Terça-feira, 19 de Março de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1029
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Jornalista, destacou-se como crítico de arte

Por ‘FSP’ em 29/10/2013 na edição 770

Ivo Zanini nunca se atreveu a segurar um pincel, mas sabia avaliar muito bem o que os outros faziam com as tintas.

Membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte, integrou júris de inúmeras premiações da área. Também foi premiado pela própria entidade por sua contribuição à cultura nacional.

Fundou e dirigiu os espaços culturais DHL, Metropolitana e Cásper Líbero, destinados exclusivamente a incentivar talentos emergentes.

Antes de se tornar crítico, foi repórter de vários jornais, incluindo a Folha, onde começou nos anos 50 e trabalhou por quase três décadas. Apesar de a arte predominar em suas reportagens, escreveu sobre diversos assuntos, de temas relacionados a cidades a dicas de turismo.

Por cerca de 20 anos, também manteve uma coluna de artes plásticas na “Ilustrada”. É autor de “Bonadei, Blank e Bussab: A Pintura Brasileira em Três Momentos”, coletânea de artigos publicados na Folha nas décadas de 60 e 70.

Não foi o único crítico de arte da família: era irmão do historiador e primeiro diretor do Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP, Walter Zanini, morto em janeiro.

Por mais de meio século, foi casado com Terezinha. O namoro começou depois que Ivo pediu a ela, então sua amiga, que lhe desse aulas de piano. “Mas ele aprendeu só um pouquinho”, conta a mulher.

Corintiano roxo, falava do time como se fosse um irmão. Além de jogar futebol, também nadava e andava de bicicleta.

Morreu na segunda (14/10), aos 84 anos, de complicações de uma diverticulite (inflamação no intestino grosso). Deixa a viúva, dois filhos e duas netas.

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