Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

CADERNO DO LEITOR > INVESTIGAÇÃO & ARAPONGAGEM

Sem fatalismo

24/02/2004 na edição 265

Muito feliz a abordagem do jornalista Alberto Dines. Era óbvio que toda essa pantomima mais cedo ou mais tarde apareceria, e seria ingenuidade primária alguém, mesmo dentro do PT, achar que o governo Lula passaria seus quatro anos de mandato ileso, sem que algo dessa natureza surgisse. Evidentemente que as oposições têm em um de seus papéis essa premissa básica, a de procurar ‘furos’ de forma a desestabilizar o governo, para que isso crie condições de se eleger num próximo mandato. Desde a Grécia Antiga a democracia se manifestou assim.

O problema, no Brasil, é: quem quer voltar ao governo? O que não é interessante é a fulanização que se apregoa, é pensar que esse caso torne o PT, e as pessoas que estão no governo, parte da mesma ratatuia que governou esta terra nos últimos 500 anos. Esse partido tem uma ética própria e isso o torna diferente das outras agremiações, na medida em que busca até o expurgo como forma de preservar essa postura. Isso é melhor ou pior do que os outros?

Bom, essa questão só poderá ser respondida conforme esses ‘percalços’ forem sendo resolvidos. Penso que ainda é muito cedo para fazer-se juízo de valor. É preciso também entender que acabou a inocência e que o PT não pode mais ser considerado o detentor das virtudes e da decência do Brasil, tanto pela sociedade como pelos integrantes do partido. Isso levará ao amadurecimento político do país, uma vez que, se esse caso gera angústia, ou insatisfação, por ter o partido durante muito tempo levantado essa bandeira e ter mordido a própria língua, cabe agora tentar resolver eficazmente esse processo, com o retorno ao seu caminho, de guardião das coisas boas que devem ser preservadas.

Agora, para isso, deve-se deixar de lado o fatalismo que a grande imprensa quer dar ao caso e é preciso que haja boa vontade da sociedade e principalmente da elite, que torce para que tudo isso dê errado e retorne ao poder.

Alexandre Carlos Aguiar



Clara, direta, simples e objetiva

Temos aí o melhor senso de justiça para ser sugerido à suprema corte de Justiça de nosso país, bem como lido em plenário por um político de reconhecida ética e de caráter brunido, para que exerçam suas atribuições em beneficio do Brasil, e não dos interesses próprios, que também podem ser escusos. Parabéns ao Sr. Dines pelo excelente ponto de vista. A nossa imprensa só terá eficácia benéfica se for clara, direta, simples e objetiva, eximindo-se de todo e qualquer interesse que não o de bem informar seus leitores e expectadores da verdade que lhe chegou ao conhecimento. Desejo intensamente também que a sugestão do Sr. Dines seja levada a todos os veículos da imprensa com destaque especial de primeira página. É isto que nós, o povo, queremos.

João Vancarder



Mais grave é o Caso Banestado

Quando um bicheiro vira araponga é bom perguntar para quem ele estava trabalhando e com que objetivos. Isso não é trabalho da Polícia Federal e do Ministério Público? Por que um bicheiro? Caso mais grave é o esquema do Banestado, parece que nossa imprensa necessita destas denúncias bombásticas para sobreviver neste mercado medíocre.

Fabio Silva



Tirou daqui, ó!

Maravilhoso: tirou daqui, ó!

Humberto Crivellari

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