Quinta-feira, 21 de Junho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº992
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JORNAL DE DEBATES > CRÍTICA DA MÍDIA

Órfãos de um jornalista inventado

Por Demétrio Magnoli em 09/11/2006 na edição 406

A polêmica instalada neste Observatório entre Alberto Dines e uma parte significativa dos leitores gira em falso, pois os polemistas não escrevem no mesmo idioma. Eles jamais se entenderão. Não é que continuarão divergindo: nunca saberão nem sequer se divergem porque habitam universos mentais distintos. A explicação para o mal-entendido está na história do OI e na história política recente do país.


O OI surgiu na moldura formada pela marcha, difícil mas constante, do PT rumo aos palácios. Abrigado na internet e oriundo de uma iniciativa universitária, atraiu um público de vanguarda que simpatizava majoritariamente com o PT e guardava na memória, como um talismã, as justificativas oferecidas por Lula para os reveses eleitorais do partido.


De 1982 em diante, eleição após eleição, Lula atribuiu suas derrotas ao ‘poder econômico’ – que abrange, é claro, as grandes empresas de mídia. A análise, de um simplismo peculiar, continha aqueles traços de verdade que sempre existem no senso comum. A Globo ocultou o início da Campanha das Diretas, um fato que se enraizou no imaginário político nacional. O Jornal Nacional, na mesa de edição, pintou com tintas ainda mais carregadas a derrota contundente de Lula no célebre de debate com Collor.


Esses eventos marcantes propagaram-se num caldo de cultura ideológico aquecido pelo fogo de um marxismo degenerado, que ouve ‘democracia’ e entende ‘burguesia’. Nas faculdades, professores ensinaram que a mídia é um instrumento de dominação de classe, enquanto assinavam manifestos em defesa de ditaduras de esquerda que só admitem jornais oficiais. ‘A liberdade de imprensa é a liberdade da empresa’, proclamavam sem perceber que sua bandeira podia funcionar como salvo-conduto dos generais-presidentes no registro histórico.


Jornalismo independente


O mal entendido não começou agora. O público do OI aplaudiu Dines, pelos motivos errados, quando ele evidenciou as manipulações de alguns órgãos de mídia contra a candidatura de Lula, em 1998. Dines praticava a crítica da imprensa; seus leitores imaginavam que ele condenava a mídia. Dines insurgia-se contra o partidarismo de um veículo ou um jornalista; seus leitores pensavam que ele abraçava uma candidatura.


No tribunal dos leitores, Dines é acusado de não ser mais Dines, o petista. O réu, que nunca foi petista, não entende os termos do requisitório e sua peça de defesa organiza-se em torno da análise do jornalismo. Mas os acusadores, que são também juízes, não estão interessados em jornalismo: seu tema é Lula e o PT.


‘Nós cuspimos na rotativa em que comemos’ – Paulo Delgado, deputado federal do PT de Minas Gerais, critica hoje seu partido pela ofensiva política e ideológica que a direção deflagra contra a imprensa. Cinco anos atrás, no outono do governo FHC, Marilena Chaui contestou seu colega José Arthur Giannoti, simpático ao presidente, nos seguintes termos: ‘Ao desqualificar os partidos políticos e a imprensa, Giannotti desqualifica politicamente algo mais profundo: a sociedade civil e o conjunto dos cidadãos’. A coerência exigiria que os leitores que condenam Dines também atirassem Delgado e Chaui na famosa ‘lata de lixo da história’.


Há, contudo, coerência, num nível mais profundo. Os leitores-acusadores acreditam que ‘a liberdade de imprensa é a liberdade da empresa’, um paradigma que Chaui só encampou depois da chegada de Lula ao poder e, com afinco especial, após o crime de Estado cometido pelo governo que se entregou à compra da consciência dos parlamentares. Esse paradigma é a fonte da doutrina do ‘controle social da mídia’ ou, em versão paralela, da ‘democratização da mídia’, que é como se apresentam as propostas de subordinação da imprensa à vontade do poder de turno e de financiamento estatal de veículos chapa-branca. O Dines petista que existe no imaginário dos leitores foi condenado porque não defende a abolição do jornalismo independente, mas a liberdade de imprensa e a crítica permanente dos veículos e dos jornalistas.


Miséria intelectual


Os leitores traídos pelo Dines que inventaram migram para outros observatórios, constituídos exclusivamente por seguidores do PT. Nesses lugares, a ‘crítica da mídia’ baseia-se na avaliação quantitativa de textos ‘favoráveis’ e ‘desfavoráveis’ ao presidente e seu partido. A metodologia, que se pretende científica e veste-se com os trajes do rigor estatístico, toma emprestados os conceitos do marketing político.


No jornalismo, textos não são ‘favoráveis’ nem ‘desfavoráveis’. Eles são avaliados por sua veracidade, que é um critério factual, e por sua relevância, que é um critério político, mas não partidário. A imprensa independente define a relevância em relação ao grau de poder dos agentes políticos e, por isso, expõe sempre com mais destaque os desvios de quem ocupa os maiores palácios. Isso, naturalmente, nunca agrada aos poderosos do turno e a seus seguidores.


Dines não mudou. Hoje, como ontem, ele observa os jornais e os jornalistas, e nem liga para os beneficiários políticos ocasionais de seu trabalho. Ontem e hoje, o foco principal da sua crítica é a imprensa que serve ao poder mais alto. A saraivada de ataques que recebe por sua independência atesta a miséria intelectual que se alastra no país desde que o ‘exército dos puros’ começou a experimentar as delícias dos palácios.

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Sociólogo e doutor em Geografia Humana pela USP, é colunista de O Estado de S.Paulo e O Globo

Todos os comentários

  1. Comentou em 10/11/2009 Vânia lucia de moraes Pereira

    Gostaria de parabenizar a Jornalista Ana Tavares, pelo texto escrito a respeito da premiação do Presidente Lula. Não fosse ela não teríamos conhecimento,( simples mortais). è de profissionais apaixonados pala democracia que esse País necessita. até qualquer dia.Vânia

  2. Comentou em 22/01/2009 Luciano Vieira

    Hj li uma matéria a respeito do jornalista da Tv Globo, Guilherme Portanova. Segue abaixo. Depois explico:

    Qui, 22 Jan, 08h15

    O flamenguista Sérgio Moura da Silva, de 27 anos, conhecido como Mufamba, foi preso por policiais do Departamento Estadual de Narcóticos (Denarc), na segunda-feira. Apontado pela polícia como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC), ele estava foragido e com a prisão preventiva decretada por envolvimento no sequestro do jornalista Guilherme Portanova e do auxiliar técnico Alexandre Calado, da TV Globo, em 12 de agosto de 2006. (Continua..)

    Fonte: Yahoo Notícias (por Agência Estado)

    http://br.noticias.yahoo.com/s/22012009/25/manchetes-preso-acusado-sequestrar-reporter-da.html

    A matéria passaria batida se não fosse um detalhe: qual a necessidade de dizer que o referido ‘Mufamba’ é flamenguista?
    Para dizer que flamenguistas são bandidos? Um erro associar um time, por mais negócios obscuros que possa ter sua administração à imagem de um bandido…..
    Gostaria que comentassem isso no programa, se puder.
    Abraços
    Luciano
    Campo Grande/MS

  3. Comentou em 02/12/2006 Rico martins

    Caro Dines,

    gostaria que me enviasse um endereço para onde possa te enviar um exemplar do meu novo livro ‘ONDE FOI QUE EU ERRE?’

    Aguardo.
    Abraço,
    Rico.

  4. Comentou em 14/11/2006 Vera Palmer

    Eu leio o Observatório pq nesse jornal, embora aqui se ouça demasiadamente a voz do dono e ouçam-se também as louvações ao dono, em crítica subserviente, como a do Prof. Magnoli, ouve-se também, aqui, a crítica séria do Prof. Venício.

    Diz o Prof. Venício: ‘desqualificam in limine aqueles que levantam a questão, como fascistas, mentirosos, adeptos do totalitarismo e de ‘petistas’, como se a opção partidária legal e legítima fosse o disfarce contemporâneo de satanás (em passado não muito distante, esse disfarce diabólico era atribuído aos ‘comunistas’). Isso, precisamente, é o que, noutra página faz o Prof. Magnoli. Eu não sou petista (nunca fui). Eu sempre fui LULISTA — e nunca vi a minha posição ser defendida em nenhum jornalão, vale dizer: a minha voz nunca encontrou lugar para manifestar-se em nenhum jornalão.
    Em matéria de eu aprender ‘marxismo degradado’, tudo o que eu aprendi de ‘marxismo degradado’, aprendi na USP, com professores tucanos, muitos deles MUITO MILITANTES, em sala de aula. Depois, duramente, tive de desaprender aquele monte de asneiras sociológicas , para, afinal, começar a poder aprender marxismo correton não para acreditar , mas para SABER. Qquer um ensina qquer sociologia, na USP; e, depois, eles mesmos é que se fiscalizam. A USP é um câncer. Foi na minha vida, com certeza; e é, ainda, na vida política brasileira. ISSO não dá no jornal.

  5. Comentou em 14/11/2006 Clerton de Castro e Silva

    Não mais responderei, a falso leitores.

  6. Comentou em 14/11/2006 Clerton de Castro e Silva

    Não mais responderei, a falso leitores.

  7. Comentou em 13/11/2006 Clerton de Castro e Silva

    Pelo último comentário do Sr. Cid Elias, cheguei a conclusão que o referido senhor aloprou de vez e que seus futuros comentários não merecerão mais nenhum crédito.

  8. Comentou em 13/11/2006 cid elias

    cleston, quem já está notando somos nós, principalmente as aberrações que o suposto engenheiro(crea?)diz no OI. Agora gostaria de saber qual site/blog ‘petista’ o jovem encontrou a pérola ‘o caseiro era na verdade um agente imperialista do psdb cuja… ? Cite onde está escrita esta frase, por favor. ‘Mensalação’ nunca existiu. Houve crime de caixa 2 via azeredoduto, cometido por membros do PT. Dê ao menos uma prova do mensalão . Que mensalão era este onde os ‘mensaleiros’ receberam R$ 30/50 mil apenas uma vez? Não deveria ser todos os meses? Que mensalão era este onde as datas dos saques não coincidem com as votações? A prova que foi armação: a FSP esquecendo da farsa, detonou esta manchete,09/03/06, por ocasião do julgamento do Prof. Luisinho-PT e Roberto Brant-PFL(conforme foi publicada): CÂMARA CONTRARIA CONSELHO E ABSOLVE MAIS DOIS ‘MENSALEIROS’ – FÁBIO ZANINI, LUCIANA CONSTANTINO, CYNTHIA GARDA E ADRIANO CEOLIN
    Folha de S. Paulo. -Então um opositor implacável do governo, Roberto Brant do PFL! recebia MENSALÃO? Quero ver alguém explicar o porquê dele ter sacado no mesmo banco, da mesma forma, ter sido chamado pela Folha de mensaleiro , mas não estar na turma dos ‘condenados’ pelo imprensalão. Quanto ao dossiê, só tu não sabe que o pf gedimar nunca foi do PT e o valdebran se filiou recentemente,já foi ptb/pdt/pmdb.A PF achou digitais do PFL nos U$…calma…tud

  9. Comentou em 13/11/2006 cid elias

    cleston, quem já está notando somos nós, principalmente as aberrações que o suposto engenheiro(crea?)diz no OI. Agora gostaria de saber qual site/blog ‘petista’ o jovem encontrou a pérola ‘o caseiro era na verdade um agente imperialista do psdb cuja… ? Cite onde está escrita esta frase, por favor. ‘Mensalação’ nunca existiu. Houve crime de caixa 2 via azeredoduto, cometido por membros do PT. Dê ao menos uma prova do mensalão . Que mensalão era este onde os ‘mensaleiros’ receberam R$ 30/50 mil apenas uma vez? Não deveria ser todos os meses? Que mensalão era este onde as datas dos saques não coincidem com as votações? A prova que foi armação: a FSP esquecendo da farsa, detonou esta manchete,09/03/06, por ocasião do julgamento do Prof. Luisinho-PT e Roberto Brant-PFL(conforme foi publicada): CÂMARA CONTRARIA CONSELHO E ABSOLVE MAIS DOIS ‘MENSALEIROS’ – FÁBIO ZANINI, LUCIANA CONSTANTINO, CYNTHIA GARDA E ADRIANO CEOLIN
    Folha de S. Paulo. -Então um opositor implacável do governo, Roberto Brant do PFL! recebia MENSALÃO? Quero ver alguém explicar o porquê dele ter sacado no mesmo banco, da mesma forma, ter sido chamado pela Folha de mensaleiro , mas não estar na turma dos ‘condenados’ pelo imprensalão. Quanto ao dossiê, só tu não sabe que o pf gedimar nunca foi do PT e o valdebran se filiou recentemente,já foi ptb/pdt/pmdb.A PF achou digitais do PFL nos U$…calma…tud

  10. Comentou em 12/11/2006 Mauricio Azevedo Sá

    Parabéns! Este texto é um ‘show’, principalmente o último parágrafo.

  11. Comentou em 12/11/2006 MAURO BERTIN

    O DESVELAMENTO DO QUE PENSAM NOSSAS ELITES’, TUDO É CULPA DO MODERADO PT. A MÍDIA SIMPLESMENTE REFLETE O QUE PENSA NOSSA CLASSE MÉDIA SABUJA DAS ELITES.
    ESTOU COM ASCO DESSES ESCRIBAS QUE A MIDIA CORPORATIVA ABRE SUAS PÁGINAS. ESSE RANÇO ANTI-POVO. O NOSSO PAÍS FOI UMA MARAVILHA ATÉ VINTE E CINCO ANOS ATRÁS. A PARTIR DAÍ TUDO COMEÇOU A PIORAR, QUANDO SURGIU O PT, UMA MUDANÇA NOS SINDICATOS. QUANDO OS TRABALHADORES COMEÇARAM SE ORGANIZAR. AI O PAIS ERA AS MIL MARAVILHAS, O POVÀO VOTAVA NOS PARTIDOS DAS ELITES. AÍ ESTÁ A ORIGEM DOS NOSSOS PROBLEMAS.
    18 MESES BATENDO EM LULA E NO PT, E O POVO ELEGEU LULA PRESIDENTE E OS NOSSOS PSEUDOS INTELECTUAIS PSEUD0 JORNALISTAS ENTRARAM EM CRISE, EM DEPRESSÀO. AFINAL QUE PAÍS QUEREM ESSES SATRAPAS.
    QUEREM SE LOCOMOVER DE HELICÓPTERO, TER UMA FERARI NA GARAGEM, USAR AGUA MINERAL IMPORTADA PARA FAZER O GELO A SER COLOCADO NO SEU UISKE IMPORTADO. IMAGINE GELO COM AGUA NACIONAL.
    NÀO QUEREM CEDR OS DEDOS OS MEMBROS DA ELITE PERVERSA, AMANHÀ TERÀO QUE CEDER A MÀO O BRAÇO ESTE É O SEU DRAMA.
    BASTA.
    FORA PSEUDO INTELECTUAIS PATROCINADOS PELA FUNDAÇÀO FORD, E EMPREITERIAS.

  12. Comentou em 12/11/2006 cid elias

    O problema do hélcio não é falta de ‘tônus vital’. O rapaz carece é de capacidade intelectual, de informações concretas, números, dados, estudos sérios que embasem as estultices que postou anteriormente. Helcius, bem como Demetrius, os Grandes, representa o perfeito ‘achista’. Chama os que não rezam pela sua cartilha de ‘petistas’, mentirosos e outros termos pejorativos típicos dos éticos seletivos. Evolua rapaz, evolua. Não passe vegonha. Não vi um só comentarista corroborando suas falácias.

  13. Comentou em 12/11/2006 cid elias

    O problema do hélcio não é falta de ‘tônus vital’. O rapaz carece é de capacidade intelectual, de informações concretas, números, dados, estudos sérios que embasem as estultices que postou anteriormente. Helcius, bem como Demetrius, os Grandes, representa o perfeito ‘achista’. Chama os que não rezam pela sua cartilha de ‘petistas’, mentirosos e outros termos pejorativos típicos dos éticos seletivos. Evolua rapaz, evolua. Não passe vegonha. Não vi um só comentarista corroborando suas falácias.

  14. Comentou em 12/11/2006 Eduardo Guimarães

    Caro Hélcio, é justamente isso. Você tocou no ponto a que quero chegar ao me mandar olhar no ‘mapinha dividido em azul e vermelho exposto por toda mídia’. Veja que absurdo: você diz ‘achismo’ eu citar os dados estratificados dos institutos todos de pesquisa que mostram Lula e Alckmin praticamente empatados nos segmentos mais altos de renda e de escolaridade. Em alguns lugares do país, Lula venceu inclusive entre os mais ricos e escolarizados. Em outros, perdeu. Nas regiões norte, sul, leste e centro-oeste, Lula só perdeu na região sul. A Folha de São Paulo inclusive publicou editorial reconhecendo que os mais ricos e escolarizados convergiram em massa para Lula na reta final das eleições. Disse que seria preciso ‘estudar’ esse ‘fenômeno’. Se num universo de 10 pessoas 5,5 delas votam em um e 4,5 votam em outro, isso significa divisão do universo pesquisado. E foi essa a proporção entre Lula e Alckmin entre os mais ricos e instruídos. Além disso, quem desqualifica os mais pobres e sem instrução é você ao fazer pouco dos votos deles. O voto de um pobre que só tem o ensino fundamental vale tanto quanto o seu ou o meu. Aliás, basta qualquer um aqui acessar as pesquisas nos sites dos institutos. É um procedimento bastante simples. Rogo a quem tiver dúvida do que estou dizendo que faça isso. Que não creia em mim ou no Hélcio. Que vá constatar por si e tire suas próprias conclusões.

  15. Comentou em 12/11/2006 Alexandre Fernandes

    Gostaria de entender a razão de um artigo tão raivozo quando aos internautas, aos leitores do OI?
    Sobre o autor.
    É da Folha, deve odiar o fato da inclusão digital proporcionar novas mídias além do velho papel que suja os dedos…

  16. Comentou em 11/11/2006 João Carlos Rocha

    Esse Demétrio é o máximo, assi ele vai longe demais…Cuidado! Ale Kamel, tu ainda vai perder o emprego, a concorrência tá grande.
    Aliás, acho que vocês, ALI e DEMÈTRIO se comunicam por telepatia, ou será que são irmãos univitelinos e foram separados na infância, mas o papai Não sei o Quê Marinho vai uní-los.

    Santa inteligência. É aqui mesmo o local onde se faz uma análise crítica da mídia, meu Deus, tomei um susto, agora a preocupação inunda minha alma… HA HA HA, risos….

  17. Comentou em 11/11/2006 João Carlos Rocha

    Esse Demétrio é o máximo, assi ele vai longe demais…Cuidado! Ale Kamel, tu ainda vai perder o emprego, a concorrência tá grande.
    Aliás, acho que vocês, ALI e DEMÈTRIO se comunicam por telepatia, ou será que são irmãos univitelinos e foram separados na infância, mas o papai Não sei o Quê Marinho vai uní-los.

    Santa inteligência. É aqui mesmo o local onde se faz uma análise crítica da mídia, meu Deus, tomei um susto, agora a preocupação inunda minha alma… HA HA HA, risos….

  18. Comentou em 11/11/2006 Junior B. Barbosa

    Quem reelembra do aparecimento do nome do Zé Dirceu com uma das pessoas envolvidas no caso Dossiê. A imprensa nem esperou se confirmar, e já foi noticiando como fato verídico o involvimento do mesmo. Apareceu uma ligação do Dirceu à um dos envolvidos, isto a meses atras, mas eu não vi a folha e outros jornais, agirem cuidadosamente, mais ainda, defender os direitos pessoais do ‘ suspeito’ foi logo noticiando afirmativamente que tal pessoa também estava envolvida. Agora, quando bate contra a própria imprensa…
    Surgem-se as leis, as regras, as responsabilidades. Todas exigidas pela Folha e seus compatriotas!!!!
    UÉ!!! A lei não é igual para todos!!!! Então a imprensa antes de sair fazendo furos nas casas dos outros sem qualquer appreço, precisa, tampar os seus ‘buracos’ e refletir bastante antes de falar bobeiras, injustamente, seja para quem for…,
    A miséria intelectual está expressa em suas palavras Sr. Demétrio Magnoli.

  19. Comentou em 11/11/2006 Eduardo Guimarães

    Eu jamais proporia ‘arreglo’ a ninguém. Até porque, ele ocorrer ou não independe de mim. Aliás, é bom que tenhamos em mente que o ‘arreglo’ que provavelmente virá será entre os políticos profissionais. O PFL só que não quer composição. E por isso está se desmilingüindo. O fato é que se 40 milhões de eleitores votaram contra Lula – e não em Alckmin -, 60 milhões votaram em Lula. A minoria não é a favor de nada. É contra e pronto. E é bom que seja assim. Não me sentiria seguro num país governado por alguém que é unanimidade. É poder demais para um homem só. E acho até bom que haja essa hidrofobia da direita. Vejam que até compra de 2 mil reais de lanches pelo governo está sendo investigada e alardeada pela mídia como o mais novo escândalo do governo. Querem até CPI. É ótimo. FHC vendeu 100 bilhões de dólares de patrimônio público dizendo que investiria tudo em Saúde, Educação etc. A grana sumiu, essas áreas pioraram pra burro e ninguém sabe onde foi parar o dinheiro. E a imprensa não cobrou nada. Agora publica manchetes bombásticas por 2 mil reais em sanduiches. É ruim? Não, é bom. Há fiscalização do Executivo com o PT no poder. Por isso Lula ganhou, porque a maioria lúcida do país prefere um governo intensamente investigado pela imprensa do que outro (dos tucanos) que ela acoberte. O Brasil está melhorando bem rápido. Os idiotas e hidrófobos estão prestando um favor sem saber.

  20. Comentou em 11/11/2006 JUNIOR B. BARBOSA

    Mas que nível!!!!!
    Reduzir as discussões e críticas sobre a Mídia e a tendência de uma boa parcela de jornalista so Maniqueísmo. PT OU NÃO-PT!!!
    Se vocês não querem discutir as estruturas da Mídia por outros ângulos, tais como o ‘ Marxismo deplorável’, discuta-o pelo ângulo da Folha de São Paulo, por exemplo. Ao quebrar o sigilo de outros e sair distribuindo afirmações sobre os mesmos como verdade, sem antes eles serem investigados, ao omitir a ação do delegado Bruno, etc, tudo legal, VIVEMOS EM UMA LIBERDADE DE IMPRENSA. Mas, ao ser ela a parte da história, resurge a lei, os direitos. Mas este mesmo alarde não foi feito quando outros gritaram para provar suas inocências, e os jornais carimbaram de antemão: CONDENADO!
    A imprensa é o tribunal, só não pode ser Réu!
    O que boa parte dos comentaristas estão expressando, e vocês não estão aceitando, é o direito de pensar, criticar e , principalmente, o desequilíbrio da Mídia, que exerce um papel estratégico na sociedade, e que necessita ser balanceada com as ações diretas do povo, exatametne o que os comentaristas estão aprendendo a fazer aqui.
    Quanto as ditaduras…, todos cometemos erros!!! Eu não vivi, esta época e nem participei desses apoios, mas pelo pouco que estudei, vocês jornalistas fizeram coisa piores, exatamente quando o povo precisa de vocês. O golpe de 1964, só ocorreu pela omissão e o apoio de vocês. Vergonha

  21. Comentou em 11/11/2006 Claudio Costa

    Um fragmento do texto de Flavio Aguiar, do Carta Maior (Golias e Davis na mídia brasileira ) reproduzido abaixo, espelha muito bem as discussões que rolam neste OI.

    “(…)Exala agora de Norte a Sul do país o odor insuportável das coisas podres
    à espera da necrópsia definitiva que os guardiões da “isenção’ tratam de
    impedir a todo custo. Os reis estão nus. Mas tentam cobrir-se com os
    argumentos andrajosos que lhes restaram, esgrimindo-os no vazio da
    própria perda considerável de credibilidade que têm de enfrentar. Estão
    correndo atrás do prejuízo, essa é a verdade que não conseguem admitir.
    Não é propriamente uma novidade. Mas foi preciso um embate que ficará
    gravado na memória nacional como uma das maiores derrotas sofridas pela
    mídia conservadora na América Latina, para que as coisas fossem postas
    no seu lugar. O revés sofrido por ela desta vez, diga-se, só é inferior
    àquele registrado logo após o suicídio de Vargas (pena que não antes),
    em 1954, em meio a uma das mais violentas campanhas já desfechadas por órgãos de imprensa nativos contra um governo democraticamente eleito pelo povo.(…)”

  22. Comentou em 11/11/2006 Claudio Costa

    Um fragmento do texto de Flavio Aguiar, do Carta Maior (Golias e Davis na mídia brasileira ) reproduzido abaixo, espelha muito bem as discussões que rolam neste OI.

    “(…)Exala agora de Norte a Sul do país o odor insuportável das coisas podres
    à espera da necrópsia definitiva que os guardiões da “isenção’ tratam de
    impedir a todo custo. Os reis estão nus. Mas tentam cobrir-se com os
    argumentos andrajosos que lhes restaram, esgrimindo-os no vazio da
    própria perda considerável de credibilidade que têm de enfrentar. Estão
    correndo atrás do prejuízo, essa é a verdade que não conseguem admitir.
    Não é propriamente uma novidade. Mas foi preciso um embate que ficará
    gravado na memória nacional como uma das maiores derrotas sofridas pela
    mídia conservadora na América Latina, para que as coisas fossem postas
    no seu lugar. O revés sofrido por ela desta vez, diga-se, só é inferior
    àquele registrado logo após o suicídio de Vargas (pena que não antes),
    em 1954, em meio a uma das mais violentas campanhas já desfechadas por órgãos de imprensa nativos contra um governo democraticamente eleito pelo povo.(…)”

  23. Comentou em 11/11/2006 Hélio Amaral

    Errado: sou Lula e Dines até morrer. É fácil simplificar para se obter uma tese. Citar Paulo Delgado para justificar críticas ao PT? Durante toda a campanha citaram Franklin de Oliveira da mesma forma, como quem diz: ‘tá vendo, olha um petista falando a verdade’ Quando no 2º turno ele apoiou Lula, todos se calaram.

  24. Comentou em 11/11/2006 Hélcio Lunes

    Insistem alguns comentaristas deste blog em atacar aqueles que se recusam a aceitar o pensamento único governista. Zero em auto crítica, zero em isenção. Quando se acham ‘esnucados’ em seus argumentos partem para a desqualificação sem argumentos, atolando-se no partidarismo chapa branca, desconhecendo a realidade e acusando profissionais competentes e isentos que se recusam a fazer genuflexão no altar do governismo empedernido desprovido de auto crítica e isenção. Chegam a citar a lista dos grandes orgãos da imprensa, seus jornalistas para se fazer de vítimas, quando a sociedade consciênte os apoia e agradece seu papel de denúncia dos maus feitos partidarios do PT, e do governo que tem como ‘base de sustentação’ os argui inimigos da decência e correção tais como: Jader Barbalho, Fernando Collor, Ney Suassuna, Delfim Netto, Paulo Maluf, Romero Jucá, Ze Sarney, Renan Calheiros, Orestes Quércia, e outros como os mensaleiros e sanguessugas do PT, PTB,PL, PP, em seu apego às prebendas governistas.
    Graças a Deus temos uma imprensa livre, que erra sim, mas não esta atrelada a projetos de poder partidário, que negariam sua isenção e imparcialidade. Mais uma vez portanto parabens ao articulista Demétrio Magnoli e a Alberto Dines, que tanto lutaram por um país mais justo e uma imprensa cada vez mais responsável.

  25. Comentou em 10/11/2006 Dilermando Botelho

    Isso mesmo, acertou em cheio no obscurantismo, e olhem só como esses auto nomeados críticos da mídia se contorcem de raiva quando alguém, como o Demétrio, diz as coisas como elas devem ser ditas — é campanha do PT contra a imprensa que teve a coragem de dizer que houve muita corrupção durante o primeiro mandato, que o partido abandonou seus princípios, que o problema ético se tornou mais grave quando justamente o PT chegou ao poder, levando para Brasília práticas denunciadas em várias instancias judiciais. Criticam os setores da imprensa que ousam denunciar a tentativa de impor um pensamento comum, de cercear a liberdade da imprensa através da esquemas corporativos. São os mesmos que chamam de ‘movimentos sociais’ organizações sustentadas pelo dinheiro público. Os mesmos que usam o Estado, que é de todos nós, para fins privados, isso é, para empregar parentes, companheiros e amigos. E querem disciplinar a imprensa? Nunca, enquanto houver um pouco de liberdade neste país.

  26. Comentou em 10/11/2006 Hemerson Baptista da Silva

    Lendo certos artigos como este, reforço meu desencanto com alguns jornalistas, que na minha modesta opinião, poderiam ser classificados como ‘pseudo-jornalistas’. Aqui não cabe julgar as atitudes de jornalistas famosos sob a ótica de serem partidários ou apartidários. Cabe sim questionar o comportamento antiético de grande maioria destes jornalistas famosos, pois notoriamente serviram a interesses excusos do empresariado da mídia durante as eleições passadas. É isso que, a meu ver, está em questão. Como em toda a profissão, existem os bons e os maus profissionais. E por extensão, nas empresas existem bons e maus profissionais. A diferença entre empresas de um mesmo setor está na estratégia empresarial. Na minha modesta percepção de cidadão comum, vejo que o oligopólio das grandes empresas de comunicação estabelecem uma estratégia nociva à sociedade na medida em que valorizam mais os maus jornalistas que se prestam a fazer o jogo pernicioso de encobrir a sujeira dos aliados e enlamear a reputação dos adversários com acusações levianas.

  27. Comentou em 10/11/2006 Hemerson Baptista da Silva

    Lendo certos artigos como este, reforço meu desencanto com alguns jornalistas, que na minha modesta opinião, poderiam ser classificados como ‘pseudo-jornalistas’. Aqui não cabe julgar as atitudes de jornalistas famosos sob a ótica de serem partidários ou apartidários. Cabe sim questionar o comportamento antiético de grande maioria destes jornalistas famosos, pois notoriamente serviram a interesses excusos do empresariado da mídia durante as eleições passadas. É isso que, a meu ver, está em questão. Como em toda a profissão, existem os bons e os maus profissionais. E por extensão, nas empresas existem bons e maus profissionais. A diferença entre empresas de um mesmo setor está na estratégia empresarial. Na minha modesta percepção de cidadão comum, vejo que o oligopólio das grandes empresas de comunicação estabelecem uma estratégia nociva à sociedade na medida em que valorizam mais os maus jornalistas que se prestam a fazer o jogo pernicioso de encobrir a sujeira dos aliados e enlamear a reputação dos adversários com acusações levianas.

  28. Comentou em 10/11/2006 Diego De Los Santos

    Para os comentaristas que pensam ter idéias de ‘esquerda’ ou ‘progressistas’ (bem entre aspas mesmo…) o único jornalismo válido é aquele feito por bajuladores e interesseiros. Criticar suas posturas conspiratórias e infundadas equivale a assinar um atestado de direitismo reacionário.
    A patrulha neostalinista não perdoa aqueles que divergem, o Sr. Magnoli percebeu isto e nos brindou com esta ótima análise… (obs: um leitor chegou ao ponto de ameaçar o abandono dos livros didáticos do aticulista…. a que ponto chegamos?)

  29. Comentou em 10/11/2006 Dagoberto de Oliveira Martins

    Se a petezada está irada desse jeito, imagine se o Lula perdesse a eleição… Ô gente que gosta de se fazer de vitima

  30. Comentou em 10/11/2006 Giovani de Morais e Silva

    Conta-nos o saudoso jornalista Paulo Cavalcanti em ‘O caso eu conto como o caso foi’ que na década de 50 era moda ser comunista no Brasil. Após 64, a moda caiu! Certa vez um cidadão abordado pela polícia gritou para todos ouvirem… Eu naõ sou comunista não, doutor! Eu sou é doido! Olha aqui minha carteira de doido!
    Agora eu repito para o sábio Magnoli: Eu não sou PTista não, doutor jornalista! Eu sou é doido! Olha aqui minha carteira de povo que pensa e não se cala!!! Tenha santa paciência, meu querido Sancho Pança… Não viaje nos devaneieos do Dom Dines Quixote!

  31. Comentou em 10/11/2006 Maria da Silva

    a mídia tem que ser investigada, sim senhor. como em qq outra profissão, os abusos devem ser punidos. só assim teremos de fato uma ‘imprensa livre’.
    a propósito, quem mais virá ao socorro do senhor dines? e engrossar o coro de insultos contra os leitores do ‘oi’? arnaldo jabor? diogo mainardi? reinaldo azevedo?
    ah, como o ‘oi’ concluiu que todos que estão a criticar a nossa ‘santa’ mídia são petistas?

  32. Comentou em 10/11/2006 Ricardo Melo

    A mídia dominante omitiu notícias com o interesse de influenciar o resultado eleitoral. Omitir notícia não é um ato petista nem tucano, é uma atitude anti-ética e anti-profissional. Isso foi o que o grande Demétrio Magnoli não entendeu.

  33. Comentou em 10/11/2006 Francisco Carlos Balthazar

    Vejam só quem vem em ‘socorro’ do Sr. Dines… Demétrio Magnoli, o Cabelo, da velha Libelu dos tempos da ditadura! Grande orador, que botava fogo nas plenárias no início dos anos 80, com seu esquerdismo infantil, a cara cheia de espinhas e o cabelo cheio de banha… E que teoria, em? Não fosse ele e nada teriamos entendido do que se passou por aqui! Muito obrigado, Cabelo! Se tu não tivesse vindo aqui salvar o Dines jamais teriamos entendido o fenômeno sociológico que parimos! Mas te dou um conselho! Continua tua luta, lambendo as botas da Globo, que não demorará muito e serás admitido oficialmente como comentarista político/sociológico, primeiro da Globo News e logo em seguida, triunfante, do Jornal da Globo e do Jornal Nacional, ao lado daqueles belos casais de apresentadores, fazendo parzinho com o Jabor! Então terás atingido o ápice de tua carreira… Boa sorte

  34. Comentou em 10/11/2006 Isabel Silva

    Como estar satisfetos com a mídia, se o que tem feito nestes últimos meses é tentar nos domesticar? Durante toda crise política, os meios de comunicação alardeavam aos quatro ventos, que o PT havia acabado (tentando nos condicionar como ratinhos de laboratório). Não deu certo. Somos seres pensantes e não aceitamos ter nossa inteligência subestimada.

  35. Comentou em 10/11/2006 Henrique Jordano

    Ontem no JN: ‘a sociedade civil protesta contra a quebra de sigilo telefônico da folha’…como já vi em vários comentários por aí, qualquer profissional tá cheio de responsabilidades pelo que faz (engenheiros, médicos, arquitetos, etc), pq a imprensa tem que ser protegida?? pq uma veja pode inventar um monte de coisa e sair intacta?? não é nem intacta, é indignada..isso é ridículo..como já dizia um velho professor ‘não compre jornais, invente suas próprias mentiras’ essa mídia tem que ser desmascarada!
    alguém já leu o livro ou viu o filme ‘muito além do cidadão kane’?? é bem interessante, pena que foi proibido..
    Enquanto tivermos tantos donos da verdade se protegendo esse país não sairá do status de ‘paiséco’

  36. Comentou em 10/11/2006 Salvador Rocha

    Sr. Demétrio, com a licença do sr. Nivardo de Fortaleza vou utilizar a introdução dele no início do meu comentário: ‘Alberto Dines não precisa de uma defesa armada com estiletes e canivetes’. Vou além, o seu post teve a mesma veemência de um pitbul defendendo seu território. Os qualificativos que o senhor utiliza para denominar os comentaristas deste blog são uma afronta, pois, trocando em miúdos, o senhor chama a todos de loucos, burrros e ignorantes. Nós e o senhor somos frontalmente divergentes, não falamos o mesmo idioma. Para o senhor o jornalismo exercido por todos os meios sem exceção é pautado pelo critério factual, pela relevância do momento. Devo colocar um espelho na sua frente para que o senhor perceba que quem está criando um cenário ilusório é o senhor, pois uma coisa é explicitar aquilo que deveria ser o jornalismo ideal, outra coisa bem diferente é percebermos a realidade contemporânea com manifestações tendenciosas com o claro intuito de se fazer a troca de turno no poder à revelia dos fatos. O senhor deve convir que o tempo em que a mídia atuava como professor cuspindo conceitos para seu público está acabando. Éramos obrigados a ler, ouvir e ver a notícia sem parâmetros para avaliarmos a sua credibilidade. Hoje a internet nos dá ferramentas informativas para concordarmos ou discordarmos. O que percebo é que parte da mídia está tendo uma atitude reacionária.

  37. Comentou em 10/11/2006 Francisco Bezerra

    Vestir o epíteto de ‘miséria intelectual’ que o nobilíssimo Demétrio nos impinge já é demais. Primeiro veio o seu colega chamar deputado de Pitbull. Pode. Apesar de que as regras de publicação dos comenstários jamais deixariam passar um termo desses em via contrária. Agora vem a arrogância despeitada fantasiada de soberba intelectual nos chamar de petistas. Isso é ofensa? Queria eu, até o fim dos meus dias, ouvir esse adjetivo como a pior das ofensas. Oh, glória!

  38. Comentou em 10/11/2006 Lindberg Dias

    Tripudiar da sanidade dos leitores é mera insanidade.Não se pode como no passado condenar à morte quem se atreve a pensar e discordar. Quem não lembra dos que foram vítima da inquisição? e aquele que atestou que o sol é o centro do universo, não a terra? É evidente que quem discorre, não o faz com a mais pura imparcialidade, visto que o resquicio daquilo que pensa ou faz, por certo aflorará no que fala ou escreve; assim posto, não cabe contraditório a quem assim se expõe. Ouvi de certo colega: ‘ sou pago para …, não para pensar’.( a supressão não cabe citar), mas discordo totalmente.O lamentavel é que, a quem se julga no direito de pensar, se ache no direito julgar a quem ousa pensar. ‘ De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver crescer as injustiças; de tanto ver agigantarem-se os poderes nas maõs dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto'( Rui Barbosa)

  39. Comentou em 10/11/2006 Sérgio Moura

    Bravo, simplesmente um texto irretocável.

  40. Comentou em 10/11/2006 Sérgio Moura

    Bravo, simplesmente um texto irretocável.

  41. Comentou em 09/11/2006 iza souza

    “No dia 7 de outubro, o país pode acordar com a notícia de que Lula é o novo presidente. Um evento histórico, sem dúvida. Mas o evento mais importante já aconteceu: o fim do PT. A vitória ou a derrota de Lula não pode modificar isso.”
    Demétrio Magnoli – 07/10/2002
    O Brasil sem o PT

    Preciso dizer mais alguma coisa?
    Nada melhor do que o tempo para mostrar a esses “intelectuais” quantas besteiras já produziram.
    Estes “doutores” não sabem que agora existe a Net e não dá mais pra dizer” esqueçam o que escrevi”
    Por isso não vou comentar o texto “Órfãos de um jornalista inventado”, não vale a pena.
    É pura “miséria intelectual” produzida por esse senhor!

  42. Comentou em 09/11/2006 Marcio Batista Martins

    Quem é o próximo a vir defender a ‘imparcialidade’ da mídia e fazer a defesa de Alberto Dines (que merece ser defendido, mas está confundindo o episópdio do dossiê com TODA a campanha suja que a mídia fez contra o Lula, a favor do Alckmin, e ainda perdeu).

    Depois desse MAgnoli, quem mais?
    Bornhausen?
    Mainardi (que insultou Dines, de verdade)
    Denis Rosenfeld?
    Arnaldo Jabor (o cuspidor de fogo)?

    Quer dizer que criticar a mídia?
    Aprovar a mídia é não ser petista?

    Talvez seja essa mesmo a essência da coisa, senhor Magnoli.
    Bom, como o senhor está defendendo, logo, não é petista (só os lulo-petistas criticam, não é mesmo?)

    E não sendo petista, o senhor é…..

  43. Comentou em 09/11/2006 Rodrigo Anderson Nascimento Lucheta

    A mídia brasileira vem sendo acusada, sobretudo através da Internet, de manipular a informação de acordo com seus interesses. Na última edição de Carta Capital (nº 418 pág. 19 ) a Professora Walquiria Domingues Leão Rêgo discorre sobre a excessiva partidarização do Poder Judiciário. Luta-se para que o debate (no caso da mídia) não progrida como se isso fosse invenção de alienígenas.
    Oras, o ser humano é essencialmente passional. É normal que extrapole suas atribuições profissionais por conta de motivação ideológica. O caso da mídia é mais complicado, pois as origens das extrapolações não são somente políticas. Jornalistas são, também, impelidos a agir errado por conta do perfil do patrão. O buraco é mais embaixo. Já os ‘leigos’ (inclusive eu) que escreve aqui não foge à regra. Partidariza abertamente suas opiniões, radicaliza, ofende (isso nunca fiz), etc, mas os leigos PODEM se dar ao luxo de ser assim (exceto ofender, agredir).
    Quando a parcialidade voluntária invade a área de atuação profissional que deveria ser isenta e plural, é evidente que o debate sobre a mudança da forma de trabalhar deve ser permitido e um substrato do que é alegado pelos leigos deve ser levado em conta. É extremamente frustrante perceber que profissionais do calibre dos que neste site postam, apoderam-se do dom de interpretar o real, utilizando o método manjado de desqualificar o interlocutor.

  44. Comentou em 09/11/2006 Marcelo Seráfico

    Se eu entendi, para o Sr. Magnoli as críticas ao Sr. Dines decorrem de um equívoco dos leitores, esses ‘miseráveis intelectuais’. Acusam-no de ter deixado a defesa que, pensam, fazia do PT para defender os interesses das empresas de comunicação. Na verdade, afirma, Dines sempre defendeu a imprensa. O primeiro equívoco do Sr. Magnoli nasce de sua plena identificação com a tese de que quem critica é petista; o segundo, mas a ele associado, é o de identificar as críticas com as eleições; e o terceiro é o de ver miséria onde há divergência de opinião e conflito.
    É interessante, também, que o Sr. Magnoli comece falando na história e termine com abstrações (‘veracidade’, ‘relevância’). Se colocasse esses princípios na história, seria mais justo com críticas de Marilena Chauí.
    Tudo indica, porém, que o tema da democratização da mídia é tão delicado que mesmo intelectuais preparados como o Sr. Magnoli sentem-se desconfortáveis para tratá-lo de modo mais objetivo, substantivo, pra lá do ‘favorável’ e ‘desfavorável’ aos quais reduz os ‘miseráveis intelectualmente’, ‘acusadores’, ‘irracionais’ (que têm em Lula um talismã).
    Enfim, seguindo a mesma triste linha de raciocínio adotada, estranhamente, pelo Sr. Dines, o Sr. Magnoli recorre às adjetivações para desqualificar os críticos. A questão é saber do que dependem as opiniões dos senhores e dos demais que aqui se manifestam.

  45. Comentou em 09/11/2006 Maria do Carmo

    ‘Lula e o PT’ virou o tema central do Dines, versão’campanha eleitoral’, em seus últimos artigos. Mas é só uma observação de uma miserável intelectual, me desculpe, senhor jornalista.

  46. Comentou em 09/11/2006 Maria do Carmo

    ‘Lula e o PT’ virou o tema central do Dines, versão’campanha eleitoral’, em seus últimos artigos. Mas é só uma observação de uma miserável intelectual, me desculpe, senhor jornalista.

  47. Comentou em 09/11/2006 Cesar Pereira

    VOLTEI. Demétrio, há um engano capital nas suas proposituras defendendo o Dines: o impasse não se baseia na concepção do ‘Dines petista’. Isso é, equivocadamente, enxergar nas entrelinhas dos escritos dos críticos participantes das acaloradas discussões, o corolário de que ‘são petistas os críticos do Dines’. Pelo contrário, o que o Dines e o pessoal do OI precisam começar a enxergar é que o Dines, até então tido como exemplo de isenção, deu uma guinada de 180º e desvirtuou a proposta que sempre foi admirada pelos leitores desse instrumento crítico da imprensa. E agora se espera que haja humildade o suficiente para, numa autocrítica, entender que a mídia, como o Papa sempre nos foi imposto, não é infalível. A coisa está tomando um rumo perigoso, intelectualmente falando, pois, a cada nova análise publicada (esta sua inclusive), o atoleiro se torna maior. Estamos chegando ao paroxismo de os redatores do OI atirarem verbalmente nos leitores com qualificações inadequadas, mencionando-se ‘miséria intelectual’ e ironizando com a existência de um ‘exército de puros’. Este humilde leitor e colaborador se viu na contingência de desistir da leitura do Dines, pois, tendo sido jogado na vala-comum de ‘linchadores’, viu-se não só não entendido (está faltando feeling ao pessoal do OI) como também destratado.Imploramos por uma só providência: façam a leitura das opiniões postadas com isenção

  48. Comentou em 09/11/2006 Carlos Américo Chaves Nogueira

    Mais uma bem elaborada tentativa de defesa do colega Dinnes. Mas o texto mostra somente a força do corporativismo que existe nesse meio. Somente não entendo o motivo de opiniões de leitores serem denominadas de ‘ataques’. Até porque a opinião antes de ser publicada passa por uma filtragem para não serem publicados xingamentos ou ofensas. Então será que este filtro deixa passar ‘ataques’ ao Dinnes?Ou será que qualquer opinião contrária e prontamente rotulada de ‘ataques’??Ao contrário do que afirma o Demétrio textos jornalísticos não deixam de trazer junto a opinião de quem escreveu e o início de toda essa discussão foi justamente este.A parcialidade com que a mídia cobriu as eleições e particularmente o caso do ‘dossiê’. A discussão não foi se o PT deu um tiro no peito e certamente deu, a discussão foi a avidez com a qual a grande mídia se agarrou ao dossiê e apostou todas suas últimas fichas nas fotos publicadas um dia antes do pleito. Com direito inclusive do Lula com os olhos vendados e com uma mão no ombro como estivesse sendo carregado por causa do ‘crime’.Os erros do PT durante todo o primeiro mandato foram muitos e o caso do dossiê foi grave, só que ‘bater’ no PT é algo considerado normal pela mídia e talvez até pelo Dinnes que não viu nada de mais na cobertura. Resta a nós vermos esse linchamento do PT e ficarmos calados pois qualquer opinião contrária vira ‘ataque’.

  49. Comentou em 09/11/2006 Pedro Lima

    A tropa de choque do Dines entrou em ação!!
    Uma delonga enorme para dizer: Dines tem razão, os leitores não.
    Você e Alberto Dines privatizaram a verdade e agora ela é só de vocês. Demétrio Magnoli, nunca mais eu leio um texto seu.

  50. Comentou em 09/11/2006 Samuel Possebon

    Sem entrar no mérito da defesa do Dines ou do Observatório da Imprensa, tenho uma observação ao seu texto. Quando você fala que há hoje uma ‘doutrina do controle social da mídia ou, em versão paralela, da democratização da mídia ‘ e classifica ambas como formas de apresentar ‘propostas de subordinação da imprensa à vontade do poder de turno e de financiamento estatal de veículos chapa-branca’. Caro Demétrio, você é esclarecido, deve ler as coisas com atenção. Quando você fala pejorativamente dos projetos de ‘democratização da mídia’, você se refere a qual, exatamente. À minuta da Ancinav? Ao projeto do Conselho Federal de Jornalismo? Ao caderno setorial do PT para a área de Comunicação? Em caso positivo, eu pergunto: você leu algum desses projetos com atenção? Então me diga onde é que existe alguma tentativa de ‘subordinação da imprensa à vontade do poder de turno e de financiamento estatal de veículos chapa-branca’, porque eu, como um jornalista especializado em comunicação que leu todos esses projetos, não vi nada disso em nenhum deles. Vi muitas falhas, mas não estas. Vi, isso sim, estas expressões que você usa em análises bem fracas feitas por quem igualmente criticou sem entender, ou quem deliberadamente tentou desqualificar o debate para não travá-lo. A questão da ‘democratização da mídia’, Demétrio, é bem mais antiga do que o governo do PT. Leia e se informe melhor.

  51. Comentou em 18/08/2006 José Edegar Alonso

    Considerando que seu comentário é sobre o resultado que se pode esperar de um programa como o Central da Periferia, além do minuto de fama, também não vejo nada. Talvez, como o Sr ressalta, fica uma idéia de “incentivo” para algo não profissionalizante e, portanto, não edificante.

    Concordo, pois entendo que este programa, através da força tão penetrante de um veículo de comunicação como este, nas mentes das pessoas, nada constrói. O que você quer dizer com a apologia da miséria, talvez seja quanto à forma como esta realidade brasileira (triste) é explorada, quando o mesmo poderia “impulsionar” outros setores que também merecem ganhar um espaço para apresentar seus trabalhos, seus feitos, ensinando o “caminho das pedras”.

    Não se trata de utopia, mas, quem, em seu mundo particular, já não ficou sabendo de pessoas que encontraram soluções engenhosas para seus problemas ou em suas profissões?
    Esta engenhosidade, esta criatividade do povo brasileiro – o jeitinho -, se potencializado (como o é em países desenvolvidos), se transforma em divisas (patenteia-se e, depois, coloca-se à disposição no mercado).

    Ao contrário. Na maioria das vezes, aqui, ridicularizam-se as soluções (engenhocas, por assim dizer). Que pena! Quantos pioneiros não caíram das colinas tentando inventar um modo de voar. Investidores acreditaram neles. E, hoje, voamos! Nosso Santos Dumont nos dá esse orgulho.

    Sr Aniz Tadeu, entendo que sua preocupação seja a de se efetivar ações permanentes no setor educacional, verdadeira ferramenta, que se, adequadas para quem tem iniciativa empreendedora, evita-se que se percam essas potencialidades (por desvios demandados pelas necessidades ou pela sua evasão), a exemplo de muitos de nossos atletas, nascidos naquelas circuntâncias.

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