Quarta-feira, 20 de Junho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº991
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JORNAL DE DEBATES > O POVO

Paulo Verlaine

18/03/2008 na edição 477

‘O editor-executivo do Núcleo de Conjuntura, Gualter George, fez este comentário sobre a nota ´Manchete infeliz´, publicada na coluna do ombudsman do último dia 2:


´Fui surpreendido, como acredito que a Chefia da Redação, com as críticas, na sua coluna externa do dia 2/3, à manchete da edição de 29/2, sobre a defesa da prefeita Luizianne Lins pelo presidente Lula, durante ato em Fortaleza. Surpreendido porque, segundo recomenda a prática em tais ocasiões, o Núcleo de Conjuntura ou a Chefia deveria ter sido procurados, antes da publicação, para apresentarem o ´outro lado` no debate, importante e oportuno, que a nota levanta.


Pelo Núcleo, posso dizer que ninguém foi procurado. Se o fosse, teria precipitado minha resposta ao leitor, cujo e-mail você me encaminhou na própria sexta (29/2), que apresenta críticas à manchete com o mesmo fundamento. E, inclusive, lhe teria encaminhado cópia para eventual uso na coluna.


A mistura que se faz entre o que anunciamos na cobertura, o manual interno de procedimentos que tornamos público e a forma jornalística como tratamos a visita de Lula ao Ceará é absolutamente inapropriada. O compromisso que assumimos não foi de adotar um noticiário caracterizado pela fuga à leitura dos fatos. Pelo contrário.


O presidente Lula veio a Fortaleza, fez uma defesa enfática de Luizianne, falou das ´perseguições` e ´injustiças` que ela estaria sofrendo, fez recomendações políticas a ela, remeteu ao processo eleitoral, deu-lhe um caloroso e afetuoso abraço em público, enfim, agiu de maneira politicamente forte para dizer que ´estava com` a prefeita petista. Sendo ele, conforme atestam as pesquisas e demonstrou o último resultado eleitoral, um apoio de peso para boa parte dos que estiverem candidatos cá para o Nordeste, Fortaleza inclusive, como não dar ao evento a dimensão jornalisticamente forte que adquiriu?


Por outro lado, evitar fazê-lo apenas porque ´a´, ´b` ou ´c` poderia achar que o jornal estaria querendo turbinar alguma candidatura é um comportamento omisso que não pretendemos adotar, muito menos a cobertura anunciada ou o manual publicado permite crer que prometemos.


O POVO faz, historicamente, conforme lembrou o editor-chefe Erick Guimarães na discussão do assunto durante a reunião de editores da própria sexta, 29/2, uma cobertura de atento acompanhamento dos bastidores políticos. E, por isso, não tem medo de eventuais repercussões enviesadas quando vai além do declaratório e aplica sua própria leitura, dando a cada evento político a importância que entende ter.


A discussão é boa, repito, e nos consideramos prontos para fazê-la. Apenas acho que o nosso pensamento ficará melhor colocado quando posto junto com as eventuais dúvidas que se queira levantar quanto às motivações da escolha de um tema político para manchete, sempre que ela se der´.


SURPRESO COM A SURPRESA


Confesso que fico também surpreendido com a tardia reação – e a surpresa – de Gualter George ao comentário ´Manchete infeliz´, feito na Coluna do último dia 2. Lembro que, no dia 29 do mês passado, data da publicação da manchete, eu havia abordado o assunto no comentário interno dirigido à Redação. Foram 1.178 caracteres (com espaço) no programa de texto Word. Nenhuma resposta foi-me dada pela Chefia de Redação ou pelo Núcleo de Conjuntura à crítica interna. Indago: as respostas só devem ser direcionadas a assuntos que serão tratados na Coluna? Os comentários internos não merecem retorno, não?


O e-mail do leitor Célio Ferreira Facó, a que Gualter George se refere, foi apenas um adendo repassado por mim à Redação, depois do comentário interno. Houve outros posicionamentos de leitores, por telefone ou pessoalmente, manifestando estranheza com relação ao destaque dado ao apoio do presidente Lula à prefeita Luizianne.


Na Coluna, eu disse que a manchete deu margem a críticas ao O POVO e lembrei os procedimentos adotados pelo jornal com relação à postura dos funcionários na campanha eleitoral para evitar comprometimentos com candidaturas.


Reconheço que eu deveria ter dado ciência à Chefia de Redação e ao Núcleo de Conjuntura de que iria tratar o assunto na Coluna, mas isso não deixou de ter sido uma reação ao silêncio dispensado ao meu comentário interno. De qualquer maneira, comprometo-me a adotar o procedimento de avisar à Chefia da Redação e ao Núcleo específico toda vez que abordar contestação dos leitores – ou minha – a matérias publicadas no jornal.


ERROS DOS OUTROS


A propósito da matéria ´Polêmica na Câmara` (manchete), o vereador Didi Mangueira, relator do projeto-lei do seu colega Addler Pinheiro, que cria o Dia do Torcedor do Fortaleza, esteve quarta-feira última na sala do ombudsman, acompanhado de dois assessores. Ele estranhou que ´erros de digitação` no documento tenham motivado manchete de página e ´Ponto de vista` do editor-adjunto do Núcleo de Cotidiano do O POVO, Paulo Rogério.


Houve outros erros, além dos de digitação. Mas, acho que, se nós, jornalistas, fôssemos isentos de erros de digitação, de concordância e ortografia, ficaríamos mais à vontade para apontar as falhas dos outros. No caso específico, uma nota de coluna seria o suficiente. .


INFRA-ESTRUTURA


Pane no ramal telefônico 3255 6181 tem impossibilitado a comunicação da maioria dos leitores com o ombudsman. Enquanto o defeito não for solucionado, os leitores podem dirigir-se ao telefone 3255 6162 ou à central de PABX 3255 6000. Na última semana, houve também problemas no webmail do O POVO e, por isso, deixei de responder à maioria das mensagens enviadas por leitores. O problema já está sendo solucionado. Enquanto isso, os e-mails devem ser enviados com cópia para pverlaine@uol.com.br.’

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