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Sexta-feira, 17 de Agosto de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1000
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MEMóRIA > WILTON FRANCO (1930-2012)

Apresentador de TV, diretor e criador de Os Trapalhões

Por OG em 16/10/2012 na edição 716
Reproduzido de O Globo, 14/10/2012

Egresso do rádio, Wilton Franco esteve à frente de alguns dos maiores sucessos da televisão brasileira. Em 1966, então diretor da TV Excelsior, teve a ideia de criar o humorístico 'Adoráveis trapalhões'.

O programa reunia o galã Wanderley Cardoso, o astro do telecatch Ted Boy Marino, o cantor Ivon Cury e o comediante Renato Aragão. A atração mudou de nome, elenco e emissora. E em 1977 chegou à TV Globo, como “Os Trapalhões”, e já com Didi, Dedé, Mussum e Zacarias. Franco voltou a dirigir o programa entre 1988 a 1992. Muito antes, porém, fazia sucesso na Rádio Nacional apresentando os quadros humorísticos do programa “Balança mas não cai”, criado por Max Nunes e Paulo Gracindo nos anos 1950.

Maurício Sherman, diretor-geral do programa “Zorra total”, conheceu Franco ainda nessa década, na Rádio Tupi. Sherman vinha do teatro, e Franco começava como locutor e ator de radionovelas.

– Era um rapaz brilhante e logo se tornou uma estrela do rádio. Era apresentador, animador de auditório, locutor – lembra Sherman.

Nos anos 1960, já na televisão, Franco criou o infantil “Essa gente inocente”. Apresentado por Lúcio Mauro, na Tupi, o programa chegou a ser premiado como melhor atração de TV num festival em Montecarlo. Ainda na Tupi, dirigiu o programa de variedades “Moacyr Franco Show” e substituiu Sherman na direção do programa de Flávio Cavalvanti (o colega saiu para se dedicar à novela “Jerônimo – O herói do sertão”).

Em 1982, na antiga TVS, Franco foi um dos criadores do polêmico “O povo na TV”. E depois voltou à Globo. Nos últimos dez anos, ele estava longe da televisão, trabalhando como assessor artístico de Alex Murad, filho de Beto Carrero, que administra as empresas do pai.

Franco morreu sábado (13/10), aos 82 anos, em Penha, Santa Catarina. Teve parada cardíaca a caminho do hospital após sofrer um princípio de AVC. Seu corpo foi cremado, em Balneário Camboriú, no Crematório Vaticano.

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