Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1018
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Quatro lorotas e uma patacoada

Por Alberto Dines em 15/01/2009 na edição 520

Mino Carta, decididamente, nunca foi pimpão. Pode ter sido pimpinho. Agora beira à senilidade: em 20 linhas de seu blog (‘A obsessão de Dines‘, 13/1/2009), quatro lorotas e uma patacoada:


** Lorota 1: A medalha Tamandaré foi concedida pelo governo João Goulart, em 1962. Não era uma ditadura. Para quem é jornalista, fácil verificar.


** Lorota 2: Raimundo Faoro jamais zangou-se com este observador. Em 1979, apareceu numa sátira à escolha de João Figueiredo (Por que não eu?, Editora Codecri) na condição de figura que faria bonito como presidente da República. Faoro achou graça e mandou um bilhete, muito bem humorado, ao autor. A crítica ao Jornal da República foi dirigida ao seu principal financiador: o governador Paulo Maluf (dono indireto da falida Vasp).


** Lorota 3: O Jornal do Brasil despachou dois jornalistas para cobrir a guerra de 1967 no Oriente Médio: este observador e o editor internacional, Luis Edgard de Andrade. Este observador encontrava-se em Paris (de volta de Moscou) e conseguiu chegar a Israel no terceiro dia daquela que ficou conhecida como Guerra dos Seis Dias (único jornalista brasileiro que acompanhou o seu desenrolar). Luis Edgard não chegou ao Egito – foi preso na fronteira com a Líbia. Na foto, este observador não está de bermudas nem slack, mas de roupa cáqui que em Israel naquela época usava-se nos kibutzim. Mino Carta , com toda a certeza, cobriria uma guerra de salto alto.


** Lorota 4: A primeira edição de Morte no Paraíso, de autoria deste jornalista, foi publicada em novembro de 1981. Veja era então dirigida por dois jornalistas que mandaram avisar à editora que o livro não seria resenhado. Não leram e não gostaram, problema deles. Este observador acredita que Mino Carta dirigia então IstoÉ, que, aliás, produziu uma esplêndida resenha assinada por Geraldo Galvão Ferraz. Os livros anteriores (o mencionado Por que não eu?, de 1979 e o Papel do jornal, de 1974, hoje na oitava edição) foram resenhados por Veja e os principais veículos impressos.


** Patacoada: Este Observatório da Imprensa não é apreciado pelo mercado publicitário e também por aqueles que controlam as verbas oficiais. Nem por isso lambe as respectivas botas.


 


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