Quinta-feira, 21 de Junho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº992
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JORNAL DE DEBATES > O POVO

Paulo Verlaine

12/08/2008 na edição 498

‘Com o início do horário eleitoral no rádio e na televisão, previsto para o próximo dia 20, a campanha municipal tende a acirrar-se. Nos últimos dias já se nota maior agitação no embate político na quinta maior cidade brasileira, com maior radicalização, inclusive. Observe-se o caso dos panfletos apócrifos distribuídos em nome do PSol contra a administração de Luizianne Lins.

No balanço de um mês podemos dizer que O POVO tem feito, de uma maneira geral, cobertura equilibrada dos eventos políticos, dando espaço aos três candidatos que se colocam em melhores posições nas pesquisas de intenção de voto. É o procedimento adotado pela maioria dos veículos de comunicação do País. .

Portal

Na última coluna publicamos e-mail do leitor Cláudio Bezerra no qual ele dizia que o Portal O POVO.com.br vinha dando guarida a anônimos para ataques grosseiros e pessoais. Leitor Davi Coelho da Costa Filho tem opinião exatamente contrária e diz que teve o seu acesso aos comentários no Portal do O POVO (O POVO on line) barrado. Indaga: ‘Existe democracia no Brasil? E no O POVO? Tentei fazer um novo cadastro e também o moderno sistema ´anti-democrático` do O POVO não aceita’.

É difícil contentar a todos, mas ajustes precisavam ser feitos. Da editora de Convergência, Marília Cordeiro, recebemos esta resposta: ‘O portal O POVO.com.br promoverá mudanças na ferramenta de comentários de notícias, reforçando o cadastro para quem quiser comentar e dispensando a necessidade de login e senha para o internauta que vai denunciar comentários inapropriados.

O internauta interessado em comentar terá de informar mais dados, o que contribuirá para evitar falsos comentaristas sem, no entanto, atrapalhar a participação daqueles que valorizam o ‘Comentar esta notícia’ como espaço para o debate de idéias.

Para facilitar a denúncia de comentários impróprios, como os ofensivos à honra de terceiros ou preconceituosos, não será mais exigido cadastro. Todas as denúncias seguem automaticamente para a avaliação de moderador que retira ou não o comentário do ar.

Preto no branco

O caderno Vida & Arte publicou, no último domingo, alentado ensaio sobre ‘À procura do clássico’, com as matérias e artigos de intelectuais sobre o tema.

Mas a cor avermelhada da capa prejudicou a leitura do texto escrito em letras pretas. Um leitor já me havia chamado a atenção para esse problema. Detalhe: ele não tem nenhuma dificuldade de visão. Imaginem os leitores que têm problemas de miopia. A cor pode dar uma aparência bonita à página, mas algumas vezes sacrifica a leitura. ‘Gosto do preto no branco no que se refere a texto’, dizia-me este leitor, acrescentando: ‘Fotos e gráficos não só podem, como devem ser coloridas, mas no texto a cor atrapalha’. O leitor tem razão.

Pediu-se a entrevistados (Moacyr Scliar, Hermano Vianna e Marcelo Costa) que apontassem até 10 obras consideradas clássicas nos últimos 50 anos nos campos da literatura, artes plásticas, música e cinema. É pena que, em termos musicais, as atenções tenham sido voltadas apenas para a pop music. Lamenta-se que a música erudita tenha ficado de fora, principalmente levando-se em conta que, de 50 anos para cá, surgiram nomes como John Cage, Iannis Xenákis e Anton Weber, sem falar em intérpretes quase populares como Luciano Pavarotti, Plácido Domingo e, para não citar apenas homens, Monserrat Caballé. Nesse período, tivemos ainda o grande pianista e compositor cearense Jacques Klein, além de muitos outros nomes.

Crack

Com as reportagens ‘Crack. Dobra apreensão na cidade’ e ‘Há quase quatro anos livre do vício…’ (Fortaleza, 6/8, páginas 6 e 7), O POVO, finalmente, começou a abordar, com profundidade, nas matérias de Mariana Toniatti, um problema que cresce cada vez mais em Fortaleza: a devastação que o crack vem fazendo em muitos setores da população de Fortaleza, principalmente nas chamadas classes menos favorecidas, mas atingindo também, agora, as classes média baixa, média média e média alta. Mostrou os dois lados da questão: a face cruel da droga e a possibilidade de recuperação dos viciados (difícil, mas não impossível). A série de boas reportagens é um alerta para as autoridades e a sociedade de uma maneira geral.

Forró x duplas caipiras

No artigo ‘Jornalismo necessário’ (Opinião, 7/8, página 4), Regina Ribeiro comenta e critica o enfoque de pesquisa realizada pela Folha de S. Paulo sobre opiniões de jovens brasileiros, inclusive a respeito de gosto musical, publicada em julho último. A articulista e editora-assistente do Núcleo de Entretenimento cita o autor da matéria do jornal paulistano: ‘O primeiro dado negativo está no líder da pesquisa: forró; No Nordeste, a adesão ainda é maior. As chances de o Nordeste evoluir cessam neste dado. Pois, por mais preconceituoso que isso posso parecer, o Nordeste só evoluirá quando abandonar suas arcaicas raízes culturais’.

Pergunto: e as duplas caipiras que tanto fazem sucesso em São Paulo, tipo Chitãozinho e Xororó (inspiradoras de tantos outros duos com vernizes eletrônicos), são modernizantes?’

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