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Domingo, 19 de Agosto de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1000
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ENTRE ASPAS > FIM DE SEMANA, 28 E 29/2

Veja

01/07/2008 na edição 492

INTERNET
Marcos Todeschini

Um avatar no RH

‘A funcionária T-Pink é uma das responsáveis pelo setor de recursos humanos na filial brasileira da empresa alemã T-Systems, uma das maiores do mundo na prestação de consultoria em tecnologia da informação. A executiva chama atenção pelas longas madeixas tingidas de cor-de-rosa, razão do apelido pelo qual é conhecida. Mas realmente inusitado a seu respeito é que T-Pink só existe no Second Life, mundo virtual na internet. Trata-se de um avatar que representa a empresa. Está programada para receber candidatos on-line e fazer uma primeira triagem, com base num roteiro de perguntas cujas respostas são avaliadas, junto com o currículo, por uma equipe de funcionários (de verdade). As demais entrevistas e dinâmicas de grupo se passam no mundo real. Nos últimos três meses, 1.500 candidatos foram avaliados por T-Pink e 144 deles seguiram na seleção. São 15% dos aspirantes a uma vaga na T-Systems, a primeira no Brasil a usar o Second Life com esse propósito. ‘A seleção ficou mais eficiente’, diz André Vieira, diretor de recursos humanos.

Algumas empresas começaram a explorar o Second Life há dois anos, quando implantaram filiais on-line com o objetivo de divulgar produtos e a própria marca. Elas também já usavam sites de relacionamento, como Orkut e Facebook, em busca de informações sobre os candidatos. O recrutamento virtual é algo bem mais novo. Poucos meses atrás, Microsoft e Hewlett-Packard foram as primeiras a recorrer à internet para selecionar candidatos, nos Estados Unidos e na Europa. Estão interessadas no que diz uma recente pesquisa americana sobre os candidatos a emprego no Second Life: 80% deles têm pelo menos cinco anos de experiência no mercado de trabalho e adoram tecnologia. Ainda que nem todas as vagas ofertadas na internet sejam direcionadas a especialistas na área, observar os candidatos no ambiente virtual tem ajudado a encontrar profissionais com aptidões bastante valorizadas. Uma delas diz respeito à rapidez de raciocínio em frente ao computador. Outra remete à clareza no uso do idioma e, mais básico ainda, à capacidade de escrever sem cometer erros. Como as questões são respondidas no ato, não há oportunidade para eventuais correções.

O Second Life oferece outra vantagem – essa, de ordem financeira. Um espaço permanente no mundo virtual (ou ‘ilha’, segundo o jargão) sai por algo em torno de 4.000 reais, além do dinheiro investido no desenvolvimento de softwares que determinam o formato da entrevista virtual e as perguntas que serão feitas pelo avatar da empresa a cada candidato. Mesmo assim, fazer a pré-seleção on-line custa um terço do valor de uma pré-seleção convencional. Essa economia se deve, basicamente, ao fato de a entrevista na internet dispensar os custos de manutenção de um espaço físico e tomar menos tempo dos funcionários – dez minutos apenas para a leitura das respostas. Com tudo isso, o Second Life tem se revelado uma ferramenta útil e, por isso, cada vez mais procurada. Diz Louis Vong, vice-presidente da TMP, uma das maiores empresas de recrutamento nos Estados Unidos: ‘A aplicação com sucesso do novo sistema já despertou o interesse de multinacionais de vários ramos de negócios, e não só de tecnologia’. Tudo indica que virão muitas outras T-Pinks por aí.’

 

 

GREVE
Veja Online

Atores e estúdios sem acordo, 30/6

‘O contrato coletivo de 120.000 filiados do Sindicato de Atores de Cinema e Televisão (SAG) com os estúdios de Hollywood se encerra à meia-noite desta segunda-feira e tudo indica que um novo acordo não deve ser firmado até o fim do dia. Por isso, apesar do presidente da entidade, Alan Rosenberg, negar a possibilidade de uma greve, o setor teme uma nova paralisação. O receio é a repetição dos prejuízos bilionários causados pela greve dos roteiristas, entre novembro de 2007 e fevereiro de 2008.

O impasse com os atores já afeta a produção de projetos grandes como o filme Anjos e Demônios, baseado em livro do mesmo autor de O código da Vinci. No domingo, o sindicato que representa os estúdios, a Aliança de Produtores de Cinema e Televisão (AMPTP), informou que todas as produções foram suspensas para que não haja grandes prejuízos em caso de uma possível greve e acusou o sindicato dos atores de ‘insistir sobre negociações de última hora e arrastá-las até julho’.

Em resposta, o presidente do SAG disse que qualquer desaceleração das atividades do setor ‘se deve à decisão dos estúdios. As negociações começaram em abril, mas desentendimentos sobre alguns temas como o forma de pagamento dos atores por trabalhos criados para a internet impediram a assinatura de um novo contrato.

Outro problema é a divisão da categoria. A Federação Americana de Artistas de Televisão e Rádio (AFTRA), que tem 40.000 afiliados em comum com a SAG, deu sua aprovação a uma proposta dos estúdios. A briga dos sindicatos ganhou espaço na imprensa quando astros como Tom Hanks, Kevin Spacey e Alec Baldwin declararam seu apoio à AFTRA e Jack Nicholson, junto a Ben Stiller, ficaram do lado do SAG.

Para tentar acabar com o impasse, George Clooney divulgou um comunicado em que pede a unidade dos profissionais. Ele afirma que o fracasso dos dois grupos sindicais fortalece apenas a posição dos grandes estúdios. Mas nada foi decidido ainda.’

 

 

 

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Clique nos links abaixo para acessar os textos do final de semana selecionados para a seção Entre Aspas.

Folha de S. Paulo – 1

Folha de S. Paulo – 2

O Estado de S. Paulo – 1

O Estado de S. Paulo – 2

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