Domingo, 17 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

MEMóRIA > FRANCESC PETIT (1934-2013)

Morre o publicitário Francesc Petit

Por Ronaldo D’Ercole em 10/09/2013 na edição 763
Reproduzido do Globo.com, 6/9/2013

Um dos maiores diretores de arte da propaganda brasileira, o publicitário Francesc Petit morreu na sexta-feira [6/9] no hospital Sírio Libanês. Ele estava internado para tratamento de um câncer, descoberto há um ano. Petit tinha 79 anos e foi um dos fundadores da agência DPZ, onde trabalhou por 46 anos.

Nascido em Barcelona, em 1934, Petit, que era pintor além de publicitário, mudou-se para o Brasil em 1952. À frente da DPZ, foi responsável pela criação de marcas como a do banco Itaú e Sadia.

“Tendo recebido uma educação artística que veio reforçar uma vocação revelada desde muito cedo, Petit caracterizava-se pela exigência de qualidade no acabamento de toda obra, não importando o meio utilizado”, diz comunicado sobre seu falecimento distribuído pela DPZ.

O executivo-chefe da Neogama, Alexandre Gama, disse que Petit tinha uma autenticidade “lendária”.

– Eu sempre o encontrava com a família no restaurante Gero. Da última vez que o vi com a esposa lá, ele, num gesto afetuoso, me deu um lenço como os que sempre levava elegantemente no bolso do paletó e disse: “use sempre no bolso do paletó como uma marca.” Vindo de quem fez das marcas sua vida, sei que foi mais que uma gentileza. Ele foi um dos nossos maiores talentos. Até os franceses que adquiriram a DPZ sabem que Petit no Brasil significa “grande”.

Da amizade de Petit com Roberto Duailibi, com quem trabalhara anteriormente em outras agências, e com José Zaragoza, conterrâneo que veio a conhecer no Brasil, em 1968 nasceu a DPZ – união das iniciais dos sobrenomes do trio – que se tornaria uma das maiores e mais criativas agências de publicidade do país.

Em julho de 2011 os três publicitários venderam 70% da DPZ ao grupo Publicis, um dos gigantes da publicidade mundial, numa transação avaliada em US$ 120 milhões. A previsão era que os três fundadores se desfizessem dos 30% (10% cada) do capital que ainda detêm na agência até o final deste ano.

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Ronaldo D’Ercole, do Globo

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