Terça-feira, 18 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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Os números escondidos da pesquisa CNT/Sensus

Por Alberto Dines em 29/04/2008 na edição 482

Na segunda-feira (28/4) a mídia concentrou-se nos novos índices de aprovação do presidente Lula fornecidos pela nova rodada da pesquisa CNT/Sensus. Não houve tempo para examinar outros dados extraordinários do mesmo levantamento.


Exemplo: cerca de 86% dos entrevistados declararam que estão acompanhando ou ouviram falar no assassinato da menina Isabella Nardoni, contra cerca de 57% que têm acompanhado ou ouviram falar na CPI dos Cartões Corporativos.


Mais surpreendente ainda: para cerca de 71% do entrevistados, a mídia tem feito a cobertura do caso Isabella ‘adequadamente, com competência e eficiência’. Somente cerca de 24% desaprovam esta cobertura.


A menina Isabella foi assassinada há exatamente 30 dias e uma das poucas questões onde parecia haver algum consenso era sobre o sensacionalismo da mídia na cobertura do caso. Significa que a sondagem da Sensus está errada nesta questão? Não necessariamente: o grande público vê a mídia de forma acrítica, acredita na mídia, não sabe identificar seus erros. A não ser que alguém os aponte.


E aqui a sondagem CNT/Sensus oferece outra novidade: quase 9% assistem freqüentemente à programação das emissoras públicas e quase 22% declararam que o fazem às vezes. Convém reparar que o número dos que desaprovam a cobertura do caso Isabella (cerca de 24%) não está muito distante dos quase 30% (8,5% + 21,9%) que sintonizam as redes públicas.


O caso Isabella e suas repercussões serão o tema do programa de TV do Observatório da Imprensa de terça-feira (29), às 22h40, ao vivo, pela TV Brasil e TV Cultura.

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