Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

ENTRE ASPAS > FOGO SOBRE GAZA

UOL em pé de guerra

Por Alberto Dines em 12/01/2009 na edição 519

No domingo (11/1), no portal UOL de notícias travou-se um debate virtual sobre a Batalha de Gaza. Sob o ponto de vista tecnológico é um avanço. O acessador escolhe um dos temas oferecidos, depois escolhe um dos dois participantes e então vê e ouve em português as respectivas opiniões. Pode ficar apenas com um lado e, se quiser, pode comparar as argumentações.


Combinação de TV com internet e uma fascinante amostra das imensas possibilidades que se abrem no mundo digital. Mas sob o ponto de vista político e do interesse público, a iniciativa é lamentável.


Quem estava ali para defender os pontos de vista das partes em conflito não eram um israelense e um palestino. Era um judeu, Ricardo Birkiensztat, representante da Federação Israelita de São Paulo e Jamile Latif, apresentada como representante da Federação das Entidades Palestinas. Ambos brasileiros.


Papel da mídia


Acontece que o conflito no Oriente Médio é um conflito entre o Estado de Israel e os palestinos ou uma parte dos palestinos que defende o Hamas. Há judeus que não apóiam a violenta retaliação israelense e há palestinos que não concordam com os métodos do Hamas.


As comunidades árabes e judaicas sempre viveram em paz mesmo quando solidárias com seus correligionários de além-mar. Trazer o conflito para o Brasil é um desserviço à sociedade brasileira, aos valores brasileiros, aos interesses brasileiros. Quem deveria representar as duas facções são seus representantes diplomáticos.


Os meios de comunicação podem desempenhar um papel crucial em conflitos internacionais, a mídia pode aumentar ressentimentos e pode atenuá-los. A virtualidade oferecida pelo UOL nos arrasta para dentro de uma guerra real.

Todos os comentários

  1. Comentou em 16/06/2010 Vânia Mara Pereira Machado Machado

    As questões levantadas no Brasil Nação não são assuntos que devam ser tratados com amenidade ou como entretenimento e sim com grande seriedade e força como acontecia. A grande midia já nos encharca de entretenimento alienante, o suficiente.
    Os blogs da direita insistem em desqualificar o programa se utilizando de termos como bolivarianismo, chavismo, cocalero numa clara alusão ao Jornal da TELESUR – que cumpre a função que está na constituição brasileira de ‘construir a integração latinoamericana’ – não só num total desrespeito aos povos da América Latina, como de seus dirigentes mas também de todo um movimento de independência que construimos com luta e consciência há décadas!
    Tentam, diariamente, desmantelar – orquestrados pelos jornalões e revistas da grande midia – o pouco que há de uma programação democrática, pública, construtora, socializadora, educadora e diversificada que a emissora estruturou nos últimos anos, pelos esforços do Governador Requião. Brasil Nação e Telesur são os dois programas visados pela direita justamente por serem os programas que ‘desalinham’ o pensamento hegemônico.

  2. Comentou em 27/01/2009 Alfredo Braga

    O Sr. Dinis já é bastante conhecido por sua dissimulada parcialidade ( cf. http://www.alfredo-braga.pro.br/discussoes/desmascarando.html ) e agora, com esse sorrateiro sofisma, tentando restringir as discussões sobre a bestialidade do exército judeu, apenas ao âmbito do cinismo da diplomacia, é qualquer coisa como reles desonestidade intelectual.
    A virulência do judeo-sionismo, tanto na Palestina, quanto no Brasil, ou em qualquer parte do mundo, deve ser, sim, denunciada e discutida em todos os fóruns possíveis.
    Essa tentativa de abafar, escamotear, ou negar a bestialidade da ocupação judia da Palestina, é a velha e ladina característica do obscurantismo sionista.
    Alfredo Braga
    albr@uol.com.br

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