüente. Boa análise, Dines.

  11. Comentou em 17/10/2007 Marco Antônio Leite

    Essa falácia com o roubo do relógio do bom moço Ruck, jovem apresentador de um programa que rouba o tempo e a pouca consciência de senso critico dos telespectadores, esta mais para a venda de notícias do que para resolver de fato às questões que envolvem a pobreza, o marginalidade e há omissão da polícia paulista. A todo o instante uma pessoa esta sendo assaltada no Estado, a imprensa não retrata fielmente todos as ocorrências, seja ela, um roubo a BANCO ou um furto de um pote de margarina. Ressalto, às autoridades só aparecem para falar de segurança pública em épocas de eleições, dizem que farão isto, aquilo e aquilo outro para reduzir acentuadamente a relação de crimes acorridos no Estado. Porém, no dia seguinte às eleições, tudo continua igual no quartel general da bandidagem, bem como às periferias são esquecidas pelas “autoridades” do momento, provocando um descredito sobre o trabalho desses governantes e, bem como deixa a população carente incrédula de tudo e todos. Todavia, o relógio Rolex do mocinho Global não tem tanta importância assim para a imprensa estar noticiando fartamente. Porém, havia esquecido, o sistema é capitalista, nada melhor que faturar uma grana com um assunto que infelizmente vende jornais, revistas e assemelhados.

  12. Comentou em 17/10/2007 Eugênio Simões

    A única malta que ainda se assanha com o julinho da adelaide é a patrulha, já que ele é um dos dois ou três referenciais de leitura da realidade que esta possui. Incapazes de entender a velocidade das transformações atuais, os ‘bolchevistas do Rolex alheio’ se apegam a referências do século passado. No caso, pensamento raso e poesia mixuruca, acompanhados de um violaozinho.
    Mas o que realmente me chama a atenção é o ódio que os patrulheiros dirigem ao programa de Huck, acusado de corromper a juventude (Dêem cicuta para ele..loucura, loucura, loucura…). Será que o ‘politicamente correto’ não percebe que o povo ‘idílico’ pode não existir? A maior parte do povo brasileiro vê o ‘Caldeirão do Huck’ no Sábado, Lê revistas de fofoca na semana e prefere funk, sertanejo e axé a cafonices elitistas como Maria Bethania ou Chico Buarque. Pensando bem, acho que o povo é sábio..hehehe

  13. Comentou em 16/10/2007 Marco Antônio Leite

    O número de moradores de rua aumentou consideravelmente em todo o país. Quem será que roubou o lar, o emprego e a dignidade desse pessoal. Será que o Rolex do queridinho Huck vale mais que milhares de irmãos que estão jogados à própria sorte, no relento da maldade “humana”. Quanta indiferença carregamos na nossa mente, a qual é alienada pelo sistema da fidalguia, que exige que façamos o jogo da competição, quem tem mais quinquilharias, mais ele vale no meio dos doentes do vírus do desvio burguês. Para que alguns tenham muito, muitos são obrigados a não terem nada, nem mesmo o necessário a sua sobrevivência, ai vem os hipócritas dizer que ele tem o direito de usar o que bem entende, e os outros não tem o direito de ter um mínimo de pundonor. A escol não esta nenhum pouco preocupada com o que o povo tem e vem passando com esse sistema de total exclusão, eles querem desfrutar esta vida que brinca de mocinho e bandido. Todavia, vale lembrar que na horizontal somos todos iguais.

  14. Comentou em 16/10/2007 Marco Antônio Leite

    Esse coliseu tem muita palha-assada sem graça, verdadeiro circo mambembe, aonde acontece de tudo, menos um espetáculo decente e de primeira, cujo representação teatral omite passar algo de bom para toda há sociedade brasileira. No entanto, nesse circo dos espetáculos dos horrores observamos um burguês de linhagem estrangeira pôr a boca no trombone, fazendo papel de vítima de uma platéia mau educada e malandra. Esse cara não pode esquecer que o circo que apresenta na telinha é bem pior que o mundo cão que ele tem que encarar no cotidiano. Tem gente que defende o senhor Huck e, compreende que ele tem todo o direito de usar o que bem entende, até aí tudo bem. Porém, essa gente não defende aqueles que passam todo tipo de privações, inclusive financiada indiretamente pôr esse sujeito que nada faz para mudar esse esquema de tudo para mim, nada para você. Homem honesto, é homem pobre, o resto é aquilo que nós já estamos careca de saber, ou seja, é so-negando à existência do proletariado. Ele não é melhor e nem pior que nós, é apenas mais um na multidão, o qual também é escravo da escol fétida.

  15. Comentou em 16/10/2007 Cintia Moreira

    1.
    2.

    16. inextricavelmente. Não considerem a palavra como uma propagação da violência ou um palavrão. inextricavel quer dizer deslindar, que quer dizer delimitar, esmiuçar, apurar

  16. Comentou em 16/10/2007 MARIO PALMEIRO

    OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO BRASILEIROS SÃO RUINS, PRINCIPALMENTE A TELEVISÃO, ARRASTARAM UMA CRIANÇA EM RECENTE ASSALTO NO RIO DE JANEIRO, E NÃO APARECEU NINGUEM PRA FAZER ALGUMA COISA, DEPOIS ELES PÕEM UM REPORTEZINHO BEM VESTIDO NA ÉPOCA DAS ELEIÇÕES, COM A SEGUINTE CONATAÇÃO, UM VELHINHO SURDO ALEIJADO, SAIU LA DA PQP, PRA EXERCER SEU DIREITO DE DEMOCRACIA QUE É O VOTO, AÍ ROUBAM UM ROLEX DE UM APRESENTADOR TODO ESSE MEIO SE ENVOLVE , A QUE SEITA ELE PERTENCE

  17. Comentou em 16/10/2007 Valter zucchini

    Concordo com o Pesce, principalmente no que se refere às [].

  18. Comentou em 16/10/2007 Valter zucchini

    A solução seria o Huck se transformar em Hulk; mas como, se ele amarelou?

  19. Comentou em 16/10/2007 Diogo Nodari

    Como está no texto, ‘Ele merecia ser roubado?’, claro que não, ninguém merece. Mas depois que li o artigo to individuo na integra, sou obrigado a descordar. Merecia ser roubado sim!

  20. Comentou em 16/10/2007 Almir F SILVA

    Sr. Dines, concordo em gênero, número e grau com seu texto.
    Quanto a pergunta, no mínimo esdruxula na capa da revista Época, acho que é reflexo de uma crise de identidade. rsrsr Se for isso mesmo, a resposta só quem tem é ela.
    Prá mim, esta é o tipo de pergunta que não se faz, afinal de contas, respeito é bom e todo mundo gosta.

  21. Comentou em 16/10/2007 Jean Jacques dos Santos

    Tal importância ao artigo do Huck só vem a mostrar como nossa imprensa está decadente, pois evidentemente que a imprensa tem que denunciar a violência, mas por que o relógio do Huck merece tamanha importância por que o sensacionalismo tem sido feito de maneira tão decadente? (embora o sensacionalismo sempre foi decendente) pois o Huck teve seu Roléx pois caso queira no dia seguinte pode comprar outro, agora em meu bairro um funcionário da construção civil teve seu celular e mais sua renda mensal, será queo delegado e a imprensa daria mesma importância para tal caso.

    Infelizmente a realidade é essa sermos roubados e esta largado a própria sorte virou rotina.

  22. Comentou em 16/10/2007 Daniela Dias

    O que esta sociedade espera? Num país que, de um lado há o luxo, a ostentação, num mundo onde Apenas 358 pessoas são possuidoras de uma riqueza acumulada superior à de 45% da população mundial (Kliksberg, 2001), num mundo que existe 36 milhões de pessoas com Aids, 70% das quais na África e que em 2000 cerca de 3 milhões de pessoas morreram de Aids e mais de 5 milhões contraíram o vírus e que alerta se a situação não for revertida, alguns países africanos sofrerão dezenas de milhões de óbitos nos próximos anos (Kliksberg, 2001). O que esperar???? O que esperar deste Brasil que alguns dizem que o cara (huck no caso) “trabalhou muito” para comprar um Rolex(?)- meus amigos a música já diz…(continua)

  23. Comentou em 16/10/2007 Maria Pascale Duarte Coelho Duare Coelho

    Parabéns! Melhorou muito o nível do debate público, depois dessa bobagem representada pelo Luciano Hulk de se achar mais protegido do que a maioria dos brasileiros diante das nossas mazelas, históricas. Maria.

  24. Comentou em 26/11/2005 Antonio Castro Castro

    Os enlatados da mídia

    É espantosa a forma preguiçosa como as matérias são editadas nas revistas e jornais,
    ou os repórteres, por questões de redução de custos, não são incentivados a irem a campo buscar a notícia na fonte, para ouvir todas as partes, ou por tendenciosidade não ouve o acusado, dando apenas a desculpa descarada de não ter encontrado ou disse isso ou aquilo através da sua assessoria de imprensa, como diria um certo jornalista (É uma vergonha) embora ele também cometa tal estripulia com suas opiniões monarquista e elitistas ao mesmo tempo.
    Pois bem, quero comentar um fato interessante que pude constatar com os meus próprios olhos, aqui na cidade Paulínia, estado de São Paulo, a revista IstoÉ, publicou na sua edição 1883 de 16 de Novembro 2005 Pág. 16A, uma matéria que falava do prefeito da cidade, Edson Moura do PMDB, como o Tocador de Obras, o subtítulo dizia: Prefeito investe na diminuição do desemprego, drama na cidade, e pretende construir seis mil casas populares e dois centros educacionais.
    A matéria começa falando do IDH da cidade que é o 13º no país, mas não menciona que é também o 13º na (RMC) Região Metropolitana de Campinas, que tem 22 cidades, com uma diferença, Paulínia tem sua renda per capita, em média, 25 vezes isso mesmo 25 vezes maior que as outras cidades da RMC. Paulínia chega hoje a mais de 700 milhões de reais de arrecadação ano, embora a revista diga que é de 500 milhões, o que não deixa de ser um absurdo com uma população de 60 mil habitantes.
    Pois bem, na matéria a revista fala do unidade básica de saúde que custou R$6.000000,00 (seis milhões ), não menciona que a obra foi superfaturada em mais de 800% chegando ao absurdo de consumir R$ 3.500,00 o Mt2, sendo que para efeitos comparativos, Indaiatuba, próximo a Paulínia, gastou R$530,00 em obra semelhante, várias ações já foram encaminhada ao MP pedindo investigações, algumas denúncias mostram o desvio de material da prefeitura para a obra, com fotos e filmagem.
    Na matéria, que indica que foi feita, sem nenhum tipo de análise, a repórter Ana Carvalho, menciona o Rodo Shoping, construído no ano passado na cidade, como uma obra importante e bem planejada na cidade. Ao contrário do que ela disse, até o show para a inauguração da obra foi superfaturado, a cantora Ivete Sangalo por intermédio de uma empresa de amigos do prefeito foi contratada por 530 mil reais, show semelhante foi feito dias anterior pela cantora, em Americana, que faz divisa com Paulínia, por 90 mil reais. O Rodo Shoping que consumiu cerca de 90 milhões, isso mesmo 90 milhões, está jogado ao deus-dará por não ter havido nenhum tipo de estudo de planejamento, hoje os comerciantes recusam-se a ocupar o espaço, por não ter fluxo de pessoas. A principal empresa de ônibus , Bonavita, que opera o transporte para São Paulo, capital, nos seus dias de maior movimento não ultrapassam 160 passageiros (dias de feriados prolongados), a inauguração das lojas já foi anunciada pelo menos umas três vezes e não acontece porque ninguém se interessa por ocupar os espaços. Esta obra é sem dúvida um dos maiores exemplos de descalabro na administração pública do país.
    O desemprego, que diz a matéria, ser algo que o prefeito tem se empenhado em combater, é apenas um problema de fato, um dos maiores da região mas, que não indica nenhum interesse do prefeito em combater, pois os investimento se concentra em elefantes brancos como o Rodoshop 90 milhões – Sambódromo, construído na sua primeira administração 92 a 96 que não recordo o valor, por não morar ainda na cidade – Prefeitura, 80 milhões -Pirâmide, que foi embargada pela justiça e consumiria 120 milhões, inicialmente e sem as desapropriações, sem previsão de geração de emprego e a casas populares, que na matéria o prefeito diz estar pretendendo fazer não é para pobre, nem a quantidade que menciona, para se ter idéia a prestação das casas “populares” será de 600 a 700 reais mensais, segundo previsão da própria prefeitura quando eu fui fazer inscrição. É para o “povo”?
    Se for falar dos absurdos escreveria várias páginas a respeito de Paulínia e os deixaria muito mais aturdidos com os fatos que só a teratologia poderia arriscar um diagnóstico, mas fica o convite, para que se alguns dos senhores quiser fazer matéria muito interessante sobre a cidade.
    Coloco-me a disposição para providenciarmos todos documentos que comprovam as irregularidades (com documentos e provas) junto aos envolvidos.
    Para encerrar não poderia deixar de explicar a votação do prefeito na última eleição:
    A distribuição das cestas básicas era de 1.700, até começar a eleição, depois passou para cinco mil com o aumento de itens, o que deu origem a processos na justiça.
    Os cargos comissionados ou CC como é conhecido na cidade, era de 1300 na última administração com, mais 4.800 concursados, isso da um resultado de 6.100 funcionários para uma cidade de 60.000 habitantes. Rio Preto com mais ou menos 480.000 habitantes, tem aproximadamente 4.000 funcionários público.
    A campanha aqui é decidida no toma lá da cá, que não dá pra somar e é de se espantar!!!!!!!

    Sou fotógrafo e cidadão morador da cidade, participo de uma ONG a qual tem elaborado diversas denúncias.
    (19) 9129-3799

x

Indique a um amigo

Este é um espaço para você indicar conteúdo do site aos seus amigos.

O Campos com * são obrigatórios.

Seus dados

Dados do amigo (1)

Dados do amigo (2)

Mensagem