Domingo, 20 de Agosto de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº954

JORNAL DE DEBATES > VIOLÊNCIA NO RIO — 2 

Presidente reeleito endossa debate aberto pela imprensa

Por Alberto Dines em 02/01/2007 na edição 414

No discurso de posse que leu na segunda-feira (1/1), no Congresso Nacional, o presidente Lula não conseguiu reprimir suas magoas e/ou preconceitos e tentou alfinetar a imprensa quando disse que ‘o povo constitui a verdadeira opinião pública do país que alguns pretenderam monopolizar’.


Apesar disso, minutos depois, num improviso no parlatório, sem se dar conta, o presidente da República entrou na polêmica iniciada pelo jornalista Merval Pereira sexta-feira (29/12), no Globo, sobre a natureza da onda de violência deflagrada no Rio de Janeiro e assumiu uma posição candente: o que aconteceu e ainda acontece no Rio, disse Lula, não é banditismo, é terrorismo.


A afirmação é inédita, ousada. Mesmo durante os motins em São Paulo, nenhuma autoridade, civil ou militar, estadual ou federal, havia diagnosticado o episódio com tanta convicção e veemência.


O problema não é semântico, é político. Combater o terrorismo é atributo do Estado brasileiro: a partir de agora o governo federal não precisa esperar que os governos estaduais peçam a sua ajuda. Terrorismo é ameaça à segurança nacional. O governo terá que agir – e agir com energia – mesmo que a opção tenha sido anunciada num arroubo oratório.


Tão importante quanto este pronunciamento, porém, é o fato de que o presidente da República, no dia da sua segunda posse, aderiu a um debate antecipado pela imprensa. Para alguma coisa servem os jornais.

Todos os comentários

  1. Comentou em 05/11/2009 Tanit Figueiredo Mario

    Vitória sedia Simpósio Internacional de Direitos Humanos

    O desenvolvimento das nações traz um grande desafio para as sociedades modernas: o respeito aos Direitos Humanos. Mas como promover a integração entre o incremento das forças econômicas sem abrir mão da justiça social? Como efetivar os Direitos Humanos e seus tratados internacionais em tempos de crise? Como o Brasil se relaciona no contexto mundial no que se refere à aplicação das leis de Direitos Humanos?
    Essas são algumas das questões que serão debatidas no II Simpósio Internacional da Academia Brasileira de Direitos Humanos – Desenvolvimento e Direitos Humanos, a ser realizado em Vitória-ES, entre os dias 12 e 14 de novembro.

    O Simpósio contará com palestrantes especialistas e estudiosos do Direito de representativas instituições de ensino superior da Europa, como Jorge Miranda e Paulo Pinto de Albuquerque (Portugal), Oreste Pollicino e Giuseppe Martinico (Itália), além de destacados juristas brasileiros, como Ingo Wolfgang Sarlet, Lênio Luiz Streck, Paulo Lopo Saraiva, entre outros.

    Mais informações para a Imprensa:
    MHF Comunicação
    Maria Helena Fabriz
    27 8134-9077
    mhfabriz@gmail.com
    Tanit Figueiredo Mário
    27-99892741
    tmario@terra.com.br

  2. Comentou em 03/01/2007 Menjol Almeida

    A degradação da imprensa é tão gritante e absurda que já é do conhecimento até do mundo mineral, prafraseando o demônio Mino Carta. Sua parcialidade, seu poder de manipulação e distorção já faz parte da História do Brasil. Alguns não enxergam, ou fingem não enxergar. Lula pode até não querer comprar a briga, mas é a maior vítima de uma campanha sórdida que já dura décadas. Fazer uma constatação num discurso não é nada de mais. Muito mais preconceituoso é quem não consegue admitir um ex-operário no poder.

  3. Comentou em 03/01/2007 Pedro Passarella

    Jornalistas,colunistas,mídia, público, são ferramentas do progresso e da ciência,existem as discrepâncias,como podemos ver em alguns dos que comentaram este blog. O importante é que precisamos que um incompetente diga que o problema no Rio é de terrorismo para que nós possamos acreditar , fazer reportagens,discutir e opinar, imaginem se fosse alguém cuja a bandeira não fosse a do Exmo. Presidente, estaria execrado, os direitos humanos abririam a inquisisão sobre este alguém e finalmente apareceriam pessoas que moram nos morros dizendo que somos trabalhadores, pais de família, jovens esperançosos e etc… Não sejamos hipócritas; existem boas pessoas,banditismo,terrorismo? existem sim e devemos nos dispir de rótulos, marcas e idolos e nos fixarmos na verdade e atravéz desse conhecimento modificar as coisas que são nocivas para o progresso saudável da sociedade ,independente de qualquer cor. Imaginem eu como sentinela de um quartel (década de 70),cumpindo o dever militar (obrigatório) ,na guarita ,com a possibilidade de ser atacado por uma bomba ,ou um carro bomba ,por pessoas que hojem transitam em ‘altas rodas’ . Sejamos inteligentes sem sermos parciais.

  4. Comentou em 03/01/2007 Pedro Passarella

    Jornalistas,colunistas,mídia, público, são ferramentas do progresso e da ciência,existem as discrepâncias,como podemos ver em alguns dos que comentaram este blog. O importante é que precisamos que um incompetente diga que o problema no Rio é de terrorismo para que nós possamos acreditar , fazer reportagens,discutir e opinar, imaginem se fosse alguém cuja a bandeira não fosse a do Exmo. Presidente, estaria execrado, os direitos humanos abririam a inquisisão sobre este alguém e finalmente apareceriam pessoas que moram nos morros dizendo que somos trabalhadores, pais de família, jovens esperançosos e etc… Não sejamos hipócritas; existem boas pessoas,banditismo,terrorismo? existem sim e devemos nos dispir de rótulos, marcas e idolos e nos fixarmos na verdade e atravéz desse conhecimento modificar as coisas que são nocivas para o progresso saudável da sociedade ,independente de qualquer cor. Imaginem eu como sentinela de um quartel (década de 70),cumpindo o dever militar (obrigatório) ,na guarita ,com a possibilidade de ser atacado por uma bomba ,ou um carro bomba ,por pessoas que hojem transitam em ‘altas rodas’ . Sejamos inteligentes sem sermos parciais.

  5. Comentou em 03/01/2007 Luiz Humberto Prisco Viana Neto

    A velha diferença entre opinião pública e opinião publicada!Concordo, não é diferença semântica!

  6. Comentou em 02/01/2007 Edmilson Fidelis

    Seria bom explicar para as centenas de milhares de familiares das vítimas diárias de assassinatos cruéis de nossas cidades que são bandidos comuns que os executaram. Eles não têm ideologia politica. Creio que o Sr Presidente cometeu sim um grave erro pois não consegue identificar seus proprios pares, os políticos, que, não tendo também ideologia alguma, são bandidos comuns por suas ações criminosas. Felizmente nunca teremos terroristas. Que alívio!
    Deixem que o povo morra, mas não matem a língua portuquesa. Respeitem a semântica.

  7. Comentou em 02/01/2007 Edmilson Fidelis

    Seria bom explicar para as centenas de milhares de familiares das vítimas diárias de assassinatos cruéis de nossas cidades que são bandidos comuns que os executaram. Eles não têm ideologia politica. Creio que o Sr Presidente cometeu sim um grave erro pois não consegue identificar seus proprios pares, os políticos, que, não tendo também ideologia alguma, são bandidos comuns por suas ações criminosas. Felizmente nunca teremos terroristas. Que alívio!
    Deixem que o povo morra, mas não matem a língua portuquesa. Respeitem a semântica.

  8. Comentou em 02/01/2007 marina chaves

    ainda bem que o senhor presidente entendeu a gravidade da situaçao e prometeu agir…. a populaçao do rio de janeiro nao merece o que esta acontecendo! espero que nao fique somente na promessa e medidas sejam tomadas com urgencia!

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