Quarta-feira, 19 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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JORNAL DE DEBATES > REINO UNIDO

Publisher teria confessado crime em entrevista

04/04/2008 na edição 479

A polícia do condado inglês de Warwickshire tem uma tarefa complexa nas mãos: decidir se deve interrogar um bilionário que teria confessado a uma jornalista o assassinato de um homem. O publisher Felix Dennis, que fez fortuna no setor de revistas como títulos como Maxim e The Week, afirmou, durante entrevista com a repórter Ginny Dougary, do jornal britânico The Times, que teria cometido assassinato.


Segundo Dennis, a vítima era um homem que havia machucado uma mulher próxima a ele. ‘Nós tivemos um pequeno encontro, eu o joguei de um penhasco. Não foi difícil’, teria dito o empresário, segundo artigo no diário. A confissão, segundo a jornalista, foi feita ao fim de um entrevista gravada. Questionado por ela se havia brigado com um homem, Dennis respondeu que havia matado um homem. Perguntado se estava brincando e onde teria ocorrido este crime, ele repetiu que havia matado. ‘É tudo o que você precisa saber. Ele a machucou, eu pedi que parasse e ele continuou a fazê-lo’.


Ginny perguntou ainda se ele tinha certeza de que gostaria de falar sobre o assunto. De acordo com o artigo, Dennis teria dito que não se importava. ‘Se machucarem um dos meus, é melhor saberem o que estão fazendo. Não ataco ninguém sem ter razão’, completou, revelando ainda que o crime teria ocorrido há cerca de 25 anos.


Álcool


‘Que pessoa sensata, ainda que estivesse sob medicamentos, diria a um jornalista on the record, mesmo que tivesse bebido algumas garrafas de um excelente vinho, que matou um homem?’, questiona a repórter em seu texto. Ginny diz que, depois da suposta confissão, ainda insistiu que o empresário voltasse atrás em sua afirmação, o que ele se recusou a fazer.


Ao saber que a alegação seria incluída no artigo, publicado nesta quarta-feira (2/4), Dennis negou sua veracidade. ‘É um monte de besteira – eu estava bêbado’, afirmou. ‘Eu a refuto incondicionalmente’. Uma porta-voz do publisher tentou minimizar o estrago. ‘Trata-se de uma história ridícula e não temos nada a comentar’, disse.


A polícia do condado afirmou que foi a primeira vez que se ouviu falar no suposto crime. ‘Nós estamos analisando o artigo e as informações contidas nele. Ainda não foi decidido se haverá uma investigação’, declarou um porta-voz. ‘Ainda que o senhor Dennis viva hoje em Warwickshire, não significa que [o assassinato] tenha ocorrido aqui; o artigo afirma que ele viveu também na América’. Informações de Adam Fresco [The Times, 3/4/08].

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