Sexta-feira, 20 de Outubro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº962

JORNAL DE DEBATES > GOOGLE EARTH

Palestinos dizem usar serviço para lançar mísseis

30/10/2007 na edição 457

Militantes palestinos estariam usando o serviço de mapeamento online Google Earth para ajudar no planejamento de ataques ao exército israelense, afirmam Clancy Chassay e Bobbie Johnson [The Guardian, 25/10/07]. Membros da Brigada dos Mártires de al-Aqsa, grupo alinhado ao Fatah, alegaram que usam a ferramenta de mapas com detalhes em 3D de fotos de satélites para auxiliar na localização de seus alvos para mísseis. ‘Obtemos os detalhes através do Google Earth e checamos com nossos mapas’, afirma Khaled Jaabari, conhecido como Abu Walid, comandante do grupo em Gaza.


Nos últimos anos, dezenas de pessoas foram mortas ou feridas pelos mísseis. O al-Aqsa é um dos muitos grupos militantes que lançam foguetes, conhecidos como Qassams, de Gaza a Israel. Walid alega que não há contradição entre as ações de seu grupo e o discurso de paz de Mahmoud Abbas, líder do Fatah.


Em mãos erradas


Não é a primeira vez que o serviço do Google é acusado de servir ao propósito de grupos militares ou organizações terroristas. Em janeiro, oficiais do Reino Unido alegaram que insurgentes simpáticos à al-Qaeda estavam usando fotos de satélites do Google Earth para localizar alvos potenciais nas bases britânicas no sul do Iraque. O Google tenta se defender alegando que as imagens disponíveis pelo Google Earth não são exclusivas e podem ser conseguidas por outras fontes.

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