Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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JORNAL DE DEBATES > THE WASHINGTON POST

Ops! Erramos

09/05/2006 na edição 380

Em sua coluna de domingo [7/5/06], a ombudsman Deborah Howell fala sobre eventuais erros cometidos por jornalistas e suas correções. Segundo ela, o Washington Post compromete-se a corrigir todos os erros que aparecerem no jornal, assim como se compromete à atenção e ao cuidado que minimizam o número de erros.

‘Prevenir e corrigir erros são dois lados da exatidão das notícias’, afirma Deborah. ‘A credibilidade de um jornal depende da precisão daquilo que publica. Se um leitor lê o nome de seu vizinho escrito errado ou vê um erro no endereço de um colega de trabalho, a reputação do jornal fica manchada. Se um jornal não consegue divulgar corretamente informações pequenas, como se pode confiar na divulgação dos grandes fatos?’, questiona.

Banco de dados

O episódio do repórter-plagiador Jayson Blair no New York Times levou o Post a tornar seu processo de correção mais eficiente. Um banco de dados de correções foi criado em setembro de 2004. Relatórios mensais mostram quantas retificações foram publicadas em cada seção e onde os erros foram originados. Em 2005, o Post publicou 1.322 correções – cerca de 110 por mês. As páginas editoriais fizeram 26 retificações e dois esclarecimentos no ano passado.

A maior parte destas correções, exceto as das páginas editoriais e da seção Extras, é impressa na página A2, onde também há um lembrete avisando aos leitores que eles podem entrar em contato por e-mail ou telefone para fazer uma reclamação. Deborah considera que este método funciona, mas que o Post deveria tornar mais fácil para os leitores o processo de requisitar correções. ‘Algumas vezes parece não haver um desejo de urgência em fazer correções. Isto varia de seção para seção’, avalia a ombudsman.

Resistir às correções é uma característica dos jornalistas. ‘Eu mesma já agi assim’, revela Deborah. Segundo ela, o jornal deveria ter um sistema para supervisionar as correções que funcionasse como uma espécie de ‘corte de apelações’, que mostrasse quais pedidos de correções foram aceitos e quais foram rejeitados. Muitos jornais que têm ombudsman usam o espaço para falar dos erros e retificações do diário. ‘O ombudsman do Post sempre foi alguém mais apropriado do que um editor para ser encarregado das correções’, opina Deborah.

Concentração

Embora não seja a política do Post, Deborah acredita que colocar todas as correções em um mesmo lugar seria melhor para os leitores – pois facilitaria que eles as encontrassem. Porém, o editor-executivo Leonard Downie Jr. acredita em uma ‘completa separação’ das páginas noticiosas e editoriais. O editor da página editorial, Fred Hiatt, concorda. ‘Acredito que, ao corrigirmos nossos próprios erros, deixamos clara a nossa separação das notícias, e também fica mais difícil escondermos nossas falhas’, diz. No entanto, Hiatt afirma que não se incomodaria se todas as correções passassem a ser publicadas na página A2.

Segundo Deborah, as correções devem ser feitas o mais rápido possível. ‘Minha própria experiência me ensinou que esperar para corrigir erros é também um erro’, diz ela. ‘Cometi um erro em janeiro. Como minha coluna fica nas páginas editoriais, não pude retificar a falha no dia seguinte na página A2 – somente no sítio do jornal. A correção só foi publicada na coluna da semana seguinte’.

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