Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

JORNAL DE DEBATES > PIMPÃO & PIMPINHO

Quatro lorotas e uma patacoada

Por Alberto Dines em 15/01/2009 na edição 520

Mino Carta, decididamente, nunca foi pimpão. Pode ter sido pimpinho. Agora beira à senilidade: em 20 linhas de seu blog (‘A obsessão de Dines‘, 13/1/2009), quatro lorotas e uma patacoada:


** Lorota 1: A medalha Tamandaré foi concedida pelo governo João Goulart, em 1962. Não era uma ditadura. Para quem é jornalista, fácil verificar.


** Lorota 2: Raimundo Faoro jamais zangou-se com este observador. Em 1979, apareceu numa sátira à escolha de João Figueiredo (Por que não eu?, Editora Codecri) na condição de figura que faria bonito como presidente da República. Faoro achou graça e mandou um bilhete, muito bem humorado, ao autor. A crítica ao Jornal da República foi dirigida ao seu principal financiador: o governador Paulo Maluf (dono indireto da falida Vasp).


** Lorota 3: O Jornal do Brasil despachou dois jornalistas para cobrir a guerra de 1967 no Oriente Médio: este observador e o editor internacional, Luis Edgard de Andrade. Este observador encontrava-se em Paris (de volta de Moscou) e conseguiu chegar a Israel no terceiro dia daquela que ficou conhecida como Guerra dos Seis Dias (único jornalista brasileiro que acompanhou o seu desenrolar). Luis Edgard não chegou ao Egito – foi preso na fronteira com a Líbia. Na foto, este observador não está de bermudas nem slack, mas de roupa cáqui que em Israel naquela época usava-se nos kibutzim. Mino Carta , com toda a certeza, cobriria uma guerra de salto alto.


** Lorota 4: A primeira edição de Morte no Paraíso, de autoria deste jornalista, foi publicada em novembro de 1981. Veja era então dirigida por dois jornalistas que mandaram avisar à editora que o livro não seria resenhado. Não leram e não gostaram, problema deles. Este observador acredita que Mino Carta dirigia então IstoÉ, que, aliás, produziu uma esplêndida resenha assinada por Geraldo Galvão Ferraz. Os livros anteriores (o mencionado Por que não eu?, de 1979 e o Papel do jornal, de 1974, hoje na oitava edição) foram resenhados por Veja e os principais veículos impressos.


** Patacoada: Este Observatório da Imprensa não é apreciado pelo mercado publicitário e também por aqueles que controlam as verbas oficiais. Nem por isso lambe as respectivas botas.


 


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Todos os comentários

  1. Comentou em 21/01/2009 Diego Mattar

    Adimiro muito o Alberto Dines porem achei está critica muito rasteira. Uma critica estilo Diogo Mainardi. Da mesma maneiro que que Alberto Dines fala que a Carta Capital puxa saco do governo, o Diogo Mainardi falava a mesma coisa do Alberto Dines. Ai começa as teorias malucas, de como o IG e a Embraer tem participação do governo federal e a Odebretch tem diversas obras com o governo, o site apoia o governo. Quem le carta capital sabe que a revista sempre critica o governo mesmo tento progapanda do governo federal.

  2. Comentou em 17/01/2009 Marco Antônio Leite

    Luiz Epto você deve ter trabalhado na censura dos governos militares. Deixa de ditadura. Seja homem e responda o porque dessa perseguição contra a minha pessoa, tenha dó cidadão!

  3. Comentou em 17/01/2009 Marco Antônio Leite

    Luiz Epto você deve ter trabalhado na censura dos governos militares. Deixa de ditadura. Seja homem e responda o porque dessa perseguição contra a minha pessoa, tenha dó cidadão!

  4. Comentou em 17/01/2009 Marco Antônio Leite

    Luiz Egypto continua a censurar aquilo que entende ser perigoso para o site do seu patrão José Serra. Coragem homem, como bom jornalista, com certeza, as portas estarão abertas para recebê-lo de braços abertos. Coragem, Coragem e Coragem! Não é mais proibido fumar, bem como, censurar!

  5. Comentou em 15/01/2009 edson sanches

    São dois importantes jornalistas, sem dúvida. O problema é que o Dines perdeu o fio da história. Um dos melhores programas que existiu foi o Observatório, mas hoje é uma mesmice. Quem esteve nos últimos programas… Lúcia Hipólito, aquela que comparou o governo do Lula com a seleção do Dunga. Outro dia estava aquele amiguinho do Dantas que ameaçou inclusive a esposa do Luis Nassif. Figura tão desprezível que nem me vem o nome e que rolou um ping-pongue com a jornalista da Folha sem ética nenhuma que é a Andrea Michael. Anos atrás o programa era conhecido por seu pluralismo e já até vi o Bob Fernandes. O pluralismo acabou e fica esse ressentimento com o atual governo.

    Cadê o Serra que censurou um blog a ponto de tirar do ar?

    Enquanto isso, as vozes se calam… são vozes uníssonas e já cansadas. Até pelas contradições apontada no texto, no elogio do articulista da Isto É a época de Mino Carta demonstra isso, as qualidades do sr. Mino Carta. O sr. Dines tem qualidades, mas elas atualmente se perdem em ressentimentos com colegas de classes de histórico brilhante quanto o dele. É triste um jornalista se perder por orgulhos e vaidades.

  6. Comentou em 15/01/2009 Isaac Lira

    Só um comentário sobre a tal patacoada: se o OI não é apreciado por nenhum dos dois seguimentos, aqueles dois símbolos ali em cima, Odebrecht e Embraer, são o que? Caridade? Terceiro setor?

    E sobre a crítica do Dines acerca do Mino: putz, essa é mais velha que minha vó. Fui assinante e contei os anúncios, inclusive em comparação com outros veículos. Mino está certo…

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